10 de julho de 2009

MILK: A VOZ DA IGUALDADE- Homo sapiens sapiens


"Meu filho está doente" disse a mãe. "O que ele têm?" perguntou a amiga. "Ele é gay" respondeu a mãe."Você é preconceituoso com homossexuais?" perguntou o primeiro homem. "Claro que não. Só não quero que meu filho seja" disse o segundo homem. "Não encosta nele" disse a menina". "Por quê não?" disse a amiga. "Porque ele é gay! Deve ter AIDS"´disse a menina. Viu só? São essas coisas que estragam na nossa sociedade. Como muitas pessoas dizem: você não é gay, você descobre que é. Ainda que não é porque uma pessoa tem AIDS que obrigatóriamente ela seja gay (isso pelo menos muitas pessoas já devem saber). E o mais importante: ser gay não é uma doença. Para isso que Milk: A voz da Igualdade foi feito: para lembrar que os homossexuais (o filme pode ser veiculado aos homossexuais, mas isso também se refere a qualquer etnia) têm seus direitos.


A história é sobre a história de Harvey Milk (Sean Penn). Fazendo nada de importante em sua vida (palavras do próprio personagem), Milk muda-se para a cidade de São Francisco, EUA. Tudo começou no bairro da cidade, em Castro. Depois foi indo para a cidade até chegar no estado da Califórnia. Milk foi o primeiro homem homossexual assumido que conseguiu um cargo público, defendendo os direitos dos homossexuais como principal objetivo. Entre essas e outras an vida política, também vemos a vida amorosa de Milk e a dificuldade da mesma.


Olha, eu não gosto muito de filmes políticos. Um exemplo é o documentário Fahrenheit 11 de Setembro, e, Milk não foi uma exceção. Se eu quiser saber alguma coisa sobre política é só olhar nos jornais ou outras fontes. Quando quero ver um filme, eu quero ver uma boa história com morte, romances proibidos, aventuras surpreendentes, entre outros, e, isso só acontece em Milk em seus momentos finais. O resto é pura política. Mas Milk é um filme bom para lembrar como nossa sociedade é, embora tenha apenas atuações medíocres e uma história que poderia ser mais aprofundada no romance e na vida pessoal de Milk.


Existe uma personagem no filme (que está viva até hoje e deveria ter morrido), Anita Bryant, é uma mulher que é extremamente ligada a religião. Para mostrar aos homosseuxuais que eles estão fazendo "mal" para eles mesmo, uma das idéias dela é tirar os direitos dos homossexuais. Eu só digo duas palavras: Fogueira nela! É esse tipo de pessoa que deveria morrer. Todos nós temos os mesmo direitos, sendo quem somos. Se essa tal de Anita segue tanto a religião católica, ela deveria ser julgada. Não foi a mulher que tirou o Paraíso de Adão? Não foi a mulher que abriu a caixa de Pandora? Duvido que se essa mulher sofresse, ela não faria a mesma coisa que o Milk fez.


Aliás, vamos falar de coisas importantes invés de pessoas pré-históricas. Milk fez algo que muitas pessoas não fazem até hoje: reinvidicou por seus direitos. Imagine se nós, povo brasileiro, nos juntássemos e tirássemos esses políticos do poder? Nós somos milhões enquanto eles são poucos. Nós que nos submetemos a este tipo de comportamento? Sim. Se dependesse de muitas pessoas, ainda estaríamos vivendo na Ditadura Militar, era de repressão e censura. Entende o que eu estou falando? Não? Então farei um resumo: temos direitos, lutem por ele. Este é um bom motivo para assistir Milk: saber que temos direitos e se não temos, temos que lutar.

5 comentários:

Mirella Santos disse...

bom texto Felipe, dá até uma esperança pra lutar mesmo só de ler... viajei né?! é mas esse negócio de política é muito difícil sabe?! eu tenho amigos que nunca votaram na vida e ja estão conformados que só existem ladrões pra votar, nunca vi o filme mas me interessei agora pra ver

Mari disse...

bom a começar pelo elogio: ótimo texto felipe. É muito legal o jeito que você escreve simples e claro (e engraçado)
saindo um pouquinho do foco: política é tao dificil de ser discutida pois no fim o que todos queremos é ter mais direitos que o outro somos todos iguais mediante uma constituição ridicula e cheia de desigualdade e hipocrisia (malz fugir tanto do assunto perdoe o desabafo)
e voltando pro assunto: eu nem pude ver o filme ainda uma amiga minha me sugeriu mas como ela também sugeriu rec fiquei meio desconfiada

Luiz Grandisoli disse...

Apesar das polêmicas na política e na opção sexual tratadas no filme, que podem dar muito pano para a manga e discussões filosóficas, gostaria de deixar aqui registrado minha adimiração pelo ator Sean Pen. Fiquei boqueaberto com a atuação dele, acompanho esse ator desde o início da carreira e nesse papel ele superou todas as expectativas. Excelente e surpreendente.

FELIPE G2 disse...

Mirella, orbigado pelos elogios. Sim, o filme passa essa esperança de lutar pelos nossos direitos. Quando eu for votar, apenas não votarei no pessoal do partido do Lula, isso pelo menos já garanto.

Mari, obrigado pelos elogios. Nossa, se meus amigos lerem que você me chamou de engraçado acho que eles começam a rir da minha cara (brincadeira). Concordo, somos todo iguais, porém pessoas poderosas criam barreiras para outrs pessoas, tendo assim outras pessoas um direito maior, como mostra no Milk e no filme Filadelfia, que também tem no blog.

Oi tio! Olha, nunca vi muitos filmes do Sean Penn, na verdade acho que eu vi apenas dois. A atuação dele está realmente boa e ele se parece muito com o verdadeiro Harvey Milk.
OBS: peo visto a tia desistiu do blog dela, não?

Anônimo disse...

Oi gente!gostei mesmo muito o vosso espaco!
Deem uma espreitadelano meu forum em http://www.ultimatebetbonus111.pokersemdeposito.com/ , sobre download de jogos de poker gratis!
Cumps