21 de junho de 2009

MY FAIR LADY (MINHA BELA DAMA)- Um musical feminista com final machista


Hoje vemos as mulheres lutando cada vez mais pelos seus direitos. E não é à toa, não? As mulheres são seres humanos, respiram, comem, trabalham, entre outras coisas, e, ainda conseguem cuidar dos filhos e algumas ainda conseguem cuidar de coisas da casa, algo que deve ser dividido com o marido ou com a contratação de uma empregada doméstica, mas nada referente a casa a mulher tem que cuidar. Portanto, em luta ao feminismo, falarei de My Fair Lady (Minha Bela Dama).

A história é a seguinte: Eliza Doolitle é uma pobre menina na cidade de Londres que vende flores pela cidade, com horríveis maneiras e pronúncias piores ainda . Numa noite ela encontra o professor Henry Higgins, que fala que ela era uma assassina da língua inglesa e que poderia transformá-la numa duquesa, ou melhor falando, numa bela dama. Desse modo, Higgins faz uma aposta com seu amigo Hugh Pickering para transformar Eliza numa dama.

O filme é um musical. Já vou avisando para pessoas que odeiam musicais porque acham que uma pessoa sair cantando na rua é algo impossível de acontecer, mas que é extremamente normal de um alienígena chegar na Terra e matar todo mundo, não lerem este post. É, desculpe a forma de como irei escrever, um p. saco ouvir pessoas falando os motivos de não gostar de musicais dando exemplos ridículos, como o usado anteriormente. Também vale lembrar que musical é um gênero no cinema como qualquer outro filme, o que não o torna mais ou menos importante no mundo cinematográfico, embora tenha contribuído muito.

Mas voltando ao filme, “Dama” consegue ser um filme extremamente feminista. Eliza luta pelos seus direitos na sociedade e assim se transforma numa mulher forte e independente, que era o objetivo do professor Higgins. O professor Higgins em todo o momento do filme lembra muito o Dr. House pela sua enorme cara de pau e sinceridade, mas é desse modo, quase torturando Eliza, que ele consegue transformá-la numa mulher, e não apenas numa dama.

O filme consegue ser extremamente engraçado. Posso falar uma cena? Posso? Posso? É só uma. Numa cena na corrida está um completo silêncio porque naquela época todo mundo não gritava, torcia, eram pessoas mais calmas, porém Eliza é igual a uma de nós. Assim que chega na corrida de cavalos, ela começa a gritar para seu cavalo ganhar e fala para ele mexer o grande traseiro dele ( a cena é mais engraçada no filme, acredite). Têm muitas cenas espalhadas pelo filme, principalmente durante as aulas de Eliza.

No filme encontrei dois defeitos. O primeiro é o fato de que a única pessoa que realmente canta é a Audrey Hepburn, que faz o papel de Eliza. O resto do elenco apenas da um pouco de ritmo do jeito que falam, parecendo que estão cantando. Mas eles não enganam ninguém. Segunda coisa: o final do filme. Não contarei o final, mas é completamente machista. Depois de tudo que passou, a frase final mostra exatamente que Eliza ainda tem que viver com o controle de um homem. Poderia este ser um filme feminista, mas acaba sendo machista ao mesmo tempo e acaba com o feminismo que existia no filme.


"Dama" ainda sim é um musical muito bom de se ver. Ganhou vários Oscar (está certo escrever Oscar assim, viu mãe?), como por exemplo, de Melhor Figurino (eis o motivo de minha irmã tê-lo alugado, afinal ela faz faculdade de Moda) e tem boas atuações, porém seu final decepciona, escorrega, capota, etc, mas o resto minha gente, é diversão pura.

5 comentários:

Luciano Carneiro disse...

Pra mim é um musical inteirinho machista, mas eu gosto. Tem um clima delicioso, e a fotografia é de cair o queixo. Não está à altura dos melhores musicais, mas é bem agradável.

FELIPE G2 disse...

Inteiro não, tem algumas partes machistas, mas isso é para o feminismo, como diria o Julio, estopinhar.

Vidar disse...

Vi hj esse musical...

Não cahei machista em momento algum .. o.O

As músicas e falas machistas eu vi como uma grande ironia.. Era algo tão escrachado que não levei aquilo a sério.

E o final, bom eu tb achei ele muito parecido com House e por isso não esperava outra atitude dele. Claro q ele falou aquilo para provocar e era claro que a Elisa ão iria se submeter mais àquilo.

Anônimo disse...

Hepburn não canta.
Ela dubla.

O machismo ficou na escrita pretensiosa e pseudo-intelectual.

aproveite um bom filme e procure não ser crítico quando não estiveres capacitado para fazê lo.
Abraços.

Anônimo disse...

Mate. Este blog é incrível. Como posso fazer com que pareça tão bom?