31 de outubro de 2009

AVENIDA Q- O melhor espetáculo em SP também é a melhor adaptação de músicas já feita!

-Queremos que você volte!
-Não se preocupem que eu voltarei!

Sim pessoal, depois de quase um ano de espera, finalmente consegui ver a minha querida Avenida Q. E posso falar pessoal: o dinheiro valeu cada centavo e dezena que gastei. Foi uma das melhores experiências da minha vida! E: foi a melhor peça musical que eu já vi! (tudo bem que eu só vi A Bela e a Fera, além de Avenida Q). Quando eu entrei no teatro eu já fiquei com o queixo caido, mãos balançando e a curiosidade que não morria. Oito e meia. Oito e quarenta. Oito e cinquenta. Oito e cinquenta e cinco. Oito e cinquenta e nove e ai sim: a peça começou. Porém antes uma aviso: alguns personagens foram substituidos: A Japaneuza, o Brian e o Gary Coleman. Fiquei chateado ao saber que não seria o elenco original, mas os substitutos arrasam mais ainda! E os outros integrantes do elenco original também! E quando você for saiba: a peça não é para crianças e sim para adultos, tanto que tem cena de sexo explicito... de bonecos!


A história fala sobre a comunidade da Avenida Q: O Brian e a Japaneusa que são noivos e têm muitas contas para pagar, principalmente quando o Brian perde o emprego. A Kate Monstra (controlada pela Sabrina Korgut) é uma assistente de professora que pretende ter uma escola apenas de monstros, mas ela ainda não tem nenhum relacionamento. O Rod (controlado pelo André Dias) e o Nick (controlado pelo Fred Silveira e pela Renata Ricci) são colegas de quarto. O Nick é um folgado que não faz nada, enquanto o Rod (controlado pelo André Dias) é suspeito de ser meio gay. O Gary Coleman é aquele menino que fazia Minha família é uma bagunça, só que agora é zelador da Avenida Q. E então surge um novo personagem: Princeton, que se muda para a Avenida Q para encontrar o rumo de sua vida, mas sofre alguns obstáculos influenciados pelos Ursinhos do Mal (controlados por Gustavo Klein e pela Renata Ricci) e pela Lucy de Vassa (controlada pela Sabrina Korgut).

As músicas traduzidas pelos Charles Möeller e Cláudio Botelho ficaram completamente, absurdamente fantásticas! Eles conseguiram misturar palavrão, traduzir um musical e ainda fazer uma versão brasileira do mesmo? Sim, eles conseguiram! Palmas para eles pessoal! Todo mundo agora de pé aplaudindo! Gripe suína, Sarney, política, Rio de Janeiro, Xuxa, evangélico e muito mais da cultura contemporânea brasileira estão presentes na peça. Cada uma tão bem colocada como a outra. Sério: fiquei duas horas e meia sem parar de rir (a não ser é claro pelo intervalo)! Acho que foi a primeira vez que chorei de tanto rir! Mas não tenho certeza, pois eu tinha coçado meu olho antes e ele ainda estava meio irritado. Sem falar na criatividade do único cenário e ainda dos uniformes dos atores, que vai de tênis All-Star preto até um vestido que brilha!


E os atores pessoal? Um melhor do que o outro! O André Dias como Princeton/Rod está excelente! Com caras e bocas e uma voz, que como diria a Japaneuza (que como foi substituida, infelizmente não sei o nome da atriz, mas que faz um excelente trabalho!), DO CARALHO! O mesmo vale para a dupla simpática de Fred Silveira e Renata Ricci que possuem vozes boas pra... Você entendeu. A Sabrina Korgut tem uma voz adorável! Ela é talentosa, consegue controlar sua voz com duas personagens (uma personagem tem voz fina e a outra bem groça) e o pra... também vale para ela e para todos. Os atores que fizeram o Gary Coleman e o Brian também estavm ótimos, mas também não sei o nome deles (que vergonha alheia). Mas quem mais me impressionou é justamente a atriz muda Renata Ricci, que com suas caras e bocas, gestos e simpatia consegue conquistar o público, afinal, eu estava na primeira fileira, posso afirmar isso! Ela me conquistou! E acho que o trabalho dela é o mais difícil. Imagine só você não poder falar e só demonstrar os sentimentos com caras e bocas. Impagável!


Por falar nisso, um Momento Bizarro aconteceu lá. Um não, mas vários! Na cena do pornô o Fred chamou a atenção de um cara (com o perosnagem Trekkie, um personagem que só pensa em pornografia) e perguntou "Você vê porno, né?". O cara se encolheu todo na cadeira! E o Fred ainda falou "vê sim que eu vi você na minha webcam". E comigo pessoal? Sim, aconteceu comigo. Tem uma certa música que eles falam em dar dinheiro para criar a escola da Kate Monstra, só que ninguém da platéia dá (sim, eles interagem com a platéia). Depois a Japaneuza fala "todo mundo aqui é pão-duro! Aposto que todo mundo pagou meia". E a Renata Ricci olhou pra mim e pra minha amiga, apontado para nós como "estou de olho em vocês! Eu sei que vocês pagaram meia!" e eu comecei a rir ainda mais e ai ela começou a fazer gestos de minha risada! Outra coisa que aconteceu foi quando o Brian apontou pra minha amiga e falou: "Essa música é pra você" e começou a cantar "Estou sem cueca!". Nos rachamos mais ainda! E antes, quando um personagem pede dinheiro para comer porque ele está morando na rua, o Fred e a Renata (usando o Nick) pediram para minha irmã. Minha irmã começou a rir mais ainda e eu também!


Voltarei em breve para assistir Avenida Q pessoal! Se o cd não lançar (embora eu prefira muito mais ter um cd de Avenida Q, que ficou com uma tradução tão excelente, ao contrário de Hairspray do Falabella, que pelos videos têm umas traduções de certas músicas que ficaram horríveis e que já tem Cd garantido) eu tenho que aproveitar ao máximo, por isso tenho que conferir de novo e de novo. E ai vai minha dica para vocês: está havendo uma promoção neste site que você paga cinco reais para ver a peça. É pouco (para minha pessoa teria que ser dez reais pelo menos. Coitados dos atores pessoal. O que eles fazem é a profissão deles! Eles merecem ganhar a entrada que já está um pechincha perto de teatros como o Abril [SP] e o Oi Casa Grande [RJ]), mas vou aproveitar para ver quantas vezes der! Avenida Q é ótimo e é o melhor espetáculo em SP. Se você perder posso te garantir: você vai ficar na Merda! Mas lembre-se: a peça contém pornografia, sexo explícito de bonecos, como a vida está uma merda, palavrões e você se caga até o fim!
OBS: Tô com bolha na mão de tão forte que eu bati palma!

4 comentários:

FM disse...

Ah... me arrependi de não ter ido aqui no Rio.


Mas agora q vc viu me responda algo... É uma peça preconceituosa? Sempre achei q fosse uma crítica ao preconceito, mas uma amiga minha que assistiu disse q tem piadas racistas e preconceituosas sem o objetivo de criticar, mas sim de fazer humor mesmo. Isso é verdade?

Ricardo Martins disse...

Que legal!!! Parece ser mesmo divertida, não sabia que a peça tinha 2h20 de duração! Deve ser um pouco cansativo para eles! E você deve ter se divertido muito,hein?

E que situações bizarras interagindo com a platéia, já aconteceu o mesmo comigo também mas, "prefiro não comentar"...

ABRAÇO

Leh disse...

e falou: "Essa música é pra você" e começou a cantar "Estou sem cueca!". foi bemm tenso esse momento .. mais mtu engraçado ! adorei a peça!
demais .. espero que possamos ir de novo ! óó

FELIPE G2 disse...

FM,então a peça é preconceituosa para fazer humor e para criticar. Por exemplo, em certo momento o Gary Coleman, fala que nunca contou piada de negro, e, o Princeton fala "Claro que não, você é preto". Isso é uma piada preconceituosa, mas a música fala que "Todo Mundo é um Pouco Racista", o que é verdade! Ou seja: em todas as músicas existem críticas e preconceitos.

Ricardo me diverti pra Caralho! O pior foram as situações bizarras, mas adorei ter interagido com a Renata...

Le, que nada! Foi mto legal! Eu vou de novo com certeza!!!!