1 de agosto de 2009

LIVRO III- Capítulo 11

Capítulo 11- O nascimento

Todos foram para o campo abraçar Bellks e seu filho, o qual ninguém conhecia, nem mesmo Sky.

-Isso, você conseguiu!- gritou Sky- Você está pronto!

-Calma! Gritou Bellks tirando seus olhos de Sky e olhando para seu filho- quero saber o nome do meu filho primeiro Sky. Filho?

-Pai- disse o menino- mamãe nunca me deu um nome.

-Como assim? Você ainda não tem um nome?

-Não pai. Mas você poderia me dar um não?- perguntou o menino com os olhos brilhando. O menino estava tão feliz que poderia esquentar um cubo de plástico com as próprias mãos e matar uma pessoa se o pai não lhe desse um nome.

-Bellks?- perguntou Sky.

-Calma- disse Bellks- você gostaria de Zacarias?

-Isso é um animal?- perguntou o menino.

-Bellks?- perguntou Sky um pouco mais alto.

-Jones?- perguntou Bellks, novamente sem criatividade.

-Pai? Eu poderia me dar um nome?

-BELLKS!- gritou Sky- Olhe Carmen.

E foi quando Bellks olhou. Carmen não estava com todos, não mesmo. Ela estava gritando. Era uma dor. Não era uma dor triste, mas sim uma dor miraculosa. Seu filho estava prestes à mascer.

-Bellks- disse Sky- olhe nos meus olhos.

-Fale

-Pai?

-Calma filho- disse Bellks olhando para o filho e voltando os olhos para Sky.

-Bellks imagine um hospital- disse Sky- ela precisa fazer o parto.

-Então traga Carmen para cá- disse Bellks.

Enquanto Sky e Gabriel ajudavam Carmen, Bellks voltou a falar com seu filho.

-Pai- disse o menino ansioso- pensei num nome. Você quer ouvir?

-Qual é filho?- perguntou Bellks ansioso.

-Speedo!- gritou o menino.

-Ok, você pode escolher qualquer nome, exceto este.

-Adidas?

-Não.

-Nike?

Não.

-Diadora?

-Não.

-All-Star?- perguntou o menino sem saber em qual outro nome pensar e sem esperança.

-De onde você tirou esses nomes?- perguntou Bellks.

-Mamãe me dava revistas esportivas.

-Explicado.

-Vamos Bellks- disse Gabrie- Carmen já está aqui.

Carmen estava apoiada nos braços de Gabriel e Sky. Juliet estava abraçava Stall. Um abraço apertado e amoroso.

-Como você está Carmen?- perguntou Bellks.

-Você realmente me fez esta pergunta?- perguntou Carmen.

-Não.

-Foi o que eu pensei.

-Pense logo no hospital Bellks!- gritou Juliet.

-Ela está um pimentão!- disse Stall.

Bellks começou a olhar para a face de Carmen. Suor e calor estavam evidentes e em plena ação. Dava para cozinhar um ovo fácil e ainda um pouco de bacon. Não era um alarme falso com certeza. A criança ia nascer.

-É verdade!- disse Bellks.

-Anda logo!- gritou Stall.

-Está bem- disse Bellks.

Bellks fechou os olhos e imaginou o mesmo hospital que ele tinha nascido. Ainda com os olhos fechados, Bellks podia ouvir passos, macas, gritos e pessoas com dor. Ele abriu os olhos: ele conseguiu e todos estavam em dentro do hospital.

-Qual seu nome querida?- perguntou uma enfermeira morena que parecia que tinha acabado de sair de uma capa de revista de moda. Stall não parava de olhar para ela, só faltava ele babar. Juliet para consertar, deu uma pisada no pé de Stall, na qual ele rapidamente reagiu com um grito.

-Carmen- disse Gabriel.

-Não o seu nome meu jovem- disse a enfermeira- o nome dela.

-Bellks- disse Sky.

-Está bem.

Bellks fechou os olhos e rapidamente focou na imagem de uma sala de parto. Carmen já estava deitada na cama. Seria um parto normal.

-Por favor, quero todos para fora- disse o médico que parecia um modelo de cuecas.

-Você imaginou os médicos daquela série?- perguntou Stall.

-Eu sabia em qual hospital imaginar- explicou Bellks- mas não sabia em quais médicos pensar.

-Saiam, por favor- insistiu o médico- fica apenas o pai.

-Ele é o pai- disse Sky apontando para dando um tapa amigo nas costas de Gabriel.

Gabriel ficou espantando. Era a hora H. Ele estava esperando por isso. Mas saber que Carmen estava ali e que seu filho ou filha estava prestes a nascer era a única coisa a qual ele poderia pensar.

-Todos para fora- disse médico- vamos.

-VAI!- gritou Carmen.

-Tudo bem- disseram todos.

E todos saíram. Havia uma sala de espera vazia, claro. Não havia pacientes no hospital, mas mesmo assim os médicos corriam para um lado e para o outro. Juliet ficava apertando a mão de Stall que estava apertando a mão de Juliet em retorno. Sky andava de um lado para o outro e High foi rapidamente pegar alguma coisa para comer. Bellks estava sentado ao lado de seu filho, cada um olhando nos olhos do outro.

-Então filho- disse Bellks- vamos continuar pensando no seu nome?

-Era isso que eu ia te pedir- disse o menino- que tal Pedro?

-Muito comum- disse Bellks.

-Felipe?- disse o menino.

-Não queira isso meu filho- disse o Bellks- os garotos que têm esse nome tem uma má fama.

-E que tal Leandro?- perguntou o menino.

-Acho que estamos perto- disse Bellks.

-Benjamin?- perguntou o menino.

-Este é o meu nome filho- disse Bellks.

-E?- perguntou o menino.

-Você realmente quer isso? Você não quer um nome novo e criativo?

-Não- disse o menino- eu quero o seu nome.

Uma pequena pausa foi dada. Os dois ficaram olhando nos olhos do outro e um médico saiu da porta do corredor. Todos levantaram, exceto Bellks e seu filho que ficaram olhando um para o outro.

-E então?- perguntou Juliet.

-Tenho péssimas notícias- disse o médico- Carmen não conseguiu.

E foi assim que Bellks desgrudou os olhos do filho.

-Como assim?- perguntou High deixando seu sanduíche cair.

-Ela não agüentou- disse o médico.

-Alguma coisa deve estar errada- disse Sky.

-MEU DEUS!- gritou Juliet começando a chorar nos braços de Stall, que também estava soltando lágrimas, mas numa quantidade menor que a de Juliet.

-Brincadeira- disse o médico- só queria ver a cara de vocês.

-Bellks- disse Sky com uma voz de fúria e indignação.

-Não se preocupe- disse Bellks.

E o médico virou pó. As roupas dele caíram em cimas da cinza, e, dessas mesmas cinzas surgiu um novo médico.

-Venham ver os três- disse o médico.

E todos andaram pelo corredor e entraram no quarto. Lá estava Carmen carregando o bebê e Gabriel abraçando Carmen. O bebê era lindo, parecia um Sol brilhando em pleno Verão. Tinha os olhos azuis, mas não tinha cabelo ainda.

-Que fofo!- soltou Juliet indo na direção de Carmen.

-Parabéns- disse High abraçando Gabriel.

-Obrigado- disse Gabriel.

-É um menino ou uma menina?- perguntou Benjamin.

-É uma menina- disse Carmen deixando uma lágrima de felicidade cair na sua face.

-Qual o nome dela?- perguntou Stall.

-Grace- disse Carmen.

-De onde eu lembro esse nome?- perguntou Stall para ele mesmo- deve ser de um filme antigo. Deixa quieto.

-Pai- disse Benjamin olhando para Carmen e para o bebê.

-Que foi filho?- perguntou Bellks.

-Eu terei uma nova mãe?

E foi quando Bellks se lembrou de Packet. Coitada da Packet. Ele nem sabia se ela estava grávida ou não e onde ela estava. Só sabia que o momento tinha chegado.

-Pessoal- disse Bellks- eu tenho que ir.

-Como assim?- perguntou Benjamin.

Bellks se ajoelhou e olhou nos olhos do filho, algo que ele tinha feito muito nas últimas horas.

-Filho eu tenho que salvar sua nova mãe. Eu tinha me esquecido dela completamente, algo que eu não poderia ter feito, por isso eu te agradeço. Mas agora eu tenho que ir.

-Pare de ser melodramático- disse Gabriel feliz- venha ver minha filha.

-Desculpe- disse Bellks- mas não consigo viver mais um momento sem Packet.

-Se você estiver indo, quer dizer que eu também vou- disse Sky.

-Adeus pessoal- disse Bellks andando em direção ao bebê de Carmen- Posso?

-Claro- disse Carmen agora chorando de tristeza.

E Bellks beijou a testa da pequena criança que tinha acabado de nascer e pegou na mão dela.

-Saiba que você tem um tio que te ama- disse Bellks.

-Pai não vai- disse Benjamin se ajoelhando e chorando na perna do pai.

-Filho eu tenho que ir- disse Bellks soltando uma lágrima.

-Você não pode, você não pode- disse menino.

Bellks se ajoelhou e olhou para o menino. Enquanto isso Sky beijou a testa de Grace.

-Entenda que eu tenho que fazer isso. Se alguma coisa acontecer comigo...

-Não- disse o menino chorando ainda mais quando o pai disse aquelas palavras.

-Ouça! Eu tenho que fazer isso. É minha obrigação e meu dever- disse Bellks e desviando seu olhar para Juliet- você poderia?

-Claro- disse Juliet.

-Adeus filho. Dê um abraço no seu pai.

Os dois se abraçaram, cada uma abraçando cada vez mais forte que podia.

-Você quer mesmo ir agora?- perguntou Sky.

-Sim- disse Bellks- quanto mais cedo eu acabar com isso melhor.

-Então vamos- disse Sky.

Bellks se levantou e os dois saíram do corredor. A única coisa que Bellks podia ouvir era o choro de seu filho. Assim que foram para fora do hospital. Bellks não tinha imaginado apenas o hospital, mas sim um hospital no próprio campo de futebol que estava antes.

-Quero fazer uma coisa antes- disse Bellks.

-Então faça- disse Sky.

Bellks tomou um grande impulso e voou. Estava nas alturas, pensando em nada, apenas aproveitando o momento. Quando ele percebeu Sky estava ao seu lado, voando como Bellks: como se todos os pensamentos ruins estivessem indo embora.

-Vamos?- perguntou Bellks.

-É só você imaginar- disse Sky.

Bellks fechou os olhos e imaginou Packet. Agora no chão e ainda de olhos fechados Bellks pode ouvir.

-Finalmente- disse Elizinski.

-BELLKS!- gritou Packet.

Bellks abriu seus olhos.

2 comentários:

Le disse...

Felipe?- disse o menino.

-Não queira isso meu filho- disse o Bellks- os garotos que têm esse nome tem uma má fama.

não entendi .. =/

FELIPE G2 disse...

Normalmente, Felipes quando crianças são pestes para os pais. Não sei quantas vezes já ouvi uma mãe gritar no shopping "Felipe!". Eu fui um e conheço mais cinco.