6 de setembro de 2010

ANNIE (1982)- "O sol vai brilhar amanhã!"

- Hum! Você gostou de mim!
-Calma lá Annie

Hoje é o famoso dia do sexo! Sabe, seis de Setembro, dia 6 do 9, 69, sacou? Esquece. Na verdade, vocês sabiam que o dia do sexo foi inventado pelas empresas de camisinha? Nada mais lógico. Assim como as empresas de chocolate inventarem os ovos de Páscoa para venderem mais chocolate, as empresas de camisinha querem vender mais camisinhas. Mas voltando ao dia de hoje, fez sexo sem se prevenir? Além de poder transmitir doenças sexualmente transmissíveis, você pode engravidar sua parceira ou ficar grávida, depende se você for menino ou menina. E depois não adianta colocar sua filha para adoção, como é o caso da pobre Annie.

Annie é um famoso musical da Broadway que ganhou sua versão para o cinema em 1982, época que o musical cinematográfico tava quase morto. A história é sobre uma menina orfã, Annie, que sonha em reencontrar seus verdadeiros pais. Num belo dia, uma mulher, Grace, pede para a dona do orfanato, Srta. Hannigan, uma menina para ficar uma semana na casa de um bilionário, este que depois ajudará Annie à achar seus pais. Aproveitando a recompensa oferecida pelo bilionário, a Srta. Hannigan, seu irmão e sua cunhada armam um plano para ganhar o dinheiro.

A pequena Aileen Quinn canta maravilhosamente bem a música mais famosa deste filme, Tomorrow, um clássico quando falamos de musicais. Porém, nem tudo é uma mar-de-rosas (agora me lembrei de Gypsy e da Mama Rose) para Annie. A história acontece muito rapidamente, e os ângulos escolhidos pelo diretor, John Huston, ganhador de Oscar, são sofríveis em alguns momentos, principalmente quando corta o corpo dos personagens para mostrar o número de sapateado, embora não dê para ver os pés dos atores.

E na verdade, nossa querida Aileen pode ser a garota fofa que é a Annie, a personagem mais carismática e feminista de todo o filme, mesmo sendo uma pequena criança. Mas, quando falamos em atores, a atriz que interpreta a Srta. Hannigan, Carol Burnett é quem realmente dá um show em Annie. Até mesmo grandes nomes do cinema que participaram do filme, como Albert Finney, de Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas, e até mesmo Tim Curry, o nosso médico travesti de The Rocky Horror Picture Show, desaponta com um papel tão pequeno e desnecessário. Mas não existe personagem tão desnecessário como o do indiano, que por sinal é bem tosco.

Sendo assim, Annie é um bom musical para passar ao seu filho, com direito à lição de moral e tudo mais, e até mesmo para mostrar ao seu filho ou sua filha de que o mundo não é tão belo assim para todas as crianças. Mas Annie pode desapontar os adultos e alguns fãs de musical. O filme consegue até mesmo em alguns momentos "passar" aquela frase que toda pessoa que odeia musical fala: "Por que eles não andam sem dançar ou falam simplesmente", já que alguns números e músicas são bem forçados. Só espero que seja um erro do diretor, e que a peça na verdade seja um estouro! Ah! Como eu queria assistir a versão com a Katy Bates! Um sonho! Pena que quem fez o filme foi a Disney, que deve ter distorcido muito bem obrigado a história.

2 comentários:

alan raspante. disse...

Cara, tudo a ver falar do dia do sexo e 69 neste post, hahahaha.
Muito bom!
Bem, não conhecia este filme, mais gosto bastante de musicais, então fiquei super interessado!

Felipe Guimarães disse...

Alan, né? Sexo irresponsável dá nisso! E ainda estou procurando meu próximo filme musical! Estou tentando ver um filme do Fred Astaire