29 de julho de 2010

R-E-S-P-E-I-T-O NO TEATRO

Alguém: Aham Claúdia! Senta lá!
Eu: Dessa vez não!


Não pare de ler! Sei que você pode não gostar do assunto ou se importar com ele, mas meu leitor ou leitora este é um caso gravíssimo! Bem, pelo menos aqui em São Paulo, porque não sei como é no Rio de Janeiro, ambas as principais cidades que possuem peças em cartaz, principalmente musicais (é muito raro uma peça sair do eixo Rio-São Paulo). Porém, o povo brasileiro está desacostumado à ir nesses "tipos" de lugares. Com certeza metade da população nunca foi ao teatro. Na verdade a maioria prefere gastar seu dinheiro em baladas, bebidas, Carnaval e cigarros. Nada contra! Cada um tem seu gosto! Mas não é por causa disso que essas pessoas não podem respeitar o teatro, assim como vou desrespeitar alguém quando for numa balada ou durante o Carnaval. Não estou revolts ou algo do tipo. Sou apenas um amigo pronto para te aconselhar!

Tudo começou com Hairspray, segunda peça do meu retorno aos musicais depois de Avenida Q e A Bela e a Fera (minha primeira peça musical. Ano: 2002). Era o retorno do segundo ato e estava numa cena muito tensa (da qual eu não me lembro, mesmo sendo tensa) e estava difícil de entender algumas partes (de novo: alguém poderia equalizar aquele som?). Nisso uma senhora abre uma latinha de refrigerante e faz aquele barulho delicioso. Olha, isso não se faz nem no cinema minha senhora! Os atores da peça perceberam e algumas pessoas também. Ser sútil também está faltando por aí. Todos perdem a atenção e a concentração da peça para saber que som externo é este. Talvez eu me lembraria da cena, se não tivesse o som da latinha. Mas isso é um problema do teatro. Se eles vendem, não podemos culpar a velinha, podemos? Ok, podemos um pouco.


Agora, uma coisa que me irritou bastante foi na segunda vez que fui assisti Gypsy. O casal do meu lado parecia alguém da Família Addams. Não ria, não sorria e nem sei se respirava. Mas não apaludiu nenhuma vez. Ok, bater palma é da opção de cada um, afinal a pessoa pode ter gostado do espetáculo ou não, mas sair da peça na última música e perceber que a peça não acabou, e sair do mesmo jeito é MUITA falta de respeito. Na verdade, sair da peça enquanto têm atores em cena é uma das piores coisas. Primeiro: é para isso qu existe intervalo. Você pode ir embora. Segundo: quando alguém fala com você e você não quer mais convesar com esta pessoa, você vira a cara e sai andando? Não né? Imagine se você está apresentando seu trabalho e seu chefe sai da sala andando e vira as costas para você. Você está fazendo a mesma coisa com os atores. Terceiro: você acaba atrapalhando a visão das outras pessoas, que também pagaram (ou não) para ver o espetáculo. Ou seja: a gente se fode.

E o mais engraçado foi o comentário do meu pai quando a famíia toda foi assistir à peça: "Ah, por que todo mundo aplaudia depois de cada música? Gente escandalosa!". Se formos considerar a última vez que meu pai foi no teatro, e para assistir um musical, vocês vão entender. Hoje meu caro leitor, aplaudimos quando a cena é muito boa, seja musical ou não. Em Gorda eu também aplaudi sempre que possível. "E os gritos? Nem preciso comentar". Se meu pai souber que eu grito ele me mata. Mas o que eu posso fazer além de bater palma? Não sei fazer aquele assobio maroto que alguns conseguem, e com certeza não pegarei panelas para fazer barulho. O pior é que normalmente os adultos olham para você com o pensamento: "Ih! Baitola!". Pois é. É a vida.

Celular nem preciso comentar, ou preciso? Nem conversar, roncar, peidar ou arrotar durante a peça? Espero que não. Os brasileiros tem o costume de agirem como quiserem, aonde quiserem e quando bem quiserem. Na verdade, eles acham que teatro é como cinema e podem fazer a mesma coisa quando vão ao teatro. Olha, se a palmada não fosse crime, eu recomendava para algumas pessoas. Na verdade existe uma coisa melhor para este povo: si-mancol! E isso vale principalmente para os adultos que nos chamam de rebeldes sem causa e acabam cometendo essas gafes. Agora fui um rebelde com uma causa (por favor, sem trocadilhos com Rebelde)!

5 comentários:

FM disse...

Quando assisti Hairspray não tive problema nenhum. As crianças do meu lado às vezes perguntavam o q tinha acontecido, mas não as culpo, primeiro q muitas vezes nem eu entendia o q estavam cantando e depois q eles tiveram a infeliz ideia de liberar a peça para crianças.

Mas nunca tive problemas com as pessoas no teatro. No cinema sim... Adolescentes retardados acabam a sessão para mim.

Se for estreia de filme q eu gosto e tiver gente fazendo baderna minha vontade e mandar parar a sessão e tirar aquela gente dali, mas como eu sei q vou ser minoria...

Mas a pior coisa do mundo no cinema é quando vou ver musical e escuto gente diznedo coisa do tipo: Ah não... Mais uma música !!

PORRA !! É UM MUSICAL DESGRAÇADO !!! Sim.. isso eu já gritei no cinema. =P

Thaís A. disse...

hihi, eu ri em algumas partes.
Mas gostei do seu post, falou de uma coisa que sempre acontece e parece que as pessoas pouco se importam. Acho que é aquela famosa frase, que sinceramente estou cansada de ouvir, 'É por isso que o Braisl está do jeirto está' rs

Eu também não consigo fazer esse 'assobio maroto' então eu grito. É, e parece muito UHUEAHSUE, tenho problemas.

Ah, eu nunca tinha reparado, mas você é... muito cultura. Adoro gente assim :)

Felipe Guimarães disse...

FM, Hairspray tinha um "Q" para dar problema, né?
No cinema eu só tive em sessões de filmes zuados...
Nunca gritei para uma pessoa ficar quieta... uahauhauha, mas toda vez que alguém fala que não gosta de musical ou reclama, eu pergunto por que. Se for algo plausivel, tudo bem, mas se for algo estúpido, tento converter a pessoa.

Thaís, "'É por isso que o Brasil está do jeirto está". POis é, brasileiro não vai à peças e depois começa a fazer coisas absurdas...
Uhauhauha, obrigado!

FM disse...

Nada contra quem não gosta de musical (a maioria das pessoas =P)... Mas tudo contra quem não gosta de musical e vai para o cinema assistir um e fica reclamando.

Felipe Guimarães disse...

FM, [2]!! Em Mamma Mia toda a sala riu porque um homem falou: "Outra música seguida de novo?". Queria oq?