13 de outubro de 2015

SER DE CENTRO É UMA MERDA E A CEGUEIRA ACABA COM O BRASIL



Muitas pessoas dizem que é difícil saber o que é esquerda e o que é direita no Brasil. Esta realidade condiz exatamente com a atual posição partidária dos últimos anos. O PT, por exemplo, apoiou muito mais as grandes corporações e seus próprios interesses do que a população brasileira no governo Dilma Rousseff, cada vez mais claro com a crise econômica atual e a postura do governo federal: vamos aumentar os impostos, aumentar os juros e fazer com que a população pague o pato, enquanto bancos e empresas que contribuíram para a atual crise saem ilesas (nada incomum e nada diferente do que acontece com o resto do mundo, pois aconteceu a mesma coisa com a crise norte-americana). O PSDB não é diferente: tomou a atitude de ser uma oposição que não é oposição. Contestam algumas coisas do governo federal, mas não tomam partido de nada, estão apenas vendo o circo pegar fogo, enquanto a população procura por uma oposição que defenda seus interesse e que lhes dê voz contra governo. E eu pergunto: o que faz uma pessoa que se diz não ser nenhum dos dois?

Sempre acreditei e continuo acreditando que não há como prevalecer apenas o povo, como também não tem como prevalecer apenas as empresas. Em minha visão, as empresas tinham que se preocupar com a sociedade em que vivem e, o governo, apoiar empresas que tem esse posicionamento. Se a empresa ajuda a sociedade e o governo ajuda a empresa, acredito que todos ganham com isso, pois é o crescimento na base de ajudar ao próximo e fazer com ele ou ela tenha condições boas de viver e atuar em sua sociedade. Claro, o governo deve garantir ao seu povo estrutura básica: educação, transporte, saúde, preservar o meio ambiente, entre outros. O governo tinha que ser, em outros palavras, o mediador entre as relações empresa-população e garantir o bem-estar de todos. Pode parecer utópico, mas é algo que acontece em diversos lugares do mundo.

Mas isso é bem aceito pela esquerda e pela direita? Muitas vezes não, e é exatamente sobre isso que quero conversar. Chega a ser irritante quando as pessoas olham apenas para elas e não conseguem ver o mundo ao seu redor, e quando digo mundo é no sentido de fazer com que todos cresçam junto. Além disso, esse estereótipo criado na época da Revolução Francesa, ao meu ver, esta mais do que datado e não há nenhum autor ou político que nos mostre outro modo de fazer política nos dias de hoje sem esse molde pré-estabelecido. Como não gosto de extremismos e tenho que me "posicionar", me considero uma pessoa de centro, embora muitos digam que sou de esquerda ou de direita, dependendo do grupo de amigos.

Para meus amigos de esquerda (que me consideram de direita), escuto muito o discurso de que "o que governo que está hoje no poder não pode sair. Nunca avançamos tanto em questões de direitos humanos, de igualdade, de trabalhadores, etc. A oposição vai tirar tudo isso da gente". Me desculpe, mas nunca tivemos tanto um Congresso e um Senado conservador como temos hoje, por muitos motivos que não falarei agora para este texto não ficar enorme e chato para ler. Este medo que a esquerda tem de perder os direitos não existe, pois já estamos perdendo vários com a crise política, reflexo do atual do governo. Além disso, foi neste governo que surgiram pessoas como Marco Feliciano, que foi líder da Comissão de Direitos Humanos e Minoria, um exemplo que simboliza exatamente o que quero dizer: a esquerda muitas vezes não vê que é no atual governo que mais estamos deixando debates importantes serem massacrados por governistas conservadores. 

Para meus amigos de direita (que me consideram de esquerda), o que escuto é "O PT é o câncer do país! Governo corrupto que fica oferecendo Bolsa Família para ficar ganhando voto! É o socialismo querendo dominar o Brasil!". Embora eu concorde que o PT é corrupto e que o Bolsa Família precisa urgente de fiscalização e que seja um programa para os pais incentivarem e participarem mais da criação dos filhos, digo uma coisa: a maioria dos partidos também é, e quando vou falar de algum escândalo de corrupção do PSDB, o pessoal da direita fica irritado e coloca a tucanada no pedestal. E os cartéis do metrô de São Paulo? E o mensalão tucano? Isso não vem para a imprensa e pior: a direita defende as ações do atual governo do estado de São Paulo! Como que defendem alguém que diz que não teria rodízio de água, sendo que ela já ocorreu e foi assumida pelo próprio governo do estado de São Paulo meses depois? Como defendem alguém que construiu um projeto caro que agora está parado porque teve problemas básicos na construção, como foi o monotrilho? Mas o pior mesmo é quando vão criticar pessoas que defendem a esquerda, falando que elas não tem instrução. E como alguém que tem instrução defende a corrupção da direita? E além disso, a atual esquerda é um socialismo que apenas se beneficiou, como também beneficiou bancos e empresários do país inteiro.

São algumas coisas que não entendo das pessoas quando elas tomam partido de ser de direita ou de esquerda. Elas não acabam vendo o todo, olham tudo segmentado, em partes, filtrado exatamente no que querem ver, no que querem acreditar. O problema no Brasil hoje é isso de cada um querer o seu e fod*-se o resto. Ninguém pensa em crescer junto, pensa apenas em crescer. Todo mundo adora falar da grama do vizinho, mas ninguém olha a própria grama. E quem vê o todo acaba sendo uma pessoa que "não vê a verdade". Muito pelo contrário: ver tudo é o que realmente faz você questionar para onde as coisas estão indo. Olhar para si só traz a cegueira e, com ela, a ilusão de uma realidade que resulta na ignorância. 

11 de outubro de 2015

MESMO COM FRAGILIDADE, GAMEFLY STREAMING CHEGA AO BRASIL PARA FICAR



Vocês se lembram quando eu falei que a Playstation Now foi um grande acerto da Sony (clique aqui para ler a postagem)? Pois é, não retiro nada do que disse nessa postagem: esta nova geração precisa pensar em streaming. Netflix e Spotify já são referências hoje para filmes/séries e música, respectivamente. Mas e games? Acredito que ainda não se estabeleceu de forma definitiva uma empresa que esteja se destacando ao oferecer este tipo de serviço para diversos aparelhos (celular, tv, console, tablets, entre outros), mas algumas já começaram a mexer os pauzinhos. A Sony, com o Playstation Now, está demorando demais para expandir o serviço ao redor do mundo, inclusive para o Brasil. Eis que, de forma inusitada, a Samsung surge com a parceria com a Gamefly e chegam ao Brasil com o Gamefly streaming.

Antes de mais nada, eu preciso explicar como que descobri que essa bagaça existia: descobri pela internet, simples assim. Se não me engano vi uma notícia que vinha junto com o comercial do Gabriel Medina (o famoso surfista) anunciando o serviço para os televisores da Samsung. Contudo, eu pensava que não poderia ter acesso ao serviço, já que apenas algumas Smart TV's específicas da Samsung são capazes de oferecer o Gamefly no Brasil, e pensei que a minha estava de fora dessa lista. Ligando a TV ontem, verifiquei que ela tinha sido atualizada e que o aplicativo estava disponível para download e baixei na hora.

Para iniciar o aplicativo já tive um primeiro problema: por causa da nossa conexão aqui no Brasil não ser muito eficiente (claro, generalizando as operadoras aqui presente e a velocidade que elas nos oferecem), tive que esperar um dia para encontrar e conectar o cabo da internet na televisão para melhorar a velocidade. Depois disso, o serviço aceitou a velocidade da minha internet e iniciou normalmente. Mas aí surgiu o segundo problema: tinha que ter um controle compatível. Ok, pensei: "Nossa, não deve ser caro um controle compatível". No final das contas tive que pagar cem reais por um controle de Xbox 360 com fio (wireless não funciona), já que o do PS4 não tem compatibilidade, e detalhe: era um dos mais baratos da lista de controles homologados da Samsung. Só depois disso tudo é que tudo começou a andar, mas mais ou menos.

Vou explicar para vocês de forma extremamente rápida como funciona: ao ter o controle compatível e a internet com a velocidade necessária, você terá acesso à biblioteca de jogos do Gamefly, podendo jogar dez minutos de cada jogo sem custo algum. Após o tempo expirar, você precisa assinar um dos pacotes de assinatura mensal disponíveis (que possuem valores compatíveis com o mercado de sobra). Pelo que testei até agora, jogar no Gamefly é muito bom. Os gráficos e o áudio estão em boa qualidade (720p, considerando que é tudo feito pela televisão), similar com a de um PS3 e Xbox 360 (no momento os jogos são da geração passada, o que é normal quando lembramos da chegada da Netflix ao Brasil). Assim, o Gamefly está cumprindo aquilo que prometeu e o serviço em si é de qualidade.

Porém, até conseguir chegar na parte de jogar é quase um parto, como vocês puderam notar. O aplicativo do Gamefly para a televisão ainda é muito rudimentar, tendo apenas a lista de jogos disponíveis e sem qualquer "Minha Conta", "Como funciona", "Assinaturas", "Pesquisa" com ícones visíveis de forma fácil para o usuário utilizar o aplicativo. Não, você tem que ir caçando. E nem o Gamefly e nem a Samsung (contando que é uma parceria) oferecem para os consumidores um site digno para poder se informar. O site da Gamefly só tem a versão norte-americana e a Samsung apenas mostra em seus sites os pacotes que existem, qual a proposta do serviço e a lista de jogos, sem qualquer preocupação em ensinar com um guia básico como que funciona o serviço até o momento de poder começar a jogar. É um descuidado gritante para uma empresa como a Samsung ao lançar este tipo de serviço, oferecendo para nós algo tão inovador e que dá aos gamers vontade de experimentar a novidade e, ao final, fazer com que a experiência seja algo impaciente demais, demorado e nada prático.

Claro, ainda tem muito chão pela frente, já que o serviço foi lançado em Agosto e, querendo ou não, é mérito da Samsung e do Gamefly: eles chegaram ao Brasil antes da Sony começar a fazer alguma coisa com a Playstation Now e está demorando muito para a Sony tomar atitudes com as suas atividades no Brasil (chegada do PS4 é um exemplo claro, chegando no pior momento possível de uma crise econômica). E é evidente: ainda tem muito arroz e feijão para o Gamefly e a Samsung conseguirem ter corpo para começar a cutucar a Sony, mas essa cutucada já está dando início. É só a Samsung e o Gamefly correrem para melhorar e aperfeiçoar o que pode ser um grande atrativo para as Smart TVs para os próximos anos. Tem gente que fala que os próximos consoles não existirão e que tudo passará a ser por streaming. Disso eu ainda não sei, mas que há mudanças ninguém pode negar, e quem não quiser enxergar acabará ficando para trás.

1 de setembro de 2015

MÚSICA DA SEMANA - What You Mean To Me


Semana nem começou e já está corrida, como sempre. Acabei de estudar para uma prova de inglês (sim, prova às oito e meia da amanhã, antes de começar o estágio. Uma linda manhã para uma terça-feira) e estou postando mais uma música da semana. Como comentei na semana passada sobre o que aconteceu de bom em 2015, nada mais justo do que postar exatamente sobre algo de lá. Eis que escolhi mostrar para vocês a canção What You Mean To Me, do musical Finding Neverland, em cartaz na Broadway. Optei por esta canção porque é uma das melhores canções de amor vinda de um musical nos últimos anos (junto com Always Starting Over, de If/Then, mas isto é outra história). Senhoras e senhores, meninos e meninas, What You Mean To Me.

25 de agosto de 2015

O QUE ACONTECEU DE BOM EM 2015? (PARTE 2)


Como eu disse antes, muita coisa boa aconteceu esse ano e não era possível resumir tudo em apenas uma postagem.

Falando sobre música, tivemos em São Paulo um dos shows que eu mais estava guardando: Ed Sheeran. Jovem talentoso, o cantor subiu ao palco sozinho e tocou sucessos de seu novo disco, X, e do seu antecessor, +, e mostrou o motivo de ser um dos maiores compositores e cantores da música contemporânea. Ao vivo, Sheeran grava as vozes que ficam no playback, toca violão e muda os arranjos das canções de acordo com a animação da plateia. Nem preciso dizer que, para o público brasileiro, o cantor escolheu músicas animadas para o povo cantar junto. Para mim, foi o terceiro melhor show que já vi por um motivo: Sherran ainda é muito tímido no palco e, querendo ou não, estamos falando de entretenimento. Ele tem o dom de dominar o palco e o faz como ninguém, mas o cantor precisa falar mais com a plateia e brincar mais, criar um vínculo com os fãs (e não simplesmente ir embora após acabar o show). Ainda acho o show de Sir Paul McCartney o melhor que já vi, seguido pelo de Michael Bublé. Tendo maior contato com o público, acredito que Sheeran ganhará mais ainda a atenção do público e ser um verdadeiro show man

Sobre teatro, é impossível não comentar sobre o Tony e uma das maiores injustiças do ano (que querendo ou não, teve um bom motivo para ter ocorrido). No ano passado, muitos se lembram de Jennifer Hudson cantando a música tema do musical Finding Neverland (baseado no filme Em Busca da Terra do Nunca). Claro, promover o espetáculo em uma das maiores cerimônias do teatro musical norte-americano um ano antes da peça estrear na Broadway torceu o nariz de muitas pessoas do meio teatral. Assim, o musical ficou de fora das premiações desse Tony Awards, Justiça foi feita, mas a dó é que é um dos melhores trabalhos na Broadway nos últimos anos, em diversos sentidos. Primeiramente pela trilha sonora que é viciante, com cada música e letra bem escrita. Além disso, há a questão visual da peça: incríveis cenários te levam para as aventuras do escritor de Peter Pan com a família que o inspirou a escrever a história. Ouça a trilha sonora e, tendo a oportunidade, assista ao espetáculo. 

E falando sobre filmes: embora tenha feito muito sucesso lá fora, Ex_Machina: Instinto Artificial não chegou com muito fôlego no Brasil, porém, é um dos grandes filmes do ano quando falamos sobre ficção científica, sendo aclamado por crítica e público. A história é sobre um cientista que ganha um concurso para trabalhar junto com o chefe da empresa, que vive isolado em uma casa trabalhando em seu mais novo projeto. Não falarei mais sobre a história, apenas direi que é um triller misturado com ficção científica que não vemos provavelmente desde o lançamento de Allien

Será que as postagens acabam por aqui? Deixe o seu comentário e diga se quer ainda uma parte 3 do que rolou no primeiro semestre desse ano. As postagens individuais irão ocorrer naturalmente. 

24 de agosto de 2015

O QUE ACONTECEU DE BOM ATÉ AGORA EM 2015?



Olá pessoal. Sim, faz muto tempo que não posto nada aqui, então falarei as novidades (que não sei se já comentei): namorei, terminei, estagiei e já mudei de estágio, continuo no time de handebol da faculdade e agora começa o meu TCC. Mas o mais importante para todos nós é: finalmente comprei um computador novo. Para vocês terem uma ideia, meu desktop tinha 7 anos, indo para os seus 8. Era quase inviável escrever qualquer coisa no blog, pois tudo dava problema. Agora comprei um note, que facilita muito mais para postar os textos. E, para começar a volta ao blog (mais um vez e espero que seja a definitiva), vamos falar do que aconteceu de bom em 2015?

Em primeiro lugar, gostaria de falar do musical que mais me chamou a atenção esse ano: Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos. Mesmo com um enredo não muito enriquecedor, foi um musical delicioso de se ver, bem interpretado e planejado (além de ser um musical que apresenta para muitos os musicais de Chico Buarque esquecidos pelo tempo). Ainda não assisti os novos do Falabella (Memórias de um gigolô e Antes tarde do que nunca) e nem o Mudança de Hábito. Tem bastante coisa para conferir e o ano ainda não acabou, mas, por enquanto, Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos foi muito bom e, para quem sentir interesse, há a trilha sonora disponível no Spotify.

Falando agora sobre filmes, o grande blockbuster do ano até agora foi Jurassic World. Embora o final tenha sido bastante mela-cueca, a construção do filme e os efeitos especiais conseguiram trazer de volta, em diversos momentos, o espírito que o primeiro filme tinha. Além de Jurrasic, Divertida Mente foi a melhor animação disparada e aposto que ganhará o Oscar do ano que vem. Muitos disseram que é a volta da Pixar, mas ainda não acredito nisso (ainda mais com Carros 2 e Toy Story 4 anunciados), mas com certeza foi um acerto que a empresa não fazia já faz tempo e é um lindo filme (falarei mais sobre ele no futuro). Mas, como disse antes, o ano ainda não acabou: temos o último Jogos Vorazes vindo por aí e Star Wars VII.

Em games, nenhuma novidade extraordinária para falar a verdade. Journey veio para a PS4 e é um jogo lindo visualmente e com uma interessante jogabilidade, mas é um pouco limitado. God Of War III veio para o console da Sony, mas ainda não consegui jogar (e nem o último Batman, pois pretendo jogar os dois primeiros antes). Para falar a verdade, a nova geração de consoles ainda está muito fraca, com a maior parte dos jogos sendo de terceiros ou adiada para o ano que vem. Garantem que 2016 será o grande ano dos videgoames, mas falaram a mesma coisa de 2015 e o ano já está acabando.

Acho que por enquanto é um breve resumo do que veio em minha mente durante o ano. Claro que teve música, televisão e diversas outras coisas que aconteceram e que vou comentar daqui pra frente. Pouca coisa para falar e muito tempo. Claro: esta não é a minha realidade, mas o esforço será de fazer o contrário e conseguir tempo de voltar para cá. Aqui e de volta de uma vez.

18 de janeiro de 2015

PLAYSTATION NOW É UM GRANDE ACERTO PARA A NOVA GERAÇÃO DE CONSOLES


Feliz ano novo pessoal! Tudo de bom para todos vocês e que 2015 seja um dos melhores anos de suas vidas! Em breve falarei um pouco mais sobre o meu sumiço, o que tem acontecido e as novidades, mas espero que vocês fiquem felizes, porque é apenas coisa boa que veio nesse início de ano. E, para começar esse ano ímpar (normalmente meus anos de sorte), vamos falar um pouco sobre videogame. Muitos de vocês já conhecem e acessam o Netflix, tanto que eu já comentei sobre o serviço no blog em diversos momentos (como aqui e aqui ). Certo? Certo. Agora, imaginem um serviço de streaming que oferece jogos dos nossos consoles domésticos favoritos em troca de uma assinatura mensal ou trimestral. Imaginou? Agora saiba: isso é uma realidade.

O serviço de assinatura do Playstation Now foi lançado faz quase uma semana, no dia 13 de janeiro, nos EUA (o serviço funciona apenas lá, por questões de ser um projeto inicial e também porque lá a velocidade da internet é mais estável). Pagando 19,99 dólares por mês ou 44,99 dólares para três meses (ainda não há assinatura anual), o consumidor pode jogar qualquer jogo da biblioteca de mais de 100 jogos presentes no serviço, como grandes títulos do PS3, por exemplo, Uncharted, Batman Arkham City, God Of War, Infamous e outros. A empresa promete que ainda haverá títulos dos primeiros consoles da companhia, o PS1 e o PS2. Ainda não há previsão de lançamento do serviço para outras regiões.

E o que tudo isso prova? Que a Sony está acertando novamente. Depois de errar com o PS3, a empresa voltou a ter seu foco mais em games e diminuir a ideia do console como forma de entretenimento por completo (o atual erro do Xbox One, que tenta ser uma máquina completa e esquece de ser um videogame). Eu, particularmente, comprei o Wii na geração passada e praticamente perdi uma geração inteira de grandes títulos lançados para o Xbox 360 e o PS3. E, por incrível que pareça, a maior parte das pessoas que compraram o PS4 estão na mesma situação: ou compraram o Xbox 360 ou compraram o Nintendo Wii. Logo, esse tipo de serviço veio apenas para trazer felicidade. Claro, há pessoas que tiveram o PS3 e já jogaram a maioria dos títulos presentes na biblioteca. Porém, imagina quando tiver jogos de PS1 e PS2 que muitos jogadores novos nunca jogaram? E dos futuros jogadores que poderão comprar títulos de qualquer plataforma e escolher qualquer jogo presente na biblioteca do serviço? A Sony está trazendo uma ótima experiência para o consumidor.

Além disso, é um serviço que chegou para revolucionar o setor de videogames. Quando comprei o Nintendo Wii eu pensava que teriam vários jogos do Nintendo 64 disponíveis no Virtual Console para baixar e me decepcionei absurdamente. Muitos títulos ficaram de fora e a vontade de jogar grandes clássicos ficou na vontade mesmo, algo que não acontecia com as pessoas que compraram o Xbox 360 e o PS3, que podiam comprar separadamente jogos de uma vasta biblioteca presente nas plataformas de ambas as empresas. Agora, a Playstation, com o serviço de assinatura, não apenas apresenta uma simpática biblioteca inicial, como também uma oportunidade ótima para que os jogadores conheçam os primeiros jogos de grandes franquias que, inclusive, serão encerradas no PS4, como é o caso de Batman.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Para nós, brasileiros, o serviço é a melhor ideia de todas. Pagar cerca de cinquenta reais para ter acesso à essa biblioteca de games é um sonho e pagar cerca trinta e cinco reais por mês durante três meses é o paraíso. Mas não deve ser tanto para um norte-americano. 20 dólares e 50 dólares acaba sendo um valor muito alto para alguns, principalmente para os consumidores norte-americanos que compraram o PS3, sendo mais vantajoso comprar o jogo separadamente. Além disso, tenho praticamente certeza que o serviço chegará em nosso território com um preço mais elevado, principalmente para não causar conflito com o preço dos jogos aqui. Não duvido que o de 20 dólares chegue a custar 70 reais e o de 50 dólares custe 150 reais.

Mas tudo isso são suposições. O problema agora é que ainda não há previsão para que o serviço chegue à América Latina e muita coisa dependerá de como as coisas vão funcionar nos EUA. Espero que dê tudo certo para termos o serviço no Brasil e que a ideia revolucione os consoles domésticos, fazendo com que a Nintendo e o Xbox pensem em fazer o mesmo. Imagina se a Nintendo decidir lançar seu serviço de streaming e você possa jogar os jogos de N64 nos tablets por meio de um serviço de assinatura? Seria incrível. Agora, tem gente que se pergunta: se tudo pode ser feito por streaming, há chances de não ter um Playstation 5? Ah, isso é assunto para outra postagem.

26 de dezembro de 2014

RELÍQUIAS DA NETFLIX #1: "O mundo é dos jovens"


Como muitos sabem, os serviços da Netflix chegaram ao Brasil com um pequeno número de filmes e séries e muitos eram antigos. Hoje, o serviço está muito mais avançado e se aprimorando, principalmente no que se diz respeito ao lançamento de séries e de suas temporadas (How I Met Your Mother está praticamente inteira lá). Ainda há uma quantidade de filmes e de séries antigas muito grande e não digo isso como crítica, muito pelo contrário: muitas séries que eu achava que nunca mais veria na minha vida (inclusive com a dublagem original) estão disponíveis pelo serviço. Assim, decidi começar um novo bloco no blog chamado Relíqiuias da Netflix, que é exatamente para falar desses pequenos tesouros escondidos e que poucos (ou ninguém) conhece ou já ouviu falar. O primeiro deles é o seriado O Mundo é dos Jovens.

O Mundo é dos Jovens (no original, Boy Meets World) é uma série que foi transmitida no Brasil pelo Disney Channel entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. A série gira em torno do jovem Cory Matthews - um jovem de onze anos - e das pessoas que vivem ao seu redor, como amigos, família, professores, entre outros. Na série, Cory aprende diversos elementos do mundo e do cotidiano, passando pelas coisas mais simples da vida até os momentos mais difíceis.

Embora o final da sinopse faça parecer que a série seja um drama, O Mundo é dos Jovens é uma comédia familiar de uma qualidade ímpar (ainda mais com as séries fracas que estão hoje por aí). E, mesmo sendo Disney e família, há diversos assuntos "adultos" ao longo das temporadas, como sexo, por exemplo, e que estão presentes mesmo sendo de forma subliminar (pelo que eu me lembre e do que vi até agora nas primeiras temporadas). Como eu disse antes, é uma sitcom simples que conta a vida desse garoto e das pessoas ao seu redor, tendo diversos assuntos abordados ao longo de 7 temporadas. É deliciosa e extremamente divertida (principalmente para assistir acompanhado por crianças).

O Mundo é dos Jovens fez parte da excelente coletânea de séries de sucesso dos anos 1990 que eram transmitidas pelo Disney Channel (e que já comentei anteriormente no blog aqui). Séries como Amor Fraternal, Gente pra Frente (que teve um sucesso semelhante ao de O Mundo é dos Jovens e época do ápice do comediante Tim Allen), Lizzie McGuire (com a Hilary Duff, para vocês terem uma ideia de como já estou ficando velho), Mano a Mana (com Shia Labeouf, que ninguém imaginava que ia se tornar no que ele é hoje), Gênio do Barulho, As visões da Raven (que ainda passa no SBT), entre outros. Era uma época em que se discutia as descobertas do mundo jovem, da linha tênue entre ser uma criança e um adulto, de forma respeitável, profunda e muito mais séria (e divertida) do que vemos hoje em dia. Sinto muita falta de séries que abordam esse período da vida entre ser criança e adolescente, pois hoje parece tudo mais superficial (não sei se vocês sentem a mesma coisa).

Hoje, O Mundo é dos Jovens possui uma continuação que é exibida no Disney Channel como A Garota Conhece o Mundo (péssima tradução. Parece que ninguém devia conhecer a série original). A história agora é centrada na filha de Cory e Topanga, Riley Matthews (uma decisão interessante de mostrar a adolescência por um lado mais feminino que a série original). A nova série já tem uma segunda temporada garantida e possui os mesmos atores e criadores da primeira versão (ainda preciso assistir para saber se a qualidade continua a mesma). E se você não conhece nenhuma das duas versões, está na hora de conhecer. Vamos torcer para que a Netflix libere as próximas temporadas em breve, pois será uma pena se apenas as duas primeiras temporadas estiverem disponíveis.  

25 de dezembro de 2014

O HOBBIT - A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS: Nem parece o mesmo diretor de "O Senhor dos Anéis"


Peter Jackson foi um gênio no início dos anos 2000. Depois de alguns trabalhos da década de 1990, alguns que inclusive possuíam temas de comédia e trash, o diretor e sua equipe tiveram a coragem de transpor para as telas do cinema a obra mais aclamada e famosa de J.R.R Tolkien: a trilogia O Senhor dos Anéis, que já tinha dado errado em uma animação em 1978, com uma produção pobre, corrida e com um roteiro completamente quebrado (o final é a maior prova). O resultado de Jackson, porém, foi o contrário da animação: foi uma das melhores adaptações cinematográficas para o cinema e uma das melhores franquias que já existiram, criando uma nova legião de fãs. Até hoje eu pego O Senhor dos Anéis para assistir e é impressionante como os efeitos especiais superam até filmes criados nos dias de hoje. Assim, com o sucesso da trilogia, Jackson e sua equipe decidiram trazer, anos depois, outra obra de Tolkien para os cinemas, O Hobbit. E foi aí que tudo deu errado.


Antes de mais nada, como não fiz nenhuma crítica sobre nenhum dos outros filmes, farei uma breve de cada um e em apenas um parágrafo. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada foi o que eu menos gostei da nova trilogia. Para o início da história, não havia nada de demais para ter a duração que teve, porém, foi o único filme em que o hobbit (Bilbo Bolseiro) teve um foco maior e realmente foi o personagem principal (além de contarem como ele encontrou o Um Anel). Tirando isso, o filme não tem nenhum conteúdo relevante, algo que foi guardado para o segundo e o terceiro filme. O segundo, O Hobbit: A Desolação de Smaug, por outro lado, foi o que mais gostei. Foi um filme mais rápido, com um bom clímax e que contém a aparição do grande inimigo de Bilbo e os anões: o dragão Smaug (na voz do incrível Benedict Cumberbatch), que é incrível e rouba a cena por completo. Com essa trama, A Desolação de Smaug acabou demonstrando ser um filme-chave muito maior do que o primeiro e que serviria de gancho para o último filme.


Agora, O Hobbit: A batalha dos cinco exércitos fica exatamente no meio entre os dois primeiros filmes, sendo melhor que Uma Jornada Inesperada e pior que A Desolação de Smaug. Em A batalha dos cinco exércitos, Bilbo deixa de ser o personagem principal para o foco ser nos anões (que já começaram a roubar sua cena no segundo filme) e da guerra contra os povos que querem conquistar a montanha (que já tinha sido roubada por Smaug dos anões). E, assistindo ao filme, me senti do mesmo modo quando li o último livro da Saga Crepúsculo, o Amanhecer: quando o subtítulo do filme é A batalha dos cinco exércitos você imagina a maior batalha desde As Duas Torres de O Senhor dos Anéis, ou pelo menos algo semelhante. Mas não. Foi uma batalha bem fraca e que, realmente, não é relevante nem pra história do O Hobbit e nem para a do Senhor dos Anéis (dá uma conferida depois no vídeo do pessoal do Omelete. É exatamente o que achei).

Foi criada uma expectativa que simplesmente não foi atingida. Se o subtítulo fosse diferente, como Lá e de volta outra vez, título inclusive do livro de Bilbo (em que ele conta sua jornada), a expectativa que as pessoas teriam do filme poderia ser outra e mais semelhante com a que foi criada no primeiro filme: uma aventura menor do que a de O Senhor dos Anéis, mas uma jornada divertida principalmente para as crianças e jovens, foco principal do livro. Mas não é o caso e muitas pessoas acabaram se decepcionando muito com o filme (dê uma pesquisada nas críticas do longa em pelo menos três ou quatro sites que vocês vão entender o que estou dizendo: o sentimento de decepção é o mesmo).

Infelizmente, creio que não há outra pessoa a quem culpar: seu nome é Peter Jackson. Desde a produção do O Hobbit, era visível que Jackson não estava tão animado com o projeto, pois já tinha contado o que queria em O Senhor dos Anéis. Além disso, a direção de O Hobbit estava nas mãos de Guilherme Del Toro, que deu pra trás com a ideia e Jackson teve que assumir. É importante ressaltar também o problema da divisão do filme, anunciado primeiramente que seria dividido em dois e depois passou para três (para o estúdio ganhar mais dinheiro, claro, mas que fez com que a trilogia se estendesse sem necessidade). Outro fato é que não há muita inovação. Parece que estamos assistindo ao Senhor dos Anéis em diversos momentos, pois algumas tomadas são praticamente iguais (no primeiro filme a cena da caverna, ao final, é o melhor exemplo). E, para concluir, Jackson criou um projeto estrondoso para um livro pequeno. O pessoal do Omelete, no Omelete Tv com o veredicto do filme, falou a melhor frase de todas: "O que a batalha significa na história da trilogia do Anel?". A resposta é: "nada". Criou-se uma expectativa para uma batalha e para uma trilogia que é uma aventura muito menor do que a principal e "verdadeira" trilogia de Tolkien.

Os atores, porém, merecem crédito por seu trabalho. Entre os destaques, Martin Freeman caiu como uma luva no papel de Bilbo, sendo extremamente simpático e trazendo para o filme o sentimento de aventura que precisava (e que foi esquecido nas sequências). Ian McKellen repete o papel de Gandalf com maestria (em O Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel, o ator foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante), Richard Armitage carrega o lado obscuro do filme nas costas com excelência, e Lee Pace novamente, mesmo fazendo uma ponta pequena (mesmo que importante) encarna seu papel e faz um ótimo trabalho (nem parece o bom moço de Pushing Daisies).

Melhor do que Uma Jornada Inesperada e Pior que A Desolação de Smaug, O Hobbit - A batalha dos cinco exércitos acaba sendo uma decepção. Não como filme em si, porque acaba sendo um entretenimento ok (principalmente para pessoas que estão buscando pancadaria), mas acaba sendo irrelevante para a trilogia do Anel e, cheio de erros, acaba sendo uma mancha no curriculum de Peter Jackson, claramente megalomaníaco e perdido como diretor. Embora a tecnologia dos 48 fps tenha sido uma experiência interessante, ela foi deixada de lado em nosso território, praticamente esquecida e não foi divulgada como foi no alarde do primeiro filme. Espero que, das obras de Tolkien, Jackson não faça uma nova adaptação (pois já dizem por aí em adaptações de novas obras), porque, dessa vez, ele não conseguiu contar a história.    

24 de dezembro de 2014

MÚSICA DA SEMANAL (ESPECIAL DE NATAL) - Friend Like Me

Olá pessoal! Desculpa a ausência, mas eu estava em processos de entrevistas e dinâmicas para achar um estágio em marketing (em breve manterei vocês mais informados de tudo que aconteceu). Mas hoje eu não poderia deixar a data passar em branco. Não sei onde vocês vivem, mas o Natal está extremamente "obscuro" em São Paulo. Antigamente havia decorações de Natal espalhadas pela cidade e as pessoas mudavam e ficavam mais generosas e gentis. Agora nada disso acontece: a Av. Paulista está "pelada" e as pessoas se esqueceram do espírito de Natal. Então, para hoje, faço uma homenagem ao grande Robin Williams (que nos deixou  esse ano) e também deixo a mensagem de uma das coisas que mais valorizo: a amizade. Então, lembre-se dos amigos que você tem um extremo carinho e que também se preocupam com vocês, pois são estes que provavelmente você levará para a vida. Com vocês, Friend Like Me,  musical Aladdin.


 

12 de dezembro de 2014

PITTY E ANITTA: Como transformar uma discussão saudável em uma briga



Já faz quase uma semana que as pessoas estão falando sobre a discussão da Pitty e da Anitta no programa Altas Horas e já ouvi de tudo, desde os comentários relevantes até aqueles comentários os quais você apenas repugna o que a pessoa escreveu. Mas, o que mais me intriga é de como as pessoas querem transformar uma discussão tranquila em uma briga completamente desnecessária. Acredito que ambas as cantoras estão falando de visões diferentes do papel da mulher na sociedade e ambas estão certas.

O que a Pitty disse está mais do que correto. Não é por causa da atitude ou pela roupa que a mulher está utilizando que o homem tem o direito de "achar" que ela seja, pela ditado popular, uma "vagabunda", e que ele pode "pegá-la" e "usá-la" como se fosse um simples objeto sexual. Toda mulher tem o direito de se vestir e agir como quiser no seu cotidiano e o cara não tem o direito de achar nada. Se a mulher não lhe deu permissão de tocá-la ou não quiser ficar com ele, deixa de ser ignorante e, novamente, pelo ditado popular, pare de ser um imbecil. Além disso, sim, mulheres brasileiras não tem a mesma igualdade que os homens em diversos aspectos, como representação na sociedade, salários iguais, entre muitos outros, e ainda precisa ganhar essa igualdade (até hoje não entendo a razão pela qual essa igualdade ainda não existe, ainda mais em países desenvolvidos).

Porém, a Anitta também está corretíssima. Querendo ou não vivemos em uma sociedade (não estou dizendo machista) em que somos julgados por aquilo que somos, por aquilo que construímos e representamos. Então, caso uma mulher comece a dançar ou agir como, novamente, pelo ditado popular, uma "vagabunda", pegue cinquenta caras em uma noite e fique com um cara pelo dinheiro dele, ela acabará sendo taxada como tal, porque ela será julgada assim pela sociedade, tanto os homens quanto as mulheres. Sim, vivemos em uma sociedade machista e conservadora, mas mais conservadora do que machista. Explico: as pessoas gostam de culpar que brasileiro é machista. Mas, neste caso em particular, muitas mulheres acabam chamando a própria mulher de "vagabunda", piranha", entre outros tantos adjetivos, porque simplesmente não condiz com aquilo que a maioria das mulheres se vê representada, acreditam e defendem. Claro, os homens não são julgados da mesma forma que as mulheres (que são julgadas praticamente o tempo todo), mas sim, há também um julgamento do cara que quer pegar todas, já chega querendo apalpar a mulher e que quer ficar com uma mulher só porque ela é bonita e tem dinheiro. E não apenas os homens vão taxar esse cara de "galinha", como a maioria das mulheres próximas a ele provavelmente nunca "ficarão" com ele, pois sabe como ele é "galinha" e "interesseiro", pois foi aquilo que ele construiu e representa.

O pior é de que essa discussão, completamente saudável, de como deve ser o papel da mulher e de seu comportamento na sociedade, saiu dos trilhos e cada vez mais as pessoas colocam as artistas (Pitty e Anitta) e seus fãs um contra o outro. É algo completamente desnecessário. Claro que isso gera dinheiro, óbvio (e não achem que não gera, pois gera muito), mas a briga é tão desnecessária que quem acaba se prejudicando nisso tudo é a própria mulher. Uma pena.