15 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS: PARTE 2- Um filme de línguas e atuações

Você está pronto para continuar?

posso começar? Comeu seu chocolate, foi ao banheiro ou deu comida para o seu animal de estimação? Que bom, agora foco em Bastardos: as referências ao cinema que Quentim Tarantino faz não são poucas, aliás são muitas. No filme existe um dona de um cinema, um projecionista, astros e estrelas alemães (penso que eu iria escrever alemão, ?), entre outros. Mas o Taranta não se contenta com pouco: ele quer mais. Ele quer falar de cinema no cinema. Numa cena, quando um homem está prestes a levar um taco de beisebol na cabeça, o Pitt fala "Isto é o mais próximo que temos de ir ao cinema". E claro caro leitor que já viu o filme: paguei um pau para essa cena, para o último capítulo do filme, e melhor ainda, a última frase.


Sem falar que o filme fala quatro idiomas: alemão, inglês, francês e italiano. Os americanos devem ter roído as unhas quando descobriram isso, afinal, eles odeiam legendas. Eu tenho a prova: dois primos americanos de minha prima que odeiam legenda e pedem sempre, quando vemos um filme, para o mesmo ser em inglês. E como eu bem já disse, a parte que Pitt começa a falar italiano com um sotaque de americano que veio do interior deve ser a parte mais cômica do filme. Pelo menos foi a cena que a platéia que estava comigo no cinema mais riu (acredita que a sala estava meio cheia? Isso numa quarta-feira às três horas da tarde).

As atuações são ótimas. Pitt encarna um general ácido, cômico, violento, com um sangue frio daqueles. Christoph Waltz, que interpreta o cômico general nazista, está excelente, roubando todas as cenas que ele aparece. Pode até ser que ele receba uma indicação ao Oscar este ano, já que esse ano os filmes estam muito fracos, e, acho que do ano inteiro, essa foi a melhor atuação que eu vi. E dentre as melhores atrizes coadjuvantes (já que tem muito personagem coadjuvante), estão as atrizes de Shoanna (personagem que da um toque de romantismo, vingança e um pouco de glamour), Mélaine Laurent, e a atriz espiã, interpreteada pela Diane Kruger, que mostra como é uma boa atriz (como mostrou em A Lenda do Tesouro Perdido e Tróia), mas Bastardos é o seu da atriz.

E só mais uma coisa sobre as atuações: é bom ver o Brad assim, não? No ótimo Queime Depois de Ler, dos irmãos Cohen, ele interpreta um bobo, engraçado e divertido personal trainer. E agora, em Bastardos, ele se transforma num engraçado general ácido, carrancudo, que tira também ótimas risadas. Vai me dizer caro leitor: Qual Pitt você prefere? O Pitt de Queime Depois de Ler e Bastardos ou o Pitt de Sr. e Sra. Smith, Onze Homens e alguma coisa, e cia? Eu fico com a primeira opção.

Bastardos é excelente em tudo! Talvez eu esteja exagerando, já que mesmo depois de um dia de ter visto o filme, ainda estou digerindo o mesmo em minha pequena e mirabolante mente. Se este ano continuar como está, Bastardos tem muitas chances de ganhar um Oscar, principalmente no roteiro. E mais uma coisa pessoal: Bastardos não é um filme para pessoas de estômago fraco. O pior é que teve gente que saiu da sala durante o filme, sendo todas estas pessoas idosos que furaram a fila por serem mais velhos. Bastardos ingratos!

Um comentário:

FM disse...

Realmente ... òtimas atuações !!

E adorei que foi falado em 3 línguas e meia (sim.. pq Iatalino foi bem pouquinho).

Estou torcendo pelo Oscar !!