16 de fevereiro de 2010

DUPLA SESSÃO, DUPLA POSTAGEM- AMOR SEM ESCALAS E ONDE VIVEM OS MONSTROS

George, qual filme devo levar na minha mala para assistir neste Carnaval?


Vocês devem estar pensando: "Se ele foi no cinema pra assistir dois filmes, ele tede ter ido numa quarta-feira que é mais barato". E pra quem pensa assim pensou certo! Sou conhecido amistosamente entre meus amigos como o famoso "pão-duro". Sempre falo: "Não sou pão-duro, apenas gosto de guardar meu dinheiro para meu futuro/cachorro". Então você acertou no pensamento de quarta-feira: assisti dois filme, mas... Quem disse que eu paguei pelos dois (não precisa dar sermão, tenho meus pais para isso e que já deram o mesmo)? Mas aposto que você já fez isso na sua adolescência! Diz a verdade! Fala! Fala! Ah! Me deixe ainda ter minhas vantagens de jovem [que aliás estarei perdendo ano que vem]) enquanto ainda posso.

Mas vamos falar dos filmes...

Eu paguei mesmo para assistir Amor Sem Escalas, o famoso filme que conseguiu "roubar" o Globo de Ouro de Roteiro do Tarantino por Bastardos Inglórios (que alías vi o roteiro para comprar na Livraria Cultura!) e que possui o mesmo diretor da engraçada comédia Juno. Mas pessoal, a "coisa" está sendo superestimada (essa sim, Avatar não. Acredite em mim).
A história é sobre um cara (George Clooney) que nunca se casou e nem teve muitos (se teve) relacionamentos sérios. Na verdade seu trabalho é a coisa mais prática: empresas contratam o serviço da empresa em que ele trabalha para demitir seus operários. Nessas viagens ele acaba encontrando uma amante e uma menina (Anna Kendrick) que desenvolveu um sistema para cortar as passagens de avião da empresa que o Clooney trabalha, e assim demitir as pessoas via computador. Sendo assim, Clooney tenta mostrar para a jovem como são as diferentes reações que as pessoas sentem a partir do momento que não precisam mais voltar.

O filme é perfeito para esta época! Na verdade uma das frases mais engraçadas e legais do filme é: "Pessoal, o mundo está entrando numa das maiores crises financeiras de todos os tempos, com pessoas perdendo empregos a cada segundo. Essa é a nossa chance!". Embora pareça maldoso, e num momento eu até pensei que tinha sido, o filme não fala nada mais nada menos do que a verdade sobre o desemprego nos EUA e em muitos lugares do mundo (só no Brasil que foi uma "marolinha"). Na verdade o filme é engraçado e inteligente (diga isso pro cara do meu lado, que conseguiu rir mais do que eu [fato histórico! Ninguém além da amiga da minha irmã consegue rir mais do que eu]), mas consegue seu ápice quando a Anna Kendrick (que mostra ser capaz de conseguir papéis melhores do que em Crepúsculo) aparece na tela. Na verdade todos os atores estão bem, a história é divertida (tanto que fazem uma homenagem ao Amelie Poulain) e todo o clima agrada. O que ninguém entendeu mesmo é como Sem Escalas conseguiu ganhar o Globo de Ouro. Isso nem eu não entendo...

Assim que acabou Sem Escalas fui ao banheiro, arrumar o cabelo (que como não deixo minha cabeça nem meu corpo parado quando vejo um filme, o mesmo fica meio "armado") e depois voltei para a sala... diferente. E assim fui assistir Onde Vivem os Monstros, filme infantil com o diretor do divertidíssimo Quero ser John Malkovich.

A história é sobre um menino, Max, que adora se divertir, principalmente quando usa sua fantasia de monstro (imagine uma pessoa querendo ser um Pokemon, Digimon ou algum "mom" da vida). Assim que discute com sua mãe, Max foge num barco, sem rumo e sem direção, chegando assim numa ilha. Assim que Max chega à ilha, ele encontra alguns monstros e assim o "título" do filme começa a fazer efeito sobre a história e Max começa a viver com esses monstros.
Para ser sincero, não achei Onde Vivem os Monstros nem bom nem ruim, achei mesmo é sem "sal". Como o filme é voltado para o público infantil, primeiramente, alguma "lição" tinha que ser aprendida, como tínhamos nos clássicos Disney e nos recentes filmes da Pixar. Mas nada. Onde Vivem os Montros não passa nenhuma lição, tanto que no final eu pensei: "É isso? Esse moleque chato não aprendeu nada? Fogueira nele!".


Mas pelo menos algumas coisas conseguem se salvar da película. Um belo exemplo é a fotografia, simplesmente magnífica. Outra coisa muito interessante é o fato dos monstros não serem computadorizados, mas sim parecidos com os os "Monstros" que víamos (pelo menos as pessoas que eram fãs da Sessão da Tarde) na triologia A História Sem Fim. E falando nisso, aproveito para finalizar meu texto, que pelo visto, já está grande demais. Então vai a dica: se você quer ver um filme sobre a "passagem" entre a adolescência e a infância, assista A História Sem Fim (principalmente o dois, meu favorito!), que esse sim ensina uma moral (muito bela, por sinal) e mostra as mesmas técnicas de Onde Vivem Os Monstros. Sem falar que acho que ninguém vai gostar do Max. Eita menino chato! (se alguém quiser usar esse adjetivo comigo, à vontade).

9 comentários:

bruno knott disse...

ae cara.

pô, eu penso diferente. para mim Avatar é superestimado e Amor sem Escalas merece todo esse reconhecimento.

abs!

Luciano Carneiro disse...

Up in the Air eu adorei, achei uma comédia dramática engraçada, inteligente e com excelentes diálogos e atuações. Já Onde Vivem os Monstros achei um porre. Chato mesmo, pretensioso até.

Felipe Guimarães disse...

Bruno, cada um com sua opnião, certo? Mas eu gostei de Amor Sem Escalas, mas tirar um Globo de Ouro do Taranta... me doeu.

Luciano, Sem Escalas é tudo isso, mas não merece todos esses prêmios que está ganahndo (exceto de atriz coadjuvante, merecido com certeza!). Montros é esquisito não?

FM disse...

Não vi nenhum dos dois pq não me atrairam mesmo (apesar de eu ter uma foto com a cabeça no poster de Onde vivem os monstros =P ).

E sim, eu já fiz muito isso em cinema... Lembro da clássica dobradinha Cavaleiros do Zodíaco e Batman Eternamente... Todo mundo que conheço assistiu estes filmes assim... =P

Felipe Guimarães disse...

FM, auhauhaauhua, pois é. O Batman Eternamente é do Jim Carrey? É o que eu mais gosto dos antigos...

FM disse...

É sim...

Meu favorito dos antigos são os do Burton, principalmente o segundo.

Esse do Jim Carrey é até legal, mas o que vem depois é a vergonha dos batfãs.

Felipe Guimarães disse...

FM, é o do Robin? É considerado um dos piores filmes já feito. Não tenho do que reclamar dessa opinião, a única coisa que eu gosto é da Uma, pq ela tá sexy!

FM disse...

Apesar dela acabar com a personagem ela está sexy sim... E tem tb a fofa da Alicia Silverstone como Batgirl.

Mas Bat-cartão de crédito, closes na bunda do George Clooney, Mr.Freeze de pantufas e uniformes com mamilos me deixam tão irritado que não consigo ver nada de bom nesse filme.

Joel Schumacher entrou para minha lista negra eternamente, e nem o Fantasma da Ópera (meu segundo musical favorito) consegue salvá-lo.

Felipe Guimarães disse...

FM, com certeza este deve ser o pior filme de Super-Heróia que tem. Prefiro bem mais os do Burton (dos antigos claro. The Dark Knight pra sempre!)