3 de junho de 2010

GUERRA AO TERROR- O grande ganhador do Oscar

Bow!



Depois de um dia de prova eu pensei: "Estou sem celular. Meus pais não podem me rastrear. É a hora!". Claro que depois disso não peguei nenhum carro ou jato e sai numa missão do governo nem nada do tipo, peguei mesmo foi o busão para ir até o meu esconderijo secreto, minha Bat-Caverna: a locadora. Chegando lá fiz uma coisa que eu nunca tinha feito antes: pegar filmes de ação em sua maioria. Quando notei, tinham nove filmes em minhas mãos e eu ainda pensei: "Não vou pegar tudo de ação". Desse modo, peguei quatro filmes de ação e um de aventura. Um desses filmes de ação foi Guerra ao Terror, o grande ganhador do Oscar deste ano, tirando o arrasa quarteirões Avatar das premiações.


A história é sobre a guerra do Iraque, porém ao contrário dos outros filmes que mostram apenas os atentados com os aviões e as Torres Gêmeas, o governo Bush e etc, Guerra ao Terror é um filme que mostra o que estava acontecendo com os soldados no Iraque, a pressão sob eles e suas aflições em viver ou morrer. E nisso nos são apresentados três soldados diferentes: William, Sanborn e Owen, responsáveis pelo desarmamento de bombas.


Talvez a melhor coisa de Guerra ao Terror seja exatamente a diretora, Kathryn Bigelow, que apresenta cenas impecáveis (embora eu esteja começando a ficar bem irritado com câmeras que tremem e que não seja um filme de terror. Parece que desde o sucesso de Atividade Paranormal, todo mundo quer fazer filme tremido! Ódio!), mas principalmente nos traz a personificação excelente de três tipos de soldados: Sanborn é a pessoa que quer voltar para casa, quer sair daquela guerra e quanto mais os dias ficam próximos da saída, maior a pressão dentro dele aumenta. Owen desde o início não concorda com a guerra e assim como Sanborn quer sair de lá.


William é completamente diferente dos outros dois. Ele embora sinta a mesma pressão que os outros, sabemos que ele gosta de estar ali, aquilo faz bem para ele, é como se fosse o oxigênio dele, e para William isso é encaixado e mostrado perfeitamente na minha cena favorita do filme inteiro: a cena do supermercado. William sabia o que fazer: desarmar bombas. Simples assim. Era só isso que ele precisava fazer. Na vida existem tantas opções que é difícil de escolher, tanto que William não consegue mais viver desse jeito, ele não quer escolher. Ele quer ser objetivo: desarmar bombas e viver ou morrer. Ou seja, William é exatamente o que nos é mostrado nas primeiras falas do filme: um viciado em guerra (no início do filme eu já me lembrei de O povo Contra Larry Flynt, porque Flynt comparava pornografia com guerra, falando que pelo menos sexo trazia prazer e não era feio e horrível como a guerra [pensamento brilhante).


Mas tirando a direção de Kathryn e a personificação de cada personagem que ela fez perfeitamente, não vejo nada de surpreendente em Guerra ao Terror ao ponto de arrancar tantos Oscar assim, incluindo o de Roteiro Original. Para mim este será eternamente o Oscar de Bastardos Inglórios. Ok, o Oscar de Melhor Direção é de Kathryn (primeira mulher a ganhar um Oscar! Viva Kathryn!) pelo seu grande trabalho, mas Roteiro e Filme, me desculpe, fica com o Tarantino.

2 comentários:

Visão disse...

Eu até tentei assistir Guerra ao Terror, mas não deu. Sei lá, não foi tão convidativo assim. Passo adiante.
Eu gostei MUITO de Bastardos Inglórios.

Felipe Guimarães disse...

Visão, eu achava a mesma coisa, mas fiz uma forcinha e consegui assistir!
Eu AMO Bastardos Inglórios!! Para mim o melhor do Tarantino! Mas ainda tenho que ver seus filmes mais importantes!