31 de agosto de 2009

CONTA COMIGO- Um filme de infância sobre ser adulto

Olha o gordinho sorrindo pra câmera. Será que é amizade?

Está cada vez mais difícil falar sobre filmes. Sabe quando você sente que já viu aquele filme várias e várias vezes, porém é a primeira vez? Isso acontece comigo em todo filme de ação que só tem explosão. Exterminador do Futuro, Transformers e cia. Bem, não foi tão difrente assim com Conta Comigo, mas pelo menos o filme tem um "algo" a mais.

A história é sobre quatro amigos: Teddy, Gordie, Chris e Vern. Todos muito inocentes: gostam de aprontar, fumam escondidos, gostam de pornografia, aquele pacote de adolescentes americanos da década de 50/60. Quando Vern descobre que um menino morreu e seu corpo está na floresta, ele conta para seus amigos. Desse modo, os quatro amigos vão em busca do corpo para se tornarem heróis, mas o que eles não sabem é que esta viagem de dois dias será mais um ritual do que apenas a busca por um corpo.

Profunda a última parte, não? Mas é que o tema está muito gasto. Amigos que descobrem a maturidade juntos? Amigos que sempre serão unidos? Amigos falando de suas infâncias? Já vi esse filme. Os Batutinhas, Um Verão Para Toda a Vida, sempre o mesmo tema e nada de diferente (claro que It- A obra-prima do medo [que não é uma obra-prima] tem uma diferença, afinal é terror e não drama). Mas Conta Comigo tem um algo a mais.

Esse algo a mais é nada mais nada, nada menos do que ser menos inocente que os outros filmes. Por que adivinha só pessoal? Tem arma envolvida na história, pais ignoram os filhos (o irmão de um menino morre e os pais nunca mais olharam para ele), pais que maltratam os filhos, pais loucos, tudo isso tem aqui em Conta Comigo.

Mas uma cena que fica mesmo marcada no filme é a cena da torta. Sim, acho que ela está totalmente fora do contexto (mas aposto que é alguma coisa haver com a vida do Sthephen King, já que é um conto dele), mas até que é engraçadinha (não ri até as nuvens, apenas um sorriso aqui e um sorriso ali). Outra coisa que fica marcada é a música Standy By Me (Standy By Me, Oh Oh, Standy Be)

Bem, sem mais delongas, Conta Comigo é exatamente o filme que foi criado: Sessão da Tarde total. Se estiver passando, assista. Mas não gaste seu precioso dinheiro, como eu fiz, alugando em DVD (a não ser que você queira ver um dos primeiros filmes do Kiefer Sutherland [o carinha do 24 Horas]), mas você também pode arranjar de outro jeito, se é que vocês me entendem caros leitores...

30 de agosto de 2009

MOMENTOS BIZARROS 6- A Lagoa Azul invade minha casa

Por que sempre que falam de água falam na gente?
Estava só esperando uma coisa grande acontecer! Sim, porque coisas esquisitas continuaram a acontecer em minha vida, como eu dormir de boca aberta no ônibus (com o pessoal me olhando), meu amigo empurrar minha perna enquanto estou no ar, (estávamos pulando na cama elástica), e minha perna bater no ferro (doeu. Muito!), mas hoje foi o estopim para postar.


Hoje muito feliz, acordei. Assisti Conta Comigo (o qual eu tenho que postar) e depois fui no shopping comer. Claro que um almoço no shopping, para minha pessoa, é igual à comer fast food. Comi um belo hambuger. Fui na Livraria Cultura e comprei o livro A Fantástica Fábrica de Chocolate (já estou quase acabando). Meus pais passaram numa C&C e eu fiquei no carro, lendo meu livro. Depois fomos no supermercado. Fiquei no carro e continuei lendo. Mas foi ai que cheguei em casa. O bicho pegou.


Imagine o seguinte meu caro leitor: você abre a porta do seu apartamento. O mesmo está escuro. Você não consegue ver nada e entra na cozinha. De repente seu pé pisa numa coisa, molhada. Sim, chegando em casa, a mesma estava alagada. Parece que algum cano estorou, não sei. Mas foi água da cozinha até a sala (lembre-se que moro num apartamento).


Minha mãe, claro, começou a chorar. Como um bom samaritano (nunca entendi essa expressão) eu a abracei. E ela chorando, coitada. Acho que se uma pessoa chorona visse aquilo começaria a chorar junto. Ainda bem que não tinha ninguém assim por perto. Seriam duas pessoas chorando no meu peito.


Mas voltando, estava tudo molhado. Sofá, colchão (o qual eu usava para deitar na sala e assistir um filme, algo que não poderei fazer mais: o colchão será jogado fora [buá]), coisas da cozinha, tapetes, gavetas, tudo molhado. E para tirar toda a água? Rodo, vassoura, qualquer coisa que varre foi usada para tirar a água e a mesma ir para o ralo.


"Graças a Deus que nada de pior aconteceu" me fala aquele crente fanático que grita na missa. Mas me desculpe, se Deus escreve por linhas tortas, essa ele entortou e ainda saiu da linha. Odeio quando crente fala "Graças a Deus" como se o mesmo só fosse bonitinho e fizesse coisas lindas para o mundo. "Mas foi o capeta!". Então Deus não falou "pare". Para minha pessoa, Deus age dos dois lados, tudo depende do humor dele.


Tudo é culpa da Schahin, indiretamente ou diretamente. Indiretamente porque quando falamos que tinha um problema no encanamento, a mesma declarou (com um carinha que veio aqui) que não tinha nada, mas é claro que tinha. Estava vazando! O cara era louco! Não podíamos continuar com o cano daquele jeito! Mas então meu pai arrumou. Se foi o que meu pai arrumou que deu problema, infelizmente não podermos fazer nada. Se foi outra coisa, sendo assim problema da Schahin diretamente, este será o momento perfeito de processar a Shahin por danos morais e por todo o estrago.


Aproveitando, vou falar dela: nunca compre uma casa que veio da Schahin. A mesma só da seguro na reforma do apartamento se for com um arquiteto deles (que deu cano em vários apartamento do meu prédio), a mesma está pouco, desculpe o palavreado senhoras e senhores, se fudendo para os clientes depois de adquirir o apartamento. Antes de comprar eles te estendem um tapete vermelho e beijam seus pés (tá exagerei).Fica a cida: não compre uma casa da Schahin! E isso já conteceu em vários apartamentos!


Duas horas e meia, rodos e dez toalhas depois, o apartamento está quase seco, mas muita coisa foi prejudicada. O piso está ferrado, coisas de madeira serão perdidas. Somente isso pra acontecer na minha vida. Depois eu reclamo e não sabem porque. Deus deve me odiar (ou o azar me persegue)...

MÚSICA DA SEMANA- 30/08

Eu estava esperando chegar a Música da Semana só para poder postar esta música. Esta música lembra que a esperança é a realmente a última que morre, mesmo que muitas pessoas te digam o contrário. Aqui vai do famoso clássico da Fantástica Fábrica de Chocolate!

OBS: Lembrem-se que hoje é o último dia de inscrever a Música do Público!

A Fantástica Fábrica de Chocolate- I've Got A Golden Ticket

29 de agosto de 2009

O MÁGICO DE OZ- O lugar além do arco-íris

É Prada e ainda vem com acessórios!

Mais um filme para a lista de filmes que são quase impossíveis de se descrever! Sim meus caros, O clássico O Mágico de Oz não tem esse essa fama de "clássico" porque é uma palavra bonitinha. O filme é clássico por tudo: um dos primeiros filmes coloridos, um filme que lembra o jeito dos filmes do diretor Tim Burton (mais pra frente explico), um filme lindo (como A Fantástica Fábrica de Chocolate[o primeiro, não o remake]), com ótimos efeitos especiais (e lembre-se que não havia computador na época, e, o filme consegue deixar muitos filmes atuais no chinelo). Simplesmente uma obra-prima clássica do cinema.


A história muitos devem conhecer, para os que não conhecem aqui vai: Dorothy é uma menina que vive na pacata (adoro essa palavra) cidade do Kansas. Com medo que seu cachorro seja morto, ela foge com o mesmo, porém, quando um mago vê em sua bola de cristal que a tia de Dorothy está acabada por Dorothy ter ido embora, Dorothy decide voltar. Assim que volta para casa, Dorothy fica procurando por sua tia (que está se protegendo do furacão no sótão, porão, sei lá o nome do lugar). Dorothy é "pega" (explico mais pra frente também) pela furacão e assim que acorda, Dorothy está numa bela cidade. Para poder votar para casa ela tem que se encontrar com o grande mágico de Oz. Dorothy ainda terá que enfrentar a Bruxa Má do Oeste, pois a casa de Dorothy caiu na irmã da mesma. Sendo assim, a bruxa busca por vingança e pelos sapatos de rubis de Dorothy.


Realmente lindo, não? Só de ler a sinopse já da aquele gostinho de querer ver o filme novamente. Para você entender bem a história do Mágico de Oz, você tem que prestar muita atenção no início do filme, que a Dorothy ainda está no Kansas. Se você perceber, a terra de Oz é nada mais nada menos do que os últimos momentos de Dorothy no Kansas, sendo seus amigos da fazenda os mesmo de Oz, porém com diferenças estravagantes. Um deles virou um Espantalho, o outro o Leão e o outro um Homem-de-Lata.


Lembra que Tim Burton (pessoal, ele já é considerado um diretor cult, não? Pelo menos por minha pessoa ele já é) deixa uma parte do filme bem escura e a outra bem clara, como acontece com Sweeney Todd? Pois é, isso acontece com Oz. O início do filme, no Kansas, é em preto e branco. Quando Dorothy chega em Oz, tudo é exageradamente colorido e bonito.


Vocês que assistiram o primeiro Fantástica Fábrica de Chocolate se lembram da sensação quando todas as crianças e seus pais (e o público) entram na Sala do Chocolate pela primeira vez? Lembra como os olhos de todos brilham, os olhares ficam fixos e seu QI vai para 0 (o meu pelo menos foi e sempre vai)? É a mesma sensação quando nossa Dorothy vai para Oz. Tudo lindo! Magnífico! São poucos filmes que conseguem fazer isso conosco.


Sem dizer a atuação da atriz de nossa pequena Dorothy, Jude Garland, que está espetacular, como todos os outros! O leão é um dos personagens mais engraçados do filme! Mas um dos personagens que rouba a cena assim que chega é a Bruxa Má do Oeste, interpretada pela Margaret Hamilton. Se você apresentar este filme para uma criança de cinco anos, saiba que a possibilidade da mesma ficar com trauma da bruxa são muito altas.


Agora, o filme tem duas versões sobre a possibilidade de Dorothy ter ido ou não para a grande terra de Oz. A primeira é que os personagens da fazenda defendem que Dorothy apenas bateu a cabeça, embora ela diga que realmente foi para Oz. Não sei vocês, mas eu acredito na Dorothy, Ela foi para seu lugar além do arco-íris. Eu acredito na Jude Garland (acho que ela cativa muito as pessoas, não acha?)


Você se pergunta de como bonito o cinema pode ser? É só você assistir O Mágico de Oz que você sentirá uma grande diferença na sua vida, sendo a mesma mais alegre, contagiante e leve. Esqueci de falar que o filme é um musical? Sim, esqueci, mas isso é só um aviso para as pessoas que não gostam do gênero. Se você não gosta de pessoas felizes, anões cantantes e uma história feliz, Oz não é o seu lugar além do arco-íris (ai que trocadilho péssimo).

28 de agosto de 2009

RACISMO- Todos somos um pouco...

Estamos em São Paulo!

Esse video da peça Avenida Q que esta aqui em São Paulo (quero muito ver!) é para lembrar para todos vocês que não existem pessoas que não tenham preconceito. Eu tenho e todos temos. A única pessoa que não tem preconceito é aquela que está em coma! Bom divertimento!

Avenida Q- Racismo




27 de agosto de 2009

ISSO É ENGRAÇADO. VONTADE ENORME DE VER AO VIVO!

Cuidado comigo ogro!


Alguns de vocês sabiam que Shrek virou um musical? Não! Nossa, eu assisti um video da peça no Tony Awards (prêmio de peças de teatro americano, tipo um Oscar do teatro) deste ano. Apenas risos saíram de minha pessoa. Dê uma olhada:



26 de agosto de 2009

MUSICA DO PÚBLICO- 26/08

Pois é pessoal, eu tinha que escolher entre duas músicas como a primeira Música do Público: More Than Words do Extreme e Love Of My Lfe do Queen. Escutei a música More Than Words e eu a achei monótoma e repetida (além de não ter gostado dos cantores). Mas Love Of My Life é uma música muito linda e com a voz iluminante do Freddie Mercury. Então aqui está mais uma música da banda Queen!
OBS: Coloquem as músicas para serem selecionadas para a Música do Público da semana que vem. As músicas serão selecionadas até Domingo e entrarão em votação até Terça-Feira e postadas nas Quartas-Feiras, e, será agora assim todas as semanas.

Love Of My Life- Freddie Mercury



TWITTER- Só para propaganda e dicas. Nada de discussões

Eu fiz meu Twitter, confesso. Ele é até prático, mas depende do modo que você vai usá-lo. Tipo, colocar no seu twitter "acabei de comer um biscoito" é pra mandar. O Twitter é mais uma coisa de celebridades, propagandas, pensamentos e dicas. Por que você acha que eu criei o meu? Para fazer propaganda do blog, lógico (além de certos pensamentos e dicas), mas além disso, para seguir celebridades como Ellen DeGeneres, Furo MTV, o pessoal do CQC e diversos. Sabe por quê? Porque eles colocam novidades, e isso é legal (pelo menos para mim). Agora, digitar "acabei de comprar pão" é o fim da picada. Se fizer um twitter caro leitor, apenas siga as pessoas se você não tiver nada mais de interessante para falar. Faça uma conta no velho e bom Orkut se você quiser discutir muitas coisas em comunidades. Para quem quiser meu twitter (o mesmo do blog), aqui está ele:

ARRASTE-ME PARA O INFERNO- Os filme de terror estão de volta!

Que delícia! Um botão! Estava morrendo de fome!

Gente, vocês sabem que eu sou um grande admirador de O Exorcista? Se não sabem, fica a dica. É meu filme de terror preferido, mesmo que não me de medo nem susto. Mas tudo no Exorcista é tensão física e psicológica, simplesmente cativante e tenso. Mas isso foi esquecido, não? O único filme de terror bom que teve na década de 90 foi A Bruxa de Blair que foi o único filme que quase me fez borrar nas calças, algo raro. Mas assisti um filme que faz um homenagem para esses filmes de terror da década de 70/80, como Exorcista, O Bebê de Rosemary e cia. Este filme é Arraste-me para o Inferno do Sam Raimi (sabe o diretor de Homem Aranha? É ele).


A história é sobre uma maldição que os ciganos fazem, enfeitiçando objetos, por exemplo. A pessoa que pegar este objeto enfeitiçado será torturada pelo espírito malígno, e, depois dos três dias de tortura será levada para o inferno. Essa maldição ocorre no ínicio do filme com um menino, mas depois acontece com a protagonista do filme Christine Brown. A Christine trabalha num banco autorizando empréstimos. Para mostrar pro chefe que tem pulso firme, ela nega o empréstimo de Sylvia Ganush. O que ela não sabe é que a cigana lhe jogou uma maldição e que a mesma terá que se livrar disso antes de ser puxada para o inferno.

Adorei! Talvez esta seja a maior surpresa do ano pra mim até agora. Não surpresa de melhor filme nem nada, mas é porque eu pensei que o filme seria mais para o lado de O Grito e O Chamado, e quando vejo na tela um filme que faz homenagem aos meus filmes de terror preferidos (tanto que a entrada do logo da Universal foi o antigo e não o novo, o que mostra plenamente que o filme é uma homenagem, sem dizer do título do filme que aparece o fundo preto e o título branco). A adrenalina corria pela minhas veias.


O filme é bem trash no sentido de gosmas saindo da boca das pessoas, moscas saindo e entrando por narinas e bocas (nojo, eu sei), sangue voando para todos os lados, vômitos de barata (adorei), bem Exorcista. O filme ainda tem aquela parte de socos invisíveis dos espítiros, e, a Christine fica girando no ar, e claro, a perturbação psicológica com as ilusões (lembra da dor física e psicológica?). Simplesmente divertido! (adoro rir da desgraça alheia).

Na verdade, o filme não é aquele que quer as pessoas gritando de tanto medo que façam xixi nas calças. O filme quer divertir o púbico. Sim meus caros, diversão. A parte do homem dançando em cima da mesa, a cabra, tudo diversão, humor negro de boa qualidade, sem dizer a parte do "exorcismo" que não é humor negro, mas é empolgação a pleno vapor!


Agora, na parte final, nossa, mais adrenalina impossível! Imagine só estar acontecendo alguma coisa ruim com uma pessoa que você ama e não poder ajudar, tipo ela estar presa e sendo torturada (com você vendo tudo, porém sem a chave para abrir a cela). Foi quase isso no final do filme. Adrenalina pura.


Aproveite que hoje é o dia de pagar mais barato no cinema e vá correndo no cinema assistir Arraste-me para o Inferno, claro, se você for fã do gênero. Meu amigo Luciano não parava de pular de tantos sustos, mesmo que eu dissesse pra ele que teria susto. Tomei susto em apenas uma parte, porém não vou contar em qual. Afinal, seria sem graça avisar vocês, porque o susto vem de repente, sem música ou clima de que acontecerá um susto. Viva Sam Raimi!

24 de agosto de 2009

LIVRO III- Epílogo

Para comemorar as 300 postagens, nada mais justo do que o final da triologia.

Epílogo- A salvação


Eu e minha irmã estávamos na casa de nossos avos. Depois de tantas disputas, ficamos na casa dos pais de nossa mãe. Não seriamos um incômodo financeiramente e ainda podíamos trazer um pouco de felicidade para eles, já que eles pensaram que sua única filha tinha se matado.


Eu estava feliz pelo fato dos pais de minha mãe terem me aceitando como neto, mesmo não sendo o neto biológico. Eles queriam Clara por perto, pois ela tinha feições da mãe, mas eles não nos tratavam de modo diferente.


-Você vai para o parque?- perguntou minha avó.


-Sim. Vou levar Clara comigo.


-Cuidado que ela ainda é um bebê.


-Não se preocupe vovó, tio Stall está vindo nos buscar.


Era uma reunião praticamente. Embora eu tivesse meus seis anos de idade, minha maturidade parecia de alguém de doze. Mas eu ainda era uma criança. Gostava de brincar, mas em certos assuntos de responsabilidades, poderia ser mais responsável que o tio High.


-Que bom que vocês são amigos dos amigos dos seus pais- disse vovó com a voz um pouco fraca. Claro que a lembrança de minha mãe veio em sua cabeça.


-Sim. Adoro todos.


Tio Gabriel me mostrava todas as tecnologias de ponta e comprava algumas para mim no meu aniversário. Tia Carmen adorava me emprestar livros, e eu devorava todos. Tia Juliet e tio Stall adoravam me levar para o cinema e eu adorava ver filmes. Tio High me levava para parques de diversão e me levava no parque. Mas isso acontecia de vez em quando: eles estavam na faculdade e não tinham todo o tempo do mundo.


-Vovó?


-Sim?


-O que meu pai gostava de fazer?


Minha avó ficou pensando. Franziu a esta e colocou a mãe na cabeça, algo que me fez rir. Ela estava preparando um bolo e agora tinha calda de chocolate em seu cabelo.


-Não sei. Seu pai gostava de fazer tantas coisas.


-Vovó?


-Sim?


Fiz o mesmo gesto que ela, colocando a minha mão na cabeça. Ela percebeu agora o que tinha feito.


-Droga!


Eu comecei a rir. Ela ficou preocupada.


-Finja que você não ouviu nada.


-Como das outras vezes?


-Sim. Agora me deixa tomar banho.


O interfone tocou.


-Coloque sua irmã no carrinho do bebê. Não deixe seu tio esperando.


-Ela já está no carinho. Ela está dormindo.


-Bom passeio- disse minha avó me dando um beijo e seguindo para a sala.


-Obrigado!


-Vamos- disse para Clara levando-a no carinho.


Descemos pelo elevador e fomos para a rua. Tio Stall estava esperando ao lado da porta de seu carro luxuoso prateado. Tia Juliet estava do seu lado.


-Oi tio! Oi tia!


Tio Stall e eu fizemos o nosso gesto de “Olá”. Dei um beijo na bochecha de tia Juliet.


-Tudo bem com vocês?- tia Juliet perguntou.


-Sim. Clarinha está dormindo.


-Me deixe colocar o carinho no porta-malas. Juliet carregue Clara nos seus braços. Pode sentar no banco de trás Benj.


-Valeu tio.


Sentamos no carro e depois de cinco minutos estávamos no parque. O parque era verde e tinha um belo lago azul. Havia alguns brinquedos espalhados pelo parque, com crianças brincando nos mesmos, mas eu queria ter a presença dos meus tios naquele fim de semana.


Avistamos num banco de madeira Tia Carmen sentada segurando o carinho de prima Grace. Tio Gabriel estava abraçando tia Carmen. E lógico, tio High estava de pé comendo um cachorro-quente.


Todos se cumprimentaram. Tio High perguntou se eu queria um pedaço de seu sanduiche, mas recusei. Não sabia por onde aquela boca tinha passado, nem mesmo se ele tinha escovado os dentes naquele dia.


-Como você está indo na faculdade?- perguntou tio Gabriel.


-Ótima- disse tia Juliet.


-E você Carmen?- perguntou tio Stall.


-Ótima. Já estou até sendo estagiária- disse minha tia soltando um largo sorriso branco.


-Que bom que todos estamos na faculdade- disse tio Ganriel.


-E você Benj, já sabe o que fazer de faculdade?- perguntou tio High.


-Ainda não. Nem tenho idade para isso. Mas sempre gostei de voar.


Nas férias, nas minhas e de Clara, nossos avos nos levavam para muitos lugares ao redor do mundo. A parte que eu mais gostava da viagem era a do avião. Adorava o jeito da máquina de sair do solo e pousar no mesmo.


-Se prepara para estudar então- disse tio High.


-Para com isso High- disse tia Carmen- ele é apenas uma criança.


-E minhas notas são altas!- eu disse com orgulho- ainda mais a de xadrez!


Todos começaram a rir, menos eu é claro. O que tinha de engraçado naquilo? Eu era um excelente aluno em xadrez.


Do nada a terra começou a tremer. Era algo que eu nunca tinha presenciado antes, mas sabia o nome do fenômeno.


-Terremoto!- gritaram meus tios.


Tia Juliet pegou Clara do carinho e a segurou em seus braços. Tia Carmen fez a mesma coisa com Grace. Tio Stall segurava os braços de tia Juliet e tio Gabriel fez a mesma coisa com tia Carmen. Tio High saiu despachando em nossa frente.


-Verei um lugar seguro!- gritou High.


-Não tem lugar seguro!- gritou tio Gabriel.


-É melhor ficarmos parados!- gritou tio Stall.


-Tem razão!- gritou tia Carmen.


-Por quê?- gritou tio High.


-Não tem edifícios por perto!- gritou tia Juliet.


A terra parou de tremer.


-Será que acabou?- perguntou tia Carmen.


Clara e Grace começaram a chorar.


-Está tudo bem filha- disse tia Carmen.


Tia Juliet começou a cantar para Clara. Isso acalmava as duas.


-O que é aquilo?- perguntou tio High.


-Onde?- perguntaram todos.


-No céu!- gritou um homem do nosso lado.


E vimos. Havia uma lua nova no seu. Algo estranho porque estava um belo dia. Depois que vimos que não poderia ser uma lua porque era azul. “Era uma nova Terra então”, pensei. Esse novo planeta não estava distante de nós. Parecia que estava mais perto do que a Lua.


-É o fim!- gritou um homem.


-Cala a boca Bel!- disse a mulher que estava do lado do homem lhe dando uma tapa na cara.


-Mas como...?- perguntou outro homem.


-O que está acontecendo?- perguntou outro homem.


A arma dele que estava em seu cinto saiu voando em direção ao novo planeta numa velocidade mais rápida do que a da luz.


-O que está havendo com aquilo?- perguntou tio Gabriel.


O planeta começou a girar numa velocidade rápida. Vimos várias coisas indo a sua direção.


-Precisamos de informações!- gritou tio Stall.


-Tem o rádio do celular- disse tio Gabriel.


Tio Gabriel tirou o celular do bolso e deixou o rádio no alto-falante.


“Um novo planeta surgiu de uma região rural da África. O planeta saiu de nossa Terra e surgiu rapidamente longe de nós, numa velocidade desconhecida por nossos cientistas. Não sabemos por que este planeta está girando tão rápido! A única coisa que sabemos é que ele está atraindo coisas bélicas numa velocidade incrível!” disse a mulher do rádio


Tia Carmen começou a chorar.


“Usinas nucleares, tanques de guerra, todos os objetos bélicos estão sendo atraídos para este novo planeta sem explodir. Seria este nosso Deus?” disse a mulher do rádio.


Aquele planeta, em cima de todos nós girava cada vez mais rápido. Era um borrão no céu! Parecia como uma bola de tênis girando rapidamente em nossa frente.


“Alguma coisa está acontecendo” disse a mulher. “Algumas pessoas também estão sendo atraídas para planeta!”.


No parque vimos um homem de paletó e gravata sendo atraído. A mulher dele começou a chorar desesperadamente.


-Chegou o momento- disse tio Gabriel.


-Que momento?- perguntei.


-Seu pai não ficou apenas para te salvar meu jovem- disse tia Juliet.


-Mas para nos salvar também- disse tio High.


-E para salvar o ser humano dele mesmo- disse tio Gabriel.


O planeta começou a diminuir sua velocidade. Assim, de um borrão o planeta começou a ficar extremamente visível. Seu tamanho triplicou ficando do tamanho de Júpiter ou algo maior. O planeta começou a se aproximar da Terra.


“É agora meus queridos que eu vou me despedir. O apocalipse chegou.”.


O novo planeta parou e ficou tão perto da Terra que dava para ver tudo, parecia um avião no céu! A superfície do planeta estava coberta por armas e coisas bélicas. Havia apenas uma parte de verde. Nessa parte tinham três pessoas.


-Pai! Mãe!- gritei!


As pessoas que estavam em nossa volta pararam e começaram a observar aquele grande planeta e puderam ver aqueles três jovens.


-O que eles estão fazendo ali?- perguntou uma mulher.


-Aposto que isso é coisa dos Estados Unidos- disse um homem.


Os três jovens começaram a acenar. Embora as pessoas que estavam ao nosso redor tenham respondi acenando de um modo de boas-vindas, os mesmo não sabia que era um aceno de despedida.


-Adeus pai- eu disse. Lágrimas começaram a escorrer de meus olhos úmidos.


-Adeus- disseram meus tios.


E rapidamente algo começou a cobrir o planeta, como se fosse um tipo de proteção transparente. Fachos de luz surgiram e explosões vieram logo em seguida. Nem consegui ficar em pé. Cai no chão e comecei a chorar mais ainda. As explosões só mostravam que meu pai e minha mãe agora estavam mortos em espírito.


Meus tios começaram a chorar e lágrimas saíram dos olhos das pessoas do parque. Aquilo era para mostrar do que todas as armas que havia em nosso planeta eram capazes de fazer. As explosões só pararam depois de trinta minutos. Quando tudo parou não havia mais nada e a proteção ficou em pedaços. As migalhas da proteção começaram a avançar em direção à Terra.


-Corram!- disse tio High.


O parque ficou rapidamente vazio. Estávamos numa loja perto do mesmo para não perder o que estava acontecendo.


Os pedaços da proteção atingiram a Terra e não podíamos ver nada: poeira e terra embasavam nossas visões. Gritos e desesperos estavam incorporando as pessoas. Depois de alguns minutos a poeira abaixou e agora era visível. Havia algumas chamas no gramado do parque, mas as chamas estavam detalhadas.


-Vamos!- disse Juliet.


Fomos os únicos a correrem para o encontro das chamas.


-Olhe- disse tio Gabriel.


Olhei para o chão. As chamas vermelhas estavam nos dando uma mensagem.


O sacrifício da sobrevivência da raça humana tem que ser feita por uma pessoa da mesma. Meu sacrifício e de minha mulher deram para vocês novas esperanças neste mundo tão cruel. As guerras terão que acabar. Vocês agora têm a prova do que aconteceria com todos. A vida pode continuar em paz agora”.


Este dia ficou marcado por muitos tempos que se passaram. Desde então o homem nunca mais fez uma guerra e viveu pacificamente. Depois de crescidos, minha irmã e eu riamos do fato de surgir uma nova religião que venerava nossos pais e nosso tio Sky. Dentro de todos que os conheceram, o sentimento de felicidade e de honra só trazia felicidade, principalmente para meus avos, depois de saberem de toda a verdade. Dentro de mim e de minha irmã a chama desse orgulho nunca acabou. Depois de reunir os papéis do diário de meu pai, de minhas lembranças e lembranças de meus tios, escrevo este livro em memória de meus pais, os quais amei, mesmo que tenha sido por um breve período de tempo.

FIM

23 de agosto de 2009

MÚSICA DO PÚBLICO- Aberta a votação

Pessoal, pode começar a votar! Enquanto isso eu ouirei essa nova música (vocês acham realmente que eu nunca ouvi Love Of My Life do Queen? Mas a minha favorita é Don't Stop Me Now!

ESTE VAI PARA OS FÃS DE CREPÚSCULO

Edward: Como assim nos trocaram?
Bella: Só não me morde!

Acho ridículo quando homens falam que homens não podem gostar de romance. Dom Casmurro, a saga Crepúsculo, entre outros (quero muito ler Entrevista com o Vampiro!), são romances e eu os adoro! E para os fãs de Creps (chamo de Crepúsculo de Creps, fica mais rápido de falar e escrever) aqui vai uma curiosidade: quem faria os personagens de Creps, se o mesmo fosse com atores brasileiros? Um site deu algumas sugestões:




Achei muito interessante as escolhas, e, adorei a bela escolha para a atriz da Alice: a Débora Falabella! Acho que se ela fosse escolhida ela faria um show! Ela é uma excelente atriz! Os escolhidos para fazer o Edward e o Jacob (fico imaginando que se tivesse Creps brasileiro, mudariam os nomes para Eduardo e Jacobo [ou Jacó]) foram por causa da aparência, mas a Cléo Pires como Bella? Não sei não. Na verdade nem sei quem poderia ser uma Bella brasileira (aposto que depois de escrever isso irão aparecer um monte de fã falando "eu posso ser a Bella brasileira"). Mas achei interessante. Se tivesse, assistiria apenas pela Débora Falabella (suspiro).

MÚSICA DA SEMANA- 22/08

Agora que eu vi que não tem nenhuma música da cantora que eu gosto muito, Amy Winehouse, decidi escolher uma como Música da Semana. Podem falar qualquer coisa, mas eu adoro ela! Adoro Rehab, mas ela também tem outras ótimas músicas. Para provar isso, aqui temos mais uma música da Amy Winehouse que é ótima!
OBS: Não se esqueçam de inscrever suas músicas na Música da Semana do Público. Acaba hoje as inscrições e as votaçãoes começam amanhã. Selecionarei as mais votadas e escolherei a melhor. Boa sorte!

Amy Winehouse- Tears Dry On Their Own


O VISITANTE- Um mundo de fronteiras

Bate que sai um som legal

Deste título, podemos tirar várias ideias (aut! Eu quis escrever idéias, só para vocês saberem) sobre fronteiras. Podem ser estas as fronteiras geográficas, políticas, sociais ou econômicas? Sim, a cada dia que passa nós enfrentamos diferentes tipos de fronteiras. Entre essas fronteiras, como eu mesmo disse, existe a fronteira territorial. E este é o tema sobre o filme O Visitante.


Walter Vale (Richard Jenkins) é um professor de faculdade. Embora ele pareça ter uma bela carreira, Walter está só e não vê sentido em sua vida. Quando tem que ir para Nova York para apresentar um trabalho, ele volta para um apartamento dele, o qual ele não visitava por muito tempo. Quando chega no apartamento ele encontra um casal morando no mesmo. Deixando o casal morar em sua casa, Walter começa a sentir a vida novamente em sua pele. Infelizmente, entre essas felicidades, existe um grave acontecimento.


As atuações do filme são excelentes. A indicação ao Oscar de Richard Jenkins foi merecida e poderia ser até ganha, em comparação com alguns atores. A mulher do casal, Zainab ( Danai Jekesai Gurira), tem uma ótima atuação no filme. Na verdade, a atuação dela talvez seja a mais forte do filme inteiro. Já o homem do casal, Tarek (Haaz Sleiman) está bem fraquinho. A mulher que faz a mãe de Tarek, Mouna (Hiam Abbass) também está ótima.


Mas, sabe aquele clima de filme independente de que por mais que o filme tenha um bom roteiro, com um assunto sério, que quer que você pare e pense e que ainda consiga transformar o filme numa bela obra de arte, acho que este é o tipo de filme que você pode ver uma vez, e, se tiver a vontade de assisti-lo de novo, é só alugar na locadora. O Visitante não é aquele tipo de filme que você vê várias e várias vezes, mesmo que tenha um bom conteúdo e ótimas atuações.