30 de junho de 2009

LIVRO III-Capítulo 3

Capítulo 3- O Segundo desafio

Bellks estava no meio de uma arena de gladiadores completamente deserta. Olhou para cima e via um céu vermelho coberto por nuvens cinzentas. Olhou para baixo e viu a areia macia da arena. Olhou para todos os lados. Nenhuma pessoa estava presente. Virou-se. Viu Packet presa numa gaiola dourada do outro lado da arena.

-Packet- gritou Bellks.

Bellks começou a correr, mas quanto mais corria, mais distante ficava de Packet. O suor começava a descer de sua testa, mas nunca conseguia chegar perto de Packet. Sempre distante. Sempre longe.

- O que foi Benjamin?- disse Elizinski- perdeu algo?

E foi quando Bellks percebeu que a cabeça amassada de Elizinski estava sob seu ombro. Numa rápida tentativa, Bellks tentou segurar Elizinski, mas ele foi devagar demais e Elizinski conseguiu esquivar e deu um soco no pulmão Bellks que logo caiu no chão sem fôlego.

-Não tente fazer isso- disse Elizinski- você apenas sairá machucado.

-Pack...Pack...et- tentava dizer Bellks sem fôlego algum.

-Tudo bem- disse Elizinski- deixarei você falar com sua namorada, mas por alguns momentos, só para que você sinta cada vez mais desnecessário.

Tudo ficou escuro. Bellks olhou a esquerda e achou um facho de luz. Correu para ver o que tinha na luz e lá estava ela. Num vestido preto e com um grande chapéu branco Packet estava de pé, apenas esperando por seu amado dentro da gaiola dourada.

-Rápido!- gritou Packet.

Bellks correu na direção de Packet. Mesmo que estivesse sem fôlego algum, Bellks corria. Não sabia se teria outra oportunidade de falar com Packet.

-Bellks ainda bem- disse Packet colocando seus lábios na direção dos lábios de Bellks.

-Não temos tempo para isso- disse Bellks fugindo rapidamente do beijo- você não está ferida está?

-Não- disse Packet- mas sinto solitária.

-Não se preocupe- disse Bellks- não irei demorar a enfrentar os desafios, nem mesmo que seja a morte.

-Bellks- disse Packet- por que você sempre tem que ser romântico?

-Não sei- disse Bellks- quando fico ao seu lado simplesmente acontece.

-Então pare de falar-disse Packet- e faça alguma coisa.

Bellks socou, balançou, chutava, mas a gaiola não quebrava. Ele sabia disso, mas não queria que fosse realidade. Bellks caiu no chão, colocou sua face perto do joelho e começou a chorar. Nunca tinha chorado tanto em sua vida. Saber que não era útil o tornava cada vez mais fraco, e cada vez mais deprimente.

-Que foi?- perguntou Packet.

-Eu não sirvo para nada- disse Bellks- só trago problemas.

-Quer dizer que o fato de ter me conhecido é um problema?- perguntou Packet.

-Claro que não- disse Bellks- não pense desse modo. O que eu quero dizer é que apenas trago sofrimento para você e para todos.

-Isso não é verdade- disse Packet.

-Não?- gritou Bellks se levantando no chão e olhando na face de Packet- então me diga uma coisa que eu fiz descente. Apenas uma!

-Você me defendeu na festa lembra-se?- perguntou Packet colocando sua mão em sua face para limpá-la- e não precisa cuspir em mim desse jeito.

E foi quando Bellks se lembrou da festa. Ele socou um dos meninos mais populares da escola para salvar Packet e foi assim que conseguiu conquistá-la.

-Desde o momento que você desmaiou na escola- disse Packet- eu já estava apaixonada por você.

-Não fale isso- disse Bellks- apenas me sentirei cada vez mais culpado.

-Não sinta- disse Packet- eu esperarei, nem que seja por cem anos. Mas me dê um último beijo, porque esse não sei esperar.

Packet inclinou sua cabeça entre as grades. Bellks colocou suas mãos envolta do pescoço de Packet...

-Acorda!- gritou Sky- temos que ir ao seu primeiro desafio.

-Oi?- perguntou Bellks abrindo seus olhos.

-Vamos logo- disse Sky.

Bellks se lembrou da promessa que fez a Packet, fosse aquilo um sonho ou não e rapidamente saiu da cama.

-Vista isso- disse Sky jogando roupas no peito de Bellks- Você vai precisar.

Bellks vestiu rapidamente o um agasalho extremamente pesado, um jeans preto, uma camisa branca, meias cinzas e um par de tênis preto e saiu do quarto. Bellks desceu as escadas e entrou na porta que tinha uma placa escrito “Restaurante”. Entrou no restaurante do hotel, que estava vazio, e bebeu um suco de laranja e comeu um pão com presunto e queijo.

-Vamos logo- disse Sky- seu segundo desafio está para começar. Todos estão no saguão. Pegaremos um portal para o zoológico.

Ao ouvir a palavra “zoológico” o sangue nas veias de Bellks começou a correr cada vez mais rápido. Seus pêlos ficaram todos arrepiados e Bellks começou a suar. Ele sabia qual seria seu próximo desafio.

-Vamos- disse Sky.

Bellks e Sky saíram do restaurante e foram para o saguão onde todos estavam presentes.

-Bom dia pessoal- disse Bellks num tom não muito animador e medroso.

-Bom dia- disseram todos.

-Vamos?-perguntou Sky- me sigam.

Sky saiu do hotel e todos foram atrás dele. Bellks e seus amigos começavam a avistar pessoas pela cidade. Pessoas com caras deformadas, capas pretas cobrindo o corpo e gaiolas de ouro espalhadas por toda a parte. Nesse momento, Bellks percebeu que embora tivesse sido um sonho, era tudo real.

-Isso não estava aqui ontem- disse Juliet.

-A cidade muda de acordo com o pensamento de Bellks, Juliet- disse Sky

-Oh!- disseram todos.

-Isso deve ser legal- disse Gabriel.

-Chegamos- disse Sky.

Todos estavam na frente de uma árvore. A árvore tinha muitos galhos, mas nenhuma flor. Não era nem muito velha e nem muito nova, nem muito alta nem muito baixa. Era uma árvore comum.

-Coloquem suas mãos nela, por favor- disse Sky.

Assim que todos encostaram á árvore todos foram puxados para dentro dela. Era mais uma vez um portal.

Eles estavam na frente de uma porta com uma placa pendurada escrito “Sala dos Répteis”.

-Vamos entrar- disse Sky.

-Só um momento- disse Bellks.

Bellks tomou fôlego porque sabia o que estava por vir. Pegou ar e coragem e finalmente disse:

-Vamos.

Assim que entraram pela sala viram uma grande cabine de vidro com várias cobra de todos os tamanhos e de todos os tipos. Jibóias, Cascavéis, Corais, Jararacuçu-do-brejo, entre outras.

-Este é um dos seus medos?-perguntou High.

-Sim- disse Bellks paralisado e com uma cara de assustado que nunca tinha feito em sua vida, além do momento que tinha visitado a mesma sala quando era pequeno com seus pais, quando os mesmos o levaram para o zoológico.

-Que bobagem- disse Carmen.

E nesse exato momento uma cobra cabeceou o vidro. O vidro começou a rachar e a cobra batia uma vez atrás da outra. De repente todas as cobras começaram a fazer o mesmo e cada vez mais o vidro começava a rachar.

-Vamos sair daqui- disse Stall.

-Venham- disse Sky puxando todos, exceto Bellks ficando no meio da sala.

Outra cabine formou-se envolta do grupo, porém a cabine era pequena e eles ficaram um pouco exprimidos. Bellks começou a gritar e a bater na cabine na qual estavam seus amigos, mas esta era mais resistente e nenhuma cobra ou pessoa conseguiria quebrá-la.

-Você não pode fazer isso com Bellks!- gritou Carmen e começou a bater em Sky.

-Posso não querer fazer, mas devo. Este é um dos desafios de Bellks. Entenda isso- disse Sky fixando seus olhos em Bellks.

-Que se dane que é um dos desafios dele- gritou High- ele não pode ficar ali.

-Se vocês querem voltar para casa acho que vocês devem calar a boca de vocês e verem o que vai acontecer. Vocês não sabem o quanto é valioso cada desafio que Bellks consegue passar.

-Tudo depende de Bellks? -perguntou Juliet- Então estamos ferrados.

-Você não confia nele?- perguntou Sky.

-Claro que não- disse Juliet- ele ficou escondendo o que passou no verão e não disse nada para os amigos. Não confio mais naquele cretino.

-Elizinsk queria assim- disse Carmen- se ele falasse todos morreríamos.

-Não vem comentar nada sua vaca porque você também não falou nada- disse Juliet.

E começou a briga. High, Sky e Gabriel tentavam impedir Carmen enquanto Stall tentava impedir Juliet.

-Retire o que você disse!- gritou Carmen.

-Nunca!- gritou Juliet- é isso o que você é! Agora estamos aqui e tudo isso é graças a vocês dois. Mentirosa desgraçada!

Carmen conseguiu e deu um tapa na cara de Juliet que agora estava com a bochecha completamente vermelha. Com raiva Juliet queria revidar, mas algo mais importante aconteceu.

-Socorro!- gritou Bellks.

O vidro tinha quebrado.

3 comentários:

Mari disse...

Legal curiosa a história e bastante criativa
e aí dois conselhos:
-pare de postar no blog por que eu mesma já sofri plagio na net de uma letra que postei. O texto ta muito bem escrito e é um material bom pra ctrl+C ctrl+v
-procure um revisor e uma editora

FELIPE G2 disse...

nossa, quem me dere se uma editora aceitasse...

Bem, se alguém tentar publicar meu livro, mesmo com pequenas mudanças, algo que eu acho dificil de acontecer, é só processar que tenho provas suficientes...

Mari disse...

o problema é achar quem realmente te plagio =/ no meu caso o cara copio todo o refrao da letra e jogo num blog.
Aí não pude fazer nada.