14 de abril de 2010

O REI E EU- A versão musical não encanta como diz a fama

Você não gostou de mim? Vai apanhar!

Para as pessoas que não sabem O Rei e Eu foi o primeiro filme sobre a história da professora inglesa, Anna, e o rei de Sião, sendo este filme um clássico musical muito famoso (pelo menos para as pessoas que gostam do gênero e que conhecem um pouco sobre o mesmo) durante a época “dourada” dos musicais.


A história do clássico musical é baseada na história verídica da professora inglesa, Anna, e seu amado filho, Louis, que vão para o Sião, local onde Anna será professora dos (muitos) filhos do rei Mongkut. Com o passar do tempo, Anna consegue além de influenciar as idéias do rei, criar uma conexão entre os dois. Além disso, o filme mostra claramente as diferenças entre o ocidente e o oriente, levando em conta tradições e morais aprendidas em cada região.


Olha, a história é bonita (exceto o final, cof cof), os cenários lindos, mas pela primeira vez eu senti uma coisa que eu nunca tinha sentido antes num musical: eu queria que o protagonista falasse ao invés de cantar. Por exemplo, na cena que o rei começa a cantar A Puzzlement eu praticamente gritava pra tela: "Fala ômê! Pelo amor de Deus!". É que a música era simplesmente desnecessária, sem motivo para existir e seria facilmente trocada por falas e tornaria a cena bem mais rápida.

Mas claro, algumas músicas são legais e divertidas. Getting to Know You é uma música deliciosa, sem falar na cena que é bem divertida e carinhosa. Mas com certeza a melhor música do filme é exatamente a música mais famosa: Shall We Dance?. A seqüência é ótima! A dança, os movimentos, a música! Com certeza uma das melhores partes do filme, e, se você assistiu ao filme Dança Comigo? com o Richard Gere (assisti inúmeras vezes! minha mãe ama aquele homem! Claro, depois do meu pai) você deve se lembrar da música que a professora de dança canta durante a "balada" no clube de dança.

Mas com certeza meu caro leitor, O Rei e Eu mesmo com um belo cenário, atuações questionáveis (a melhor atuação que vi foi da Deborah Kerr e ela nem ganhou o Oscar! Porém o Yul Brynner que tem uma atuação broxante como rei ganhou a estatueta. Agora imagine minha cara de incógnita quando soube disso), Rei não é aquele musical super agitado, como Chicago, ou com músicas tão bem escritas, como Rent- Os boêmios, nem possui uma história envolvente que assim como a maioria as histórias de época, não têm (vocês já sabem a minha fama por não gostar de filmes de época, não? Só para saber. A melhor até agora foi nada mais nada menos do que a história do Despertar da Primavera). Para ser franco, eu não gostei deste filme. Prefiro mais a segunda versão, Anna e o Rei (com a MINHA Jodie Foster), que simplesmente tirou as músicas e deixou todo o lado positivo da história.


Porém, o problema maior pelo menos para mim é que a peça está em cartaz aqui em SP, e eu queria muito assistir por causa da Claudia Netto, que fez o divertido Avenida Q. Contudo a versão cinematográfica e alguns comentários que ouvi sobre a versão teatral (algumas pessoas falando que era muito bom e outras falando que era chato), também não me ajudaram muito. Quer saber? Vou ao O Despertar da Primavera que é mais prático!

4 comentários:

Mirella Santos disse...

Nunca tinha ouvido falar, eu sou do tipo que é fã fake de musical... Pq só conheço os mais comentados pelos amigos, mas vou confgessar que não fiquei com tanta vontade de procurar, se topra com ele um dia numa locadora eu trago.

Felipe Guimarães disse...

Mirella, nunca tinha ouvido falar? É bem conhecido... Um clássico! Mas mesmo sendo um "clássico", não gostie muito não... tem suas coisas positivas, mas muitas negativas...

FM disse...

Tem sempre vendendo nas Americanas.

Sei lá... Essas imagens do filme me desanimam. Esse Rei é muito bizarro.

Felipe Guimarães disse...

FM, pois é, esse Rei é muito bizarro! Este é um dos motivos de não querer ver a versão brasileira... Não que o ator possa ser ruim, não, mas por causa do personagem mesmo...