14 de julho de 2009

LIVRO III- Capítulo 7

Capítulo 7- Força

-Bellks use aquele machado!- gritou High.

-Onde?- perguntou- Bellks.

Agora eram mais três criaturas parecidas com a primeira. Todas aberrações.

-Embaixo daqueles membros- disse Juliet- ali na esquerda.

E foi quando Bellks ficou um machado embaixo de três pernas, dois braços, um pé e metade de um dedão. Bellks correu, chutou todos os membros e pegou o machado. Mas quando ele percebeu, já estava cercado. Sete criaturas estavam ao seu redor.

-Que horror!- gritou Juliet colocando sua cabeça no peito de Stall e fechando seus olhos- não quero ver nada.

Uma criatura segurou o pulso direito de Bellks. Sentindo uma força e uma pressão muito forte, Bellks largou o machado. Outra criatura segurou seu outro braço e apertou. Bellks ficou de joelhos e duas criaturas começaram a apertar a bata de suas pernas.

-Então- disse a criatura que segurava seu braço esquerdo, com uma voz rouca e velha- o que faremos agora com ele?

-Não sei- disse a criatura que apertava a batata de sua perna esquerda, com uma voz mais jovem e limpa- o que você acha que deveríamos fazer?

-Pense- disse uma mulher com membros masculinos em pé- qual o medo de qualquer garoto quando está sendo segurado?

Um silêncio se formou. Bellks sabia a resposta e tentou lutar para conseguir sair dali, mas não conseguia. Começou a gritar. Estava em estado de choque. Nada poderia ser feito.

-O que?- perguntou uma das criaturas.

-Ser estuprado- disse a mulher com membros masculinos- comecem a tirar a roupa dele- depois o esquartejamos.

-Não!- Bellks gritou.

-Ajude-o!- gritou Gabriel para Sky.

-Ele tem que descobrir o que ele tem dentro dele- disse Sky- só assim ele escapará.

-Mas e se ele não conseguir?- perguntou Juliet.

-Então ele terá que aprender com a dor- disse Sky.

Juliet foi à direção de Sky e lhe deu um tapa na cara.

-Então eu vou enfiar um poste em você e vamos ver se você vai gostar- disse Juliet indignada.

-Tire ela da minha frente- disse Sky para Stall- por favor.

-Ela está certa- disse Stall pegando o braço de Juliet e puxando-a para seu peito e a abraçando- e você sabe disso.

-E se ele pegar AIDS?- perguntou High em pânico.

-Isso não pode acontecer- respondeu Gabriel como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Quem disse?- perguntou Sky- existe essa possibilidade. Aqui tudo é possível.

-Você é um monstro!- gritou Juliet.

-Por favor! Não!- gritou Bellks- eu nunca fiz algo de errado.

Bellks já estava sem sua camisa e sem seus tênis.

-Nunca?- perguntou uma das criaturas- acho que seu próximo desafio não concordará com o que você disse.

-Mas o caso foi outro- disse Bellks- ela que me deixou.

-Ou você que deixou ela?- perguntou uma das criaturas ironicamente.

-Não precisamos tirar tudo- disse a mulher com membros de homem- apenas tire o cinto e a parte de trás da calça.

-Por favor- suplicou Bellks- por favor.

O sinto foi tirado.

-Não faça isso- suplicou Bellks.

-Bellks!- gritou Juliet pense em Packet! Você não pode deixá-la assim.

E Bellks se lembrou de sua linda namorada e da promessa que fez a ela. Não poderia desistir, não agora.

A parte de trás da calça foi tirada. Agora só restava a cueca preta de Bellks.

-Tirem a cueca também-disse a mulher com membros de homem- vocês são incompetentes! Deixa que eu mesma faço.

-Não!- gritou Bellks- não vou deixar.

A veia de testa de Bellks começou a saltar e estava completamente visível. Bells começou a lutar. Não parava de se mexer. As criaturas que o prendiam estavam perdendo as forças, ou Bellks que estava fazendo muita força. A segunda opção é a mais provável.

-Não deixem ele se soltar!- gritou a da mulher.

-Não... dá- disse a voz que segurava o braço direito de Bellks.

-Olhe- disse Bellks agora com o braço livre.

-O que?- perguntou a criatura completamente estúpida.

Bellks enfiou seus dedos nos olhos da criatura e a criatura estava sega, andando sem coordenação pela sala, procurando novos olhos. A mulher com membros de homem começou a ajudar a criatura, mas não conseguia achar nenhum olho pela sala.

Bellks conseguiu livrar sua perna esquerda e com um impulso extremamente forte deu um chute na cabeça da criatura, soltando o corpo da cabeça.

Agora praticamente livre Bellks pegou novamente o machado e o cortou a cabeça da criatura que segurava seu braço esquerdo e logo em seguida a cabeça da criatura que segurava a batata de sua perna direita.

Agora que Bellks estava livre, levantou suas calças sem cinto, mas a calça não caiu, estava bem colocada. Bellks então partiu para o ataque. Bellks esquartejou todas as criaturas que o prenderam, deixando por último a mulher com membros masculinos e cercando-a no canto da sala.

-Tenha piedade- disse a mulher se ajoelhando.

-Qual?- perguntou Bellks vindo em sua direção.

-Bellks!- disse a mulher com a voz de Packet- estou presa neste corpo.

-Packet?- perguntou Bellks.

-Sim- disse a mulher com a voz de Packet.

-Senti tantas saudades- disse Bellks indo na direção da mulher.

-Sim meu querido- disse a mulher novamente com a voz de Packet- agora você morre!

A mulher com membros masculinos se jogou na frente de Bellks, mas este esquivou e rapidamente cortou o braço esquerdo da mulher.

A mulher agora estava deitada na sala, toda ensangüentada.

-Sem piedade- disse Bellks.

Bellks cortou o braço direito e logo em seguida as pernas da mulher.

-Você não se lembra?- perguntou a mulher.

-Do que?- perguntou Bellks.

-Do sonho- disse a mulher.

Então Bellks se lembrou do sonho que teve na casa. A sala era outra, a história era outra, mas se lembrou do final do sonho: ele tinha matado todos os seus amigos. Mas logo ele percebeu.

-Você não é minha amiga!- gritou Bellks cortando o pênis da mulher.

-Por favor!- gritou a mulher novamente com a voz de Packet.

-E você- disse Bellks- não é minha namorada.

Bellks começou a dar machadadas na cabeça da mulher. Sangue e mais sangue saia da cabeça da mulher e grudava no peito, nas pernas, na cabeça e nas mãos de Bellks. Mas ele não queria parar. Era vingança e da melhor qualidade. Queria aproveitar por tudo o que tinha passado na casa de campo e o que Elizinski tinha feito.

Ainda insatisfeito, começou a dar machadas nos corpos das outras criaturas e em todos os membros que havia na sala.

-Já acabou?- sussurrou Juliet na orelha de Stall.

-Quase- sussurrou Stall.

-Morra!- gritou Bellks.

-Já chega- disse Gabriel- mande-o parar.

-Espere mais um pouco- disse Sky observando- ele tem que absorver bem o ensinamento.

-Qual o ensinamento?- perguntou High- Matar?

-Ele tinha que achar uma força maior dentro dele- disse Sky- e assim que sairmos daqui ele irá ter aulas de espada. E sim, ele não podia ter piedade na hora de matar.

-Para quê?- perguntou Juliet- mais sangue?

-Porque ele tem que estar preparado para tudo- disse Sky- Elizinski tem muitas cartas na manga.

Fizeram uma pausa e observaram Bellks que continuava a dar machadadas.

-Agora já chega!- disse Sky- o desafio acabou.

E a cabeça do machado sumiu, deixando apenas o pedaço de pau, e, a parede que dividia as duas salas desapareceu junto com o machado.

-Bellks!- gritou Juliet pulando em cima dele- ainda bem que você está bem.

-Packet?- perguntou Bellks.

-Olha o que você fez com ele!- disse Gabriel- agora ele enlouqueceu.

-Cadê Packet?- perguntou Bellks sacudindo Juliet- eu tenho que salvá-la.

-Acho que as aulas de espada terão que ser adiadas- disse Sky.

-Você acha?- perguntou Stall.

-Aula de espadas?- perguntou Bellks ansioso- vamos! Sangue e mais sangue!

-Ele está me assustando- disse High.

Gabriel pegou o pedaço de pau que sobrou do machado e deu na cabeça de Bellks três vezes. Bellks caiu no chão, desmaiado.

-É melhor assim- disse High- desse modo ele pode voltar ao normal.

-Ou não- disse Sky- acho que eu excedi.

-Você acha?- perguntou Juliet indgnada- Eu vou...

Indo em direção à Sky, Juliet foi impedida de dar mais um tapa nele. Stall a segurou pela cintura e a levantou no ar.

-Pode me soltar- disse Juliet.

Stall a soltou. Juliet arrumou sua roupa que agora estava toda amassada.

-É melhor ele estar bem quando acordar- disse Juliet para Sky- senão você terá um desafio e ele não será difícil.

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