7 de junho de 2009

IT: UMA OBRA-PRIMA DO MEDO- Pode não ser uma obra-prima, mas eu gostei


        Meu amigo Luciano deve estar se corroendo novamente, mas dessa vez é por outro motivo: o motivo é que eu gostei mais de "It: Uma obra-prima do medo" do que "Carrie: A estranha", ambos escritos pelo mestre do terror e suspense Sthephen King. Não tenho medo de dizer e direi bem alto: EU GOSTEI DE "IT"!
        A história é a seguinte: numa pacada (adoro essa palavra) cidade nos EUA, Derry, coisas estranhas começam a acontecer com as crianças, sendo elas esquartejadas, assassinadas e algumas desaparecidas. Qual é a causa de tudo isso? Pennywise, o palhaço. Há 30 anos, um grupo de sete amigos conseguiram derrotar "A coisa", ou o Pennywise, como quiser chamá-lo. Depois de 30 anos ele volta e basta aos amigos acabar de uma vez por todas com o inimigo.
        Eu sou normal por gostar do vilão? Têm tantos filmes que eu gosto do vilão, como por exemplo, "O Exorcista", "Prenda-me se for Capaz", "O grito", "Frankstein", "Drácula", entre outros, e agora "It" está na mesma lista. Não sei como explicar, mas o personagem é formidável! Não acho que exista palavra melhor de descrever Pennywise, o palhaço.
        Bem, para começar, se você tiver três horas para assistir este filme fique a vontade, mas não venha colocar a culpa em mim depois, porque comigo essas três horas passaram voando. Eu gostei do filme bastante, embora não assuste de modo algum (minha irmã que se borra de medo de filmes de terror assistiu o filme numa boa).
        Vamos começar pelas atuações: todas são boas, nenhuma consegue ser péssima ou até mesmo ruim, nem mesmo no grupo de 14 amigos ("Você não disse que eram sete amigos?" você deve estar pensando. Sim, são sete amigos, porém têm muitos flashbacks no filme, tanto que as primeiras horas são praticamente flashback).
        Dos efeitos não posso dizer o mesmo, afinal, os efeitos especiais da cena do confronto final são péssimos (nem preciso dar dicas de filmes com efeitos melhores né? Tanto que Star Wars já existia nessa época). Porém os efeitos com coisas naturais ou até mesmo da cena do ralo ficaram boas. Muitas pessoas odiaram o filme pela cena de confronto (um dos motivos são os efeitos especiais) e não posso culpá-las por isso. A cena final eu gostei, gostei também da cena do confronto, mas que a cena do confronto ficou mal feita isso não posso negar.
        Na época que o filme foi lançado, muitas pessoas ficaram com medo do palhaço e ainda tem medo de palhaços por causa do mesmo nos dias de hoje. É quase impossível (a não ser que você não tenha assistido) não lembrar das cenas do palhaço (tarado) em "Poltergeist" assistindo "It".
        It: a obra-prima do medo pode não ser uma obra-prima, mas é mais um filme da quase intacta, se não fosse pela culpa de "Carrie: A estranha", lista de filmes ótimos baseados nos livros de Sthephen King. Pelo menos nesse fim de semana consegui me dar bem com um filme.

2 comentários:

Luciano Carneiro disse...

Eu li o livro do Stephen King, e gostei muito. Realmente assustador. Do filme só vi umas partes, e bastou pra mim. É sofrível. Nem filme é, já que foi feito pra TV americana. É uma espécie de anti-cinema. Desculpa, Felipe, mas não da pra gente comparar a importância e a perfeição de um Carrie com um It, né? E o medo de palhaços veio muito mais de Poltergeist, porque, hum, dá pra contar no dedo as pessoas que conhecem esse filmeco B que é IT. E acho que vc viu a versão incompleta, já que naturalmente o "filme" tem 4 horas. Tosco...

FELIPE G2 disse...

Sabia que você tacaria pedras em minha pessoa. Eu gostaria de ler o livro, mas como você bem sabe estou lendo Angpustia (o livro do filme Louca Obssesão) , tanto que foi você que me emprestou o livro...
Olha, Carrie está muito longe de chegar perto dos filmes baseados nos livros do Sthephen King e, na minha modesta opinião It está na frente de Carrie, tanto que como você mesmo disse, It foi feito para televisão e não dava para pedir muita coisa...
Olha, nos sites que mostram o tempo do filme, todos falam que tem 192 minutos, que foi o que eu assisti...