1 de abril de 2010

O PEQUENO PRÍNCIPE (1974)- Um filme para fãs?

Nem eu gostei deste ângulo!

"E você Miss Tocantins, qual seu livro predileto?". Resposta: "O meu livro favorito é... O Pequeno Príncipe!!". Aplausos são ecoados na premiação. "E você Miss São Paulo, qual seu livro predileto?". A resposta: "Com toda certaza... O Pequeno Príncipe!!!". Mais aplausos e gritos no auditório. "E você Miss Belo Horizonte, qual seu livro predileto?". A resposta: "adoro O Apanhador no Campo de Centeiooooo!". Ok, acho que vocês entenderam: O Pequeno Príncipe é o livro mais aclamado pelas Miss'es, mas também é admirado pelas crianças que tiveram a oportunidade de ler o mesmo quando eram jovens pestes. Como eu não sabia nada de nada, decidi ver o filme para saber alguma coisa. E a minha esperança é que o filme não seja o livro, mesmo com um grande elenco desses.


A adaptação cinematográfica de 1974 transformou a história do Le petit prince num musical. A história é sobre um piloto que acaba caindo no deserto (que deveria estar deserto) e acaba encontrando um pequeno menino loiro, com uma espada em sua mão e trajes elegantes. Eis então que o piloto descobre que o pequeno veio de outro planeta, o qual deixou por causa de uma linda Rosa (a planta mesmo). Nessa aventura, o pequeno ainda encontra uma serpente (interpretada por Bob Fosse, diretor de Cabaré) e uma raposa (interpretada por Gene Wilder, o primeiro e ótimo Willy Wonka).


A história em si parece ser bem legal, divertida e filosófica. Quanto as técnicas de filmagens, falhas no roteiro e nas próprias músicas, o filme tem de monte. Ângulos horríveis (como as cenas que usam uma lente que dá a visão de olharmos pelo "olho mágico" de nossas portas [a primeira foto da postagem]. Simplesmente horríveis!) e a história é contada bem rapidamente, dando lugar aos números musicais completamente desnecessários. O filme mostra claramente a decadência dos musicais que começou na década de 70. As músicas são horríveis! Não tem nem pé nem cabeça, podendo se salvar duas de todo o filme, e isso dependendo de cada um.


Sendo assim, O Pequeno Príncipe, o filme, já não é recomendado para as pessoas que odeiam musicais, nem mesmo para as pessoas gostam do gênero. O filme foi mesmo dedicado para os fãs, que também podem se decepcionar.
Então o que é O Pequeno Príncipe? Uma história divertida, num filme contado sem pé nem cabeça. Nem mesmo o interesse de ver os grande Bob Fosse e Gene Wilder "em ação" contemplam a vontade de assistir este filme, ainda mais quando o protagonista, o piloto, é bem chato. Sendo assim, irei conferir o livro, que não duvido, deve ser melhor...

8 comentários:

Mari S. disse...

oi, ainda lembra de mim? faz tempo que nao venho aqui! eu só tenho olhado nunca comentado bom o pequeno principe eu tinha que comentar...
De verdade o filme eu particularmente achei chato (vi em uma aula de portugues). Francamente eu admito que nao posso comentar sobre ele por que nao prestei atenção e fiquei ouvindo musica e jogando jogo da velha... Quanto ao livro fui ler por que todo mundo fala muito bem e aquela coisa toda e de travei. Fiquei um mes na 5 pagina ai tomei coragem me motivei e terminei. A história é bem romance mesmo bem poética bonitinha e de verdade, bem melhor que o filme. Só que as vezes a leitura meio que trava... é complicado mas até que eu gostei.

Bom felipe agora só aproveitando voce tambem sucumbiu ao bbb?

Thi disse...

A história é linda, talvez as técnicas de filmagem vanguardistas tenham afastado o público do filme. Mas "I never met a rose" é linda e o menino, um encanto.

Thirso Naval

FM disse...

Nem vou me arriscar a ver.

Mirella Santos disse...

Nem vou me arriscar a ver.[2]

Eduardo Henriques disse...

Olá Felipe,

Venho acompanhando o teu blog ha alguma semanas, todavia sem comentá-lo.
Mas eis que me deparo com um tópico todo para Le Petit Prince! Uma obra prima da literatura mundial. Um presente da França para o mundo.
Muitas lendas rondam a fábula de Saint-Exupéry, tanto no processo de criação quanto no pós, haja vista que o autor desapareceu e nunca foram encontradas as suas exéquias.
Bem, sua postagem começa atendendo a versão cinematográfica. Então, ater-me-ei, incialmente, a ela. O filme, como toda adaptação, deixa as marcas do diretor sobre o texto real. Existem diferenças gritantes e quando se trata de uma adaptação para musical, só agrava. Adoro musicais, mas sei dos prós e dos contras.
O filme tem um ritmo e uma condução da estória do minino de cachos dourados bastante diferente da do livro, que é um dos mais bonitos que já li. E o mais interessante é que o Pequeno Príncipe, na verdade, não é um livro para crianças. É um livro ambíguo que vem no formato de um livro infantil, mas para delatar os hábitos morais falidos da sociedade à época, do modo como as relações humanas estavam superficiais graças a corrupção dos valores e sentimentos humanos. " É preciso voltar a pureza da infância para redescobrir o que é ser humano".

Vou parar por aqui senão perco a hora do cinema.

Abraço,

Eduardo Henriques de Araújo.

Felipe Guimarães disse...

Mari, claro que lembro!
Ainda bem que não sou o único que não gostou!uahauhau, jogo da velha...
Lerei o livro! Adoro romance!
Não sucumbi ao BBB, mas esse não dava para percer as cagadas que foram mostradas!

Thi, as técnicas são horríveis mesmo, o que torna o encanto do menino insuficiente. Ah, "Rose" é legalzinha. Se outra pessoa cantasse seria melhor. Não gosto do protagonista!

FM e Mirella, vcs são sábios! Merecem prêmios por isso!

Luciano, você me disse isso na escola. Ainda lerei o livro (da para ler revista antes que vc reclame do "lerei o livro"!).

Eduardo, seja bem-vindo! Li sobre as "coisas" que envolve a publicação do O Pequeno Principe, bem interessantes!
Sim, eu apenas sei a história pela versão cinematográfica, essa que agora depois de muito tempo que vi, me desinteresei ainda mais!
Mas adoro histórias com ambiguidade, seja no cinema, seja em livros, ainda mais quando são "infantis", mas voltados para adultos!

Jomba Colares disse...

Olá.
Li o livro e vi o filme. Comprei os dois. Gostei dos dois. A mensagem central, sobre amizade pura, valoriza em muito a obra. Não há nada parecido. Antoine de Saint Exupèry contou muito extraordinariamente esta estória. O desempenho de Bob Fosse (A serpente) parece ter inspirado os passos de Michael Jackson, pelo que pude perceber. Um abraço.

Anônimo disse...

ESTÓRIA é mó bom ne tia kkkkkkkkkkkk