2 de julho de 2009

FILADÉLFIA (1993)- Aids no tribunal


Lembra-se de como era a vida das pessoas com HIV/AIDS no século passado? Eu não porque eu era pequeno (dependendo do ano, nem era vivo), mas se você é adulto deve se lembrar de como era. A doença era chamada de "câncer/ peste gay" por afetar a maioria dos homossexuais. Porém, existia uma inocência. A doença era desconhecida pela população, tanto que se passava apenas por rumores. Sendo assim, pessoas eram contaminadas por transfussões de sangue, drogas, e lógico, sexo. Mas o pior não era o fato de você não saber que a pessoa tinha a doença, mas sim o fato de que a própria pessoa não sabia. Para isso, Fildadélfia esta vivo para nos lembrar de como foi a época.

A história é sobre Andrew Beckett (Tom Hanks), um excelente advogado de uma firma de advocacia (dã [deve me achar retardo]). Após um caso, Beckett é demitido. Mas o caso não o levou à demição, mas sim o fato do advogado omitir de que tinha AIDS e a descoberta dos seus chefes sobre a doença, levando assim a sua demição. Nisso, Beckett se junta com o advogado Joe Miller (Denzl Washington) num processo contra a firma que Beckett trabalhava. Ao mesmo tempo que passa o processo no tribunal, vemos Andrew sofrendo com sua doença, desde o ponto de partida até o sofrimento.

Pura realidade, certo? Pessoas hoje são descriminadas e o filme (de 1993) mostra exatamente O porque: pessoas acham que só de encostar numa pessoa com HIV/AIDS você passa a possuir a doença. Só porque a pessoa encostou num objeto, você deve queimar o objeto em questão para não pegar a doença. Se o seu filho encostou numa pessoa que contém a doença, manda exorcisar. Resumindo: o povo tem medo da doença (novidade, até eu tenho). Afinal, é incurável e mortal. Mas a população, no geral, desconhce a doença, sendo assim preconceituosa com pessoas que a possuem e preconceituosa com o modo de como a doença é transmitida.

Tudo muda no momento que você vai morrer, certo? Talvez a maior doença, para a pessoa que a possua, não é o fato de possuir a doença, mas sim o fato de saber que você vai morrer em breve. Porém o breve pode estar mais breve do que a pessoa pode imaginar, ou pode estar distante. Eu, pelo meu ponto de vista, se descobrisse que possuisse uma doença mortal, largaria meu emprego e passaria o meu tempo com as pessoas que eu amo, ou eu viajaria pelo mundo com a pessoa que eu mais amo (eu mesmo, brincadeira). Mas o personagem de Andrew não se demite, ele é demitido pelo fato de ter a doença. Se isso acontecesse comigo eu não pensaria duas vezes e faria como ele: processaria a empresa, afinal eu tenho meus direitos. Dale Andrew!

Afinal, todos temos direitos. Mas, como diz o próprio Joe Miller (Denzel), nossas vidas não se passa no tribunal e sim nas ruas. Como o filme também fala, ter HIV/AIDS nos dias de hoje é ter ao mesmo tempo uma morte social. Hum, será que estou lembrando de uma coisa? Sim! O que era morte social na década de 50 pessoal? Pelo menos para uma mulher? Divórcio ou trabalho. Sim, uma pessoas sofria uma morte social por se divorciar. Algo tão idiota, afinal, a pessoa não está feliz com o parceiro(a). Um filme que fala sobre a luta da morte social de uma mulher que decide sustentar o marido é Foi Apenas um Sonho . Hoje tudo pode ser morte social. Daqui a pouco o motivo por uma pessoa ter morte social será extremamente banal, tipo usar beje sei lá. Pensando agora ninguém deveria usar beje. Brincadeira, mas é assim que começa.

Com ótimas atuações (sim, até o ator Tom Hanks qeu eu não sou chegado está excelente no papel de Andrew) e cheio de polêmica (adoro essa palavra. Que ver? Fale agora mesmo com um tom sexy. "Polêmica". Muito legal né?) e um ótimo enredo, Filadélfia tenta lembrar, para nós meros humanos, de que somo apenas exatamente o que somos: humanos.

2 comentários:

nina disse...

gostei do blog. bom texto. espero te conhecer melhor

FELIPE G2 disse...

Oi Nina! Seja bem-vinda! Obrigado pelos elogios...