30 de junho de 2009

AS HORAS- A vida de três mulheres que se encontram em épocas diferentes


Lembro-me quando o filme lançou. Era um dos filmes mais comentados do ano (2002). Eu, uma criança pequena de apenas 8/9 anos, queria ver o filme. Queria saber do que se tratava o tão comentado filme. Minha mãe então decidiu assistir o filme para saber o que acontecia. Assim que acabou o filme, minha mãe disse a palavra que eu mais odeio em todo o mundo: "Não". Fiquei puto, berrei, bati a porta e nada. Agora, depois de sete anos, peguei o filme na locadora (fiel até a morte) e descobri que havia um motivo para não assistir As Horas: não é uma flor que se cheire, mas seu aroma tem um objetivo.

O filme fala sobre três mulhres: Virginia Woolf (Nicole Kidman) vive na época de 1929. Tratada como doida, Virgina começa a escrever um livro com o título Mrs. Dalloway. Em 1951, Laura Brown (Julianne Moore) vive uma dona de casa que está preparando o aniversário do marido, e, enquanto isso, lê o livro de Virginia, o mesmo Mrs. Dalloway. Em 2001, Clarrisa Vaughn (Meryl Streep) vive uma editora de livros que está preparando a festa de um amigo, morrendo AIDS. Enquanto Virginia escreve a história em 1929, Laura a lê em 1951 e Clarrissa vive a história em 2001.

Três atrizes magníficas que não decepcionam em momento algum, ao contrário, nos traz o melhor de suas atuações. Meryl Streep como sempre muda sua atuação a cada filme. Nunca vi a atriz com as mesmas caras, com as mesmas ações em seus filmes. Sempre está diferente (ao contrário do Tom Hanks, cof cof). Nicole Kidman está quase irreconhecível. Talvez seu personagem seja o que mais interessante (pelo menos para minha pessoa foi). Tratada como louca e incompreendida, a atriz faz justiça à sua personagem, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Atriz. A Julianne Moore também não faz feio, mas são as duas outras atrizes que se destacam mais.

Mas o filme tem algo que peca: não tem ritmo. O filme não importa em envolver o público, mas sim que o público se interesse pela história por vontade própria. Vemos sim uma bela trama, mas em certos a história pode ficar confusa e mesmo no final continuamos confuso, e, até em certos momentos nós começamos a viajar na maionese, até perceber que o filme está passando. Certas coisas conseguimos prever no filme, mas em certos momentos, o filme torna outro rumo, o que eu achei muito legal. O filme parece como o filme O Leitor, ele não toca, porém ele traz uma moral, ou um ensinamento da vida.

Se você é uma pessoa homofóbica fique longe de As Horas. O filme mostra relações homossexuais com todas as atrizes. Na verdade o filme se foca na mulher. A mulher que luta, a mulher que quer ser livre, independente, que quer amar. O filme consegue mostrar isso, mas o ritmo atrapalha e muito, além de algumas pequenas falhas no roteiro. Se você quiser assistir As Horas, um bom motivo que eu lhe daria seria a atuação das atrizes e pela moral.

4 comentários:

FM disse...

Felipe, to dando um selo pro seu blog. Passa no meu (noaquario.blogspot.com) pra ver como faz pra pegar e quais as regras, blz?

Abração!

FELIPE G2 disse...

Já vi FM...

SiNHá GaGa disse...

Como não tem ritmo?! É pura montagem paralela!

Felipe Guimarães disse...

Sinhá Gaga, pois é, mas essa montagem paralela não tem ritmo! O filme é quebrado demais!