8 de janeiro de 2009

Livro Vida Indefinida- Capítulo 12

Capítulo 12- Os pais de Packet

Já na primeira semana de aula, a professora de Geografia, Skia Bakec, passou um trabalho de como o aquecimento industrial afetou a agricultura da Polônia, invés de fazer um trabalho apenas sobre o aquecimento global. Esta era mais uma professora do grupo de professores “torturadores”. Mas o pior não foi isso.

Com a pequena aparição de meus amigos e eu na televisão, a escola voltou ao normal, ou seja, “nerds” de um lado, “dominadores” do outro. Pelo menos agora meus amigos e eu éramos “patrícios beta”. High tinha quase as mesmas aulas que eu, mas ele queria ser médico, portanto a maioria de suas aulas era de Biologia.

A professora de Biologia, Jezy Spot, era a professora mais “light” da escola, ou seja, ela não dava trabalhos do tipo como o aquecimento global afetou as células do tendão do pé. Ela dava trabalhos relacionados ao livro e a matéria, o que deveria ser esperado por todos os professores, e suas aulas eram muito dinâmicas. Infelizmente eu só tinha três aulas na semana com ela.

Bateu o sinal do recreio. Sentamos todos numa mesa.

- É amanhã- disse Packet durante um lanche de sexta-feira.

-O quê- perguntei sem interesse.

-Você se esqueceu? Você vai na casa dos meus pais- disse Packet num tom meio raivoso.

-Verdade! Esqueci totalmente- eu disse. “Mentira” pensei. A visita à casa de Packet ficava mais assustadora a cada dia que ficava próxima. “Para com isso. Você não vai se casar com ela” eu falava para mim.

- Às oito horas- disse Packet- não se esqueça!

-Da manhã ?- brinquei.

-Engraçadinho você- disse Packet- Como vão as aulas High?

-Difíceis- disse High com um tom de desespero- vocês estão muito na frente em Biologia.

-Nós dissemos para você entrar aqui antes- disse Carmen. High não queria estudar na escola particular de Brokks por causa deste motivo: estudar mais. Afinal, sua vida estava garantida. Seu pai era rico.

-Gente vocês souberam?- disse Juliet- A Green foi para uma clínica de reabilitação! Os pais dela pegaram-na no flagra fumando um baseado.

-Bem feito- disse Stall- Nunca gostei dela.

Bateu o sinal. Era aula de História. Era a única aula que todos os meus amigos e eu ficávamos reunidos. A professora pediu para pararmos de falar duas vezes. Sabíamos que se ela pedisse mais uma vez para que ficássemos quietos, ela pediria um advertência para o diretor. Então paramos de falar. Mas a aula dela era muito chata e ela passou um trabalho pouco torturador: “Pesquise e reflita como a expansão do governo nazista, pela liderança de Adolf Hitler, conseguiu criar o computador”. “Isso é guerra ou história da informática” pensei. Bateu o sinal da saída.

Entrei no ônibus. Chegando em casa, avisei minha mãe que iria na casa dos pais de Packet. Um comentário desnecessário foi lançado por minha mãe:

-Meu homenzinho esta crescendo. “Esta é uma típica frase de uma mãe dos anos 50” pensei.

Almocei e logo em seguida fiz meus trabalhos. Pelo menos o de história era interessante. Um aparelho contava os judeus no campo de concentração e após deste aparelho daria no primeiro computador. “Mas o que isso vai afetar na minha vida?” pensei. Nada era a resposta. Imprimi o trabalho e assisti um pouco de televisão. Neste exato momento o telefone tocou.

Atendi ao telefone.

-Bellks- disse Juliet- coloca no canal de notícias.

-Por quê?- perguntei para Juliet.

-É sobre Gabriel!- ela falou desesperada.

Desliguei o telefone e liguei a televisão. A apresentadora começou a falar.

-Hoje foi achada a prancha utilizada pelo jovem Gabriel Stoll, que esta desaparecido. O jovem estava bêbado, entrou no mar e desde então esta desaparecido. Sua prancha foi achada perto de uma ilha. Policiais procuram pelo corpo do jovem aos redores da ilha”. Disse a apresentadora. A imagem foi para uma mulher desesperada. Era a mãe de Gabriel.

- Ainda tenho esperança de achar meu filhos –disse a Sra. Stoll numa entrevista- mesmo sendo elas poucas.

A imagem voltou para a apresentadora

-Um javali atacou um dos deputados da cidade...- disse a apresentadora. No mesmo momento desliguei a televisão.

“Ele pode estar vivo” pensei. As esperanças eram poucas, mas meu amigo poderia estar vivo.

Não consegui dormir a noite inteira. Pensar que Gabriel ainda estava vivo e que iria ver os pais de Packet me deixavam apenas acordado. Coloquei meus fones de ouvido e comecei a ouvir o rei: Elvis. Nem assim parava de pensar nos pais de Packet e na sobrevivência de Gabriel. “Vou a academia” pensei. Coloquei a roupa de academia. Entrei no elevador. Peguei as chaves com o porteiro e comecei a correr na esteira. Não me cansava. Comecei a levantar peso. Não me cansava. Voltei correr. Nada. “Pelo menos estarei em forma para os pais de Packet” pensei. Devolvi as chaves para o porteiro e subi. O sol estava já estava nascendo. Tomei um banho frio para diminuir a pressão. Funcionou. Deitei  na cama e dormi.

Acordei. Olhei para o relógio. Eram duas horas da tarde. “Droga” pensei. Almocei e fiz algumas lições de casa. Cinco horas. “Droga, estou sem tempo”. Tomei banho, fiz a barba, limpei os ouvidos, escovi os dentes e passei o perfume do baile. Fui ao meu quarto, coloquei um relógio de pulso e usei o meu blazer e o terno do baile. Sete horas. “Em tempo” pensei.

Fui a sala. Todos estavam lá: minha mãe, meu pai, minha irmã e seu namorado. Minha mãe estava chorando de emoção, já o resto via o filme normalmente.

-Pai- eu disse- vamos. Até chegar a casa de Packet são quinze minutos.

-Vamos filho- disse meu pai- vou pegar a chave do carro.

-Ele não vai- disse minha mãe- antes de tirar uma foto comigo- Sete e quinze. “Estou sem tempo” pensei.

Tirei a foto com minha mãe. Minha irmã ria, porque já tinha passado pela mesma coisa. Mas agora estava acontecendo comigo. Fomos até o carro e saímos da garagem do prédio. Olhei no relógio. “Sete e meia. Da tempo.” Pensei. Claro que errado.

Tinha muito carro na rua. Comecei a ficar desesperado. Sete e quarenta. Sete e quarenta e cinco. Sete e cinqüenta.

- Pai vai logo- eu disse- vou chegar atrasado!

-Calma filho. Chegamos- disse meu pai.

-Me pega ás onze tá?- lembrei meu pai.

- Boa sorte filho- meu pai disse. Foi a melhor coisa que ele já me disse.

Entrei no prédio.

-Pois não?- peruntou um porteiro baixinho, careca e com bigode. A aparência dele era muito engraçada.

-No apartamento dos Giving.

- Eles já me avisaram. Pode subir.

Cheguei no elevador. Apertei o botão do décimo segundo andar. A porta se abriu.

- Boa noite- disse uma mulher alta, mas não mais do que eu. Usava um vestido prateado e jóias. Era a Sra.Giving- Sou a Sra.Giving.

-Prazer. Meu nome é Bellks- disse meio nervoso. Apertei a mão da Sra.Giving.

-Sim- disse um homem mais alto que eu que surgiu detrás da moça. Moreno, forte, usava terno que nem eu. Parecia o namorado de minha irmã. Este era o Sr.Giving- Packet falou muito sobre você.

Apartei a mão dele

-Espero que tenha falado apenas coisas boas- disse esperançoso.

-Disse sobre a briga que teve na escola-  disse a Sra Giving. “Pronto. Ferrou” pensei- e como você a salvou daquele marginal.

-E da praia também- disse o Sr.Giving. “A mãe gostou de mim, mas o pai não” pensei- e como você a protegeu daqueles bêbados e que não saiu do lado dela.

“Isso! Impressionei o sogro!” pensei. Packet surgiu do corredor. Estava com um vestido vermelho e jóias parecidas com a da mãe. Jóias muito caras.

-Vamos jantar então- disse o Sr.Giving.

A casa deles era imensa. A sala tinha uma televisão maior que a da casa de Riviera de Rush. Tapete, obras de arte, livros, tudo espalhado pela casa. Sentamos na mesa. A janta era um belo peru. “Deve ser a comida de namorados” pensei. Afinal, minha mãe tinha feito a mesma coisa quando Steven e sua família foi em casa

-Então meu jovem- disse o Sr.Giving- o que você quer fazer?

-Economia ou engenharia de produção- eu disse. O Sr.Giving ficou surpreso.

-Sério? Posso ajudar você. Tenho amigos nas faculdades. Acho que eles poderiam te dar aulaas particulares para entrar na faculdade- disse o Sr. Giving que logo em seguida colocou um peru na boca.

-Muito obrigado senhor- eu disse. Com meu nervosismo, ao levar um pedaço de peru na boca, acabei deixando cair no tapete.

-Sinto muito- eu disse pegando o peru da tapete e levando para o lixo da cozinha.

- Não tem problema- disse a Sra Giving. Todos estavam dando risadas baixas. Sentei na mesa novamente.

- E o que você pretende com minha filha?- pergunto o Sr. Giving. Esta era a pergunta que eu não queria que ele fizesse.

-Eu...eu...- comecei a falar gago- eu agora estoou me apaixonando por Packet senhor. Se continuarmos juntos muitas coisas podem acontecer.

-Casamento? – perguntou a Sra. Giving.

-Sim- eu disse- existe esta possibilidade.

-Sexo?- perguntou o Sr. Giving.

-Há...ha..- essa pergunta me pegou de surpresa. Sexo. Nunca tinha pensado em fazer sexo com Packet. Nem mesmo tínhamos falado no assunto. Packet também ficou surpresa. “O que falar?” pensei. Falei com sinceridade.

-Se houver senhor- eu disse- proteção não faltará.

- Estou aliviado- disse o Sr.Giving- este é o namorado que esperava para você minha filha. Foi bom mudar para cá.

-Verdade minha filha- disse a Sra. Giving- ainda mais... ele é muito bonito!

- Obrigado pelos elogios- agradeci a Sra Giving.

- Vamos a sobremesa?- perguntou a Sra. Giving.

-Fiquem sentados- eu disse- eu pego.

A cozinhas deles era gigante. Branca igual a de Riviera só que maior. A sobremesa era uma torta de limão. Chegando a mesa de jantar, Packet surgiu da porta da cozinha e acabei derrubando um pedaço em Packet.

-Desculpe querida- eu disse. “Será que isso mancha?” pensei. Os pais de Packet davam risadas na mesa.

- Você conseguiu!- disse Packet- não foi difícil.

- Você que pensa- eu disse com sarasmo.

- Depois falamos sobre você-sabe-o-quê- disse Packet. Era nada mais do que sexo.

- Ok- eu disse.

Continuamos a conversar até que meu pai ligou falando para descer que já estava chegando. Eram onze horas.

-Bem tenho que ir embora- eu disse. Todos levantaram da mesa.

-Volte mais vezes- disse a Sra.Giving.

-Voltarei- eu disse.

- E não se esuqeça sobre a faculdade- disse o Sr.Giving.

-Não me esquecerei- eu disse.

Packet veio até mim e me deu um beijo.

-Te vejo na escola- ela disse romanticamente, embora a palavra escola não pareça romântico.

-Tchau- disse para todos.

-Tchau- todos disseram e o Sr. Giving fechou a porta.

-Minha filha ele lindo!- escueti a Sra.Giving pela porta.

O elevador chegou. Desci e entrei no carro. Chegando em casa, Stall me ligou.

-Coloca no canal de notícias- disse Stall. “Deve ser sobre Gabriel” pensei.

Liguei a televisão e coloquei no canal.

Um corpo foi achado numa ilha perto de Riviera de Rush. Tem a possibilidade de ser o noivo mordido pelo tubarão ou pelo jovem bêbado. Ainda não sabem. O corpo esta podre e cheio de insetos. Os analistas vão verificar de quem pertence o corpo.

Pronto. Uma coisa para acabar com a minha noite que estava vencida pelo sucesso de minha apresentação aos pais de Packet:  a possibilidade de Gabriel estar morto.

Em breve: Capítulo 13- O menino novo.

3 comentários:

FM disse...

Huahuahuahuaua

A pergunta sobre Sexo foi a melhor !!

hauhauaa

Coitado do garoto.

FELIPE G2 disse...

eu sei...
imagine só!
eu entraria em choque...
provavelmente desmaiaria...

FM disse...

uahauhauhauhauahuahuahuauauahu