15 de janeiro de 2009

Livro 2: A vida do outro Lado- Capítulo 1

Capítulo 1- A viagem

No fim do ano meus amigos e eu combinamos de ir à casa de campo dos pais de minha namorada.

Carmen Stevens é uma grande amiga minha. Estudamos juntos desde a 1ª série na escola de Brokks. Camen era um pouco baixinha, morena e tinha uma pele branca como a neve. Era considerada agora uma “Patrícia Beta”. Ela tinha passado por muitas dificuldades ano passado. Nosso amigo Gabriel está desaparecido até agora e Carmen amava ele. Depois surgiu um menino na escola chamado Sky. Eles se apaixonaram, mas não durou muito tempo. Sky tinha câncer e morreu depois de uns meses.

Stall Bruquens é meu amigo cinéfilo. Adora clássicos do cinema, como os filmes do diretor Stanley Kubrick. Entrou na escola ano retrasado e ficamos amigos. Ele é alto e agora ficou forte. É ruivo naturalmente, mas começou a pintar o cabelo de moreno. Seus pais se mudaram de Brokks e começaram a ganhar muito dinheiro. Ele se apaixonou por uma amiga nossa: Juliet Neft. Ele é considerado um “Patrício Beta”.

Juliet Neft queria ser atriz. Entrou na escola e repetiu de ano, se juntando a minha turma. Ela é ruiva, alta para uma menina, só que um pouco menor que eu e magra. Quando Stall se mudou de Brokks por um tempo chorava muitos dias. Quando ele voltou começaram a namorar. Agora estão dando um tempo. Ela é considerada uma “Patrícia Beta”.

Gabriel Stoll era meu amigo mecânico. Ele é baixo, tem o cabelo moreno e é magro. Ele gostava tanto de tecnologia que fazia serviços para o governo. Em Riviera de Rush, Gabriel ficou bêbado e bateu a cabeça, sendo levado pelo mar. Um telefonema que ele fez para mim trazia a notícia que ele estava vivo, mas ainda não foi achado. Não voltou à escola desde então.

High Toom é o amigo mais tranqüilo que tenho. Tem uma altura média como eu, tem cabelo loiro e é magro. Nossos pais são amigos de infância. Ele mudou para nossa escola depois de ficar bêbado em Riviera de Rush e seus pais descobrirem. É considerado um “Patrício Beta”.

Packet Giving, minha namorada. Entrou na escola e desmaiei duas vezes, briguei e fui hospitalizado por causa dela. Conheci seus pais que são pessoas muito legais. Ela é loira, tem uma altura média, mas é menor que eu, bonita e magra. Começamos nosso namoro em Riviera de Rush. Ela se mudou para Brokks porque foi expulsa da outra escola. Ela era uma "dominadora" e um menino queria fazer amor com ela forçando-a. Ela recusou e o menino bateu nela. Nunca levou um tapa meu ou de alguém desde então.

Sky Yinz. Se mudou para Brokks e começou a estudar na mesma escola que meus amigos e eu. Sky era alto, loiro, tinha olhos verdes e era forte. Ficamos amigos e Carmen se apaixonou por ele, mas como já comentei ele tinha câncer no estômago e acabou morrendo.

Minha irmã, Cristina, era uma famosa “dominadora”, mas depois de conhecer o médico do hospital que fiquei, acabou voltando ao normal. Ela se casou com o médico, Steven, e estavam esperando um bebê. Minha mãe entrou em desespero quando minha irmã contou que estava grávida e decidiu ter outro bebê. As duas estavam grávidas.

E eu? Bem meu sobrenome é Belkks e todos me chamam pelo meu sobrenome. Sou uma pessoa normal,se isso realmente existe. Saiu com meus amigos, gosto de cinema, ler livros, surfar e fazer coisas que classifico como "normais". Tenho consciência de uma pessoa de vinte e dois anos num corpo de dezesseis pela falta de família. Quando pequeno, meus pais contratavam uma empregada para ficar com minha irmã e eu e saiam para jantar. Minha irmã dava um “Boa noite Cinderela” para as babás, que ficava espalhado pela comida das coitadas e elas acabavam adormecendo. Minha irmã saia de casa e acabava me deixando sozinho. Eu tenho altura média, sou loiro e vamos dizer assim “forte”.

Quando as férias começaram, meus amigos e eu decidimos viajar para a casa de campo de minha namorada. Não ficava muito longe da nossa cidade, Brokks, mas também não era muito perto. Demora duas horas para chegar de carro. Mas todos compraram passagens de ônibus, já que nenhum adulto iria nos acompanhar.

-Você não fará sua mala?- perguntei para Packet. Estávamos na casa dela um dia antes da viagem.

-Claro que não- disse Packet- tenho um quarto meu lá com todas as minhas roupas.

-Bem- falei pausadamente- pelo menos não teremos que fazer sua mala. Demoraria muito tempo.

-Mas levarei minhas bolsas, claro!- afirmou Packet- não consigo viver sem elas.

Durante as férias, Packet criou o infeliz hábito de comprar bolsas sem parar. As bolsas custavam muito caro, mas mesmo assim ela comprava.

-Querida- eu disse uma vez numa loja- com essa bolsa da para você ajudar um país do terceiro mundo! Olha o preço!

-Não se preocupe- disse Packet- Ajudarei as pessoas do terceiro mundo e mais uma coisa: é Prada.

Isso começou a me irritar. Você não tem idéia. O pior é que eu tinha que ir atrás se quisesse passar tempo com ela.

-Esta bolsa combina com meu vestido?- ela me perguntou. Era uma bolsa dourada e pequena. Também não era nenhuma novidade que era cara.

Sempre que uma mulher faz este tipo de pergunta você tem que falar rápido e com total certeza. Desse modo ela compra a bolsa e não fica enrolando na loja.

-Sim...- falei com som duvidoso e lento. "Burro", pensei.

-Acho que não- disse Packet acreditando que a bolsa não era bonita pelo meu tom de voz- me deixa ver as outras bolsas- ela disse para a assistente da loja.

Acabei me ferrando. Não segui minha própria teoria sobre Packet e sua demora de escolher bolsas estava me irritando. Mas eu não era o único. Carmen também ficava com raiva. Mas Juliet ficava também enrolando para comprar uma bolsa.

“É hoje” eu pensei assim que acordei. Minha mala já estava pronta. Nela tinha várias roupas, sendo elas de tempos frios até os mais quentes. Claro que também coloquei meu terno, caso os pais de Packet fossem à casa de campo. Minha mãe ficou emociadapelo fato de meus amigos e eu ficarmos lá durante três semanas e seu filho ficar longe de casa. Deveria ser os hormônios da gravidez. Desde que ela e minha irmã ficaram grávidas, as duas se emocionavam rapidamente, do mesmo cheito que podiam ficar com raiva rapidamente.

Sai de casa e fui para a casa de High que era a mais próxima da estação de ônibus. Todos iriam se reunir lá. Packet já estava lá esperando por todos. Claro que Carmen e Juliet demoraram um bom tempo para chegar, mas foi Stall que chegou por último, para variar. Ele tinha este chato hábito de chegar sempre atrasado que irritava todos.

-As malas de todos estão no ônibus?- perguntou Packet com um tom de impaciência.

-Só falta a mala de Stall- respondi- mas ainda faltam outras pessoas chegarem.

-Já cuidei disso- disse Packet- meu pai comprou todos os assentos para irmos apenas nós no ônibus para a cidade de Vregen.

-A cidade fica perto da casa do campo?- perguntou Juliet, maravilhada com a idéia de termos um ônibus particular.

-Sim- disse Packet- Quando chegarmos à cidade, um motorista pegará agente de carro e nos levará até a casa de campo. Isso deve demorar uns dez minutos.

-Já coloquei minha mala- disse Stall cansado. Correu para chegar a tempo.

-Bem- disse High empolgado- O que estamos esperando? Vamos logo para nossas férias!

Entramos no ônibus. Nem preciso comentar que o cheiro era esquisito e os assentos eram desconfortáveis. Mas como estavam apenas meus amigos e eu no ônibus, ficamos de pé o tempo todo, tentado ficar em pé, o que não era fácil. Claro que chegou uma hora que sentamos para descansar. O motorista colocou um filme muito chato, o qual nem prestamos atenção.

-Senhoras e senhores- disse o motorista pelo microfone. O som saia pelas caixas de som. O som era horrível. Era muito baixo.- podem sair do ônibus. Chegamos em Vregen.

Não preciso comentar porque não é nenhuma novidade né? Vregen era uma cidade pequena em tamanho e em população. Afinal, era longe da grande metrópole e não tinha nada de interessante. Não haviam muitas lojas espalhadas pela rua. Juliet entrou em ataque de pânico.

-Não se preocupe- disse Packet tentando acalmar Juliet- a maioria das lojas ficam dentro do supermercado, porque é o lugar que é mais visitado por todos da cidade. Vamos! O carro esta logo ali.

Não era um carro pequeno, longe disso. Era um lançamento. Era uma perua grande e prateada. Todos nós cabíamos fácil, com as malas e ainda sobrava espaço. Colocamos nossas malas no carro e entramos. Claro que sentei do lado de Packet.

Demorou dez minutos para chegarmos. Não havia trânsito. O terreno da casa era guardado por uma cerca feita de pedra e um portão feito de madeira com um pequeno telhado em cima. No portão tinha uma placa: “Os Giving”.

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