11 de maio de 2010

O POVO CONTRA LARRY FLYNT- Um homem que sabia como fazer a festa!

Meu inimigo são vocês!

Para fechar com chave de ouro os casos de "conspiração de mídia" só faltava um filme! Temos reportagens (aqui e aqui), uma música, e, só faltava mesmo uma película, que por sinal, para os fãs do diretor Milos Forman (mesmo ser que fez o musical Hair) é provavelmente mais um grande filme de sua carreia e que deve ser assistido se você gostou do musical.


O Povo Contra Larry Flynt é um filme verídico sobre o dono de uma boate de strip-tease. Quando Larry começa a ler a revista Playboy ele pensa: "Quem quer ler um artigo sobre como fazer seu martíni perfeito?". Desse modo ele cria a vista pornográfica Hustler, uma revista com imagens mais provocantes que Playboy e cia e que vai direto ao ponto: mulheres sensuais. Mas claro, isso acontece nos anos 70 (e o que vai acontecer?), e a sociedade moralista, assim como os políticos, tentam impedir o sucesso da revista.

Adoro filmes sobre a liberdade de expressão e ideologia! Rent, Hair, Filadélfia, Moulin Rouge, Milk- A Voz da Igualdade, entre muitos outros! Também adoro filmes que mostram a repressão, mostrando que a mesma é algo repugnante e desumano, como por exemplo, Dogville, Edward Mãos de Tesoura, A Bela e a Fera, O Corcunda de Notre Dame, Thelma e Lousie, O silêncio de Melinda, Ensaio Sobre a Cegueira, O Grande Ditador, entre muitos outros! Olha quantos filmes sobre temas tão libertinos! Será que esses filmes querem dizer alguma coisa para nós? Acredito que todos tentam e parte de cada um entender do seu jeito.

No caso de Flynt, entendi o seguinte: pornografia é algo que muitas pessoas não aprovam, mas acho que é apenas uma forma de expressão, aprove quem quiser. Só depois não ache que tudo seja pornográfico e que ainda não existe amor (sou um pouco discreto e pouco indireto não? Imagina). Um discurso que eu ouço sempre, e que sempre me irrita: "Temos que salvar nossos jovens! Eles não podem comprar revista desse tipo!". Há 20 anos eu diria: "Seu filho não pode comprar! Não enche! Ele só verá isso com adulto! Aí ele decide o que é bom ou não! Liberdade de expressão para todos!", mas claro que donos de banca vendiam para os jovens (o que está errado). Hoje eu digo: "Vixxi meu filho! Você ainda lê revista? Vai dar uma olhada no que seu filho está vendo na internet, ou melhor ainda, veja o que seu filho anda assistindo! (eram bons os tempos de Tv Cultura)". Como diria Avenida Q: "A internet é pornô!" (Quantas vezes não vemos spams [quando vamos baixar filmes, cof cof] com uma imagem de uma mulher escrito: "Oi! Vc ta aí?"). Então pais não se preocupem com o que está escrito, mas o que está à mostra (BBB?) para os seus filhos! Adoro a fala de Flynt: "Querem [demagogos e políticos] mostrar o sexo como uma coisa estranha, suja, ruim; E dizer ser heróico derramar seu sangue da mais horrível maneira, em nome da sociedade. O que é obsceno: Guerra ou sexo?". A frase de Flynt são brilhantes e libertinas! O que é pior: pornografia ou guerra? O que é sujo? O que é desumano? Pensem nisso!

A atuação de Woody Harrelson (o carinha maluco de 2012 ou a drag queen de Tratamento de Choque) é fantástico! Ele retrata bem não só a loucura que Larry teve depois por causa da mídia e sendo perseguido caso a caso, mas todo essa sensação de "se é para causar polêmica, que seja!". Uma coisa fantástica que este filme mostra e outros filmes biográficos não mostra é como o personagem principal é/pode ser, podre (muitos filmes defendem as pessoas retratadas neles). Flynt já era ranzinza antes de ser rico, depois então ficou mais ainda (eis uma coisa que gosto do diretor: ele fala a verdade)! Infelizmente, depois de Larry, Woody não teve filmes com personagens fortes, o que é uma pena, pois o filme mostra exatamente do que o ator é capaz.

Embora o filme tropece do meio do meio para o final, O Povo Contra Larry Flynt ainda é um filme muito bom! Com certeza mais um para a lista de filmes sobre polêmicas/liberdade de expressão. Somente o Milos Forman para fazer mais um filme libertino! E ele foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor por Flynt (mas não ganhou) e ganhador por Amadeus e Um Estranho no Ninho. Pelo visto pessoal, o currículo desse diretor é de dar inveja!

3 comentários:

Eduardo Henriques disse...

Oi Felipe,

Ainda não assisti a Flynt. Não sabia de sua existência, mas agora está na lista.
Muito interessante a abordagem que você descreveu sobre a busca pela descaracterização da moralidade falaciosa tão costumeira da sociedade estadunidense. Eles são misters nesse tipo de postura.
Quanto ao diretor, é dono de um somatório de bons filmes e colecionador de personagens (sejam fictícias ou biográficas) que vieram para estremecer a sociedade. Amaudeus e Um Estranho no ninho, citados por ti, são exemplos exaustivos disso. Tenho Amadeus em casa - como bom cinéfilo e amante de música clássica, não podia ser diferente. Ótimas produções.
O Harrison sempre foi - na minha humilde opinião - um ator menosprezado por Holliwood. Sua lista de boas atuações e sua versatilidade são incríveis. Isso desde os anos oitenta.
Parabéns pelo blog! É sempre prazeroso lê-lo.

Abraço!

Felipe Guimarães disse...

Eduardo, pois é! Eles possuem a maior rede de revistas pornográficas, mas não deixa uma nova sair no mercado??
Acabei de alugar Amadeus! Espero ver logo! Acho que é o penúltimo filme dele que me falta!
Mtos atores são menosprezados, enquanto o Nicolas Cage fica atuando em vários ( a Katy Bates foi protagonista de apenas um filme sério e levou o Oscar, mas depois quase não fez fimes sérios...tenho ódio disso já que eu AMO ela!)! Ódio!
Obrigado! É sempre bom ter seus comentários e o praer de respende-los. =D

Anônimo disse...

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