4 de janeiro de 2010

MONTY PHYTON: UM GRUPO QUE REVOLUCIONOU UMA GERAÇÃO (50 MIL VISITAS)

Vamos rir da desgraça alheia!

Você não sabe o que é Monty Phyton? Não precisa se matar, eu te deixo viver, mas você tem que me prometer que futuramente assistirá um dos filmes do grupo britânico que simplesmente revolucionou a televisão, influenciando alguns programas brasileiros de humor, como TV Pirata e Casseta e Planeta, além de animações como South Park, e programas como Saturday Night Live. Para você saber um pouco mais, saiba que o grupo dos Phyton era formado por muitos membros "famosos", como John Clesse (Tá Todo mundo Louco, As Panteras: Detonando), Eric Idle (Gasparzinho [aquele com a Christina Ricci e o único que presta], Uma Garota Encantada) e Terry Gillian (diretor de Os Irmãos Grimm e O Imaginário do Dr. Parnassus [último filme do Heath Ledger). Mas o grupo é bem maior do que "apenas" estes senhores.

Tudo começou com uma série de televisão chamada Monty Phyton's Flying Circus. Bem parecido com o Casseta e Planeta, Circus fala de vários quadros no programa, cada um mais sem sentido do que o outro (ou não. Certos quadros fazem todo sentido, mas é uma cosia rara de se achar quando se fala nos Phyton). Sendo assim, certas coisas que não faziam sentido num episódio, era repetido no seguinte, o que tornava uma coisa sem sentido em graça ou até tornando uma coisa sem sentido em uma revelação iluminosa: tudo fazia sentido.
Mas se você quer realmente conhecer o mundo dos Phyton, é um erro começar pela série, que contém quadros engraçados e outros que podem te deixar com sono. Você tem que começar pelos filmes, estes engraçados com certeza.

E assim, vou falar do primeiro filme que você, caro leitor que nunca soube quem eram os Phyton, deve ver (e o segundo feito pelo grupo). E assim, você começa com A Vida de Brian. A história é sobre um homem, Brian, que nasce no mesmo dia que Cristo. Baseado nisso, os Phyton fazem sátiras da vida de Cristo (de seus ensinamentos e da própria Bíblia), porém tudo no papel de Brian. O grupo não perde a chance de fazer críticas contra os católicos, como os exageros interpretados, falar o nome de Deus em vão (o que traz uma das cenas mais cômicas do filme), e, como ver o lado bom da vida (fechando assim o filme com um grande número musical e uma música que é simplesmente viciante. Imagine vários homens na cruz dançando [ou tentando fazer o mesmo]. Simplesmente cômico).
A Vida de Brian pisou nos pés dos católicos com suas sátiras, mas os Phyton apenas chegaram a perfeição com o número musical em O Sentido da Vida (o qual falarei mais para frente). Brian é considerado por muitas pessoas e por muitos cinéfilos como um dos filmes mais engraçados já feitos e eu não posso fazer nada além de concordar plenamente. Mas vamos agora falar sobre o primeiro filme feito pelo grupo.

O primeiro filme feito pelo grupo, Em Busca do Cálice Sagrado, é uma sátira da vida do Rei Arthur e seus cavaleiros em busca do Santo Graal. Nesse filme, os Phyton aproveitaram para gozar dos filmes da Idade Média, "fazendo" sons de cavalos galopando com cocôs, um coelho assassino (um dos vilões mais fofos e assassino que o cinema já viu), um cartunista com enfarte, um cavaleiro que luta até quando se torna um cotoco de gente, perguntas inteligentes para se passar pela ponte, e, um final que pode irritar muitas pessoas (na primeira vez que vi eu fiquei bem p* da vida, mas agora me faz rir sem parar).
O filme foi muito barato e quase não lançou por falta de dinheiro, porém ele conseguiu ser lançado e hoje é considerado o melhor filme de comédia britânica (engraçado não? Uma prova de que filmes bons não precisam necessariamente custar caro....) e ao invés de tentar fazer uma superprodução com efeitos especiais, o grupo aplicou a mesma idéia das animações que usavam na série e usaram em seus filmes, o que fica brilhante e cômico (trazendo uma das cenas mais cômicas do filme).
Embora eu ache A Vida de Brian o filme mais engraçado e Em Busca do Cálice Sagrado o filme que faz mais sátiras, eu ainda fico com meu predileto, este que você deve assistir por último: O Sentido da Vida.


Considerado por muitos o mais fraco do grupo, O Sentido da Vida pega tudo que já foi realizado pelo grupo. O filme mostra vários quadros sobre a busca do sentido da vida, sem falar necessariamente do mesmo. E foi por isso que a maioria das pessoas não gostaram: cada quadro era independente do outro, a história não era cronológica e algumas coisas não faziam sentido (alguns até consideram o filme como um episódio do programa da série). E como qualquer filme feito pelo grupo, os Phyton não perderam a oportunidade de cutucar a Igreja com a nem-tão-famosa-mas-super-hilária cena do esperma.
A cena do esperma é uma das maiores críticas dos Phyton (e do cinema) contra algumas idéias do catolicismo. A cena é simples: o pai de uma família gigante (tipo 320 crianças) fala para seus filhos que todos terão que ser doados para testes científicos, porque ele não consegue sustentar todos e isso por causa da "borrachinha" que a Igreja não o deixa usar. E nesse momento o ápice da cena: uma número musical. Com este número musical, os Phyton não apenas pisaram nos pés dos católicos (o que eu tô falando? Eu sou católico!), mas deram um golpe de direita neles.
O Sentido da Vida além disso traz outros números engraçados como a doação de orgãos (incluindo o número musical da cena), a morte da comida (esta uma das cenas mais cômicas), as cenas do "Meio do Filme", e outras nem tanto, como a do peixe e do homem gordo. Mesmo sendo imperfeito, O Sentido da Vida ainda é o meu Phyton predileto!


E agora caro leitor pare de ler esta postagem, coloque uma roupa bem confortável e saia correndo (correndo mesmo, nada de andar e nem parar para respirar) e vá para a locadora mais próxima de sua casa ou de um site pertinho de você! Pois perder a graça dos Phyton é quase um pecado capital (ou melhor: os filmes deles são quase um pecado capital), sem falar que temos que agradecer ao grupo, porque é graças a eles que temos esse estilo de comédia que vemos hoje na televisão e no cinema.
E como eu não coloquei a Música da Semana de ontem para fazer esta postagem especial, eis aqui uma amostra do poder vindo dos Phyton: a cena da cruz.
E ASSIM COMEMORAMOS AS 50 MIL VISITAS!


11 comentários:

Felipe Guimarães disse...

Só para avisar pessoal: já voltei de viagem!

Fernando disse...

eu já assisti à Vida de Brian, quase morri de tédio, mas o lado crítico realmente é bem explorado
eu assisti em uma atividade extra da faculdade, e no final tinha q entregar uma relatório de cada filme:

O filme mostra de forma satírica uma crítica à falta de confiança das pessoas, que estão sempre em busca de um exemplo, alguém que lhes indique o caminho. Apesar dessas pessoas passarem a perseguir Brian, no começo mostra-se um questionamento muito maior por seus ensinamentos do que o encontrado na história original, em que a multidão se deixava levar por suas palavras com mais facilidade.

Mirella Santos disse...

Felipe, como foi de viagem?

Eu realmente nunca ouvi falar deles, ou dos filmes e programas, mas apesar de ser católica (não daquelas malucas) me interessei por ver a Vida de Brian

Felipe Guimarães disse...

Fernando, sério? Me acabo com A Vida de Brian. Seria bom se na faculdade que eu fosse fazer caísse um relatório sobre A Vida de Brian...

Mirella, foi bem, obrigado. Assista pelo A-M-O-R D-E C-R-I-S-T-O A vida de Brian...

FM disse...

Sou super fã dos Phytons !! A vida de Brian foi o primeiro que eu vi e logo depois fui atrás dos outros filmes e de episódios do programa !

Monty Phyton mudou o conceito de humor. No Brasil eles foram influência direta para os Cassetas ( que eram bem mais engraçados antes de irem para a televisão)que eram os roteiristas da TV Pirata (para mim, o segundo melhor programa de humor já feito na TV brasileira).

Reforço o apelo do Felipe!! Quem nunca viu corra para uma locadora (ou site...) e veja algo dos Phyton !!

FM disse...

Ah... Esqueci de comentar.

Felipe, vc já assistiu "O Guia do Mochileiro das galáxias" ?

É um filme britânico recente mas com um humor bem próximo dos Phytons (memso pq é baseado numa série de livros escrita por um dos roteiristas de MP.)

Felipe Guimarães disse...

FM, Phyton é simplesmente brilhante! Adoro cada filme e pretendo assistir toda a série.
Sim, já assisti o Guia do Mochileiro. Quando assisti pela primeira vez eu gostei. Tenho que ver de novo. Adoro aquele robo! Sem falar na história (E obrigado por todos os peixes!).

Luciano Carneiro disse...

Uh, sem tempo pra comentar, mas vamos lá... Adoro Monty Phyton, sou bem fã mesmo. O meu favorito, não tenho certeza, mas acho que é A Vida de Brian mesmo. Talvez pela crítica inteligente e hilára ao cristianismo, que é uma coisa que sempre me atrai. Mas "não desperdice o esperma" é um dos melhores momentos do grupo, decerto. De novo, a crítica ultra-direta ao cristianismo...

Felipe Guimarães disse...

Luciano, você adora as críticas contra o cristianismo, né? auhauhauha. E vamos lá de novo: quem foi que te apresentou os Phyton? Viu! Também indico coisa boa pra vc! auhuahuahau. Uma coisa, vc ta em BH ou em Dores?

Mirella Santos disse...

Eu vi O Sentido da Vida, achei...Bem, achei mais ou menos, acho que vou preferir a A vida de Brian

Felipe Guimarães disse...

Mirella! Falei pra vc começar com Brian. Eu te avisei! Mas então, eu ainda prefiro O Sentido da Vida, com a música do esperma e com a música da galáxia...