11 de agosto de 2009

LIVRO III- Capítulo 12

Capítulo 12- O último desafio

Bellks estava num campo de gladiadores, parecido com o Coliseu. O lugar estava vazio. A areia avermelhada no chão dava uma idéia dos tempos da Roma Antiga. O Sol estava lá, junto do céu azulado e estrelado, algo que seria impossível de se ver na Terra.

Packet estava na sua frente na tão conhecida gaiola dourada. Estava usando um belo vestido de noiva branco e cheio de flores nas bordas. Ela estava feliz naquele momento, mas sua face mostrava claramente que ela sofreu antes. E Bellks percebeu: a barriga dela se destacava no vestido, uma barriga de grávida.

-Bellks!-ela gritou.

Packet nem precisou dizer duas vezes. Bellks nem ouviu as palavras e rapidamente apareceu ao lado da gaiola.

-Agora me de um beijo- disse Packet irritada.

E os dois deram um profundo, mas rápido beijo apaixonante.

-Por que não funciona?- Bellks fez uma pergunta retórica.

-Como assim?- perguntou Packet.

-Não consigo destruir a gaiola.

-É claro que não- disse Elizinks.

“Claro” Bellks pensou. Como ele podia ter se esquecido de seu último desafio?

-Você!- gritou Bellks,virando-se e fuzilando Elizinks com os olhos.

-Nossa Bellks- disse Elizinks- Não sabia que seus olhos ficam vermelhos quando você fica com raiva.

Bellks se virou em pânico e olhou para Packet.

-Meus olhos estão vermelhos?

Packet ficou com paralisada. Os olhos de Bellks pareciam transmitir imagens do próprio Inferno. Era como se a chama viva e ardente estivesse presa naqueles olhos, agora penetrantes e aniquiladores.

-Isso não importa- disse Bellks se virando e olhando para Elizinks - o que importa é que este é o seu fim.

Elizinks ficou em pleno ar e começou a pegar fogo. Ele gritava e gritava de dor. Packet não sabia no que pensar: nos olhos vermelhos de seu namorado ou nas chamas que queimavam seu primo.

-Ai!- gritou Elizinks.

-Bellks- disse Packet- faça alguma coisa, ele ainda é meu primo.

-Socorro!- gritou Elizinks novamente.

-Você está louca?

-Brincadeira- disse Packet dando um sorriso maléfico- ele precisa morrer. Mas o que é uma morte rápida e indolor enquanto existe a possibilidade de uma morte lenta e dolorosa?

-Essa é a minha garota- disse Bellks orgulhoso.

-Posso parar agora?- Elizinks perguntou.

Os fogos cessaram. Elizinks estava com a roupa queimada e retornou ao chão.

-Você pode pensar que será assim fácil, mas não será.

Bellks começou a gritar. Elizinks estava usando novamente a dor mental que usou antes e Bellks podia sentir isso. Mas Bellks nem esperou dez segundos e começou a fazer o mesmo. Elizinks ficou no chão, ambos gritando.

-Pare!- gritou Elizinks.

Os dois pararam.

-Uma luta justa é mais do que o suficiente- disse Elizinks.

-Tem razão- disse Bellks.

Raios saíam das pontas dos dedos de Bellks e foram na direção do coração de Elizinks. Embora o mesmo recebesse uma quantidade de energia que poderia iluminar o mundo inteiro por dez dias, ele não estava ferido. Elizinks sofria a dor, mas não tinha conseqüências da mesma.

-Você jogou sujo!- gritou Elizinks.

Elizinks mirou em Bellks e bolas de fogo começaram da palma de suas mãos. Bellks rapidamente fez uma barreira invisível que cobria ele e Packet. As bolas de fogo se desfaziam assim que se encostavam à barreira.

Bellks pensou rapidamente e Elizinks estava no ar novamente, mas agora ondas de água caiam do céu azulado e formavam uma grande bola aquática, na qual Elizinks estava dentro.

-Quero vê-lo sofrer- disse Packet soltando uma risada maléfica e medonha. Parecia uma psicopata conseguindo sua vingança eterna.

Elizinks derreteu a bola aquática e retornou ao solo.

-Saia desta barreira!- gritou Elizinks.

Bellks obedeceu, mas ainda tinha deixado a barreira invisível proteger Packet.

-Não!- Packet gritou!

-Calma!- gritou Bellks- tudo vai dar certo. Eu te prometo.

-Ai!- disse Packet.

Packet caiu no chão de sua gaiola e colocava suas mãos em sua barriga. A dor vinha do bebê chutante.

Bellks se virou para tentar ajudá-la.

-Bellks!- gritou Packet.

Mas era tarde de mais. A lança tinha entrado no peito do nosso herói, deixando o mesmo de joelhos e olhando para sua amada. Agora, sua roupa estava ensangüentada com um vermelho ardente. Bellks estava pálido. Seus olhos estavam abertos com as chamas ainda vivas.

-Não!- gritou Packet.

-Isso!- gritou Elizinks.

-Você realmente achou que eu morreria por causa de uma lança?- perguntou Bellks se levantando e tornando a lança em pó.

-Eu te mato!- disse Packet.

-Depois você faz isso- disso Bellks dando um pequeno riso.

-Como? –perguntou Elizinks.

-Assim como você- disse Bellks se virando e olhando Elizinks nos olhos- posso mentir um pouco. Você acha que eu estava gritando pela dor mental? Vai sonhando.

-Luta justa- disse Elizinks- mas tenho que te matar.

Elizinks se transformou em pó.

-Nossa- disse Bellks sarcasticamente- pó machuca tanto.

Mas ele não sabia o que Elizinks planejava. O pó agora se juntava com o vento e Bellks agora estava num furacão. Packet ainda estava em sua barreira, intacta, no chão, mas Bellks estava voando pelo ar. Ele não podia parar simplesmente o furacão, porque poderia ser jogado para longe e Elizinks tentaria outra manobra enquanto ele estivesse indefeso. Então Bellks se tornou num enorme cubo de ferro, o qual nenhum furacão poderia mover, e, assim o cubo-Bellks começou a cair.

Assim que chegou ao solo, Bellks voltou ao normal e estava nu. O furacão tinha parado enquanto ele ainda estava no ar, mas ainda havia poeira pelo ar. Ele olhava para todos os lados, mas não via Elizinks. Quando percebeu que estava pelado, imaginou um jeans azul folgado, uma camisa branca e preferiu ficar descalço.

Bellks começou a ouvir assas e olhou para o céu. Um enorme dragão vinha em sua direção. Um dragão vermelho com olhos amarelos e com uma enorme assa marrom. A boca da criatura estava aberta e rapidamente engoliu Bellks.

-Não!- gritou Packet novamente- me sinto tão inútil nesta gaiola.

-Não se preocupe- disse o dragão com uma voz alta e grossa- daqui a pouco resolvo seus problemas priminha.

-O que é isso?- perguntou Packet.

Bolhas vermelhas começaram a surgir no corpo do dragão-Elizinks. O dragão começou a se coçar, mas cada vez mais as bolhas começavam a ficar maiores e o dragão começou a mudar de cor, começando a ficar branco-papel.

- O que é isso?- gritou o dragão em pânico com sua voz grossa e alta.

O dragão estava complemente branco nos espaços que ainda não estavam cobertos por bolhas. As mesmas, por sua vez, estavam ficando enormes, cada uma tinha o tamanho de mais ou menos um quarto de um campo de futebol.

As bolhas começaram a explodir, uma por um, soltando uma gosma verde-musgo.

Assim, o dragão explodiu completamente e na última bolha estava Bellks, coberto pela gosma.

-Um vírus pode prejudicar qualquer um- disse Bellks.

-Você conseguiu!- gritou Packet.

Bellks olhou para o chão. Uma grande chave dourada de mais ou menos trinta centímetros estava ali, parada.

-Abra à gaiola- disse Packet.

-Onde? Não tem fechadura.

-Está no teto!

Bellks tomou impulso e chegou ao topo da gaiola e colando a chave na fechadura. A gaiola se abriu como um cubo aberto.

O casal se abraçou e começaram a se beijar, ambos de olhos fechados. Era uma coisa que não faziam há muito tempo e tinham que aproveitar o momento. Tudo tinha acabado. Tudo.

Packet abriu os olhos e deu um grito. Ainda não havia acabado.

-Como?- ela perguntou e Bellks se virou para ver o que estava acontecendo.

Os restos do dragão estavam se juntando e em questão de segundos Elizinks estava de pé, pelado, coberto pela gosma verde.

-Tudo é uma questão de imaginação. A batalha não acabou.

-Acabou sim- disse Bellks.

-Eu ainda estou vivo- disse Elizinks.

-Mas você acabou de se entregar.

-Como?- perguntou Elizinks.

-Falando a palavra mágica: imaginação.

-E?- perguntou Elizinks.

-Eu não me lembro de você- disse Bellks.

Elizinks começou a rir. Na verdade nunca tinha rido tão alto antes. O estádio inteiro estava coberto por suas risadas.

-Não se lembra de mim?- perguntou Elizinks- Mas estou na sua frente.

-Mas você não existe- disse Bellks- Você é fruto da minha imaginação, mas não me lembro de você.

-Coitado- disse Elizinks se aproximando- mas agora você vai morrer.

Elizinks se aproximou do casal. Enquanto andava, ele não havia notado.

-O que é isso na palma de sua mão direita?- perguntou Packet dando uma pequena risada.

A palma de Elizinks estava sendo consumida por uma misteriosa sombra escura.

-O que é isso?- perguntou Elizinks.

-Quem é você?- perguntou Bellks sarcasticamente.

-Me ajuda!- gritou Elizinks enquanto a sombra começava a consumir seu braço direito e começando a surgir por todo o corpo.

-O que você faz aqui?- perguntou Bellks.

Elizinks tentavam empurrar a sombra com suas mãos, mas a sombra do esquecimento era algo que não poderia lutar: era um fato. Um fato da imaginação de Bellks. O corpo de Elizinks estava praticamente consumido pela sombra misteriosa, exceto pela sua cabeça.

- Por favor- suplicou Elizinks.

-Por acaso eu te conheço?- perguntou Bellks.

E a sombra misteriosa consumiu todo o corpo de Elizinks. Dentro da sombra, um pequeno fecho de luz começou a surgir, até que ela estivesse completamente iluminada.

Um borrão surgiu e Packet e Bellks se abraçaram. Ambos fecharam os olhos e esperaram pelo silêncio. Abriram os olhos e viram pequenos pedaços de vidro picotados caindo pelo chão. Agora tudo tinha acabado.

4 comentários:

Mari disse...

suahsuahs essa do dragão com virose m lembro outra história sauhsuh

FELIPE G2 disse...

Que história você se lembra do dragão com virose? Será a mesma que me deu a ideia?

Mari disse...

eu amo os filmes da disney asuhahs cresci assistindo isso e é claro que assim q eu li me lembrei do classico a espada era a lei

FELIPE G2 disse...

Acertou!