27 de janeiro de 2009

Livro 2 " Vida do outro lado"- Capítulo 3

-Capítulo 3- O dia que acabou a luz

 

 A luz tinha acabado. Todos estavam separados pela casa no campo dos pais de minha namorada, Packet Giving. Stall estava tomando banho. High estava na cozinha preparando um lanche. Juliet estava no banheiro se maquiando. Carmen na biblioteca lendo um livro. Packet estava no quarto arrumando o armário. Então quem era a pessoa que estava na minha frente? Eu estava no corredor do segundo andar quando a luz acabou. Podia-se ouvir a respiração ofegante da pessoa, como se ela estivesse do meu lado.

-Quem é você?- perguntei ao vulto na minha frente.

Nenhuma resposta. Em troca a pessoa se virou e começou a correr em minha direção. Esta pessoa estava chorando. Parecia estar em desespero. Eu estava perto da porta do quarto dos meninos. Não tinha nenhuma arma na minha mão. Comecei a correr para o quarto. Mas era tarde de mais. A pessoa colocou suas mãos em meus ombros.

-Estou aqui- disse uma voz num sussurro aterrorizante e tenebroso.

-Quem é você?- perguntei novamente e agora empurrando a pessoa para longe de mim.

-Nossa- disse uma voz grossa com um tom de surpresa- é assim que você da boas-vindas a um amigo?

Uma porta abriu e o vulto foi embora.

-Beelks- disse uma voz feminina- cadê você?

-Packet?

-Sim. A luz acabou e não enxergo nada.

-Alguém estava aqui- disse ainda aterrorizado.

-Quem?- perguntou Packet começando a ficar aterrorizada.

-Não sei, mas de repente sumiu.

-Você deve estar com medo- disse Packet com uma pausa- só isso.

-Não é possível- eu disse ainda aterrorizado e agora com raiva- a pessoa encostou em mim. Cadê todo mundo?

-Não sei- disse Packet- a luz ainda não voltou.

Começamos a andar pela casa de mãos dadas. Packet sabia onde ficava cada cômodo da casa, exceto uma sala que ia para um porão. Primeiro fomos para a biblioteca para achar Carmen.

-Carmen- gritava de raiva- Cadê você?

Nenhuma resposta. Até que novamente uma pessoa encostou as mãos nos meus ombros.

-Achei vocês- disse Carmen- alguma coisa aconteceu.

-Como assim?- perguntou Packet ficando mais aterrorizada e começando a chorar.

-Recomponha-se! São nesses momentos que temos que ter coragem e não sair gritando por ai- disse num tom raivoso para Packet- O que aconteceu?

-Alguém veio em mim- disse Carmen- um vulto encostou nas minhas mãos e me disse que eu poderia ter esquecido dele, mas que ele não tinha esquecido de mim.

-Então esta pessoa era “ele”?

-Presumo que sim- disse Carmen.

-Então só pode ser...

-Ninguem- respondi- sem ofensas, mas Gabriel esta perdido e Sky, bem... esta morto.

-Eu sei- gritou Carmen em pânico- você acha que eu não pensei nisso antes?

-Vamos achar os outros- disse Packet.

Fomos para a cozinha encontrar High.

-Ai estão vocês- disse High- acabei de fazer um sanduíche...

-Não temos tempo para isso- gritei nervoso para High- tem alguém dentro da casa.

-Como assim?- perguntou High agora preocupado.

-Apenas quando encontrarmos Juliet e Stall eu falarei- eu disse- não gosto de contar a mesma coisa várias vezes. Vamos.

Mas nem precisamos andar muito. Fomos para a sala de televisão e Stall e Juliet estavam juntos, usando celulares como lanternas.

-Achamos vocês- disse Packet- ainda bem.

-Tem alguém na casa- eu disse- essa pessoa veio até mim falando que eu tinha esquecido de um amigo e essa mesma pessoa chegou para Carmen falando que não esqueceu dela.

-Mas só pode ser Gabriel ou Sky- disse Juliet com nenhum pouco de medo.

-E um esta desaparecido e o outro morto! Você acha que não pensamos nisso?!- gritei.

-Vocês estão vendo coisas isso sim- disse Stall nervoso comigo por ter gritado com Juliet.

A luz voltou, mas parecia que a casa era mais segura com a luz apagada do que com a luz acesa. Todas os objetos da casa estavam cortados, quebrados e espalhados pelo chão. As paredes estavam com sangue que levava para algum lugar.

-Vamos seguir o caminho- disse High.

-Você pirou!?- gritou Juliet- É a mesma coisa que chegar para um assassino e pedir que ele te mate.

-Vamos seguir o caminho de sangue- eu disse- e iremos acabar com isso de uma vez por todas.

Começamos a seguir o caminho de sangue. Passamos por vários cômodos da casa.

-O porão- disse Packet- meu pai falou...

-Não importa o que seu pai falou!- gritei como se ninguém entendesse- eu tenho que te proteger e o único jeito é acabando com isso!

-Abrimos a porta do porão. Mas não era um porão qualquer. Dentro dele tinham várias salas. O caminho de sangue levava a única porta que estava na nossa frente.

-Vamos- disse Stall

Quando chegamos perto da porta ela abriu e fechou rapidamente com uma pessoa surgindo em nossa frente. Uma pessoa que servia os pais de Packet.

-Aonde vocês pensam que vão?- perguntou o mordomo.  

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