17 de fevereiro de 2009

Denise está chamando (1995)- O que a tecnoliga faz com a sociedade

        Hoje, minha amada e sarcástica professora de geografia passou um filme chamado "Denise está chamando". O filme não é muito conhceido, já que quase nenhuma locadora possui o DVD e poucas possuem o VHS (aparelho pré-histórico). O filme começou e o pessoal da sala depois de 30 minutos começou "que filme chato". No final então soltaram os berros. E foi apenas o amigo diretor (Luciano) e eu (Felipe) que gostamos do filme?
        O filme é bem simples: fala sobre as pessoas e como a tecnologia mexeu nelas. Todo mundo fala pelo telefone. Ninguém sai para ir ao cinema, ninguém vai ao parque, apenas falam pelo telefone e grande parte do filme é assim, o que o torna sensacional! Sabe aquelas chamadas coletivas em filme americano? Imagine isso só que bem mais divertido, principalmente a personagem Denise. Denise foi num banco de esperma e engravidou. Ela descobriu o nome do cara de quem está grávida e decide falar com ele, sem mencionar o filho. Imagine só alguém ligar do nada e começar a conversar com você?
        O filme também tem um casal que faz tudo por telefone (e nunca sai novamente) até mesmo sexo por telefone e o pior: os dois nunca se viram na vida. É o cúmulo da tecnologia, por assim dizer. Quantas pessoas ficam no MSN ou no ICQ (pré-histórico) ou Orkut da vida ou entrar em blogs (sarcasmo), invés de sair com os amigos e ver um bom filme ou apenas conversar?
        Mas o filme mostra também o outro lado da moeda: a aproximação. Quando Denise está tendo o bebê, todo os persogangens (até uma tia louca que eu adorei) conversam com Denise durante o parto (uma das melhores cenas de todo o filme).

     O filme é simples, parecido com o estilo de Juno, mas completamente diferente (só me conhecendo para entender) e ainda tem aquele humor negro que muita gente adora. Meus amigos reclamaram do final, mas achei ele muito bom. Denise está chamando é excelente e recomendo para todos.

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