7 de janeiro de 2009

Livro Vida Indefinida: Capítulo 11

Capítulo 11- O funeral permanente.

Chegou sábado. Vesti um blazer preto por cima do meu terno. Dessa vez deixei meu cabelo para baixo. Estava frio. O inverno finalmente chegou à Brokks. Minha mãe estava com um vestido preto e meu pai um com terno da mesma cor. Minha irmã não ia ao funeral. O médico, Steven Brakkimg, namorado dela, decidiu apresentar minha irmã para a família dele. “Coitada da família dele” pensei.

Passamos no prédio de Packet. Um prédio bem grande, bege e novo, para levá-la ao funeral. Ela estava com um vestido preto e uma bolsa da mesma cor.

Chegamos em dez minutos ao funeral e durante todo esse tempo, eu segurava a mão de Packet com força e ela também. Saímos do carro e fomos nos encontrar com todos. Carmen, Juliet, High, Stall estavam todos de preto junto de suas famílias, mas em fileiras diferentes. Representantes do governo estavam lá também.

Os pais de Gabriel começaram a desabar em lágrimas assim que o padre começou a falar. Todos nos olhávamos. Os pais de Stall e Juliet estavam na mesma fileira. High estava na última fileira, provavelmente pelos pais de Gabriel acharem que os pais de High eram os culpados de terem deixado eles irem ao lual. Carmen estava na segunda fileira com sua família.

Começaram a descer o túmulo. Vazio claro. O corpo de Gabriel não foi achado, mas a busca continuava. Os representantes do governo colocaram uma bandeira do país em cima do túmulo. Após o enterro, meus amigos e eu fomos ao “Café House”.

- Nada será como antes- disse Carmen.

- As coisas mudarão- eu disse- mas pode acontecer algo bom daqui pra frente- segurei a mão de Packet ao terminar de falar. Ela entendeu a mensagem.

-Verdade- disse Stall- afinal ainda tem uma chance de encontrarem ele.

-Temos que rezar para que o melhor aconteça- disse High com uma voz de culpado.

-Gente- disse Julie- acho que Gabriel não gostaria de ver nós aqui chorando por sua morte. Afinal, ele nunca chorava. Nós temos é que celebrar sua vida.

-Verdade- disse Carmen- Garçom!

E o garçom trouxe um copo do refrigerante preferido de cada um.

-Á Gabriel!- disse Carmen agora chorando de felicidade.

-Á Gabriel- dissemos todos e brindamos.

A volta a escola começaria daqui uma semana. Minha irmã e Steven tiveram a brilhante idéia de chamar suas famílias para virem em casa jantar. A família do médico era mais “light”, ou seja, era uma família mais tranqüila. Começamos a jantar um belo peru preparado pela minha mãe.

-Mãe- eu disse- eu gostaria de cortar o cabelo.

-Como meu filho?- perguntou minha mãe.

-Curto- eu disse. Mas sabia qual era a resposta.

-De jeito nenhum!- minha mãe disse- seu cabelo é tão bonito cumprido.

Mas era mesmo. Mas uma coisa me irritava quando meu cabelo ficava muito comprido: a franja. Toda vez que olhava para baixo e depois para cima, o cabelo vinha na minha cara e isso me irritava muito.

-Deixa o menino Eliza- disse Hila Brakkimg, a mãe de Steven- desse jeito ele aprende quais cortes dão bem pra ele ou não. Stiquinho, por exemplo, já teve vários penteados e odiou a maioria. Agora só usa curto e de vez em quando deixa crescer, mas é muito raro- terminou a Sra.Brakkimg. Achei tão engraçado e bizarro o apelido de Steven, que na hora que ela o falou dei uma pequena risada. Meu pai percebeu e me deu um olhar ameaçador.

-O que você quer ser quando crescer meu jovem?- perguntou o Sr.Brakkimg para mim.

-Bem...-falei com sinceridade- acho que quero ser um economista ou engenheiro de produção.

-Mas você acha que será feliz assim?- ele perguntou.

-São os trabalhos que estão dando mais dinheiro agora- eu disse- posso virar até bailarino se o pagamento for maior- Todos riram me imaginado como bailarino.

-Mas você tem que fazer o que te deixar feliz- disse o Sr. Brakkimg- Eu pensava que seria feliz como advogado, mas decorar aquelas leis não era comigo. Hoje tenho uma construtora e tenho muito orgulho disso.

- Vamos a sobremesa?- perguntou minha mãe.

No dia seguinte contei sobre o jantar na minha casa com a família de Steven para Packet. Essa foi a pior idéia que eu já tive em toda minha vida. Estávamos todos no “Café House”.

- Por que não fazemos o mesmo?-disse Packet- Você vai visitar minha família e depois meus pais visitam a sua. Afinal, seus pai me conhecem.

-Mas e se eles não aprovarem minha família?- perguntei para dar uma desculpa- Eles poderiam querer que você terminasse comigo.

-Mentira- disse Packet- Meus pais vão te adorar. Eles pensam que você é um herói lembra?

-Verdade- eu disse. “Droga” eu pensei.

- Ainda bem que nossos pais já se conhecem ?- perguntou Stall para Juliet.

-Mas meus pais não sabem do nosso namoro- disse Juliet- isso poderia oficializar!

-Valeu cara!- ele disse com uma voz do tipo “você acabou de me ferrar”.

Agora estava decidido. Eu conheceria o Sr e a Sra.Giving. “Minha vida não poderia estar melhor” pensei sarcasticamente. Voltaria para a escola, conheceria os pais da minha namorada e meu amigo esta desaparecido. O que mais poderia dar errado?

Capítulo 12- Os pais de Packet.

2 comentários:

FM disse...

Conhecer pais de namorada deve ser um porre mesmo.

heheheh

FELIPE G2 disse...

uahuahuahuah
na verdade não sei como é....
mas fiz uma história bem legal...