9 de julho de 2010

TIROS EM COLUMBINE: Bang! Bang! ---SEGUNDA POSTAGEM DAS CEM MIL VISITAS

Se estiver bom para você, está bom para mim!


Como eu admiro este norte-americano! Quem? O cara aqui do lado esquerdo? O Barack? Não, esse não! O Michael! Você não sabe quem é o Michael Moore!? O único americano que mostra para todos os norte-americanos de como a sociedade e a política norte-americana é injusta? Ok, irei te perdoar porque eu também só o conheci no ano passado. E sabe como ele é recebido em seu país? Primeiro: acham ele ridículo e seu trabalho como algo "não-verdadeiro". Segundo: comunista (mesmo depois da Guerra Fria isso de comunista/capitalista continua). Terceiro: antipatriota. Me desculpe, mas acho que mostrar os erros da sociedade em que vivemos é uma das coisas mais patriotas que existe, porque o que tentamos buscar através disso? Uma solução para uma sociedade melhor. E eis um filme do meu cidadão norte-americano favorito e que fez muita polêmica: Tiros em Columbine.



A história de Tiros em Columbine se foca em G-U-N-S, weapons, BANG! BANG! Armas. O principal assunto? Adolescentes e crianças norte-americanas que possuem armas de fogo no Estado do Tio Sam, ou melhor ainda, na querida terra do "sonho americano". Desde que surgiu mais ou menos em 1500, o povo americano aprende tudo sobre armas! A potência, a distância, como carregar, como atirar, tudo. Então, num belo dia, dois alunos de Columbine, Colorado entraram na escola e começaram a atirar para todos os lados. Como eles conseguiram as armas? Como eles sabem usar armas? Por que têm tanta violência nos EUA? Eis o ponto que Michael quer cutucar, além do fato de uma criança de 6 anos ter assassinado outra com a mesma idade, como o nível de crimes diminui e o de armas aumenta, entre tantos outros, além de: boliche.



O que Moore mostra em cada um de seus trabalhos e que eu adoro em cada momento é de como a mídia pode ser e é manipuladora. "Rock, Satã, Videogame, South Park, filmes violentos, família, sociedade, negros, hispânicos, o país!? Que nada! Vamos culpar o caso de Columbine em alguém mais plausível: o cantor de rock Marilyn Manson". Quê? Sério? Ah! Me esqueci que estava falando de adultos. Sim, adultos! Estes seres que deveriam cuidar de nós adolescentes e crianças e mostrar que o mundo é um lugar lindo e que existe um lugar ainda mais lindo além do arco-íris. Opa, isso pareceu muito piegas? Espero que sim, afinal foi um desses adultos que suspendeu uma criança por ter apontado um pedaço de frango para a professora e falado "Bang-Bang", a maior ameaça da nação com certeza (NOT!). Ultimamente os pais que "nascem" nos dias de hoje são tão problemáticos quanto os pais que vieram antes deles, seja nos EUA ou no Brasil (e Michael nos lembra disso: ser adolescente é um saco! E os adultos esquecem). Onde estão os pais que fizeram greves na guerra do Vietnã quando o Sr. Bush começou a guerra no Iraque? Sumiram, pelo visto, e ainda apoiaram a guerra! E os pais do Brasil? Conheço pais que querem filhos só para ganhar dinheiro do governo (não pessoal, isso não é discuro de direita. Isso é um fato que muitos esquecem...) ou até mesmo só para ter um e deixar ele por aí.



Uau. Em nome de nossos produtores Kathleen Glynn e Michael Donovan, do Canadá, eu gostaria de agradecer a Academia por isso... nós gostamos de não-ficção. Nós gostamos de não-ficção e vivemos em tempos fictícios. Nós vivemos no tempo em que temos eleições de resultados fictícios que elegem um presidente fictício. Nós vivemos em um tempo em que nós temos um homem nos mandando à guerra por razões fictícias. Se é a ficção da fita isolante ou a ficção dos alertas laranjas nós estamos contra essa guerra, Senhor Bush. Que vergonha, senhor Bush, que vergonha. E a qualquer momento em que você tem o Papa e as Dixie Chicks contra você, seu tempo acabou. Muito obrigado.” . Não é este um ser brilhante e lógico? Seu discurso de quando ganhou o Oscar de Melhor Documentário por Columbine recebeu aplausos e vaias. O que é isso? Moralistas X Liberais em pleno Oscar de iníco da Guerra do Iraque? É, foi o que aconteceu. Era proibido falar sobre qualquer coisa em relação á guerra do Iraque. Mas nosso querido documentarista não poderia ficar de bico calado, poderia? E você minha cara leitora ou meu caro leitor sabe o que move e o que torna o povo americano como ele é? Medo. Sim, Moore mostra numa pequena animação ácida e engraçada como os EUA são movidos pelo medo desde o momento em surgiu no mapa. Se tem uma coisa que os EUA gostam além de medo é a quem culpar, tanto que Moore continua sua teoria de Columbine em seu próximo filme Faherenti 11/9 e assim começa sua nova obra sobre a mais nova guerra. Afinal, em que época os EUA não estiveram em guerra? E Moore ainda aproveita para comparar os EUA com outros países desenvolvidos, como Alemanha, Inglaterra e Japão. A diferença é gigantescamente, absurdamente maior e apavorante. Infelizmente percebo que esta crítica ou crônica não ficou á altura de cem mil visitas, mas acho que isso normalmente acontece quando um trabalho é tão bem feito que acabe falando por si só, e não adianta mais cavar assunto, característica básicas de documentários. Tiros em Columbine é um filme que fala a verdade sobre a mídia, sobre ser norte-americano e de como os americanos conseguem ser tão patriotas até o ponto de ficarem cegos. Como o Canadá pode não ter tantos crimes se é vizinho dos EUA e as pessoas conseguem armas com a mesma facilidade? Como o Japão não tem tanto crime se maioria dos jogos violentos vem de lá? Só conferindo Columbine pessoal...

Nenhum comentário: