9 de janeiro de 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA: Um filme que VOCÊ tem que ver ANTES de ficar CEGO





Imagine só: você esta passeando com o cachorro e fica cego. Esta dirigindo, fica cego. Esta tomando banho e fica cego. Esta pulando de bang-jump (não sei se é assim que escreve) e fica cego. Você esta fazendo sexo e fica cego. Tudo isso causa uma aflição tremenda.


Já vou dizer que "Ensaio sobre a cegueira" é um dos melhores filmes que eu já vi na minha vida, se não o melhor! O filme realmente é muito forte. Uma cegueira branca começa a atacar toda população exceto uma pessoa: a protagonista, a mulher do Doutor. Mas ela não tem nome? Não e de acordo com minhas fontes este é o jeito do escritor do livro: José Saramago.

O início do filme já é forte quando todas as pessoas são levadas a força para quarentena. Mas isso é para ajudar a sociedade, então porque reclamar? Simples: o governo não se importa. Durante todo o filme, o governo não se intromete no que acontece, a única coisa que ele faz é dar alimento.

O filme começa a ficar mais forte ainda quando um cara decide tornar-se "o rei da Ala 3". Primeiro ele pede as jóias de todos. Depois ele pede as mulheres. As mulheres assumem tal responsabilidade. Essa é uma das cenas mais fortes do filme e emocionantes.

A protagonista é interpretada por Julianne Moore que ficou espetacular! O modo que que a personagem sofria, que mesmo estando naquele lugar ela ajudava as pessoas é impressionante! Mas há momentos dentro da quarentena que dão raiva, principalmente quando surge "o rei". " Por quê ela não mata ele?" pensava. "Mata ele, você tem uma tesoura!". Mas este é um modo de chamar o público, eu acho.


Após a saída da quarentena, o filme começa a ficar bem mais "light" e mostra as coisas boas da vida como a companhia de amigos, marido e até mesmo cachorros. Uma das cenas mais emocionantes é quando o homem volta a ver e o filme explica o porque. Não é porque apenas ele voltou a ver. Mas que todos poderiam voltar a ver também, é só esperar. Era uma celebridade para todos. O filme também mostra como qualquer coisa pode abalar toda população e voltarmos a sermos "homens pré-históricos" que matam uns aos outros e procuram por qualquer tipo de alimento, ou seja, como pessoas podem se torna maléficas e cretinas. Mas esses qualidades, maléficas e cretinas, são apenas direcionadas aos homens. As mulheres continuam fortes e solidárias, o que deve ser uma das mensagens que você pode pegar com o filme: as mulheres podem ser mais fortes que os homens (emocionalmente) e vice-versa.

Uma coisa que da raiva no filme só que é muito bom são os momentos de cegueira, quando tudo começa a ficar branco. "O que esta acontecendo?" você pensa de vez em quando. Isso da muito nervosismo.


"Ensaio sobre a cegueira" tem um ótimo roteiro, ótimos atores, com muitas lições de morais e uma ótima direção do diretor brasileiro Fernando Meirelles. Se você ainda não viu o filme, é melhor você ver antes de ficar cego.


4 comentários:

lola aronovich disse...

Eu também amei o filme! Mas vc não acha que o filme deixa claro que não são "as pessoas", no genérico, que ficam cretinas, e sim apenas os homens? As mulheres do filme (e do livro) são retratadas como solidárias, companheiras, altruístas. Já os homens...
Eu ainda quero escrever mais um texto sobre Ensaio. Já foram dois, mas o filme merece mais.

FELIPE G2 disse...

Com certeza!
Escreva Lola, Escreva...
minha mãe não gostou do filme..
ela acha muito forte....
odeio ter mãe quadrada em filmes que não gosta de assuntos sérios...
:D

Luciano Carneiro disse...

Lola, concordo completamente. Pra mim a maior mensagem do filme é que as mulheres são o sexo forte. A cena pós estupro, onde as mulheres voltam de cabeça erguida e os homens continuam com cara de derrotados, é uma que exemplifica bem isso.

Bom texto, Felipe.

FELIPE G2 disse...

Obrigado amigo diretor... quero dizer Luciano. Começou a ler o livro? E cadê a crônica de Rent?