4 de setembro de 2010

MATEUS, O BALCONISTA- Homenagem brasileira ao Tarantino

Você não vai deixar de me assistir, vai?


Se não fosse meu amigo Luciano ter comentado sobre este longa-metragem, eu nunca o teria conhecido. Embora eu seja fiel à minha locadora, às vezes não dá para negar em dar uma passada na 2001 (herege!) que, Meu Deus do céu, é o néctar de cada cinéfilo que existe neste país, mesmo sendo uma facada (um Teatro Abril de locadora). Você estava procurando uma série/longa-metragem brasileiro que faça uma homenagem ao grande Taranta? Então Mateus, O Balconista é a sua escolha!


A história é sobre Mateus, um balconista de locadora, assim como nosso grande ídolo, o cineasta Quentin Tarantino, já foi. Desse modo, Mateus pretende seguir os mesmos passos do famoso cineasta e aprender com os filmes. Em vários quadros/episódios, vemos o dia-a-dia de Mateus, que nos mostra diferentes situaçãoes, clientes (entre eles o melhor é o cinéfilo), entre outros casos, todos com muita sátira e humor.


Mateus Solano é uma das novidades do pedaço, se vocês ainda não perceberam. O cara já fez muitas peças, pequenas aparições em minisséries, mas apenas conseguiu destaque a partir da minissérie Maysa- Quando Fala o Coração (a qual preciso terminar de assistir) e em seu personagem na horrível novela Viver a Vida, que possuía um grande elenco com história muito fraca e burguesa de mais. Solano é carismático e permanece assim em Balconista. Suas caras de cú são tão engraçadas como seus momentos revolts.


Outros personagens podem ser debatidos, como o amigo negro de Solano (não me lembro de nenhum nome, ok? Não é porque ele é negro que não vou lembrar) que fala todo momento sobre ser 100% negro (tanto que acontece uma fight porque um cliente decide alugar um filme de uma trilogia com alguma coisa branca, depois azul e uma outra cor. O amigo de Solano já sai falando: "Por que não negro? Preconceito?"). Ah, como odeio isso. É engraçado isso, não? Quando negros se admiram por ser negros achamos (pelo menos eu) que eles tem orgulho de si, mas quando um branco tem orgulho de ser branco é racista. Todo mundo tem que ter orgulho de si e ponto final. Afinal, não temos que ser felizes como somos e ter orgulho disso? Mas voltando: outros personagens também divertidos são os dois cinéfilos, também engraçados e preconceituosos com filmes blockbuster.


E vocês sabiam que a série foi originalmente criada para celulares? Pelo menos foi isso que eu entendi fazendo a minha pesquisa diária para pelo menos parecer do eu sei do que falo por aqui (ou pelo menos tentar). Bem, sendo para celular ou não, Mateus, O balconista é um bom entretenimento para os tantos cinéfilos que existem por este Brasil brasileiro, e que principalmente amam o nosso Taranto-sam!

2 comentários:

alan raspante. disse...

Olha dica bacana....Só não vou com a cara de Mateus Solano, acho ele muito chato, mas sendo uma homanagem para o Tarantino até que dá pra encarar =)

Felipe Guimarães disse...

Alan, acho o Solano legal. Não mostrou na televisão até agora pelo menos, ser um excelente ator, mas acho que bom sim.