11 de fevereiro de 2009

Adultos- como entender a mente de um adolescente/ criança?

        Bem, este é um post que eu não costumo fazer, mas o tema se tornou cada vez mais chamativo. As falas que vou citar não são exatamente o que está entre aspas, mas é a mesma coisa praticamente. Muitos adultos não entendem a mentalidade juvenil, embora ainda existam adultos que nos entendem e não precisam ser psicólogos.

        Hoje meu professor de Química falou sobre como fazer um resumo de um filme ele deu o exemplo de Crepúsculo. "É a história sobre um vampiro que não mata, não chupa, não morde que se apaixona por uma menina humana. Ai aparece um clã de vampiros e um dos vampiros mata, chupa e morde e quer a menina. É melhor ver Romeu e Julieta". Claro que o professor não mostrou como fazer o resumo, apenas colocou a opinião dele sobre o filme.
        Existem sim, adolescentes que não gostam de Crepúsculo e a série de Meyer, mas adoro a série. É simples, tem romance, tem vampiros, tem um pouco, mas tem ação, é uma fantasia, ou seja, coisas que nós jovens, admiramos.

      "Não poderia dar a fábrica a um adulto. O adulto faria a fábrica do modo dele e não ao meu, por isso que eu escolhi uma criança" A fantástica fantástica fábrica de chocolate. Vemos já que os adultos tem seus próprios pensamentos. As crianças também, mas suas mentes ainda podem ser moldadas, o que Wonka queria para poder continuar com sua fantasia.


        "Com o passar do tempo, as crianças crescem e viram adulto e param de acreditar em contos de fadas" Peter Pan. Quando somos crianças nossos pais nos contam sobre o coelhinho da Páscoa e do Papai Noel e nos decepcionamos depois. Com o passar do tempo o adulto amadurece, enquanto a criança gosta de viver o agora, num mundo de fantasia. O que o adulto quer, no caso de Peter Pan, é que crianças cresçam, não podendo exprimir suas idéias e sonhos.

        Os pais, hoje em dia, são mais liberais, mas ainda existem famílias conservadoras como a minha. Não posso fazer tais coisas porque meus pais não aprovam. Eu não vou me matar nem viajar para o México, trocar de nome e me chamar de Juan Carlos de Motenegro e começar a vender drogas. Eu apenas quero fazer as coisas que eu gosto. Isso é pecado?
        Com o passar dos anos, nossa mente se molda e formamos nossas próprias ideologias. Mas será mesmo que temos que esquecer o passado? Afinal, os nossos pais já foram crianças/adolescentes. Por quê não podemos ter nossas próprias idéias/opiniões;decisões, mesmo sendo elas fantasiosas e que não estragam o futuro de nossas vidas? Não podemos ter nossa mentes livres?


4 comentários:

Luciano Carneiro disse...

A educação que meus pais me deram foi bem diferente. A gente tem uma relação de confiança, e, se, por um acaso, eu disesse pra eles que teria de ir pro México e trocar de nome, acho que eles aceitariam. Mas não sei se esse tipo de educação funcionaria com todos. É que eu sempre fui bem independente, sempre soube me cuidar e sempre soube das minhas responsabilidades. Meus pais confiam em mim, e é assim que a gente se relaciona. Nem conservadora e nem liberal. Confiança. ;D

Mas gostei da sua visão, e do modo como encaixou os filmes no contexto.

FM disse...

Cara, eu sou um bom exemplo de adulto q não esqueceu da infância, e nem pretendo esquecer.

E convivo diariamente com crianças e adolescentes e tem uma coisa q vc não citou. Limites. Pelo comentário do Luciano podemos ver q ele foi muito bem educado, mas infelizmente essa não é a realidade da maioria dos pais. Ou são exigentes demais ou deixam soltos demais. Nos dois casos as consequências não são boas.

Mas o seu texto expressa o pensamento típico de 90% dos adolescentes.

FELIPE G2 disse...

Luciano: Você conseguiu algo que a maioria dos jovens não conseguem: liberdade de expressão. Muitos jovens têm que seguir regras, algumas delas extremamente rídiculas, dos pais, só porque eles acham melhor.

FM: Com certeza o adolescente também tem que saber ter limites. Afinal, se todos não seguissem pelo menos coisas essenciais, ai não passa a não ter liberdade e sim de ultrapassar os limites. Claro que além da liberdade de responsabilidade existe a liberdade de expressão. Você acha que meu pai gosta de eu gostar de musicais?

Mirella disse...

ir para o México não eh uma boa idéia de liberdade(sei ki soh foi um exemplo)naum sou do tipo rebelde mas tem muuuita coisa ki eu não posso fazer AINDA mas resumindo eles eh ki pagam a conta no fim do mês e exigem pelo menos respeito tbm concordo com o que o Luciano disse e o FM tbm