26 de dezembro de 2008

Livro- Vida indefinida

       Você já pensou em escrever um livro? Pensei nesse assunto várias e várias vezes.  Agora chegou a hora. Espero que com isso eu consiga mais pessoas no blog (brincadeira). A história já tenho uma idéia, mas não sei se colocarei bichos como vampiros ou magos ou dragões (já tem muito disso né? Mais um é um porre). Mas o livro vai dar uma idéia básica sobre como nós adolescentes do século 21 também temos problemas e como os adultos nos acham inferiores o suficiente para tais pensamentos ou sentimentos e como podemos chegar em certas decisões e até sofrimentos. Esse livro terá uma narração de um diário. Aqui esta o prefácio e o primeiro capítulo:

       Prefácio

       Quanto vale minha vida? A resposta é simples: uma briga. Deitado, ensangüentado, no asfalto da noite escura. Pessoas correndo de um lado para o outro. Com olhos quase fechados, só conseguia ver pessoas, luzes e sangue sobre mim. Buzinas, faróis e trânsito. A noite era uma criança que não crescia. As horas, os minutos e as dores não passavam.
        Estava apenas no lugar errado na hora errada. É impressionante o que pode acontecer com pessoas boas. Uma palavra mostrava o sentimento de todos: sofrimento. "O que fazer? Já chamamos a ambulância". "Por que não chega?", eu pensei. "Pode restar pouco tempo", disse uma simpática velinha.
        Estava perdido num tempo parado, sentindo apenas o que senti com todos os preconceitos que foram jogados contra mim: sofrimento
.

       Capítulo 1- Família

        Vivo com muita dificuldade na cidade de Brokks. Além de viver numa cidade grande, tenho que sofrer a adolescência. Por que não podemos pular este período de nossas vidas? Hormônios, pressão, escolhas, populares ridículos e pais rígidos.
        Moro com meus pais num apartamento de classe média. Meu pai, Marco, já teve dias melhores. Além de problemas no trabalho, seu problema cardíaco o faz ficar limitado. Minha mãe, Eva, é professora. Ficou na cabeça dela que adolescentes da escola pública de Brokks querem estudar. A realidade era dura. Toda a semana alguém morria ou alunos viravam pais, além de que alguns eram marginais e ladrões. E para minha mãe, alunos de escola particular só querem saber de festa.
        Minha irmã, Cristina, é aquela típica adolescente: roupas, baladas e garotos. Já perdi a quantidade de vezes que a vi bêbada, com um garoto mais velho, chegando a nossa casa e meus pais chorando. Meu pai pela filha que criou. Minha mãe chorando com medo que meu pai tivesse outro infarto. “Onde erramos?” ele dizia.
        Embora rígidos e clássicos, meus pais deixam minha irmã e eu ver um filme no cinema , dormir em casa de amigos e ir a festas, mas apenas de amigos que eles aprovavam. Meu pai acha que eu tenho que fazer exército. “Macho que é macho sofre” dizia ele. “E burro que é burro também” eu pensava. Qualquer coisa que eu quero fazer para melhorar minha aparência, minha mãe acha que é coisa de homossexual. "Homem não pinta o cabelo", "Pintar o cabelo pra que?", "Pintar o cabelo é coisa de homem que quer aparecer". "E meu avô fazia o que?" eu pensava. Afinal, o cabelo é meu e faço nele o estilo que eu quiser e pinto ele da cor que eu quiser.Mas não enfrentava a minha mãe para não deixa-lá mais triste. Já bastava minha irmã
        Sinto pena de minha mãe. Minhas quatro tias fazem comentários sobre minha irmã, falando que ela não tem juízo e que era para ficar longe das primas. E minha irmã se importava? Claro que não. A vida para ela era apenas curtir. Pegar um menino ali, uma bebida aqui e depois começava o choro em casa.
        E eu? Sou normal? Existe isso? Não sei, mas sinto que sou. Gosto de sair com os amigos, ir ao cinema, ir para praia, ler, assistir televisão, e muito mais. Mas é isso que as pessoas acham normal hoje em dia? Não. Os adolescentes consideram normal o que minha irmã bêbada faz. O que eu posso fazer? Quando pequeno, meus pais passavam muito tempo no trabalho, fazendo com que eu me amadurecesse mais rápido. Afinal, eu sou o mais novo da casa, e minha irmã saia de penetra à noite, dava “Boa noite Cinderela” para as babás, que pensavam que tinham tirado uma soneca, e ia escondida para festas em universidades. E eu ficava lá, sozinho com minha televisão e livros. Hoje tenho uma mentalidade de vinte e dois anos num corpo de dezesseis, embora seja um pouco egoísta.
        Minha família não é normal. Na verdade ela tem muitos problemas e defeitos. Mas é a única que eu tenho, e a única que sempre terei.

       Em breve: Capítulo 2: Escola

   OBS:  Qualquer erro me desculpem.

5 comentários:

lola aronovich disse...

Oi, Felipe! Passei por aqui e gostei! Gostei principalmente da sua defesa dos musicais. Não entendo esse preconceito que "musical é coisa de gay". Tá, não concordamos em muitas coisas, como a sua admiração por Cloverfield e Agente 86. Mas dá pra gente bater altos papos cinematográficos. Vê se me coloca nos links. Abração!

Um desconhecido disse...

Não se preocupe Lola...

paulo.testa disse...

Que chique desconhecido, fazendo livros agora. Por em quanto posso dizer com toda a certeza q essa história tem muito para ser muito boa. 2 dicas de amigo:
1- fique na realidade. Tenho certeza que essa história é muito boa, ela não precisa de monstros e criaturas fantasiosas
B- não se esqueça de mim nessa história, espero que eu caiba nessa trama mesmo com um nome falso eu ficaria muito feliz em fazer parte disso
Aguardo ansiosamente os próximos capítulos.

FM disse...

Gostei do primeiro capítulo...

Prendeu minha atenção.


Vamos ao segundo.

um desconhecido disse...

Que legal!