30 de junho de 2009

AS HORAS- A vida de três mulheres que se encontram em épocas diferentes


Lembro-me quando o filme lançou. Era um dos filmes mais comentados do ano (2002). Eu, uma criança pequena de apenas 8/9 anos, queria ver o filme. Queria saber do que se tratava o tão comentado filme. Minha mãe então decidiu assistir o filme para saber o que acontecia. Assim que acabou o filme, minha mãe disse a palavra que eu mais odeio em todo o mundo: "Não". Fiquei puto, berrei, bati a porta e nada. Agora, depois de sete anos, peguei o filme na locadora (fiel até a morte) e descobri que havia um motivo para não assistir As Horas: não é uma flor que se cheire, mas seu aroma tem um objetivo.

O filme fala sobre três mulhres: Virginia Woolf (Nicole Kidman) vive na época de 1929. Tratada como doida, Virgina começa a escrever um livro com o título Mrs. Dalloway. Em 1951, Laura Brown (Julianne Moore) vive uma dona de casa que está preparando o aniversário do marido, e, enquanto isso, lê o livro de Virginia, o mesmo Mrs. Dalloway. Em 2001, Clarrisa Vaughn (Meryl Streep) vive uma editora de livros que está preparando a festa de um amigo, morrendo AIDS. Enquanto Virginia escreve a história em 1929, Laura a lê em 1951 e Clarrissa vive a história em 2001.

Três atrizes magníficas que não decepcionam em momento algum, ao contrário, nos traz o melhor de suas atuações. Meryl Streep como sempre muda sua atuação a cada filme. Nunca vi a atriz com as mesmas caras, com as mesmas ações em seus filmes. Sempre está diferente (ao contrário do Tom Hanks, cof cof). Nicole Kidman está quase irreconhecível. Talvez seu personagem seja o que mais interessante (pelo menos para minha pessoa foi). Tratada como louca e incompreendida, a atriz faz justiça à sua personagem, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Atriz. A Julianne Moore também não faz feio, mas são as duas outras atrizes que se destacam mais.

Mas o filme tem algo que peca: não tem ritmo. O filme não importa em envolver o público, mas sim que o público se interesse pela história por vontade própria. Vemos sim uma bela trama, mas em certos a história pode ficar confusa e mesmo no final continuamos confuso, e, até em certos momentos nós começamos a viajar na maionese, até perceber que o filme está passando. Certas coisas conseguimos prever no filme, mas em certos momentos, o filme torna outro rumo, o que eu achei muito legal. O filme parece como o filme O Leitor, ele não toca, porém ele traz uma moral, ou um ensinamento da vida.

Se você é uma pessoa homofóbica fique longe de As Horas. O filme mostra relações homossexuais com todas as atrizes. Na verdade o filme se foca na mulher. A mulher que luta, a mulher que quer ser livre, independente, que quer amar. O filme consegue mostrar isso, mas o ritmo atrapalha e muito, além de algumas pequenas falhas no roteiro. Se você quiser assistir As Horas, um bom motivo que eu lhe daria seria a atuação das atrizes e pela moral.

ENQUETE: Qual a melhor série de comédia já feita?

Nossa, depois de muito tempo sem uma enquete eu tinha que pensar em uma. Mas não sabia do que fazer. Tinha que ser alguma coisa que muitas pessoas já tenham assistido, e quando digo muitas pessoas, eu digo MUITAS pessoas. Então eu coloquei no canal da Warner e foi quando eu tive a brilhante ideia (vou sobrevier com ideia) de fazer uma enquete sobre séries de comédia. Será difícil? Não sei, afinal, tem tantas e apenas uma a escolher. Bem, que venca a melhor, quero dizer, a série mais engraçada!

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO- A verdade vestida de pijama


Nem tinha notado que tinha alugado dois filmes sobre o mesmo assunto: nazismo. Um assunto deprimente, não? Guerras, campos de concentrações, mortes de várias pessoas (em especial, os judeus). Você não sabe nada sobre nazismo? Se não souberem, O menino do pijama listrado é o filme perfeito para descobrir de um modo inocente, porém doloroso e deprimente.

Bruno (Asa Butterfield) é um menino alemão normal de oito anos que gosta de brincar com seus amigos. Sua mãe (Vera Farmiga) é uma dona de casa (como quase todas as outras mulheres na época). Sua irmã (Amber Beattie) é uma menina de doze anos. Seu pai (David Thewlis) é um soldado do Exército (grande coisa, não?). Num belo dia (sempre num belo dia) o pai de Bruno recebe uma promoção e todos vão se mudar para uma nova casa. Assim que se muda, Bruno sobe as escadas para ver seu novo quarto, e então percebe uma bela fazenda. Assim que ele finalmente consegue ir para a fazenda, ele conhece Smule (Jack Scanlon), um menino num "pijama" listrado. Tudo bem inocente não? Porém, com o passar da trama do filme a verdade vai sendo descoberta e a mentira sorridente se transforma na verdade suja. Podemos ver isso claramente no personagem da mãe de Bruno. Assim que descobre a verdade... pensando melhor, assista o filme para descobrir.

Adorei o filme. Este sim consegue um destaque na grande lista de filmes sobre o nazismo. O motivo é exatamente o que eu disse anteriormente: o filme é inocente. Ninguém sabe de nada e tudo não passa de uma grande mentira. Porém, com por trás de uma mentira existe uma verdade. Para isso o autor ou o roterista (podem ter mudado o final) não teve piedade nem falta de criatividade. A verdade é servida num prato cru.

Achei as atuações boas, mas a que se destacou foi a da atriz da mãe de Bruno e o ator de Smule. A mãe sempre foi uma pessoa feliz e após a mudança fica deprimida. No final então, a mãe, mas vamos dizer assim, "cai" e sua atriz não faz cara feia na atuação, mas sim uma bela performance. Smule, talvez seja o fato de nos apegarmos ao personagem. Embora receba pouco destaque, mesmo sendo o título do filme, o menino de pijama listrado é o personagem da esperança, da brincadeira

Então, se você está procurando um filme sobre o nazismo e nunca ouviu falar sobre o assunto (o que eu acho que é uma coisa quase impossível, mas coisas impossíveis, são possíveis), acho que você deveria começar pelo O Menino do Pijama Listrado. Aproveitarei para deixar um lembrete: Mãe! Pegue lenços, você vai precisar.

OPERAÇÃO VALQUIRIA- Vale mais pela história


Sou aquela pessoa que gosta de desanimar as pessoas quando decidem assistir um filme. Se você quer ver Operação Valquíria porque acha que vai assistir a um filme com explosões, ação, pessoas sangrando e mais ação, saiba que isso acontece apenas no início do filme. Valquíria é mais um filme de suspense político do que um filme de ação sangrenta.


A história começa falando do coronel Claus von Stauffeberg (Tom Cruise) no norte da África, aonde perde seu olho esquerdo, perdeu a mão direita e dois dedos da mão esquerda. Após voltar à Alemanha, Stauffenberg se envolve e começa a liderar uma conspiração com o objetivo de matar o Fuher, Adolf Hitler. A Operção Valquíria seria o governo substituto, assim que Hitler morresse, porém algo inesperado acontece.


Se Valquíria tivesse sido um dos primeiros filmes a falar sobre Segunda Guerra Mundial, a probabilidade do filme ficar marcado seria grande, porém a lista de filmes que fala sobre nazismo e sobre o Hitler é imensa e o filme não consegue superar os outros filmes para conseguir um destaque maior. A Queda: As Últimas horas de Hitler foi um dos filmes recentes que mesmo com o assunto repetido conseguiu fazer destaque.

As atuações são boas (você consegue [minha mãe não, cof cof] reconhecer atores de franquias como Harry Potter e Piratas do Caribe), a história é boa, os cenários são ótimos, o período histórico é interessante (tanto que minha monografia foi sobre a vida do Adolfinho), mas o filme com toda essa, vamos dizer assim, bagagem, não consegue desenvolver o tema. A formação do grupo dura pouco enquanto toda a trama fica na Operação Valquíria e a tentativa de assassinato. Talvez, se o filme tivesse se focado na formação do grupo e focado mais depois na falha da operção, teria sido mais paroveitado.

Entre essas e outras (a famosa frase do blog) Valquíria é mais um filme para se assistir por causa da história de uma das tentativas de assassinato contra o Hitler. Mas se você quer ver um filme histórico/político sobre Segunda Guerra Mundial, eu te recomendaria A Queda e Uma Mulher Contra Hiter, que eu citei anteriormente. Se você quer assistir um drama/romance assista o filme nacional Olga (com a óima Fernanda Torres) Se você quer ver um filme de ação eu te recomendo Indiana Jones e A Última Cruzada (meu Indiana favorito). Se você quer ver um musical assista A Noviça Rebelde. Se você quer ver Valquíria, assista mesmo pela história.

LIVRO III-Capítulo 3

Capítulo 3- O Segundo desafio

Bellks estava no meio de uma arena de gladiadores completamente deserta. Olhou para cima e via um céu vermelho coberto por nuvens cinzentas. Olhou para baixo e viu a areia macia da arena. Olhou para todos os lados. Nenhuma pessoa estava presente. Virou-se. Viu Packet presa numa gaiola dourada do outro lado da arena.

-Packet- gritou Bellks.

Bellks começou a correr, mas quanto mais corria, mais distante ficava de Packet. O suor começava a descer de sua testa, mas nunca conseguia chegar perto de Packet. Sempre distante. Sempre longe.

- O que foi Benjamin?- disse Elizinski- perdeu algo?

E foi quando Bellks percebeu que a cabeça amassada de Elizinski estava sob seu ombro. Numa rápida tentativa, Bellks tentou segurar Elizinski, mas ele foi devagar demais e Elizinski conseguiu esquivar e deu um soco no pulmão Bellks que logo caiu no chão sem fôlego.

-Não tente fazer isso- disse Elizinski- você apenas sairá machucado.

-Pack...Pack...et- tentava dizer Bellks sem fôlego algum.

-Tudo bem- disse Elizinski- deixarei você falar com sua namorada, mas por alguns momentos, só para que você sinta cada vez mais desnecessário.

Tudo ficou escuro. Bellks olhou a esquerda e achou um facho de luz. Correu para ver o que tinha na luz e lá estava ela. Num vestido preto e com um grande chapéu branco Packet estava de pé, apenas esperando por seu amado dentro da gaiola dourada.

-Rápido!- gritou Packet.

Bellks correu na direção de Packet. Mesmo que estivesse sem fôlego algum, Bellks corria. Não sabia se teria outra oportunidade de falar com Packet.

-Bellks ainda bem- disse Packet colocando seus lábios na direção dos lábios de Bellks.

-Não temos tempo para isso- disse Bellks fugindo rapidamente do beijo- você não está ferida está?

-Não- disse Packet- mas sinto solitária.

-Não se preocupe- disse Bellks- não irei demorar a enfrentar os desafios, nem mesmo que seja a morte.

-Bellks- disse Packet- por que você sempre tem que ser romântico?

-Não sei- disse Bellks- quando fico ao seu lado simplesmente acontece.

-Então pare de falar-disse Packet- e faça alguma coisa.

Bellks socou, balançou, chutava, mas a gaiola não quebrava. Ele sabia disso, mas não queria que fosse realidade. Bellks caiu no chão, colocou sua face perto do joelho e começou a chorar. Nunca tinha chorado tanto em sua vida. Saber que não era útil o tornava cada vez mais fraco, e cada vez mais deprimente.

-Que foi?- perguntou Packet.

-Eu não sirvo para nada- disse Bellks- só trago problemas.

-Quer dizer que o fato de ter me conhecido é um problema?- perguntou Packet.

-Claro que não- disse Bellks- não pense desse modo. O que eu quero dizer é que apenas trago sofrimento para você e para todos.

-Isso não é verdade- disse Packet.

-Não?- gritou Bellks se levantando no chão e olhando na face de Packet- então me diga uma coisa que eu fiz descente. Apenas uma!

-Você me defendeu na festa lembra-se?- perguntou Packet colocando sua mão em sua face para limpá-la- e não precisa cuspir em mim desse jeito.

E foi quando Bellks se lembrou da festa. Ele socou um dos meninos mais populares da escola para salvar Packet e foi assim que conseguiu conquistá-la.

-Desde o momento que você desmaiou na escola- disse Packet- eu já estava apaixonada por você.

-Não fale isso- disse Bellks- apenas me sentirei cada vez mais culpado.

-Não sinta- disse Packet- eu esperarei, nem que seja por cem anos. Mas me dê um último beijo, porque esse não sei esperar.

Packet inclinou sua cabeça entre as grades. Bellks colocou suas mãos envolta do pescoço de Packet...

-Acorda!- gritou Sky- temos que ir ao seu primeiro desafio.

-Oi?- perguntou Bellks abrindo seus olhos.

-Vamos logo- disse Sky.

Bellks se lembrou da promessa que fez a Packet, fosse aquilo um sonho ou não e rapidamente saiu da cama.

-Vista isso- disse Sky jogando roupas no peito de Bellks- Você vai precisar.

Bellks vestiu rapidamente o um agasalho extremamente pesado, um jeans preto, uma camisa branca, meias cinzas e um par de tênis preto e saiu do quarto. Bellks desceu as escadas e entrou na porta que tinha uma placa escrito “Restaurante”. Entrou no restaurante do hotel, que estava vazio, e bebeu um suco de laranja e comeu um pão com presunto e queijo.

-Vamos logo- disse Sky- seu segundo desafio está para começar. Todos estão no saguão. Pegaremos um portal para o zoológico.

Ao ouvir a palavra “zoológico” o sangue nas veias de Bellks começou a correr cada vez mais rápido. Seus pêlos ficaram todos arrepiados e Bellks começou a suar. Ele sabia qual seria seu próximo desafio.

-Vamos- disse Sky.

Bellks e Sky saíram do restaurante e foram para o saguão onde todos estavam presentes.

-Bom dia pessoal- disse Bellks num tom não muito animador e medroso.

-Bom dia- disseram todos.

-Vamos?-perguntou Sky- me sigam.

Sky saiu do hotel e todos foram atrás dele. Bellks e seus amigos começavam a avistar pessoas pela cidade. Pessoas com caras deformadas, capas pretas cobrindo o corpo e gaiolas de ouro espalhadas por toda a parte. Nesse momento, Bellks percebeu que embora tivesse sido um sonho, era tudo real.

-Isso não estava aqui ontem- disse Juliet.

-A cidade muda de acordo com o pensamento de Bellks, Juliet- disse Sky

-Oh!- disseram todos.

-Isso deve ser legal- disse Gabriel.

-Chegamos- disse Sky.

Todos estavam na frente de uma árvore. A árvore tinha muitos galhos, mas nenhuma flor. Não era nem muito velha e nem muito nova, nem muito alta nem muito baixa. Era uma árvore comum.

-Coloquem suas mãos nela, por favor- disse Sky.

Assim que todos encostaram á árvore todos foram puxados para dentro dela. Era mais uma vez um portal.

Eles estavam na frente de uma porta com uma placa pendurada escrito “Sala dos Répteis”.

-Vamos entrar- disse Sky.

-Só um momento- disse Bellks.

Bellks tomou fôlego porque sabia o que estava por vir. Pegou ar e coragem e finalmente disse:

-Vamos.

Assim que entraram pela sala viram uma grande cabine de vidro com várias cobra de todos os tamanhos e de todos os tipos. Jibóias, Cascavéis, Corais, Jararacuçu-do-brejo, entre outras.

-Este é um dos seus medos?-perguntou High.

-Sim- disse Bellks paralisado e com uma cara de assustado que nunca tinha feito em sua vida, além do momento que tinha visitado a mesma sala quando era pequeno com seus pais, quando os mesmos o levaram para o zoológico.

-Que bobagem- disse Carmen.

E nesse exato momento uma cobra cabeceou o vidro. O vidro começou a rachar e a cobra batia uma vez atrás da outra. De repente todas as cobras começaram a fazer o mesmo e cada vez mais o vidro começava a rachar.

-Vamos sair daqui- disse Stall.

-Venham- disse Sky puxando todos, exceto Bellks ficando no meio da sala.

Outra cabine formou-se envolta do grupo, porém a cabine era pequena e eles ficaram um pouco exprimidos. Bellks começou a gritar e a bater na cabine na qual estavam seus amigos, mas esta era mais resistente e nenhuma cobra ou pessoa conseguiria quebrá-la.

-Você não pode fazer isso com Bellks!- gritou Carmen e começou a bater em Sky.

-Posso não querer fazer, mas devo. Este é um dos desafios de Bellks. Entenda isso- disse Sky fixando seus olhos em Bellks.

-Que se dane que é um dos desafios dele- gritou High- ele não pode ficar ali.

-Se vocês querem voltar para casa acho que vocês devem calar a boca de vocês e verem o que vai acontecer. Vocês não sabem o quanto é valioso cada desafio que Bellks consegue passar.

-Tudo depende de Bellks? -perguntou Juliet- Então estamos ferrados.

-Você não confia nele?- perguntou Sky.

-Claro que não- disse Juliet- ele ficou escondendo o que passou no verão e não disse nada para os amigos. Não confio mais naquele cretino.

-Elizinsk queria assim- disse Carmen- se ele falasse todos morreríamos.

-Não vem comentar nada sua vaca porque você também não falou nada- disse Juliet.

E começou a briga. High, Sky e Gabriel tentavam impedir Carmen enquanto Stall tentava impedir Juliet.

-Retire o que você disse!- gritou Carmen.

-Nunca!- gritou Juliet- é isso o que você é! Agora estamos aqui e tudo isso é graças a vocês dois. Mentirosa desgraçada!

Carmen conseguiu e deu um tapa na cara de Juliet que agora estava com a bochecha completamente vermelha. Com raiva Juliet queria revidar, mas algo mais importante aconteceu.

-Socorro!- gritou Bellks.

O vidro tinha quebrado.

29 de junho de 2009

17 OUTRA VEZ- Mathew volta a adolescência enquanto Efron começa a crescer


Se você é uma pessoa que espera que o filme 17 Outra Vez trará o personagem que é o capitão do time de basquete, o adorado pelas garotas, o garanhão da escola e sedutor, resumindo, todo papel que o ator Zac Efron da franquia High School Musical faz, bem você está quase certo. Se você quer assistir este filme por causa de Mathew Perry, o Chandler da famosa série televisiva Friends, então neste caso você deveria pensar duas vezes.

Na escola (Zac Efron) era o menino mais famoso da escola e jogador do time de basquete (será que já não vi este filme?) e tinha tudo para se dar bem na vida. Porém, sua namorada diz que está grávida e Mike muda toda a sua vida. Agora mais velho, Mike (Mathew Perry) odeia sua vida. Ele não conhece seus filhos, sua mulher pede o divórcio e ele está muito mal no trabalho. Depois de cair numa ponte, ele volta fisicamente para os seus 17 anos e tenta mudar sua vida.

Se você quer ver este filme por causa do Mathew Perry, como disse antes, é melhor pensar duas vezes. Eu disse duas vezes? Pense muitas vezes porque o ator aparece durante todo o filme cerca de 15 minutos ou 20 minutos no máximo. Claro que você consegue rir nesse pequeno período que ele aparece, mas se você quer realmente ver o Perry eu te recomendo O Triunfo que é um filme mais sério com o ator. Hoje o ator está cada vez mais sendo afastado de bons trabalhos e seu talento sendo jogado fora. Espero que 17 possa trazer um pouco de sua fama de volta.

Agora vamos falar do astro do filme Zac Efron. Sim, Efron está novamente na pele de um menino popular e blá, blá, blá, porém sua atuação está melhor. Ele não está mais com cara de "querida me aceite porque eu sou assim" e "nossos sonhos podem se tornar realidade" de High School Musical. Efron está bem no papel de Mike. Em muitas cenas você ri com o personagem e até mesmo com as feições do ator. Me surpreendeu, afinal eu não esperava nada do ator, pelo contrário, pensei que ele seria uma catástrofe.

Aliás tenho certeza que o filme não virá com uma faixa etária livre nos cinemas brasileiros (coitadas das crianças fãs do ator [sarcasmo]). Saibam que o filme fala de coisas como sexualidade na adolescência (e aulas de), camisinha, ter um bebê (na adolescência), namoros, entre outros. Mas embora o filme fale de tudo isso, o filme torna o assunto numa infantilidade. Pra começar, eles não gostam de usar a palavra gravidez e sim teremos um bebê, para ser mais leve e não parecer tão sério. O filme também mostra aquela cena clássica da menina que o namorado pede para fazer sexo e desiste de última hora (lembra daquele filme com o Mel Gibson?) e o namoro termina.

Mas o filme mostra uma coisa que eu acho bem legal e que minha tia fala muito. Nos dias de hoje, meninos jovens (como se eu fosse velho) ficam com as meninas e depois ficam se gabando para seus outros amigos e começam a fazer disputa para ver quem pega mais "mina". Porém a realidade é outra. Não foi o menino que pegou a menina e sim a "mina" que pegou o menino. Vemos isso claramente no filme numa cena em particular na qual três meninas dão em cima de Mike (Efron). Enquanto Mike diz para as meninas para imporem respeito sob elas mesmas (dando um sermão de pai), elas dizem que não queriam ficar com o respeito, mas queriam ficar com ele. Uma na verdade diz que se ele quisesse nem precisava lembrar o nome dela. E é isso que está acontecendo hoje. Na verdade se o filme mostrasse mais esse lado de como as meninas estão hoje (Não são todas) que gostam de beber até cair, ficar com um cara que seja pior influência possível, que gostam de, vamos dizer assim, "altas aventuras", talvez o filme fosse mais interessante.

Entre essas e outras, até que 17 Outra Vez não é um filme ruim, com atuações boas, entre elas a boa atuação da atriz que faz a mulher de Mike (Leslie Mann) o filme até que é simpático, porém ele entra naquela mesma lista de filmes repetidos, na qual estão filmes como Sexta-Feira Muito Louca, De Repente 30, Quero ser grande (1988), na qual pessoas querem envelhecer ou rejuvenescer. Entre esses, acho que o melhor seria Sexta-Feira Muito Louca e o pior, sem dúvida alguma, seria De Repente 30. Eita filme chato, sem criatividade e sem graça. Se você tem medo de filmes que estão nesta mesma lista, espere 17 sair em DVD (ou não né?).

28 de junho de 2009

MOMENTOS BIZARROS 3- Agora nas ruas...


Desculpe gente por não ter postado nesses últimos dias. Para explicar tudo, eu usarei mais uma vez este quadro com coisas que acontecem com minha pessoa que para minha pessoa, é completamente bizarro.

Vamos começar com o teatro. Uma amiga da minha irmã viu que estavam distribuindo ingressos para as peças A Bela e a Fera (172 ingressos) e A noviça rebelde (42 ingressos) de graça (adoro o som desta palavra) no dia 26, uma sexta-feira. Então eu e meus dois amigos fomos até dois pontos: o Theatro Municipal (que fica perto da Sé) e um Centro Cultural em Vergueiro (que fica na região). Saímos da casa do meu amigo ás 5:30 AM. Quando chegamos lá ficamos felizes que não tinha ninguém. Mas quem disse que era dentro do teatro? Foi quando vimos que tinha uma fila enorme no quarteirão. Ficamos na fila e depois de um bom tempo começaram a distribuir senhas para as pessoas. Foi assim que descobrimos que tinham 515 pessoas na nossa frente, e, que a primeira pessoa da fila tinha chegado ás 8:00 PM do dia anterior. Não conseguimos pegar os ingressos para a peça, então fomos para o outro Centro Cultural, mas este estava mais cheio ainda.
Assim
decidimos ir até a casa do meu amigo (Vila Madalena) e depois iríamos para o Shopping Bourbon Pompéia (que fica na Pompéia [oh!]), detalhe básico, a pé. Assim que chegamos lá (depois de andar muito) ficamos andando pelo shopping. Depois de ir para o shopping fui para a casa do meu primo/amigo (que fica na Sumaré, perto da Lojas Americanas) novamente a pé. O motivo de ir para a casa dele? Iríamos numa balada chamada Welcome to Paradise da qual falarei mais para a frente. Jogamos bola e depois fomos para a balada. Não paramos na balada, ficamos andando e andando e andando e andando, ah! E andando.

Resumindo: minha sexta-feira (sim, isso tudo foi num dia) foi praticamente andar das 5:30 AM até ás 5:30 AM do dia seguinte, ou seja, fiquei 24 horas andando. Eu não sentia meus pés já na ida até o Shopping Bourbon Pompéia e não senti ele durante um bom tempo. Só mesmo eu faço isso.

25 de junho de 2009

NÃO MATARÁS- Como chegamos a este ponto...


Eu sei que antigamente muitos remédios e vacinas foram encontrados graças ao uso de animais em experimentos. Mas hoje os dias são outros não? Temos computadores, células-tronco, animais mortos, entre outros. Com o passar dos anos a raça humana percebeu que não era superior e nem inferior que os animais. Porém, ainda existem pessoas que esquecem deste detalhe. Para as pessoas não se esqueçam, aqui está um video chamado Não Matarás do instituto Nina Rosa que mostra como são tratados os animais e a quais tipos de experimentos eles são designados. Eu já era contra o uso de animais em experimentos, depois desse video mais ainda. Confira:














O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (1974)- O massacre dos meus neurônios


Eu como uma pessoa normal (isso existe?) quis assistir um filme como sempre assisto. Então eu aluguei um pacote de 5 filmes na locadora (que sou fiel até a morte). Como vocês devem saber Scoop: O grande Furo é um desses filmes e ainda faltam outros três, porque nesse exato momento, como vocês perceberam, estou postando um dos filmes que é um "clássico" do terror/horror: O Massacre da Serra Elétrica. Olha, de Massacre não tem nada, além de danos cerebrais.

A história (baseada em fatos reais) é sobre um grupo de amigos, entre eles dois irmãos, Sally e Frank, que durante uma viagem de carro acabam caindo na armadilha de uma família canibalesca, insana, que matam pessoas. Dentro dessa família, um dos irmãos mata as vítimas com uma motosserra, dando assim a origem do título brasileiro do filme.

Serei bem breve para não perder meu tempo escrevendo sobre este trash: Para começar vamos falar sobre o título: ele está errado. Sim, mais uma vez os tradutores brasileiros fizeram um trabalho porco quando traduziram o título. O motivo? Porque não é uma serra elétrica, e sim uma motosserra. Segundo: o filme é mal filmado. Em muitas cenas você não consegue ver o que está acontecendo pelo fato da imagem ser muito ruim (borrada) e pelo fato de estar escuro. O diretor (Tobe Hooper) deve ter escolhido usar a iluminação natural e acabou ferrando o filme. O filme tem atuações péssimas, principalmente da atriz que faz Sally. Durante as cenas que ela é perseguida a atriz não sabe se faz cara de perseguida medrosa ou se corre.

A história tinha tudo para dar certo não? Mas pelo visto o diretor conseguiu transformar a história num grande lixo (ou como dizem no cinema, transformou num filme trash). A imagem é borrada, a filmagem é ruim, as atuações são péssimas e é simplesmente resumindo na palavra tosco. Se você quiser ver um filme com sangue pode alugar Massacre, mas ainda sim é um grande trash. Ainda bem que o filme é curto, mas parecia na verdade uma eternidade.

HAIRSPRAY BRASIL- Esperando para conferir

Quero só ver o que o Miguel Falabella está fazendo com a adaptação do musical da Broadway Hairspray. Em muitos países o musical foi um sucesso (quando digo sucesso quero dizer bem feito), como aconteceu nos Estados Unidos e em Londres. Porém o musical também foi um fracasso (quando digo fracasso quero dizer ridículo, pelo menos a coreografia) como aconteceu com os nossos vizinhos da Argentina. Agora basta nós esperarmos, principalmente as pessoas que não moram no Rio de Janeiro, para saber o que o Falabella está fazendo. Enquanto isso, só temos alguns posters. Confira (tudo graças ao Oliver da comunidade do orkut do filme Hairspray: Em Busca da Fama. Obrigado Oliver!):


OBS: A Arlete Salles ficou demais como Velma.

LIVRO III-Capítulo 2

Capítulo 2- O conselho

Assim que entraram no hotel perceberam que não era um hotel normal e nem chegava perto de um. No lugar de uma escada para as pessoas subirem estava um tubo que dentro continha algumas cabines, como se fosse um aspirador de pó sugando alguma coisa e, no lugar de uma escada que descia estava um escorregador em espiral. O elevador era completamente transparente e sem botões, pois o mesmo sabia qual era o andar de cada pessoa.

-Por aqui- disse Sky.

Todos seguiram Sky até uma porta. A porta era dourada com uma placa que mostrava o local para onde estavam indo: “Conselho”.

-Este é mais um portal- disse Sky.

-Acho que conseguimos saber agora o que é um portal- disse High.

-Não seja mal educado High- disse Carmen retrucando High.

-Vamos logo?- perguntou Juliet sem paciência.

-Vamos- disse Sky.

Sky foi o primeiro a entrar e todos o seguirão. Assim que passavam pelo portal viam uma sala com pouco cumprimento e profundidade, mas com uma altura altíssima, e colunas pretas que pareciam edifícios.

-Suba neste quadrado- disse Sky para Bellks apontando para o quadrado azul bem claro no chão- E é apenas o Bellks ouviram?

-Por quê?- perguntou Juliet.

-Por que essas são as regras- disse Sky- se você não quer sofrer acho melhor obedecê-las.

-É bom você falar tudo que este conselho falará para você Bellks- disse Stall.

Bellks subiu no quadrado azul.

-Não se preocupe- disse Bellks.

Assim que Bellks acabou de falar o quadrado azul começou a subir até o final das colunas da sala. Foi então que Bellks notou que não eram apenas colunas, mas que no topo dessas colunas alguma pessoa deveria estar esperando.

De repente seu quadrado começou a parar, porém ele não conseguia ver nada. Nas outras colunas não havia ninguém. Então ele estava enganado. Eram realmente apenas colunas.

-Sr. Bellks?- disse uma voz.

-Sim- disse Bellks.

- Nas paredes- disse a voz.

E foi quando Bellks percebeu que havia quatro quadros na sala. Quadros enormes e cada um com uma pessoa dentro. No primeiro quadro havia uma mulher gorda com olhos azuis e cabelos loiros. No segundo havia um homem extremamente magro de cabelos ruivos e olhos amarelos. No terceiro havia um homem moreno musculoso com óculos circulares e olhos verdes. No último havia uma mulher que não era nem gorda nem magra, nem alta nem baixa e que tinha um cabelo que não era nem loiro nem moreno, era uma mistura dos dois.

- Por favor, confirme o que eu vou dizer- disse a mulher que não era nem gorda nem magra, nem alta nem baixa e que tinha um cabelo que não era nem loiro nem moreno, era uma mistura dos dois segurando um papel.

-O.K- disse Bellks.

- Seu nome é Benjamin Theodore Aregon Bellks?- disse a mulher.

-Sim- disse Bellks.

- Sua namorada é Packet Weirgin Giving?- perguntou a mulher novamente.

-Sim- disse Bellks.

-Ela foi capturada por Elizinski Jacobi Fuhg?

-Onde ela está?- gritou Bellks.

Nesse exato momento a cabeça da mulher que não era nem gorda nem magra, nem alta nem baixa e que tinha um cabelo que não era nem loiro nem moreno, era uma mistura dos dois saiu do quadro. A cabeça dela ficou cada vez maior e começou a se aproximar de Bellks. Assim que chegou a um palmo da face de Bellks, a cabeça da mulher estava do tamanho de uma roda gigante.

-Olha aqui- disse a mulher- você pode até ser o criador disso tudo mas sou eu que gerencio. Você verá sua futura noiva em breve.

-Noiva?- gritou Bellks em pânico.

-Sim- gritou a mulher. Nesse momento a voz da mulher era tão alta que Bellks acabou caindo e desmaiou.

Enquanto Bellks estava desmaiado, a mulher que não era nem gorda nem magra, nem alta nem baixa e que tinha um cabelo que não era nem loiro nem moreno, era uma mistura dos dois voltou para seu quadro.

-Esse é mesmo o escolhido?- perguntou a mulher.

-Acho que sim Orfélia - disse a mulher gorda com olhos azuis e cabelos loiros.

-Mas ele parece tão fraco Gertrude- disse Orfélia.

-Ele parece determinado- disse o homem extremamente magro de cabelos ruivos e olhos amarelos.

-Realmente Yink- disse o homem moreno musculoso com óculos circulares e olhos verdes.

-Vocês estão loucos?- perguntou Orfélia- Vocês, Yink e Druge, acham que ele é determinado? Posso mostrar facilmente que este só tem palavra e nenhuma ação.

-Será que ele sobreviverá?- perguntou Gertrude.

-Esperamos que sim- disse Yink- ele é o último homem que se casará com uma mulher da nossa família.

-Se ele não conseguir- disse Druge- é o fim para todos nós.

-Vamos mandá-lo de volta- disse Orfélia- já basta por hoje. Esse menino precisa descansar.

E nesse exato momento a coluna que Bellks estava em cima começou a descer numa velocidade mais reduzida. Assim que chegou ao chão nenhum de seus amigos conseguiam acordá-lo.

-Vamos levá-lo para o hotel e esperar que acorde- disse Sky.

E foi sonhando em seu próprio mundo imaginário que Benjamin pode ver novamente sua amada Packet.

24 de junho de 2009

SCOOP: O GRANDE FURO- Um grande acerto de Allen


Como vocês bem sabem, ou alguns de vocês, eu não sou muito fã de Woody Allen. O primeiro filme que eu assisti do diretor, sem saber que era dele, foram algumas partes de Scoop: O grande furo, o qual eu gostei bastante. Depois fui assistir com meus amigos no cinema VickCristinaBarcelona, do qual eu não gostei ( a única coisa que eu gostei foi a Penélope Cruz que estava muito boa). Decidi então ver Match Point que todo mundo falava tão bem que eu tinha que conferir. Me decepcionei novamente. Então decidi voltar de onde tudo começou (frase profunda) e decidi ver por completo Scoop: O Grande Furo e vi que dessa vez não havia nenhuma falha. Eu realmente tinha gostado do filme de Allen.

Tudo começa com uma jovem estudante, Sondra Pransky (Scarlet Johansson). Quando Sondra decidi ir num show de mágica ela é chamada pelo mágico Sidney Waterman (Woody Allen) para fazer parte de um truque, no qual ela teria que entrar num tipo de provador, vamos dizer assim. Durante o truque Sondra recebe a visita do fantasma de um repórter falando sobre um possível grande furo sobre um serial killer denominado "O assassino do tarô", o qual o principal suspeito seria Peter Lyman (Hugh Jackman). Sondra e Sidney decidem investigar o caso e Sondra acaba se apaixonando por Peter.

As atuações do filme são muito boas. Jackman está muito bem no papel do aristocrata, mas quem rouba mesmo a cena são os dois detetives. Woody Allen está muito bem no papel do mágico Sidney. Engraçado, carismático, gago, nervoso, ansioso, show de bola (viva as gírias idosas!). Scarlet Johansson também está muito boa no papel de Sondra. Apaixonada, investigativa, inocente, um papel diferente para Scarlet.

Falando na Scarlet Johansson, Sccop deve ser o filme com o papel mais diferente que a atriz já fez num filme de Allen. Em Match Point ela fica com o visual, desculpe as frases que direi mulheres e crianças leitoras, da gostosa o tempo todo. Em VickCristinaBarcelona a mesma coisa e, no filme A ilha também. Mas Scarlet mostra que não é apenas uma gostosa, mas sim uma verdadeira atriz em Scoop. Na verdade, prefiro muito mais a Scarlet de Sccop do que qualquer outro filme.

Entre essas e outras (só falta daqui a pouco o símbolo ™) Scoop é, na minha modesta opinião, o melhor filme do Woody Allen que este ser que vos escreve viu até agora. O filme além de ser, vamos dizer assim, uma comédia, tem também humor negro, ironia, romance, ironia, investigação e mais ironia. Uma das melhores cenas do filme são as cenas com a Morte. Na verdade a melhor cena de todo o filme é a cena final, a qual eu me racho de rir. Veremos agora como serão os outros filmes de Allen, porque no momento está Filmes bons 1 X Filmes chatos 2.

LIVRO III- Capítulo 1

Capítulo 1- O primeiro desafio

Agora dava para ver o túnel completamente. Era imenso e escuro. Do vazio flutuante surgiu um barco preto à vela. Dentro deste barco estava uma bela mulher, alta, forte, de cabelos morenos usando um capuz preto segurando o timão do barco. Meus amigos e eu ainda estávamos flutuando no vazio do túnel.

-Entrem- disse a mulher.

Assim que ela terminou de falar, uma corda bege imensa apareceu, uma corda que dava para o barco. Cada um se segurou na corda e começou a puxá-la para chegar até o barco. Assim que Juliet entrou no barco e todos estavam finalmente à bordo, a mulher virou-se para Bellks.

-Qual o destino mestre, por favor?- perguntou a mulher.

-Mente- respondeu Bellks.

-Então sentem-se por favor- respondeu a moça e neste exato minuto um assento, parecido com o de uma montanha-russa surgiu do chão. Todos se sentaram e todos estavam nervosos.

-Todos se sentaram?- perguntou a mulher olhando para frente do barco e de costas para todos. Foi então que perceberam que a mulher tinha uma enorme corcunda em suas costas.

-Sim- respondeu Stall.

E uma trava prateada agora segurava todos. Juliet, High, Stall, Carmen, Gabriel e Bellks. O barco estava voando no vazio flutuante do túnel num trilho inexistente. Luzes roxas, azuis, verdes e praticamente todas as cores apareciam nas bordas do túnel. A velocidade do barco ficava cada vez mais veloz.

-Aqui será seu primeiro desafio mestre!- gritou a mulher.

-Como assim?- perguntou Bellks.

-Você tem medo de velocidade ou de altura?- perguntou Carmen.

-Nem de um nem do outro- Bellks respondeu.

E foi então que apareceu o primeiro desafio: o túnel ficava no formato de loopins e parafusos, como se fosse uma verdadeira montanha-russa. Loopins e loopins surgiam um atrás do outro com parafusos intermináveis.

-Este é um dos seus maiores medos?- perguntou High.

-Não! Apenas tenho medo dos loopins e dos parafusos e só. Não são meus maiores medos- gritou Bellk- Mas tenho um medo do ca...

-Os seus desafios começam com coisas banais mestre!- interrompeu a mulher- cada vez que um desafio é superado, um pior surgirá.

-Que beleza!- gritou Bellks- agora sim estou ferrado.

A velocidade começou a ficar mais estabilizada e todos começaram a respirar profundamente, algo que não conseguiram fazer em momento algum durante o percurso.

-Acabou?- Juliet perguntou- Porque eu quero sair! Não estou aguentando.

-Está quase acabando- disse a mulher.

-Que bom- Bellks respondeu apavorado de tudo o que tinha passado por ele. Mas ele nem sabia pelo que esperava.

-O que é aquilo?- perguntou High.

E foi quando todos perceberam: uma parede de concreto apareceu no final do túnel e não havia saída nenhuma pelas laterais.

-Vamos bater!- gritou Gabriel.

-Acalmem-se- disse a mulher- não iremos para frente. Estamos quase acabando.

-Como assim não vamos para frente?- gritou Stall.

- Nós vamos para baixo- respondeu a mulher.

Assim que chegavam mais perto do fim do túnel, mais dava para ver a queda livre. Não havia trilhos, nem uma ponte, não havia nada. Apenas uma queda livre, como se eles fossem pular de uma cachoeira.

-Eu quero sair!- gritou Carmen.

-Muito tarde para isso!- gritou a mulher dando uma risada maléfica, como se fosse uma bruxa. Assim que a mulher acabou de falar ela começou a cantar:

A vida e a morte nos encontrarão

Para Dave Jones nossas vidas irão

Está chovendo? Está sol?

Não importa mais

Pelo furacão iremos passar

E o fim da vida iremos encontrar

-Pare de cantar!- gritou Stall- você está deixando minha namorada em pânico!

-Como quiser- disse a mulher- porque lá vamos nós!

Embora não houvesse trilhos, o barco caiu numa direção linear e perpendicular. Parecia que eles estavam num avião no alto da atmosfera caindo em direção a Terra. A velocidade era impressionantemente rápida. Parecia que o tempo não acabava e ficaria assim por cinco minutos seguidos, sem nenhuma pausa, sem nenhuma reta.

-Nós vamos morrer!- gritou Bellks.

Os pés da mulher não saiam do chão de jeito nenhum, como se ela estivesse grudada no barco.

E mais uma série de loopins e parafusos apareciam e agora eles passavam por todos numa velocidade altíssima! As faixas de luzes começaram a ficar mais fortes e a velocidade começava a diminuir.

-Agora sim estamos chegando!- disse a mulher soltando a risada de uma bruxa maléfica.

Neste momento eles viram o fim do túnel, porém era uma grande parede de concreto e quando chegaram perto o suficiente notaram que dessa vez não havia queda e os gritos começaram a ficar cada vez mais agudos.

-Chegamos!- gritou mulher.

O barco estava intacto, porém a parede de concreto estava completamente destruída. Trilhos parecidos com de trens surgiram e os grito pararam. Todos ficaram calmos. Parecia que estavam num deserto e o navio era um trem. Sob os trilhos o barco ia em direção à cidade.

-Ainda bem que acabou- disse Gabriel.

Neste exato momento, Stall vomitou.

-Que nojo- disse Carmen

-Pessoal olhe!- gritou Bellks.

Eles estavam chegando perto de uma cidade cheia de casas e prédios, arenas de gladiadores, hotéis, parques de diversão, shoppings, porém não havia ninguém na cidade. Nem uma só alma penada. O sol era vermelho, puro sangue e não havia uma nuvem do céu azul

Os trilhos acabavam nas portas de um dos hotéis, com um nome simples: “Primeira parada”. O barco parou completamente e uma prancha desceu até o chão. Todos estavam tontos e desnorteados.

-Espero que todos tenham gostado- disse a mulher.

Todos saíram numa fila indiana. No meio da prancha, High estava tão desnorteado que acabou caindo e indo de três metros ao encontro do chão. Todos correram e foram na direção de High.

-Estou bem!- disse High surpreso- não sinto nenhuma dor.

-Porque esta não é sua mente!- disse Sky surgindo da porta do hotel- assim que vocês entraram na cidade vocês não sentem nada que seja doloroso. Apenas Bellks.

Bellks ainda não sabia direito o que estava acontecendo. Estava num mundo irreal, porém parecia extremamente normal para ele. Era exatamente o mundo que ele imaginava quando era criança, exceto pela parte do deserto.

- Agora quero apenas descansar- disse Bellks.

-Infelizmente isso não poderá ocorrer- disse Sky- temos uma reunião daqui a pouco com o conselho. Vamos que estamos atrasados.