28 de janeiro de 2009

Crepúsculo- Finalmente acabei de ler o livro e....


Depois de assistir o filme Crepúsculo eu queria muito ler o livro! E aqui esta a crônica do livro.

Claro que não é nenhuma novidade o que eu vou falar agora: o livro é muito melhor. O livro tem muito mais detalhe (até demais), muito mais história além do romance, mas não posso reclamar sobre a adaptação para o cinema que ficou muito boa, mas tem algo que faltou que não poderia: Carlisle. A vida de Carlisle desde que virou vampiro e formou o clã dos Cullen deveria ser mencionado, mesmo que resumido em dois minutos e meio, o que não seria difícil.

A personagem de “Bella” pode lembrar várias pessoas: pais separados, indo morar em outra cidade, outra escola, outro clima. Mas é surpreendente! Uma menina nova, numa escola nova, não conversa com ninguém até passar um bom tempo. Mas não é isso que acontece com Bela. Como a cidade é pequena, todos sabem que a filha do policial esta se mudando. Logo na escola ela já faz amizades e é quase popular.

O início é um pouco chato porque Bella fica apenas reclamando de estar em Forks, do clima e de estar com seu pai, Charlie. Mas fica mais interessante quando algo intriga ela e não poderia ser nada mais nada menos que Edward, o vampiro. O fato de no começo ele odiá-la e depois se apaixonar por ela deixa Bella incomodada.

Os diálogos sobre os dois no decorrer do livro são muito legais, mas tem algo que irrita: os comentários de Bella. “seu sorriso torto”, “seu peito musculoso”. Só falta daqui a pouco ela estar com fogo e pensar: “Me abre, me fecha, me chama de gaveta”. Pode ser meio clichê ou até mesmo pegajoso, mas romance é o quê? Tem que ter um pouco disso, mas Meyer exagerou um pouco.

No final do livro, Bella fala que larga tudo para ficar com Edward, até mesmo a família. Foi a única parte que, vamos dizer assim, apaixonante e infantil que não gostei. Clichê demais. Largar tudo por um garoto. Deixar os pais, escola, vida e tudo para ficar com ele. Pode parecer loucura, mas Bella foi de “apaixonada” para “obcecada”. Mas provavelmente o que Meyer deve insinuar é que tudo é possível no amor, mesmo se seu amor quiser te matar e gostar de seu cheiro e gosto.

Uma coisa que eu vi muito na internet nas comunidades do Orkut e sites: pessoas reclamam sobre o jeito de Meyer escrever. Eu aposto que essas pessoas só leram a versão brasileira. Se você leu a versão original, escrita em inglês, pode me questionar no que direi agora: eles estão errados. O que pode ser cansativo são os vários detalhes que ela coloca, mas o jeito de escrever se perde totalmente na tradução.

Ao ler Harry Potter e o Enigma do Príncipe em inglês, eu pude ler realmente o jeito de escrever de Rowling, o que foi perdido para a versão brasileira, como mudança de falas e emoções. Quando realmente vi o jeito de Rowling, eu comecei a ler todos os livros em inglês. Então pode não ser o jeito dela escrever, mas sim a tradução.

Tem momentos que você começa a viajar na batatinha, mas logo você volta para o livro. “Crepúsculo” pode ser apenas um simples romance como o amor de Romeu e Julieta, mas aposto que o Romeu não era um vampiro e Julieta uma mera menina “comum” para alguns e bela para seu amado, ao contrário, Julieta era amada por todos.

Além do romance, “Crepúsculo” traz o vampirismo. Minha teoria (que usarei na minha monografia da escola) é que Meyer não criou uma coisa nova. Nem mesmo Rowling fez isso. Elas trouxeram coisas esquecidas como Nárnia e Senhor dos Anéis (no caso de Rowling) e Drácula (no caso de Meyer).

Com certeza continuarei a ler a série. Afinal, quem começa a ler uma série que gosta tanto e para no meio?

3 comentários:

Luciano Carneiro disse...

Não acho o jeito dela escrever chato e nem acho que o livro tem tantos detalhes assim. Gostei muito dele. O achei beeeeem longe do clichê que esperava.

Rafael Souza disse...

''Nem mesmo Rowling fez isso. Elas trouxeram coisas esquecidas como Nárnia e Senhor dos Anéis (no caso de Rowling)''


O que uma coisa tem a ver com a outra ?

FELIPE G2 disse...

Luciano: tem várias vezes que ela usa clichê, as vezes até demais. Isso esta nos elogios de Edward.
Rafael: Usei Rowling como exemplo, para mostrar que nem mesmo a pessoa que todo mundo fala ter inventado um mundo novo e tal e que é muito famosa por isso, apenas resgatou coisas do passado e as modificou.