18 de fevereiro de 2010

A ÓRFÃ- Um dos muitos filmes de suspense que são...filmes

Esses capetinhas de hoje me divertem

Sabem quando você vai na locadora, aluga um filme de suspense, mas que não é suspense, nem aventura, nem ação, mas sim... um "filme"? Eu já vi vários desses tipos, entre meus preferidos estão Amigo Oculto, Voo Noturno e Plano de Voo. E não é que novamente saiu na locadora mais um filme do gênero de suspense, mas que é apenas um "filme"! Esse é A Orfã. E claro: não poderíamos esperar muita coisa do diretor do horrível A Casa de Cera, mas que pelo menos se saiu bem melhor dessa vez.


A história é sobre uma menina, Estcher, que mora num orfanato para meninas. Kate é uma mulher casada com John e tem dois filhos: a menina Max, infelizmente surda, e o menino Daniel, um menino-idiota-como-em-vários-outros-filmes. Após perder sua terceira filha antes mesmo dela nascer, Kate e John decidem adotar uma menina, e é aí que entra Estcher. Porém, no desenrolar da história, Kate começa a perceber que Estcher não é o anjo que parecia ser (como sempre! Dã!).


Como explicar o como um suspense se torna um "filme": simplesmente o filme não tem nada de surpreendente, mas é divertido. Por exemplo, sempre sabemos quando a Estcher aparece para fazer alguma de suas "adoráveis brincadeiras de uma típica menina de nove anos" (música de fundo! Só falta o dam-dam-dam!), mas achamos a cena, vamos dizer assim, divertida, um bom entretenimento (já falei que adoro ver gente matando gente, não? Principalmente nesse tipo de filme).


O final de A Orfã é bom e até original (já que os vilões ultimamente são crianças "adoráveis", como o menino-chato-e-que-não-dá-medo do fraco A Profecia). Mas o diretor não soube aproveitar em como fazer a cena da "revelação", muito menos nas atuações que poderiam ser mais aproveitadas pelas atrizes. Vera Farmiga está muito boa como Kate, não irritando ninguém como protagonista (o que aconte muito em filmes de terror, com O Chamado e O Grito). Na verdade, se não fosse ela, provavelmente eu estaria torcendo para Estcher, interpretada pela Isabelle Furhman, que interpreta muito bem a vilã, começando muto bem como a "inocente" e depois ficando ainda melhor depois da "revelação". Mas os personagens masculinos são horríveis. O irmão é um saco (como sempre)! Queria tanto que ele morresse! E o pai é um idiota por completo (interpretado por Peter Sarsgaard, que está mediocre comparando com seus outros trabalhos).


Ou seja meu caro leitor, se você quer ver um filme de suspense mas que é apenas um "filme" para se "divertir", assista A Orfã, mesmo que o filme contenha seus problemas, como os adoráveis "clichês". Afinal, quando vão parar de falar que a protagonista está errada mesmo quando ela apresenta todas as provas possíveis para acreditarem nela? Acho que nunca. Mas se for usado de forma coerente (palavra difícil! Anota!), pode vir!
OBS: Só para avisar pessoal: voltei!

6 comentários:

Ricardo Martins disse...

Eu tenho vontade de assistir este filme. Todo mundo que o vê, me conta cada coisa mais diferente que a outra! Só sei que essa menina é algo além do que vemos!

E.. Hey!!! Gosto do filme e das protagonistas de O Chamado e O Grito! :D

Abraço

Mirella Santos disse...

tbm gosto do Chamado. E A Órfã eu adoro! é o único filme que tenho ódio da vilã junto com a protagonista. Apesar do aviso no começo do DVD sempre que penso em adotar crianças lembro do filme.

Felipe Guimarães disse...

Ricardo, cada coisa mais diferente positivamente? Sim, ela é algo que nunca foi visto antes.
Nossa, as protagonistas são muito tapadas! Sempre caem ou fazem alguma mer**

Mirella, odeio o chamado. Suspese chatinho esse, prefiro sem pensar duas vezes A Orfã. Sempre pensei em adotar quando eu fosse mais velinho e meus filhos já crescidos...

Casé Daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristiano Contreiras disse...

Boa abordagem do filme, ainda que me dê medo!

Preciso conferir.

Abraço, finalmente seu blog está no meu hall de blogs amigos.

Você anda sumido.

Felipe Guimarães disse...

Cristiamo, já dei uma passada lá! Deixei um recado...