9 de julho de 2009

RÉQUIEM PARA UM SONHO- Onde os sonhos são perigosos


Muitas pessoas não gostam de filmes com drama. Um bom exemplo disso é a minha mãe (que Deus a tenha [brincadeira, ela ainda está viva]). Eu como um filho muito legal, falei para ela assistir o filme O menino do Pijama Listrado. Eu até comecei a rever o filme com ela, mas acabei dormindo. No dia seguinte, perguntei para ela o que ela tinha achado do filme. Ela, logo de cara falou que queria me matar (não com essas palavras, mas era a intenção), porque o filme é realmente "muito lindo" (palavras dela), mas ela falou que o final é deprimente. Mas é pra isso que existem os filmes de drama, para causar emoções e mostrar, vamos dizer assim (porque depende de cada filme) a realidade. Em relação às drogas, este filme é Réquiem Para um Sonho.

A história se foca em quatro personagens: Harry (Jared Leto), Marion (Jennifer Connelly), Tyrone (Marlon Wayans) e, a mãe de Harry, Sara (Ellen Burstyn). Todos são viciados, porém a única pessoa que não é viciada numa droga no estilo da maconha e heroína é Sara, que é viciada em televisão (pode rir, mas existem pessoas que são viciadas em coisas que são impossíveis de se imaginar. Eu sou viciado em doce, por exemplo). Após a notícia de que iria aparecer na televisão, Sara começa a fazer um regime para emagrecer. Percebendo que o regime não está fazendo efeito, Sara começa a tomar remédios para emagrecer, e, acaba ficando viciada.

Tudo muito real não? Mas este é o objetivo de Sonho: tudo tem que ser real. Afinal, nos filmes sobre droga, tudo acaba bem. O personagem morre ou o personagem vai para a reabilitação ou ele simplesmente continua viciado. Mas Réquiem é o contrário de todos os filmes hollywoodianos, querendo alcançar a realidade, com modos de filmagem diferentes (achei excelente cada cena que um personagem usa uma droga. Simplesmente brilhante.) e uma trilha sonora de arrasar.

Agora falando na trilha sonora, eu só posso dizer uma coisa: muito bem colocada e muito boa (opa, acho que foram duas coisas). Certos diretores decidem colocar músicas nos seus filmes só para falar que o filme tem uma trilha sonora e um CD para vender. Mas Réquiem tem cada música planejada para cada cena para alcançar o público e as emoções que nos trazem. Nas cenas finais do filme, aparece a música The Beginning Of The End. Além de ser talvez a melhor música em orquestra que eu já ouvi, a música está presente para fazer as pessoas passarem mal por dentro (pelo menos, eu me senti assim), principalmente com o que acontece com Harry e Sara.

Entre as atuações a única que eu não gostei foi da Jennifer Connelly. Não sei, ela parece meio forçada. Não acreditei na atuação dela. Não parece que sua personagem está viciada e nem desesperada. Mas, de todas as atuações, a que se destaca é a da atriz que faz, Sara: Ellen Burstyn. Ela está impecável! A personagem dela é uma idosa, sozinha, só come e assiste televisão (e depois fica viciada em remédios) e tem um filho drogado, resumindo, ela está sozinha e deprimida (algumas características da personagem me lembra algumas pessoas que eu conheço) buscando sua felicidade na televisão e no sonho de aparecer na televisão. Para isso, a atriz não segura caras e bocas e faz uma de suas melhores atuações. Aliás, a atriz fez a mãe do O Exorcista, isso já conta como sua carreira. Agora como Sara, a atriz consegue ser uma das melhores.

Com cenas chocantes (como por exemplo a cena final de Harry), boas atuações e uma história bem bolada, Réquiem para Um Sonho é um filme diferente dos demais, tentando (e conseguindo) alcançar a realidade das drogas, sendo assim, o melhor filme que existe sobre o assunto, mostrando que os nossos sonhos podem custar caro.

5 comentários:

Mirella Santos disse...

uma vez um cara vendendo DVD pirata na rua me ofereceu esse filme, dizendo ele que era o melhor filme de TERROR que ele tinha visto, ele ainda fez maior sinopse do filme, dizia ele que o cara matava todo mundo e tal... só sei que agora eu vi que era mentira dele

Luciano Carneiro disse...

Disse que vc ia gostar. To em Dores e não to tendo tempo de comentar, mas não resisti a passar aqui e falar desse filme maravilhoso em forma de pesadelo. Choro um rio quando o vejo.

FELIPE G2 disse...

Mirella, este cara realmente não tinha cara de pau. Mas se você tivesse comprado, pelo menos teria visto o filme.

Luciano: também não é muito dificil gostar das caracteristicas de Réquiem quando vemos qualquer filme brasileiro ou Candy que são mal feitos (tenho que ver ainda Cidade de Deus que é o primeiro filme brasileiro que se focou nas drogas, depois dele só vieram filmes de favela e drogas.

Leh disse...

pera ai .. qualquer filme brasileiro malfeito .. pera ae qual filme .. pq eu naum me lembro d enenhum --'

FELIPE G2 disse...

nao sao mal feitos, mas o roteiro é. Qualquer filme sobre drogas tem palavrão, tiros, mortes, etc. É sempre a mesma coisa.