9 de setembro de 2009

DR. FANTÁSTICO- Um filme Kubrick de altos e baixos

Viu como eu carrego o filme?

Nossa, nunca pensei que eu poderia dizer isso do meu diretor favorito: Stanley Kubrick. Como ele pode? Simplesmente é esta a frase que vou usar. Como? Simplesmente: como? O homem que fez tantos filmes bons, como o meu favorito e cult Laranja Mecânica, o excelente O Iluminado, o original 2001: Uma Odisséia no Espaço, e, o intrigante De Olhos Bem Fechados. Como ele fez tudo isso sumir em Dr. Fantástico?


O filme é uma crítica contra a Guerra Fria e o militarismo, no seu geral. Um general, Jack Ripper, decide jogar uma bomba nuclear para neutralizar as forças nucleares da União Soviética. Desse modo, o Presidente (Peter Sellers) e outros tentam impedir que a bomba seja lançada de um avião, porém o mesmo está sem comunicação alguma, e, a única pessoa que sabe a senha para comunicar com o avião é o insano general, que está com um tenente (Sellers novamente), que tena descobrir a senha de qualquer jeito. Entre essas intrigas, é descoberto que a União Sovética possui a arma do Juíxo Final, e é nessa parte que vemos o Dr. Fantástico (Seller, de novo).

Bem, o filme em si é uma grande crítica, e pelo menos, por isso já ganha um pontinho, bem pequeno. As cenas do presidente conversando no telefone, as atitudes dos militares e a briga entre os sovéticos e os norte-americanos é uma crítica transformada em sátira, mas não é aquela sátira de dar risada nem nada. É apenas uma sátira. Por exemplo, em certo momento duas pessoas começam a brigar na Sala de Guerra, e, o presidente muito inocente fala: "Parem de brigar! Vocês estão na Sala de Guerra!". Sim, uma sátira, sendo essa uma das raras engraçadas.

Falando em militarismo, eu não quero chegar aos 18 anos, pois é nesse momento que existe a possibilidade de ser recrutado pelo Exército, algo que eu acho inútil. Sério, o Brasil entrou em guerra mesmo em apenas uma, a Guerra do Paraguai (ou algo assim), e só algumas pessoas do Brasil foram lutar na Segunda Guerra Mundial, um número até ridículo. Então para que ter Exército todo ano? Faz como as eleições que é de quatro em quatro anos, sei lá! Poderia passar meus bons momentos em casa vendo um filme invés de sofrer no Exército.

Mas voltando para o filme, uma coisa que me decepcionou (uma das, na verdade) foi que o principal personagem que eu queria ver tanto, que é o personagem que da origem ao título do filme, o Dr. Fantástico, simplesmente aparece de relance, em uma ou duas vezes. Poxa! Ele é o personagem mais interessante e engraçado e aparece apenas alguns minutos? A cena mais engraçada é a dele!

O filme, agora pensando, ganha mais um pontinho, outro bem pequeno: quem faz o presidente, o Dr. Fantástico e um tenente é o Peter Sellers. Sabe quem é ele? É o primeiro Inspetor Jake Clouseu. Sim, ele está no original A Pantera Cor de Rosa, que é tão cômico como seu novo (mas A Pantera Cor de Rosa 2 é uma m**). O Sellers ele trás para o filme toda a sátira e o humor negro que o mesmo carrega.

E é agora que chega a outra parte decepcionante: o filme não é interessante, pelo menos para mim. O filme é mais um que fala de guerra, sem dizer que é muito, mas muito repetitivo e monótomo demais! Nas cenas do avião e nas cenas da Sala de Guerra eu queria cortar meus pulsos. A única cena que eu pude encontrar o Kubrick mesmo foi a cena final, nas últimas palavras do Dr. Fantástico e nos momentos logo a seguir. Esse sim é o Kubrick que eu conheço.

Embora esta seja minha modesta opinião, muitos críticos, e pessoas (críticos são nada mais nada menos do que pessoas que espoem dua opinião), acham que Dr. Fantástico é um dos melhores filmes já feitos. Para mim? Sem chance. Prefiro mil vezes Laranja Mecânica e De Olhos Bem Fechados que são bem tensos e divertidos (falar que Laranja Mecânica é divertido? Apenas pessoas insanas como eu podem dizer isso). Pra mim, foi o filme mais fraco do Kubrick e está, vamos dizer assim na média.

6 comentários:

FM disse...

Pensei q vc fosse falar de Quarteto fantástico...

=p

E só uma pequena correção, o Brasil participou de outras guerras. Inclusive da Segunda Guerra Mundial. mas concordo contigo que exército naum deveria ser obrigatório.

Luciano Carneiro disse...

Gosto mto do filme, mas às vezes o considero superestimado. E costantemente considero Lolita subestimado, esse sim, pra mim, uma obra-prima. Captou o espírito da obra do Nabokov.

FELIPE G2 disse...

uahauhau
Fm, eu sei que o Brasil participou da Segunda Guerra, o que eu tô falando é que foi um número ridículo e que praticamente nunca teve uma verdadeira guerra...

Luciano, superstimado é póuco, eu acho. Um dos melhores filmes? Sei não, mas pode até ser uma crítica crua...

Anônimo disse...

tava bom até vc dar a opinião sobre militarismo e ser recrutado pelo exército ,Brasil lutou em outras guerras nã foi só a do paraguai , e foi a FEB que visitou com vitória a itália...como disse tava bom vc falando do filme ...:S que ridiculo

GUSTAVO disse...

o exercito participou com 25 mil homens... e foi o principal responsavel pela vitoria de Monte Castelo!!!
Alias o melhor ano da minha vida esta sendo no exercito!!!

Felipe Guimarães disse...

Anônimo, atualmente o Brasil entrou em uma guerra seriamente durante anos e anos? Não. Então pra que fazer isso? Foi isso que questionei. Eu não quero entrar e posso ser forçado ou não pra fazer, sendo que talvez o Brasil nunca entre numa guerra.

Gustavo, é, para alguns o exército funciona, mas lembre-se sempre de deixar a cabeça aberta!