11 de julho de 2009

MOMENTOS BIZARROS 4- Pedalando, pedalando, pedalando...

Minha vida não é fácil pessoal. Para ter uma noção, este é o quarto momento bizarro, e o quadro aqui no blog mão é velho. Mas minha vida é boa, isso não posso negar, mas que eu tenho azar eu tenho. Meus falam para eu não dizer que tenho azar porque atrai mais azar. Mas fazer o que? É a verdade. Tenho meus momentos de sorte, mas estes são raros. Tenho que lutar para não me ferrar no meu azar. Mas vamos falar sobre o assunto para vocês rirem a vontade.

Quinta-feira eu fiquei acordado de madrugada. Não conseguia dormir de jeito algum. O tempo foi passando, passando e passando até amanhecer e meu pai acordar. Então,por volta de umas nove horas ele programou com meus tios de andar de bicicleta. Como estava sem sono algum, decidi ir junto. Mas o problema era o seguinte: eu nunca tinha andado de bicileta nas ruas de São Paulo. Já passiei sim, mas nunca ANDEI mesmo. Mas tudo bem.

Primeiro momento bizarro: ter que uar o capacete. Sei que é para minha segurança caso eu seja atropelado ou cair da bicicleta (prefiro a segunda opção), mas era ridículo, além do fato que minha cabeça parecia muito maior, e, para ajudar, o treco (esqueci o nome agora. Sempre que esqueço o nome das coisas eu falo treco) que você fecha para não deixar o capacete cair ficava me enforcando. Até ai tudo bem.



Fomos para a casa do meu tio, perto da Av. Sumaré, perto da Lojas Americanas para pegar as biciletas. Começamos a pedalar. Como eu estava começando eu sempre andava pela calçada. Os meus tios indo na frente devem ter ficado putos, porque além de terem que esperar, era perigoso o grupo fica separado. Meu tio, muito legal como ele é para ensinar uma coisa, começa dar aquele sermão que se resume nas seguintes palavras: "Para de fazer merda". Mas não era minha culpa. Era minha primeira vez e não confio muito nos motoristas de São Paulo nem de nenhum lugar. Tinha medo de ser atropelado, lógico. Mas tudo bem, comecei a andar pela rua (ainda bem que ninguém me atropelou, se não eu não estaria aqui).


Chegamos no Parque do Ibirapuera. Andamos lá, vimos uma marcha militar (alguma coisa do gênero) e voltamos para a rua. E foi então que eu comecei a me sentir mal. O fato de não ter dormido, o fato do treco do capacete estar me enforcando, o fato de ter tomado apenas um copo de leite e o fato de estar um sol bem forte fez com que a minha pressão abaixasse (deve ter sido isso). Paramos na rua e meu tio "Sermão" foi por outro caminho que era mais curto porque ele tinha um outro compromisso. Foi então que a vontade de vomitar ficou forte. Me sentei na grama e fiquei esperando. Meu tio e um amigo dele foram buscar Gatorade (propaganda [eco]) enquanto meu pai ficou comigo. Eles voltaram, bebi o Gatorade e fiquei melhor. O que deveria ser então?Eu deveria estar desidratado, porque assim que bebi estava melhor outra vez. Troquei com meu pai: ele ficou com o capacete enquano eu fiquei com o boné que ele estava usando., embora o boné ficasse meio frouxo.


Fomos até o parque Villa-Lobos andamos mais um pouco e depois fomos embora. Chegamos numa rua que meu pai falou: "agora vamos pegar velocidade para subir a rampa". Tudo bem. No meio da decida me tio parou. A justificativa foi que o farol da rua não tinha aberto e era melhor esperar. O farol abriu. Estava descendo na maior velocidade e fiquei pensando: "Não vai, não vai, não vai". E foi. O boné que e estava usando caiu da minha cabeça. Eu e meu pai tivemos que voltar para pegar o boné (que deve ter sido atropelado) e depois subimos a rua andando com a bicicleta do lado.


A moral da história? Descobri que meu esporte mesmo é patins e não bicicleta, descobri que minha cabeça é muito grande, tanto que o boné saiu, descobri que nunca devo aprender alguma coisa com meu tio e sim com meu pai (coitada da minha prima que tem que aprender a dirigir com ele) e descobri que não é uma boa ideia [aut!] andar de bicicleta sem comer alguma coisa. O pior de tudo foi uma mulher num carro falar que o boné tinha caído. Como se eu não fosse perceber.

2 comentários:

FM disse...

Nessas horas q eu vejo as vantagens de nunca ter andado de bicicleta.

=D

FELIPE G2 disse...

Pois é. Ainda prefiro patins.