28 de fevereiro de 2009

Livro 2- capítulo 5

Capítulo 5- Escuridão

Estava num corredor escuro, sem luz alguma. Sangue estava caindo das paredes verdes-escuras. Sabia disso porque comecei a passar minhas mãos na parede. O estranho não era isso. O estranho era que o sangue nas minhas mãos tinham meu cheiro. E comecei a ter sede por sangue.

Comecei a suar. Não tinha noção da coisa mais importante: estava dormindo e isso não era um bom sinal. Meus sonos são pesados demais e apenas acordo na hora que o sono ou pesadelo acaba.

O corredor era largo e comecei a correr. Eu corria, corria, corria e não chegava no final do corredor.

Comecei a gritar.

Havia uma porta no final do corredor. Consegui perceber que era uma porta pela pequena luz que saia pela fechadura e por baixo da porta. A luz era clara como a neve e vermelha como o sangue.

-Belkks acorda! Belkks!- gritava Packet.

Packet ficava me balançando, dava tapas em meu rosto, dava socos em meu peito. Mas nenhuma reposta.

Abri a porta. A sala era extremamente clara. Não havia lâmpada em lugar algum. A luz estava apenas presente. Foi então que eu vi. Todos estavam lá. Packet, Juliet, High, Stall e também estavam presentes Gabriel e Sky. Todos estavam com cortes na face, furos, partes de seus corpos amputados.

Packet não era mais a bela garota que conhecia. Sua pele estava podre, ela estava careca, como todos os outros. Seu vestido branco estava cheio de sangue.

-Olhe o que você fez com todos nós- disse Packet. Sua voz ficou grossa e ela começou a chorar e gritar- Olhe o que você fez conosco.

- Eu não fiz nada- disse com uma voz de inocência e incompreensão- o que aconteceu?

-Você não se lembra Belkks?- disse Stall se aproximando, mas ainda distante- nós éramos amigos.

-Nós ainda somos amigos- disse agora com um tom de incapacidade de entender onde estava e o que estava acontecendo- não somos?

-Como podemos ser amigos- perguntou Sky- quando você mata todos nós?

E o flashback do sonho começou. Todos meus amigos cortados sumiram e novos amigos estavam inteiros na minha frente. O facão estava em minha mão e gritos estavam por todos os lados. Primeiro foi Juliet. Cortei sua garganta e finquei a faca em seu pescoço. Sky foi o segundo, recebendo sete facadas em sua barriga. Depois foi High. Primeiro amputei seus pés e suas mãos, depois cortei sua língua e para finalizar sua garganta. A morte de Gabriel foi a mais divertida. Rasguei todo sua boca e o fiz afogar em seu próprio sangue. Fui gentil com Stall. Cortei seus pulsos e sua garganta e acabei rapidamente com a dor fincando o facão brilhante em sua peito. Apenas sobrava uma pessoa: Packet.

-Belkks acorda!- gritava Packet, agora impaciente.

Ao mesmo tempo em que Packet gritava para me acordar, sua versão em meu sonho suplicava para que não a matasse.

-Belkks- chorava Pakcet. Sua voz estava rouca- por que está fazendo isso?

-Por que- eu disse. Minha voz tinha um som de orgulho, felicidade, malvadeza e loucura num só tom. Soltei uma gargalhada como se a pergunta de Packet fosse ridícula- me satisfaz.

Furei os olhos de Packet, cortei sua garganta e para finalizar lhe dei um beijo.

-Boa noite- a gargalhada voltou- minha amada.

O flashback acabou e meus amigos cortados voltaram.

-Agora entendeu?- disse Packet com um tom de vingança- meu amado.

E finalmente, enquanto todos me esquartejavam e minha cabeça estava fora do meu corpo eu voltei para a realidade. Abri meus olhos e dei um salto para cima. Packet estava ao meu lado.

-Belkks!- gritava Packet. Ela começou a me socar no peito e depois me abraçou- Nunca mais me deixe sozinha.

-Acabei de ter um sonho- disse aterrorizado- tenho que ficar sozinho por alguns minutos.

-Mas...

-Me deixe!- gritei para Packet. Estava assustado. Queria ficar sozinho- é uma ordem! Todos vocês!

E ela saiu da sala como todos os outros.

Agora sim estava começando a ficar louco. O pior de todo o sonho não foi a morte de todos. Mas o que a morte deles me trouxe: prazer. Senti tanto prazer por matar meus amigos que queria fazer isso naquele exato momento.

“Foi apenas um sonho”, “Foi apenas um sonho”, “Foi apenas um sonho”. Repetia para mim várias e várias vezes.   

Minha mente voltou ao normal. O sonho não fazia sentido algum. Eu de repente estava num corredor escuro e não havia nada mais nada menos. Nenhua explicação. Alguma informação faltava. Talvez, um sonho anterior.

2 comentários:

Luciano Carneiro disse...

No final de semana vou ler td de novo, desde o começo. Vê se não demora pra postar os outros.

FELIPE G2 disse...

Ok. depois dessa semana de aula escreverei mais um capítulo...