17 de setembro de 2010

INTO THE WOODS (ERA UMA VEZ...) - Uma fraca produção brasileira

A cara da vovó diz tudo!

Ainda não tenho certeza se sou um fã ou não de Stephen Sondheim. O cara fez vários musicais que eu particularmente adoro, como Sweeney Todd e Gypsy, mas ao mesmo tempo fez musicais sem sal como West Side Story (muitos amam este musical, mas pelo menos o filme eu não gostei muito, embora eu goste de algumas músicas). E agora mais um musical, que ganhou sua versão brasileira que está em cartaz em SP, infelizmente entrou para esta lista de musicais sem sal do compositor: Into The Woods (Era Uma Vez).

A história de Into The Woods entrelaça vários personagens de contos de fadas famosos, como Chapéuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão, Cinderella e Rapunzel. Na história, o Padeiro e sua mulher são amaldiçoados por uma bruxa e não podem ter filhos, somente se eles quebrarem a maldição em três dias. Para isso eles têm que achar o capuz vermelho de sangue, a cabra mais branca, o sapatinho de cristal e os cabelos dourados. E a história possui um narrador para contá-la.

Eu queria falar tão bem de Into The Woods, mas infelizmente é quase impossível. Primeiro começamos pela história. Passa o primeiro ato e a história simplesmente acaba. Sim, acaba. O narrador fala: "Continua no segundo ato". Na mesma hora eu pensei: "O que?". E o pelo visto o segundo ato não tem história mesmo! É a mulher do gigante que quer sua vingança. Por mim, a peça poderia acabar lá no primeiro ato, mas a melhor música, a final, está neste segundo ato.

E a versão brasileira é uma produção bem modesta, e quando eu digo modesta, é modesta mesmo! Com um cenário e alguns pseudos-acessórios (como a torre, a cama, um pano que desce atrás [que ainda não entendi porque existi, mas tudo bem], entre outros), e uma coisa que pode incomodar bastante é a presença da orquestra em troncos de árvores. Para algumas pessoas, facilmente isto será chamado de: "tosco".

Acho que as única coisas salvas pela produção brasileira são a tradução e alguns atores (esqueci de comprar o programa da peça para falar os nomes deles), como os intérpretes de Cinderella (a ex-Rouge Luciana Andreade), Mulher do Padeiro (Keila Bueno) e Paderio (Thiago Lemmos), Chapéuzinho (Heloisa de Palma), Bruxa (Neusa Romano) e Lobo (Pedro Ometto). Até agora como não entendi a existência da Rapunzel, os príncipes, a madrasta e suas filhas e do serviçal. Com cenário precário, muitos problemas de som e sem uma música impactante, acho melhor você gastar dinheiro exigido para esta peça assistindo outro musical em cartaz, como Gypsy ou O Médico e o Monstro, pois está versão brasileira de Into The Woods ficou muito pobre. Eu queria falar bem da peça e estava muito ansioso para assistir, mas este foi um momento #fail.

18 comentários:

Gabriel Justo disse...

Estava ansioso pelo seu texto sobre Into the Woods, Felipe. Desde que descobri o musical fiquei meio com o pé atrás, e minhas suspeitas se confirmaram com sua crítica. Acho que nem vou mais assistir...

Ótimo texto! ;)

Igor Rissotte disse...

Acho que se tratando de Brasil e da falta de cultura musical e artística, temos na versão deste musical uma boa intenção de mostrar uma obra interessante, más que precisa de um investimento alto oque não é possível quando não se tem apoio do governo e público. Claro que a obra se torna interessante quando analisamos a musica que o compositor escreveu criando harmonias incríveis pouco vista em musica de concerto e muito menos em operas. Tenho um pouco de pena de voce Felipe, pois vejo que não conhece nada sobre musica, nem sobre arte e muito menos sobre condições políticas e financeiras... Fui assistir e gostei, dei muitas risadas com os personagens que voce não gostou incluindo os príncipes e desejo que voce amplie sua cultura musical para que saiba apreciar um espetáculo dentro dos padrões brasileiros... abraço

Felipe Guimarães disse...

Gabriel, quem sabe né? Não foi do meu agrado, mas pode ser para você!

Igor, olá! Não sei se você é novo aqui no blog ou não. O Brasil já produziu muitas produções musicais de grande porte. Ponto. Eu também tenho muita pena de você, já que pelo visto vc não me conhece. A escola onde minha mãe trabalha realiza musicais com pouco dinheiro e conseguem fazer uma excelente peça, como fizeram com Fasntama Da Ópera.
E sei pelo que o Brasil passa pela burocracia para investir em peças, teatros, museus, entre outros.
Espetáculos dentro do padrão brasileiro posso pegar os espetáculos de Moeller & Botelho, Falabella, T4F, como os mais ricos, e o da escola da minha mãe como uma versão amdora.
Eu não falei que não gostei dos príncipes, apenas falei que eles não acrescentam nada na história, nem a Rapunzel. Ambos não tem quase nenhuma fala.
Como sempre falo, é uma questão de opinião, e espero que você no futuro possa ampliar este conhecimento.
Abraço.

Alexandre Sorelli disse...

Caro Felipe. Que pena que vc realmente não entende nada de música, teatro ou musicais. Apenas é mais um brasileiro médio que só se impressiona pelo que vê como produção. Assisti ao espetáculo e RECOMENDO, sim. Apesar de ser uma produção modesta, apesar de ter alguns problemas de som, apesar de ter elenco irregular, Into The Woods é um clássico do teatro musical, e merece ser visto. Tenho pena de você também, assim como os colegas que comentaram, porque você sequer percebeu que o menor do personagens tem importância FUNDAMENTAL para a história. Alguns papéis entram 3 ou 4 vezes para dar meia dúzia de falas, mas sem eles o espetáculo não aconteceria. E outra: o segundo ato é a vida real, a vida de verdade, o "depois" do "felizes para sempre" do primeiro ato. Atenha-se mais ao CONTEÚDO dos espetáculos, e não ao dinheiro que se gasta para produzi-los. Fale bem mesmo do Jekyll & Hyde, cuja melhor coisa é a chuva cênica; quem se importa se o texto, as músicas, os atores, os diretores e coreógrafos são uma porcaria... afinal brasileiro só sabe gostar do que é impressionante visualmente, né? E também respeite quem tem a audácia de montar uma obra-prima como Into the Woods no Brasil. Quem sabe nossa platéia possa ser mais crítica a partir deste espetáculo. Boa semana!

Alexandre Sorelli disse...

e para ajudar você, apenas para dar crédito aos grandes atores que estão dignamente defendendo seus personagens: Mulher do padeiro - Keila Bueno; Padeiro - Thiago Lemmos - Cinderela - Luciana Andrade; Lobo - Pedro Ometto; Chapeuzinho - Heloisa de Palma/Natalia Quiroga.

Felipe Guimarães disse...

Alexandre, assim como dise para o Igor, vocÊ não deve me conhecer. Por acaso você sabia que Rent, um musical com apenas um cenário, é meu musical favorito? Você sabia que "O Despertar da Primavera" é o melhor musical que vi no palco e que possuia apenas um cenário? Você sabe que eu gosto de um filme chamado Dogville, presente no blog, no qual existe apenas um cenário? Então não afirme que sou sem cultura. Você sabe quem é Kubrick, Hitchcook, Wilder, Hanecke, Miyazaki, e outros diretores?
Into The Woods pode ser um clássico, mas não quer dizer que eu tenho que gostar. Tenho que gostar de Cats, uma MEGAPRODUÇÃO, só pq é clássico? Acho que não.
Se você me explicar o papel das irmãs de Cinderela na peça, eu agradeço. E entenda: não estou falando que os atores são ruins, mas sim que os PERSONAGENS não são necessários.
Você pode não ter gostado da história de J&H, mas eu gostei. Tem umas coisas que gosto e que não gosto, mas não posso descordar que é uma excelente produção. Mas ainda prefiro peças como Rent e Despertar, que como você diz, possuem um CONTEÚDO!
E de tudo que você falou, de uma coisa concordo: desculpa não colocar o nome dos atores. Espero que você possa me perdoar.
Obrigado, e boa semana!

Lucas Montez disse...

Impressionante como brasileiro acha q é crítico, entende de arte ou faz avaliações de uma peça. Assisti ao espetáculo. Dei risada, me emocionei, apreciei a música (ainda que com alguns problemas de som, não comprometendo a peça). Fazer arte no Brasil ainda está longe do ideal que se merece, infelizmente, mas comparar eventos é realmente de uma pobreza cultural que passa longe do que eu imagino ser uma crítica. Recomendo que vão assistir Into The Woods, sim, vão. Prestem, atenção na Bruxa (Neusa Romano), na chapeuzinho (Heloisa de Palma), na leveza da Cinderela (Luciana Andrade, ex-Rouge), na interpretação segura do Padeiro (Thiago Lemmos) e de sua mulher (Keila Bueno) e não vão embora antes do segundo ato, onde a peça torna-se em uma reflexão das mais profundas 'do que estamos fazendo com nossas vidas'. Os príncipes (André Tonanni e Pedro Ometto) fazem rir! Cinderela ou Rapunzel sem os respectivos príncipes? Onde estaria a estória? Numa peça normalmente temos atores principais e secundários. Aqui temos todos os personagens que entram e saem dando sua contribuição da melhor forma para a peça e para o público. Caro Felipe, se realmente você deseja fazer uma crítica de quarquer coisa que seja, recomendo que comece entendendo da área que fará a crítica. Não sente-se na poltrona de um teatro ao acaso somente, mas para ouvir, apreciar, achar graça, chorar, e se for criticar, que seja uma crítica construtiva, de alto nível, e não um medíocre texto (infelizmente na internet tudo fica público).

Lucas Montez disse...

Thiago Lemmos - Padeiro
Keila Bueno - Mulher do Padeiro
Neusa Romano - Bruxa
Luciana Andrade - Cinderela
Fábio Visconde - Narrador/Homem Misterioso
Pedro Ometto - Príncipe da Cinderela/Lobo Mau
Heloisa de Palma - Chapeuzinho Vermelho
Natália Quiroga - Chapeuzinho Vermelho (alternante)
Beto Sargentelli - João
Bené Monteiro - João (alternante)
Rachel Alonso - Rapunzel
Daniela Cury - Mãe do João
Flávia Maria - Madrasta
Thais Piza - Florinda
Érika Andrade - Lucinda
Simone Luiz - Mãe da Cinderela/Vovozinha
André Tonanni - Lacaio

FM disse...

Deprimente esta aversão das pessoas à críticas negativas.

Para quem é novo neste blog recomendo ler os outros textos do Felipe antes de atacá-lo. Lendo os outros textos vocês vão perceber que ele tem no mínimo muita experiência com musicais e também vão perceber que este é um blog pessoal. Ele não tem a obrigação de ser imparcial ou agradar alguém já que ele apenas expõe aqui a opinião pessoal dele.

Ele não é músico, não é diretor (ainda), não é ator ele é apenas um fã de cinema e teatro que diz o que pensa do que ele assiste.

Já discordei de muita coisa que o Felipe disse. Neste texto mesmo ele diz que não gosta de West Side Story que eu considero um dos melhores musicais já feito, mas em hipótese alguma vou "agredir" o Felipe simplesmente por ele ter uma opinião diferente da minha.

Ele não gostou, apresentou os motivos de não ter gostado e pronto. Quem discorda pode até dizer o motivo, mas sem partir para pré-julgamentos com intuito de desvalorizar o texto dele.

Triste ler este tipo de comentário de pessoas que se dizem tão cultas.

Nathália França disse...

Gente, o que esperar da opinião de um garoto de 16 anos, da geração Rent e Despertar da primavera? Será que ele sabe que Rent é inspirado numa ópera magistral chamada La Boheme? E que o Despertar da Primavera é um texto do século 19, muito mais denso, pesado e reflexivo do que essa montagem mal dirigida, agua com açucar pra adolescente ver, que os "reis dos musicais" (haha) produziram? Realmente, de um garoto de 16 anos que acha que sabe muito de teatro e música, espera-se que ele não entenda a importância da Madrasta, das irmãs, dos Príncipes e da Rapunzel numa peça que fala de contos de fadas!!!!! Lamentável... saia das fraldas, Felipe, e daqui alguns anos de estudo, você volta a postar.

Felipe Guimarães disse...

Lucas, infelizmente no dia que fui houve MUITOS problemas de som, sim! E prejudicou bastante! E se você não percebeu, falei bem de todos estes atores, mas pelo visto o povo não lê de novo, lê e fala do que entendeu.
Os príncipes (André Tonanni e Pedro Ometto) fazem rir sim! Quando disse que não faziam?? Falei apenas que os papéis não eram necessários, mas gostei dos atores! Onde eu disse que não gostei deles?
E sinto muito, mas no seu próprio comentário vc falou algo ruim de ITW (o som) e nada de bom. Quando fizer um comentário, mostre seus argumentos, pois nada de construtivo e de ajuda vc faz para mim e com as outras pessoas.


Nathália, olha muitas pessoas de 16 anos são mais inteligentes que adultos idiotas e egoístas. E para sua informação, sei que Rent é baseada na ópera La Boheme e que por acaso já veio ao Brasil. Sabia que "Despertar" teve sua primeira versão não-musical e que foi escrita na época que se passa a história. Se vc me explicar a importância da Madrasta, das irmãs, dos Príncipes (ok, desses eu sei, mas é tão pequeno) e da Rapunzel numa peça que fala de contos de fadas, dá um toque, ok?
Ah Nathália, vao sair da ignorância, vamos? Porque não se se vc sabe, mas não uso mais fraldas e sou um grande fã de musicais. Quando vc me conhecer melhor e ler alguns textos, vc pode voltar e comentar.

Felipe Guimarães disse...

Depois desses comentários inúteis e inconstrutivos, peço que vocês parem para ler o comentário do FM. Como ele mesmo disse, este é um blog pessoal, dou minhas opiniões PESSOAIS, mas eu MOSTRO ARGUMENTOS para falar se alguma coisa é boa ou a ruim, ao contrário de todas as pessoas que comentaram por aqui. Como ele mesmo diz: "Triste ler este tipo de comentário de pessoas que se dizem tão cultas." Cultas não sei aonde, pelo menos isto, pois o que vocês fazem é um pré-julgamento.

Nayla. disse...

Gente,ele só mostrou a opinião dele,ele não é obrigado a gostar de tudo!Todo mundo quando vai assistir a um musical,peça ou algo assim,leva em consideração SIM a produção,como algo supergigante pode ser ruim pra caramba,ou algo simples pode ser lindo!Não é tudo que agrada uma pessoa,ela tem gostos,quer discordem ou não.Se ele não gostou dessa versão de ITW,acontece,ele não é obrigado a gostar.Mas se vcs lerem certo,vão ver q nem udo foram críticas ruins,teve seus pontos positivos!Que sabe não aparece algo que faça ele mudar de idéia alguma hora,mas se não agradou agora,não insista.

Gente,para de tratar ele como algúem que cometeu algum tipo de crime.Foi só opinião.

Mirella Santos disse...

Pelo visto a peça deixou mesmo a desejare nossa pra quê comentários ofensivos assim? É apenas sua opinião.
De qualquer forma a peça está muito longe de casa então não tenho como ver mesmo.

Isabela disse...

Deprimentes esses comentários, hein...Concordo com o FM.

Barbara disse...

Passei hoje na frente do teatro Abril quando me deparei com o cartaz de Into The Woods e fiquei LOUCAMENTE desesperada pra ver o espetáculo.
Tenho que concordar com o Bruno em certos pontos, eu sinceramente não gosto de adaptações em português de musicais... acho que a musica acaba perdendo a sua força e foi o caso de chicago por exemplo.
Uma adaptação em português que ficou GENIAL foi a da Bela e a Fera que ficou no Teatro Abril um tempão... o espetaculo foi realmente uma das coisas mais lindas que eu já vi na minha vida e eu acredito que foi não só pelas musicas e atores EXCELENTES, mas o sucesso que fez se deve tbm à produção absurda do espetaculo... os cenários eram incríveis, os figurinos, as coreografias... tudo era perfeito, como no desenho da Disney.
Agora, a "falta" de produção as vezes também contribui. Tive a oportunidade de assistir ao espetáculo Chicago em Nova York e a produção era MÍNIMA... todos vestidos de preto, não teve troca de roupa, a orquestra fica no meio do palco e os atores cantam e contam as histórias nos cantos do palco. Nem dançar eles dançam e acredite, o espetáculo tem uma força tão grande que é incrível como eles conseguem contar uma história tão complexa com tão pouco.
Por isso acho que a produção "pobre" de Into the woods não vá ser o problema maior da peça... a questão é que, pra quem ama a versão original em inglês (que é brilhante e riquíssima em detalhes) talvez seja um pouco chato ver em inglês.
Por isso digo de verdade que estou com medo de comprar um ingresso de quase 100 reais pra ver uma coisa que talvez não seja tão excelente quanto eu imagino que possa ser, sem contar que Into The Woods sem a Bernadette Peters NÃO É Into The Woods.

Felipe Guimarães disse...

Nayla, obrigado pela visita! Pois é! Parece que fiz um crime só por não gostar de um "clássico". Sinto muito, mas não vou gostar de um filme ou de uma peça só porque é clássico. E é isso mesmo! Falei tanto pontos bons como ruins, só que existem mais ruins do que bons! Obrigado por ter sido "humana" comigo! Volte sempre!

Mirella, pois é, existe até mesmo um povo conservador para peças! E descobri isso com a postagem!

Isabela, se fosse construtivo eu nem me importaria, pelo contrário, prestaria atenção. Mas todos são ofensivos e sem argumento.

Barbara! Obrigado por ter visitado o blog e ter feito um comentário humano! Também fiquei muito empolgado quando descobri que Into The Woods vinha para cá. Ah, gosto de traduções quando estas são bem feitas!
Ah! Não acredito! Você realizou um sonho meu: ir para NY e ver musicais! Entre eles preciso ver Chicago e Wicked obrigatoriamente!
E para concluir, pois é, o povo não entendeu que quando falei em preferir assistir Gypsy ou J&H eu disse também por causa do ingresso! Pelo visto você paga inteira. Imagine você gastar uma grana com uma peça que você pode não gostar? Ah! To tentando achar a versão americana de TV para ver.... Bem, obrigado pela visita! e pelo comentário humano! Volte sempre!

Yago Campos disse...

Tenho pena de você, que conheceu "Into the Woods", um dos musicais mais geniais da Broadway, nesta tradução pobre, assim como as atuações (pelo menos o elenco tem um pouco de talento musical n voz). Um dos muitos exemplos da terrível tradução fica na canção "Derradeira Meia-Noite" ("Last Midnight"), a tradução deu a entender que a Bruxa era malvada, quando na verdade, ela era a única personagem com razão, um personagem que simplesmente não era legal(Na versão original da música, ela canta: "Vocês são tão legais! Não são bons, não são maus, são legais! Eu não sou legal, não sou boa, eu apenas estou certa! Eu sou a Bruxa!"). Se você não assistiu a versão original (have fun, é ótima!: http://www.putlocker.com/file/5FLAE7Q47MNL), você não sabe o que tá perdendo. E se você já assistiu... bom, eu não vou discutir gostos.