31 de agosto de 2009

CONTA COMIGO- Um filme de infância sobre ser adulto

Olha o gordinho sorrindo pra câmera. Será que é amizade?

Está cada vez mais difícil falar sobre filmes. Sabe quando você sente que já viu aquele filme várias e várias vezes, porém é a primeira vez? Isso acontece comigo em todo filme de ação que só tem explosão. Exterminador do Futuro, Transformers e cia. Bem, não foi tão difrente assim com Conta Comigo, mas pelo menos o filme tem um "algo" a mais.

A história é sobre quatro amigos: Teddy, Gordie, Chris e Vern. Todos muito inocentes: gostam de aprontar, fumam escondidos, gostam de pornografia, aquele pacote de adolescentes americanos da década de 50/60. Quando Vern descobre que um menino morreu e seu corpo está na floresta, ele conta para seus amigos. Desse modo, os quatro amigos vão em busca do corpo para se tornarem heróis, mas o que eles não sabem é que esta viagem de dois dias será mais um ritual do que apenas a busca por um corpo.

Profunda a última parte, não? Mas é que o tema está muito gasto. Amigos que descobrem a maturidade juntos? Amigos que sempre serão unidos? Amigos falando de suas infâncias? Já vi esse filme. Os Batutinhas, Um Verão Para Toda a Vida, sempre o mesmo tema e nada de diferente (claro que It- A obra-prima do medo [que não é uma obra-prima] tem uma diferença, afinal é terror e não drama). Mas Conta Comigo tem um algo a mais.

Esse algo a mais é nada mais nada, nada menos do que ser menos inocente que os outros filmes. Por que adivinha só pessoal? Tem arma envolvida na história, pais ignoram os filhos (o irmão de um menino morre e os pais nunca mais olharam para ele), pais que maltratam os filhos, pais loucos, tudo isso tem aqui em Conta Comigo.

Mas uma cena que fica mesmo marcada no filme é a cena da torta. Sim, acho que ela está totalmente fora do contexto (mas aposto que é alguma coisa haver com a vida do Sthephen King, já que é um conto dele), mas até que é engraçadinha (não ri até as nuvens, apenas um sorriso aqui e um sorriso ali). Outra coisa que fica marcada é a música Standy By Me (Standy By Me, Oh Oh, Standy Be)

Bem, sem mais delongas, Conta Comigo é exatamente o filme que foi criado: Sessão da Tarde total. Se estiver passando, assista. Mas não gaste seu precioso dinheiro, como eu fiz, alugando em DVD (a não ser que você queira ver um dos primeiros filmes do Kiefer Sutherland [o carinha do 24 Horas]), mas você também pode arranjar de outro jeito, se é que vocês me entendem caros leitores...

6 comentários:

FM disse...

Adoro esse filme !!

Sou super fã.

Outro detalhe é que esse filme, da década de 80, deu origem a muitos outros q falam de amizade.

Acho Conta Comigo um filme honesto e com uma direção ótima. Pra mim, é a única obra descente do Sthephen King (Ainda não vi Um sonho de Liberdade).

Vale lembrar tb q Conta Comigo tem a participação do Tom Hanks.

FELIPE G2 disse...

Sim FM, esse deve ser o que originou os milhares de filmes sobre amizade de infância. A única obra descente do King? Sério? Angústia é tão bom...

lobo13rbd disse...

karaaaa *o*

Adoreii Seu blog

muiito bom mesmo
parabéns!

"Leriston

FELIPE G2 disse...

lobo13rbd Obrigado! E Seja bem-vindo!

Gonsalves Silva disse...

Cara, sinceramente quem é voce pra falar de um classico assim tao superficialmete. Esse filme é magnifico e fala de realidade e nao de sentimentos meio boca, que podemos encontrar nesses filminhos que voce citou.

Indico que tenha um maior embasamente para redigir linhas tao desonestas.

Felipe Guimarães disse...

Gonsalves, olha, sou uma pessoa como qualquer outra, desse modo, posso mostrar minhas ideias do modo que desejo, assim como você acabou de fazer. Você pode ter "crescido" com esse filme e por isso você o ama tanto! Eu não! Creci vendo Batutinhas (que hoje acho chato!), por exemplo.
Sei que esse foi o primeiro filme que falou sobre "amigos de infância", mas pra mim não foi o primeiro! Se formos pegar filmes de amigos de infância, Toy Story deve ter sido meu primeiro filme sobre amizade!


Posso ter sido desonesto, mas não chegue falando: " sinceramente quem é voce pra falar". Todos têm o direito de gostar ou não!