30 de setembro de 2010

ORAÇÕES PARA BOBBY- Como uma mãe ignorou a natureza do filho

Mãe: "O que foi que eu fiz para merecer isso?"

Continuando a nossa semana gay: os maiores problemas da nossa sociedade, e principalmente dos pais e adultos, é achar que o homossexualismo é uma escolha e que esta possui uma certa "cura", como se fosse fácil falar: "Homo agora está out. Hétero está in e a partir de hoje gosto do sexo oposto". Outro problema dessa elite homofóbica é excluir esta pessoa que teve a coragem de se revelar, e quando isso acontece, excluí essa pessoa do ciclo de amigos e parentes, além da pessoa já se sentir afastada por causa do medo que teve para se revelar. Talvez, Orações Para Boby seja o melhor filme sobre a pressão que os gays recebem, principalmente quando são jovens.

O filme retrata a história verídica de Bobby Griffith e sua mãe religiosamente viciada, Mary. Após Bobby se revelar para o irmão que é gay, e este revelar tal fato para os pais, a família americana perfeita despenca. Bobby, que antes era o "filho perfeito de mamãe", começa a ser ignorado por ela a partir do momento em que ele não se dedica mais para as terapias e sessões de "cura" para a sua "doença" e aceita sua natureza. Bobby era muito novo quando se revelou e a tensão sob ele era muito grande, até chegar ao ponto ao qual chegou.

De todos os filmes sobre homossexualismo, Orações para Boby é o melhor filme que retrata a tensão sobre a pessoa se revelar. Como uma pessoa pode se revelar quando todas as pessoas ao seu redor só sabem falar mal sobre o assunto, seja homossexualismo ou outro qualquer, porém importante? Além disso, Orações para Boby fala sobre a recusa dos pais. Bobby nem conseguiu se declarar gay para a própria mãe, que soube pela boca do outro filho. Porém, mesmo depois de Bobby ter suplicado pelo amor de sua mãe do jeito que ele é, ela recua. Ela parte para a ignorância e das às costas para o próprio filho, que esperava nada mais nada menos do que o apoio, e que se esse não houvesse que pelo menos não fizesse tudo que ela fez.

E para o papel da mãe está a espetacular e MINHA, apenas minha, Sigourney Weaver. Para alguns de vocês ela não pode ser muito famosa, mas ela é a cientista de Avatar e Alien (no qual recebeu uma de suas indicações ao Oscar), a mulher de Os Caça-Fantasmas, entre outros diversos filmes. A cena final e a cena da recusa da mãe pela sexualidade do filho são fortes e brilhantes! Na verdade, a personagem de Sigourney é como se fosse uma anti-heroína. Ao mesmo tempo em que temos raiva por ela durante grande parte do filme, nós a perdoamos, mas não esquecemos do que fez. O ator que interpreta Bobby, Ryan Kelley, é um bom ator até, mas que poderia ser bem mais dramático poderia.

Se seus pais estão naqueles dias de não aceitarem o lugar onde você pretende fazer faculdade, se você quer sair com os amigos e eles não deixam, ou se você quer dizer que é gay, mas não tem coragem de se revelar porque não sabe qual pode ser a reação deles, mostrem para eles Orações para Bobby para eles saberem o que acontece quando um pai é ignorante com seu filho e vira às costas para ele ou ela. E para acabar a semana gay, nada melhor do que um filme alternativo e cult: Má Educação! E lembrando sempre pessoal: comentem!

28 de setembro de 2010

A GAIOLA DAS LOUCAS- Aqui as pessoas tentam ser "normais"

Ele escreveu sobre mim! Tô chocado! Ficarei estérico de felicidade!


Para começar a semana gay do blog (sendo o próximo filme Orações para Bobby, e, se continuar ganhando a enquete, o filme Má Educação, do diretor espanhol Pedro Almodóvar), temos que começar a semana com uma comédia para nem percerbemos que estamos falando de um filme gay. E ao contrário de muitas comédias sem sal por aí, com o homem com cabelo e olhos castanhos, alto, branco, forte e rico e a mulher loira, alta, magricela, indefesa e com vontade de sexo, A Gaiola das Loucas é uma das comédias românticas mais divertidas que têm, exatamente por ser tão diferente das outras.

A história é sobre um casal gay, no qual o "homem" da relação, Armand, é o dono da boate The Birdcage, e a "mulher", Albert, é a principal estrela. Mas antes dessa história de amor, Armand teve um filho que agora com 20 anos decidi se casar. Porém ele decidi se casar com uma jovem que o pai é um senador conservador americano, ou seja, pior não fica (nada de Tiririca por aqui pessoal!). Então o casal tenta de várias maneiras achar uma solução para transformar sua casa, e eles mesmos, num casal hétero e "normal".

Talvez A Gaiola das Loucas seja tão engraçado porque tente imitar as pessoas denominadas "normais". Afinal, não vemos um monte de héteros machistas fazendo essas festas do troca e para ser uma "bicha" eles só precisam rebolar, falar com a língua presa, ser histérico e etc? Então, Gaiola usa todos esses elementos para mostrar que além dos gays terem esteriótipos, os héteros também possuem! É apertar a mão com força, cuspir, falar de futebol, ser mal educado, mijar em cima da tampa da privada, entre muitas outras coisas que nos denomiam "héteros".

E, para mostrar esse esteriótipo nada melhor do que a melhor cena de todo o filme: Nathan Lane tendo aulas de Como ser um Homem para Idiotas? com o Robin Williams. Na verdade, Nathan Lane rouba todo o filme fácil! De todas as cenas que ri, 99% eram das coisas que ele fazia ou falava, principalmente quando ele fazia alguns escândalos, como, por exemplo, o da torrada. E para quem não sabe, ou ainda não caiu a ficha, o próprio ator é gay, e nem por isso ele não deixa de ser um bom ator. Já fez Mr. Bialystock em Os Produtores, e várias vozes conhecidas, como o Timão de O Rei Leão e Snowbell de O Pequeno Stuart Little. Mas na Broadway, Lane é considerado rei!

Para começar a semana com o pé direito, vá a locadora mais próxima que você estiver da sua casa e alugue A Gaiola das Loucas para rir bastante! O filme é dirigido pelo mesmo diretor de A Primeira Noite de um Homem, Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?, entre outros, e com a presença do ganhador do Oscar de Melhor Ator, Gene Hackman, a também ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, Dianne Wiest, o comediante Robin Williams, e para fechar com chave de ouro, Hank Azaria, que faz o cômico garçom Agador. Não perca esta comédia! E lembrando sempre: comentem!

25 de setembro de 2010

MÚSICA DA SEMANA-25/08

Viu só pessoal? Falei que o fato da Música da Semana acontecer novamente numa segunda-feira não iria repetir e não o aconteceu! Aconteceu hoje: num sábado. Bem, alguns de vocês não devem saber, mas ontem uma amiga e eu sofremos um assalto à ônibus. Estamos bem, mas ela perdeu cinquenta reais e eu perdi meu celular. Então para a música da semana pensei numa música que sempre me relaxa , fazendo com que essa cresça mais meu ódio pelo ocorrido, mas que me deixe relaxado pois sei que há o dia de amanhã. Aproveite!

Another Day- Rent

23 de setembro de 2010

JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE- Mais um de meus momentos nostálgicos!

Você gostou do Pêssego!


Provavelmente perderei muitos leitores aqui do blog hoje, estes que falarão que não tenho cultura, uso fraldas e etc. (espero que eu esteja apenas brincando e que isso não seja sério), depois do que eu declarar agora: dos filmes de Henry Selick, o meu favorito é James e o Pêssego Gigante, e não o inesquecível O Estranho Mundo de Jack. Ninguém me espancou? Ninguém está arrancando os cabelos? Assim espero. Pra mim, assistir James e o Pêssego Gigante é como assistir a um delicioso feel good movie e eis o motivo de gostar tanto do filme.

A história aborda a vida do menino James, um britânico que perdeu seus pais comidos por um enorme rinoceronte. Com a morte dos pais, o menino vai morar com duas tias suas: tia Esponja e Tia Espanca. Infeliz, James recebe a visita de um homem misterioso que lhe diz que maravilhas irão acontecer com ele graças às línguas de crocodilo que entrega a James. Assim que o homem desaparece, James deixa cair o pacote onde estavam as línguas de crocodilo, que acabam sumindo na terra. De repente um pêssego que estava numa árvore começa crescer e crescer até ficar gigante. Clandestinamente, James come um pedaço do pêssego e entra nele, conhecendo assim o Sr. Gafanhoto, Sr. Minhoca, Sra. Joaninha, Sr. Centopéia, Dona Aranha e Madame Vagalume, e suas aventuras começam, com o sonho de chegar à cidade de NY.

Odeio quando alguém fala que só por ser um filme mais novo é o melhor que há do diretor, e o currículo de Henry Selick, que possui quatro filmes, mostra exatamente o contrário e o que eu defendo. O diretor começou com excelentes filmes: James e O Estranho Mundo de Jack. Depois destes filmes o diretor realizou o horrível Monkeybone- No Limite da Razão e o bem raso Coraline e o Mundo Secreto, que não possui as boas qualidades dos seus filmes anteriores.

Sei que o filme possui falhas, como a cena em que ele chega a NY. O ceninha clichê! Dá vontade de dar um tiro no policial, que poderia ser trocado por um cidadão X qualquer e que seria até melhor, porque nem parece que ele é policial. Mas as cenas "reais" misturadas com a do pêssego dão um belo clima ao filme! Sem falar das cenas musicais! Bem divertidas, por sinal. E o filme ainda possui uma bela fotografia. Quando vejo o pêssego voando me lembro da casa de Up- Altas Aventuras e me sinto ainda na presença de um feel good movie.

Baseado numa obra de Roald Dahl (A Fantástica Fábrica de Chocolate, Matilda, Convenção das Bruxas, entre outros), com ótimas vilãs (eu tinha medo dessas tias, principalmente depois da cena que ocorre em NY!) e com ótima fotografia, James e o Pêssego Gigante é um excelente feel good movie principalmente para as criançinhas, além de estar cheio de humor e ser com certeza uma lição de filme stop-motion que nem se compara com os Wallace & Gromit da Dreamwork né? Se bem que foi a mesma empresa que fez o divertido A fuga das galinhas. Mas isso é outro filme para outra hora...

21 de setembro de 2010

O QUE É ISSO COMPANHEIRO?- Drama nacional importado

Atira bem na cabeça nele!

Se existe uma coisa que eu não gosto, de jeito nenhum, é a influência dos Estados Unidos sob outros países, principalmente os mais pobres. Não sei se vocês sabem, mas um carinha muito gente fina chamado Lincon Gordon, foi o desgraçado que trouxe o apoio dos EUA para realizar uma ditadura no Brasil. Esse carinha aí, muito gente fina mandou um telegrama para a Casa Branca para "tomarem medidas contra o socialismo". E foi assim meus caros que os EUA entraram em nossa ditadura. E o filme O Que é isso Companheiro? fala exatamente do contra-ataque brasileiro.

A história se passa em 1968/69, quando jovens estudantes brasileiros sequestram o Embaixador dos EUA no Brasil após a declaração do AI-5, um decreto governamental que proibía a liberdade de imprensa e dos direitos civis. Sendo o Embaixador sequestrado, os jovens determinam que quinze presos devem ser soltos e enviados para o México e que a notícia seja mostrada nas principais rádios e televisões do Brasil.

Embora eu tenha apreciado bastante O que é isso Companheiro? por diversos motivos que falarei mais para frente, eu não gostei do fato do filme parecer uma versão americana do que ocorreu no Brasil. O filme mostra poucas imagens do que ocorria nas ruas, das torturas, dos jovens (há somente uma cena) e se foca na intervenção que os jovens causaram com o embaixador dos EUA, sem falar do relacionamento explítcito dos EUA apoiando a ditadura no Brasil. Para o filme ficar marcado, deveria abrenger muito mais sobre a ditadura, do que apenas este caso, e ter falado mal sim da terra do Tio Sam, que apoiou muitas ditaduras.

Porém o filme tem grandes atores e fatos. A participação da Fernanda Montenegro como uma dona de casa e realizando uma denúncia para a Polícia Militar mostra como a classe convervadora da época apoiava a ditadura (viu só como existem velinhos do mal e mal educados por aí?). Em outra cena, a mulher do policial interpretado por Marco Ricca, fica chocada (aloka) quando descobre que haviam torturas, e que seu marido as realizava. Ou seja, ao mesmo tempo no filme está presente a inocência e o conservadorismo da época. Um ponto MEGA positivo!

E com certeza o filme é roubado pela atriz Fernanda Torres, filha da minha Fernanda Montenegro. A personagem de Fernanda começa como uma companheira forte, independente que aos poucos nos mostra seus verdadeiros senitmentos: aflição, desespero, confronto, liberdade, mostrando claramente o desespero enfrentado pelos jovens da época (claro, os que se importavam com política).

Mesmo tendo forte influência dos EUA no próprio filme (entre eles atores americanos, vistos apenas como pessoas elegantes e inteligentes), O que é isso Companheiro? vale por suas atuações e principalmente pela história dos jovens que lideraram este sequestro. E só para não falarem que sou um ser sem cultura novamente, EU acho, sabe, na MINHA opinião, essa pessoal, mas para vocês era óbvio que o filme estaria entre os indicados ao Oscar, não? Afinal, speaking in english é o american way of life. Sem falar que não existe em momento algum do filme uma pessoa criticando a influência dos EUA na ditadura. Por que será, né?

20 de setembro de 2010

MÚSICA DA SEMANA- 20/09

Como ontem deixei para postar o filme Lembranças, que eu tinha prometido colocar no sábado e não coloquei, mais uma vez a música da semana ficou para uma segunda-feira, mas espero que o costume não se repita. Depois do incidente com Into The Woods, tive que pensar numa música alegre, e que ao mesmo tempo diga que "embora vocês tenham falado isso, eu não vou sumir daqui". E mais uma vez um musical da Broadway pode falar por mim! E que estou desesperado para poder ver a peça!

Next To Normal- I'm Alive

19 de setembro de 2010

LEMBRANÇAS- Um final de cinema inesperado para um filme inesperado

Ih! Não vai prestar!

Se você foi uma das pessoas que ao ver a foto acima gritou pelo menos umas cinco vezes para o monitor e gemer enquanto gritava: "Robert Pattinson! Aloka!" para assustar todo mundo ao seu redor, você tem um probleminha muito sério para tratar. Mas chega de diminutivos. Durante uma conversa na cantina na escola (cena bem americana: cantina escolar que não presta. Pegou? OK, continuando) sobre filmes, uma menina, a mais engraçada da sala por soltar suas adoráveis pérolas, falou tudo sobre o filme Lembranças com Patt aí. E quando ela contou a história, fiquei bem curioso.


A história do filme é sobre um jovem adulto, Tyler, que se rebelou (aloka!) contra o seu pai, um homem rico e poderoso. Tyler decidi morar numa casa pequena e bagunçada, e decidi que não entrará numa faculdade, apenas irá assistir às aulas (sim, isso pode acontecer em SP, por exemplo) . Com um instinto rebelde e de salvador da pátria, Tyler acaba entrando numa briga que estava ocorrendo na rua para poder salvar "o cara", mas ele e seu amigo acabaramm presos. Nisso, seu amigo descobre que a filha do policial que os prendeu estuda na faculdade. Então, o amigo de Tyler aposta com o amigo em "pegar" a garota. E ele acaba se apaixonando por ela (avá!).

Contando assim até parece uma história de comédia romântica, tipo 10 Coisas que eu Odeio em Você, mas Lembranças é bem longe disso, é mais dramático (engraçado. O filme nem é "aquele" drama, mas meu pai disse que é um filme muito cabeça para ele. Não entendo ele. Mas continuando). Mas o maior problema do filme é não ter um foco. Existem várias subtramas sem uma ligação direta, o que acaba fazendo o final do filme, um dos mais inesperados e inteligente do cinema, sem sentido. Foi um final jogado fora! Que pecado!

Mas além disso, os atores "famosos" não dão conta do recado. Fico imaginando se o James Dean tivesse pego o papel de Robert Pattinson. Teria sido um filmaço! Com direito de ver e rever. Mas infelizmente Dean morreu muito novo e estaria bem velho para a história do filme. Então tivemos que ficar com o Pattinson, que mesmo sendo um ator medíocre, mostra pelo menos que é melhor que sua best Kristen Stewart. Pierce Brosnan também decepciona, assim como Emilie de Ravin, a namorada de Tyler (por falar nisso, o casal não tem química nenhuma. Simples assim). Na verdade, muita gente decepciona no filme, ainda mais na cena final, Sabe quem foi a única que não me desapontou? A irmã de Tyler: a pequena Caroline, que também possui uma cena bem tensa.

Acho que Lembranças vale mesmo pelo seu final, pois os atores medíocres e o roteiro cheio de falhas acabaram estragando um dos mais inesperados finales que existem na história do cinema. Gastaram um final à toa! Pecadores! Merecem ser jogados na fogueira. Meu, é como se tivessem gasto o final de Os Outros ou O Sexto Sentido com O Chamado ou A Casa de Cera. Acho que muita gente ficaria bem p*** da vida por estragem finais tão bons, assim como occoreu comigo em Lembranças. E lembrando sempre pessoal: comentem!

17 de setembro de 2010

INTO THE WOODS (ERA UMA VEZ...) - Uma fraca produção brasileira

A cara da vovó diz tudo!

Ainda não tenho certeza se sou um fã ou não de Stephen Sondheim. O cara fez vários musicais que eu particularmente adoro, como Sweeney Todd e Gypsy, mas ao mesmo tempo fez musicais sem sal como West Side Story (muitos amam este musical, mas pelo menos o filme eu não gostei muito, embora eu goste de algumas músicas). E agora mais um musical, que ganhou sua versão brasileira que está em cartaz em SP, infelizmente entrou para esta lista de musicais sem sal do compositor: Into The Woods (Era Uma Vez).

A história de Into The Woods entrelaça vários personagens de contos de fadas famosos, como Chapéuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão, Cinderella e Rapunzel. Na história, o Padeiro e sua mulher são amaldiçoados por uma bruxa e não podem ter filhos, somente se eles quebrarem a maldição em três dias. Para isso eles têm que achar o capuz vermelho de sangue, a cabra mais branca, o sapatinho de cristal e os cabelos dourados. E a história possui um narrador para contá-la.

Eu queria falar tão bem de Into The Woods, mas infelizmente é quase impossível. Primeiro começamos pela história. Passa o primeiro ato e a história simplesmente acaba. Sim, acaba. O narrador fala: "Continua no segundo ato". Na mesma hora eu pensei: "O que?". E o pelo visto o segundo ato não tem história mesmo! É a mulher do gigante que quer sua vingança. Por mim, a peça poderia acabar lá no primeiro ato, mas a melhor música, a final, está neste segundo ato.

E a versão brasileira é uma produção bem modesta, e quando eu digo modesta, é modesta mesmo! Com um cenário e alguns pseudos-acessórios (como a torre, a cama, um pano que desce atrás [que ainda não entendi porque existi, mas tudo bem], entre outros), e uma coisa que pode incomodar bastante é a presença da orquestra em troncos de árvores. Para algumas pessoas, facilmente isto será chamado de: "tosco".

Acho que as única coisas salvas pela produção brasileira são a tradução e alguns atores (esqueci de comprar o programa da peça para falar os nomes deles), como os intérpretes de Cinderella (a ex-Rouge Luciana Andreade), Mulher do Padeiro (Keila Bueno) e Paderio (Thiago Lemmos), Chapéuzinho (Heloisa de Palma), Bruxa (Neusa Romano) e Lobo (Pedro Ometto). Até agora como não entendi a existência da Rapunzel, os príncipes, a madrasta e suas filhas e do serviçal. Com cenário precário, muitos problemas de som e sem uma música impactante, acho melhor você gastar dinheiro exigido para esta peça assistindo outro musical em cartaz, como Gypsy ou O Médico e o Monstro, pois está versão brasileira de Into The Woods ficou muito pobre. Eu queria falar bem da peça e estava muito ansioso para assistir, mas este foi um momento #fail.

15 de setembro de 2010

VIDEOS ULTIMATOS DO YOUTUBE 3- Falsos trailers

Quando a minha irmã me contou que nunca tinha assistido os trailers falsos de Mary Poppins, sendo transformada numa babá do mal e o filme infantil num filme de terror, e o trailer de O Iluminado, considerado um dos melhores filmes de terror, se tornando uma comédia romântica, eu tive que mostrar para ela. Mas então parei e pensei: "Quem será que ainda não viu isso?". Então se você não viu, divirta-se!

Scary Mary


The Shinning

13 de setembro de 2010

THE RUNAWAYS: GAROTAS DO ROCK- Girls only!

Ele tá falando da gente!


Para as pessoas que não sabem e que gostariam de saber, o Noitão do Belas Artes contém três filmes, sendo um surpresa (eles não falam qual filme é) e um inédito no Brasil. Além disso, os três filmes são baseados num tema central e as sessões acontecem da meia noite até as seis da manhã. Após ter ido em três noitões, infelizmente o mais fraco foi o que mais teve amigos comigo, mas que pela companhia valeu a pena. O tema, por sinal, era muito bom: entre garotas (se você não entendeu: lésbicas). Mas sem delongas, deixa eu falar do primeiro filme lésbico: The Ruanways: Garotas do Rock.

A história é sobre a banda The Ruanways, a primeira banda formada apenas por meninas durante os anos 70, sendo as principais integrantes Joan Jett (sabe aquela música Barracuda que toca em As Panteras? Pois é, é dela!) e Cherie Currie, que tinha apenas 15 anos quando entrou para a banda. A história conta desde o iníco da banda, tocando em trailers, até o final, que muitas bandas problemáticas também possuem.

Até minha cara amiga falou do meu lado: "Acaba assim?". Sim minha cara, acaba daquele jeito. Muitas decisões do diretor foram muito erradas. A primeira foi a iluminação, em certos momentos tão escuras para retrarar o dark side do rock, que acabou deixando o espectador confuso, pois não conseguia ver o que acontecia. Outra decisão foi deixar alguns momentos sem foco para retratar o uso de drogas. Até hoje não achei melhor jeito de retratar o uso de drogas como o mostrado em Réquiem Para Um Sonho.

Falando em atores: Kristen Stewart pelo menos aprendeu a não ficar vesga, ou o diretor não permitiu (finalmente um acerto para ele). Sério, um filme para tanta liberdade e Kristen fica em sua atuação presa ao seu corpo. Ela não se solta, sem falar que grita pra cantar e para qualquer outra coisa, se é ela mesma que canta em primeiro lugar. Já Dakota Fanning está muito boa! Mostra uma menina de 15 anos, que se junta à uma banda, começa a usar drogas e a vida dela começa a desmoronar, até o momento que ela para e fala: "Não. Chega!". Fanning podia se soltar mais, mas ainda assim é muito boa! Principalmente sua cena inicial.

Se você gosta de rock e é um fã da banda, provavelmente você gostará de The Runaways: Garotas do Rock, principalmente se você é uma menina e que estava em busca de um filme de rock apenas com meninas. Claro, as atrizes não são boas cantoras, principalmente Kristen que grita, mas ainda vale a pena dar uma conferida. Para as pessoas que estão aflitas entre ir ou não, espere o DVD que sempre é melhor! E lembrando sempre pessoal: Comentem!

12 de setembro de 2010

MÚSICA DA SEMANA- 12/09

Hoje finalmente chegou o dia! Sim, o dia de assistir Era Uma Vez (Into The Woods)! Então pessoal essa semana será cheia de novidades aqui no blog! Uma será a peça e a outra será o filme, ainda inédito no Brasil, The Runaways, que conta com a presença de Kristen Stewart e a grandiosa Dakota Fanning. Mas a música de hoje é um pouco mais clássica e tradicional. Além disso, são várias músicas numa apresentação. Estou louco para ver esta peça ao vivo! Ah! Hoje é o último dia de indicar um filme para filme do mês! Não perca a oportunidade!!

Mary Poppins: The Musical- Step in Time/ Anything Can Happen


10 de setembro de 2010

KINSEY: VAMOS FALAR DE SEXO- VAMOS!

E como você se sente sobre isso?

Agora as coisas apimentaram aqui no blog, né? Mas não fique muito animado pensando que este filme tem putaria para dar e vender. Se você quer um filme assim, assista O Povo Contra Larry Flynt, que aborda o mesmo assunto: sexo reprimido. Este filme sim tem putaria para todo lado! Mas Kinsey: Vamos falar de sexo é mais científico sobre o assunto e ganhou este subtítulo só para chamar a atenção dos brasileiros de plantão sobre o assunto. Mas o filme é melhor que isso: Kinsey quer saber sobre o sexo.

Para você entender melhor, a história de Kinsey se passa no início dos anos 30. Coisas como "fazer sexo oral em sua mulher pode prejudicar no futuro para ter bebês?" , "salto alto causa esterilidade?", "Evitar sexo causa gagueira?", ou pior ainda: "homossexualidade é uma forma de loucura?". Sim, tudo isso acontecia à mais de 70 anos atrás, o que é um grão de areia no tempo se formos falar de história. A história é sobre o professor Alfred Kinsey, que largou seus estudos de vespas parasitas para se focar em algo mais interessante na biologia, o sexo humano, já que em sua primeira relação Kinsey teve alguns problemas e não tinha praticamente ninguém á socorrer. Nisso, o filme aborda vários assuntos dos mais diversos sobre o mundo do sexo.


Embora para nós seja tão fácil (mas às vezes nem sempre) ver, ler e ouvir falar sobre "sexo", naquela época, e ainda nas décadas e séculos anteriores, sexo era um tabu em nossa sociedade. Ninguém falava sobre, não havia estudos, ninguém sabia de nada. Tudo que sabíamos estava na mão da religião e dos moralistas da época. Por isso que Kinsey é tão interessante: mostra a época na qual o ser humano coloca o pé no chão e decide: "Chega! Vamos falar de sexo". Mas Kinsey ficou surpreso com seus resultados, entre esses o fato da homossexualidade estar presente naquela época, na qual hetero's rules.

Mas voltando ao filme em si. Kinsey é uma aula sobre o assunto também. Ao invés de ler sobre o assunto ou apenas ouvir pelas fofocas de amigas no salão ou no bar tomando um chop com os amigos, por que não um filme para pessoas inteligentes? E este é o papel que Kinsey realiza tão bem. Mas além disso o filme possui grande atuações. Vocês conseguem imaginar o Liam Neeson, o leão de Nárnia, o mestre Jedi e o homem que salvou milhões de judeus em A Lista de Schindler, realizando uma cena gay? Provavelmente seus fãs estão indo ao delírio agora. Mas não é Nelson que chama mais a atenção neste filme, mas sim os atores coadjuvantes.


Você já ouviu por aí no nome Laura Linney? Provavelmente sim, mas não deve se lembrar. Ela fez a advogada no filme O Exorcismo de Emily Rose (eca!), fez um excelente papel moralista em Lições de Vida (um filme com o Rony de Harry Potter) e que foi indicada ao Oscar por sua atuação em Kinsey, que é nada mais do que merecido! É uma das melhores atrizes no mercado, quando falamos de filmes inteligentes. Porém, além de Laura, outra pessoa rouba a cena no filme. Este é Peter Sarsgaard. Sabe, o que cara que fez Educação, Plano de Voo com a Jodie Foster, e também a orfã, sabe? Bem, ainda não vi educação, porém Kinsey até agora foi seu melhor trabalho que vi até agora, com certeza!

E nem vou perguntar se vocês ficaram interessados em assistir Kinsey, porque eu sei que vocês ficaram (e não tentem me enganar). Então o que você está esperando jovem simpatia? Vá à locadora mais próxima de sua casa e alugue este filme! Ou baixe, tanto faz, desde que você assista já fico contente, e tenha assim uma boa aula de sexo. E lembrando sempre: usem camisinha! E claro: comentem!