22 de abril de 2009

Livro II- Cap 13

Capítulo 13- A segunda pista

Corria pela casa até finalmente chegar ao jardim. Corri desesperado para tentar salvar minha vida, enquanto ainda podia tê-la. Todos corriam juntos para me procurar. A sede pela minha morte era evidente na face de todos.

Vi uma árvore bem alta e subi nela.

“Consegui despistá-los” pensei.

 Comecei a espiá-los e ver os lugares por onde passavam tentando me encontrar. Quando entraram no barco, o vulto ficou ao meu lado, num outro tronco da árvore.

-Você não vai procurar mais pistas?- perguntou o vulto, com uma maça em sua mão direita.

-O quê?- perguntei ofegante.

-Você ainda tem que descobrir quem eu sou- disse o vulto- você tem que se lembrar.

-Não posso acreditar em você- retruquei- você me deu pistas falsas e decidiu piorar seu joguinho controlando meus amigos.

-Não tenho culpa se a mente deles é fraca como a sua- respondeu o vulto- a Carmen foi a que mais difícil. Tentou me bloquear. Talvez ela soubesse que eu ainda estava em ação.

-Se ela tentou te bloquear- falei para o vulto- ela deve saber uma pista de quem você é.

-Certamente- disse o vulto- todas as suas respostas estão dentro daquela casa e em sua mente. Não se esqueça que seu tempo está acabando. Vou te dar uma chance.

Foi quando percebi que todos subiram no barco do pai de Packet. Após alguns segundos o barco ficou no meio do lago.

-Eles ficaram lá por quinze minutos- disse o vulto- depois desse tempo a matança continua.

-Que matança se ninguém morreu?- perguntei ironicamente.

-Ainda.

E o vulto sumiu.

Desci da árvore e corri para a casa. Comecei a buscar pelas últimas coisas que eles estavam fazendo e tentar achar alguma pista.

Parecia que todos ficaram na sala por um tempo, enquanto eu assistia aos filmes. Sanduíches, revistas, almofadas, estavam espalhados pelo tapete. Mas a coisa que mais chamava a atenção era o livro que Carmen sempre levava com ela.

Abri o livro tentando achar alguma pista, mas não tinha nada escrito. Tinha uma frase circulada com lápis, o que provavelmente foi realizado por Carmen. Estava circulada a frase que dizia que os fantasmas poderiam dominar a mente das pessoas.

“Cinco minutos” pensei. Ainda tinha dez minutos e o livro tinha que ter mais alguma coisa e foi quando eu vi o marcador de páginas, com todas as palavras maiúsculas na parte de trás:

“OLHAR AS FOTOS DE PACKET”.

Não sei se essa mensagem era para mim ou se era alguma coisa que Carmen não queria esquecer, mas decidi fazer o que estava escrito.

Fui para a sala de troféus, já que era o único lugar com fotos na casa. Vasculhei por todos os lugares por algum álbum de fotos. Mas nada aparecia. Comecei a entrar em pânico.

“Dez minutos” pensei.

Comecei a tirar todos os troféus, medalhas, fitas de VHS com os prêmios da família, e jogá-los no chão, mas não achava foto nenhuma, além das fotos de Packet e seus pais. Procurei pelas gavetas do móvel, mas não tinha nada, além de uma grande chave prateada. Decidi pega-lá, caso fosse alguma pista.

Olhei pela janela. O barco já estava voltando. Não tinha mais tempo. Os quinze minutos se passaram e eu falhei.

Vi um espelho que estava na sala de troféus pendurado na parede. Eu o peguei e taquei no chão, para quebrá-lo em vários pedaços e, podendo usar seus cacos como armas contra meus próprios amigos.

“Como você é idiota” disse o vulto em minha mente.

Olhei de novo pela janela. Todos estavam saindo do barco e agora eles seguindo o vulto.

Comecei a andar de um lado para o outro, me preparando para morrer. Na verdade, nunca tinha pensando em minha morte. Pensava que iria morrer de morte natural e de preferência dormindo. Mas não era o que estavas prestes a acontecer. Provavelmente eu seria esquartejado, mas antes torturado até gritar de tanta dor.

Peguei o espelho que estava ao contrário e o virei para sua parte quebrada para pegar um caco maior. Eu quebrei o espelho e nem percebi que a foto estava guardada dentro dele. A foto da pessoa que estava me perseguindo por todo esse tempo. E lá estava ele, do lado de Packet e de seus pais.

A maçaneta da porta virou e todos entraram. Foi então que me veio à cabeça a cena do filme que me dera à primeira dica:

-Não!- gritou o vulto.

- Elizinski! Elizinski! Elizinsk!- gritei.

Um clarão surgiu. De repente todos estavam no porão novamente. Todos voltaram ao normal. E lá estava ele, do mesmo modo que ele tinha morrido. Ele e Rash estavam lado a lado na frente daquela parede estranha com uma fechadura. Lá estava um amigo que não via há muito tempo pelo fato de estar morto. Diante de meus olhos estava Elizinski Fuhg.

-Primo!- gritou Packet.

Agora tudo estava explicado.

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