30 de outubro de 2010

AMANHÃ É O DIA...

Se você está lendo essa postagem, tenho quase 100% de certeza que você não foi viajar no feriado, assim como eu. Se você tem mais de 18 anos, ou tirou seu título de elitor, amanhã é mais um dia de eleição para o principal cargo do nosso país: o (a) futuro (ou futura) presidente. Quero, por favor, que você pense mais de uma vez em quem vai votar. Se você me perguntar em que eu iria votar é fácil eu responder: nulo. Mas se você já tem alguém em mente há muito tempo, faça uma pesquisa sobre esse candidato, nem que seja rápida. Apenas pesquise. Quero mostrar para você o quanto é importante o seu voto, que mesmo sendo um, define o nosso país a cada 4 anos. Lembrando que futuramente teremos a Copa e as Olimpíadas, que não podem existir num Brasil que continue com seus problemas sociais e de segurança. E seja o que Deus quiser. Ou melhor não, né? Pra mim essa foi a pior eleição de todas, na qual os candidatos montaram seus planos com base na religião em algo (nosso país) que deve ser laico. Oh Deus...

27 de outubro de 2010

BERNARDO E BIANCA- O clássico Disney que causou polêmica

Como isso pode causar medo?

Se você acha bizarro um adolescente assistir aos filmes de sua infância, imagine um adolescente indo à locadora, na sessão de filmes infantis e um monte de criancinhas olhando para ele e pensando: "O que esse ser gigante de quatro olhos está fazendo aqui?". Bem, se este "ser gigante" não sou eu, então não sei quem é. Sim, adoro alugar filmes infantis. Sim, meus pais odeiam que eu alugue filmes infantis. Mas como resistir a minha infância? Não consigo! E essa semana revi um dos clássicos Disney mais polêmicos: Bernardo e Bianca.


A história é sobre dois corajosos ratos que fazem parte de uma organização (tipo uma "ONU para ratos"). Quando recebem a carta de uma menina órfã, Penny, pedindo socorro, Bernardo e Bianca se lançam numa aventura para descobrir onde está a menina e impedir que Madame Medusa continue usando a menina para conseguir jóias preciosas dentro de um poço, entre elas, o famoso "olho do Diabo".


Comparado com os outros clássicos Disney, Bernardo e Bianca pode ser divertido, mas não é tão marcante. As músicas, por exemplo, ao meu ver, são muito pobres em relação aos outros filmes da empresa. Mesmo não sendo uma animação musical, as músicas não são dignas de uma animação Disney, mesmo se forem usadas apenas como músicas em off, para mostrar cenas e paisagens. Além disso, a aventura nem é tão "aventuresca" já que rapidamente eles encontram a menina. Um clássico Disney de investigação que gosto, e muito, é O Ratinho Detetive, este sim com reviravoltas e muita tensão. Outro problema é a vilã, que embora seja muito boa, quase não aparece nos míseros 77 minutos de filme.


Pra mim, o que faria Bernardo e Bianca ser marcante é o fato de ser um dos mais aterrorizantes clássicos por possuir um dos cenários mais horripilantes: a caverna e o pântano. Quando eu era pequeno morria de medo da cena! Principalmente quando eles acham o diamante graças a ajuda da luz. Quando assisti ao filme essa semana, na hora de dormir, ainda me lembrava da cena da caverna e abria o olho só para ter certeza de que estava na minha cama.


Sendo assim, Bernardo e Bianca pode ser marcante para as pessoas que assistiram ao clássico ainda pequenos e achavam que era uma mega aventura e tudo mais, como eu, porém, hoje existem animações como mais aventuras do que essa. E além disso, vocês sabiam que o filme causou um prejuízo para a Disney? E sabem por quê? Porque havia uma mulher nua numa das janelas, e a Disney teve que recolher as cópias para retirar a mulher da cena. Duvida? Olha a cena aqui embaixo!

25 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE 2- Um filme obrigatório para essas eleições

O inimigo é o próprio sistema

O sucesso de Tropa de Elite foi tão grande que até irritou, embora eu tenha gostado do primeiro filme, e muito. Na minha sala, por exemplo, era quase impossível não ouvir alguém cantando "Tropa de Elite, osso duro de roer", ou o famoso "Parapapa", ou pior ainda ainda: ter um integrante de sala que só pensa em 24 Horas, Tropa de Elite, entre outros filmes e séries policiais. Sendo assim, a cabeça da gente fica de saco cheio de tudo isso, e assim que falam que terá uma continuação, você já pensa no pior: sofrer tudo isso de novo. Porém Tropa de Elite 2 foi uma surpresa, e muito boa.

Na história, o Capitão (agora tenente coronel) Nascimento se separa de sua mulher e volta para trabalhar no BOPE. Porém, em uma de suas missões, Nascimento e Matias acabam fracassando e saindo do BOPE. Enquanto Nascimento vai para um alto cargo, Matias volta para a polícia. Agora, Nascimento precisa enfrentar as milícias, que estão dominando as favelas do Rio, assim como os governadores e deputados, esses em busca de voto. Desse modo, Nascimento pretende bater de frente com o sistema, mesmo sendo algo "osso duro de roer".

Na sessão que fui o filme teve direito até a aplauso. José Padilha, o diretor do filme, me fez recordar porque eu achava o primeiro filme tão bom: falava sobre a realidade, mesmo sendo uma ficção. Porém, nesta continuação, percebemos uma evolução no roteiro, tanto que o filme passa voando por nossos olhos, ao contrário do primeiro. Nascimento, assim como os demais personagens, acabam crescendo e há um aprofundamento em cada um deles, sendo velhos ou novos.

Além disso, Padilha nos oferece algo que desejamos muito: socar a cara de um político corrupto. Foi nessa cena que o cinema aplaudio, e coitado do político que foi assistir ao filme numa sessão lotada, ou que não estivesse em Brasília. Em Tropa de Elite 2, os políticos, estes que deveriam cuidar da cidade, acabam deixando a violência da favela e o tráfico continuar do jeito que estão para conquistar votos. E não é isso que está acontecendo nessas elições? Governadores, deputados, prefeitos, presidentes, todos procuram a simplicidade do povo e o "populismo" para conseguir voto, prometendo acabar com tudo que na verdade fazem parte?

Além disso, Wagner Moura cria não apenas uma excelente atuação, mas como marca na história do cinema brasileiro o surgimento de um personagem histórico, sendo este o seu e só seu Capitão Nascimento. Claro, talvez este não seja tão marcante como o terrível Zé Pequeno de Cidade de Deus (ainda insuperável), mas seu lugar ainda está lá, intacto, como um grande herói e representante da poupulação brasileiro.


Porém, tem algo que não entendi, ou que entendi, mas não compreendi: o personagem do deputado Fraga defende a esquerda brasileira, com direitos humanos e tudo o mais, enquanto o Nascimento defende a direita, no qual a ação é rápida e dolorosa (considerado até fascista). Fraga, no início, é visto no filme como um defensor, e Nascimento um herói. No final, ambos estão juntos lutando pela justiça. Desse modo então, o filme defende que o único modo de existir um bom governo é deixar esquerda e direta "andarem" juntas? Se for isso mesmo, o filme defende exatamente o que penso: não se pode ser extrema direita ou extrema esquerda: deve haver um balanço entre os dois. Mas não sei. Preciso rever para não causar alguma gafe, se não vão falar que sou um merda e não presto e toda aquela história de novo.

Sem mais delongas, Tropa de Elite 2 é um filme obrigatório, principalmente para a época de elição. Sinto muito meu caro de leitor, mas quero te fazer uma pergunta: "Você votou no Tiririca?". Se sim, quero que você assista ao filme para perceber a cagada que você fez. Se você votou nele porque ele é simpático, o filme vai te mostrar para abrir o olho e ver que junto com ele vai entrar um monte de corrupto, entre eles uns que fizeram parte do Mensalão. Se votou nele como voto de protesto, te peço para não fazer mais isso, e que vote nulo. A solução não é votar na piada, porque desse modo, seu voto será uma piada também. A solução pode não ser o nulo, mas tão pouco é jogar o voto fora. E como diz o filme sobre o sistema: "isso não será algo rápido para solucionar". Resta para nós meros mortais a paciência. E claro: o Tropa de Elite 3.

22 de outubro de 2010

O BICHO DE SETE CABEÇAS- Um estranho no ninho

Nem preciso falar, preciso?

Depois de assistir As Melhores Coisas do Mundo (e ter gostado), foi quase impossível resistir para não assistir ao filme mais famoso da Laís Bodanzky: O Bicho de Sete Cabeças, aclamado por grande parte de público e crítica. Então lá fui eu na locadora, peguei o filme (e um musical do qual falarei assim que assistir), e coloquei no meu DVD. Embora não seja original, o filme possui boas interpretações e lições que precisam ser aprendidas.


A história é sobre Neto, um jovem que gosta de curtir a vida, e que de vez em quando gosta de fumar um baseado, mas nada que pudesse afetar sua vida ou sua família. Porém, Neto possui um pai extremamente conservador, que no momento em que acha um cigarro de maconha no agasalho do filho, o interna sem pensar duas vezes. Porém, Neto não é um viciado e agora está rodado de loucos e preso num manicômio. E o sistema do manicômio o quer ali de qualquer jeito.


Se você pegar o filme apenas pela história, é praticamente impossível não se lembrar de Um Estranho no Ninho, e não vou mentir: pra mim foi exatamente Um Estranho no Ninho versão Brasil. Claro, quem não conhecesse o clássico de Milos Forman que retrata os maltratos realizados nos manicômios (embora um seja de drogas e outro para loucos, em O Bicho de Sete Cabeças a maioria que está drogada está louco, então dá quase na mesma), provavelmente idolatra Bicho. Mas essa história já foi contada pelo diretor de Amadeus (pra mim, sua melhor obra).


Mas não é por causa disso que Bicho não teria a sua importância na hisória do cinema. Além de mostrar a realidade do que acontece não apenas no Brasil, mas como também em outros lugares do mundo, o filme mostra uma coisa que, se você me segue há muito tempo, deve saber: o conservadorismo. O pai de Neto, achando que o filho está drogado e perdido na vida, sem ao menos conversar com o filho, rapidamente encontra o método mais tradicional para achar uma solução: a reabilitação. O que ele não sabe, é que ele mesmo acaba com a vida do filho.


Com a boa interpretação do elenco, com destaque para Rodrigo Santoro e Gero Camilo, e mesmo tendo uma história que já foi mostrada na história do cinema, O Bicho de Sete Cabeças é um bom exemplo de produção nacional de qualidade (se não nem teria comparado com o clássico de Forman). Agora só temos que esperar o próximo trabalho da Laís Bodanzky. Com um pequeno currículo, não sei ainda se gosto ou não da diretora, mas que seus filmes são grande, isso não posso negar.

20 de outubro de 2010

UM POUCO MAIS DA COLETIVA: AS PARTES PICANTES

Ai Meu Deus! Mais da gente!


Hoje saiu o texto da coletiva de imprensa do A Gaiola das Loucas no Lérias e Lixos e você pode conferir neste link. Porém, algumas partes não foram selecionadas para a publicação. Então, pedi e perguntei se poderia usar algumas das informações que não foram utilizadas e publicar aqui no blog. O sinal verde foi dado e só faltava escrever. Então vamos lá!

Uma das informações foi a pergunta que eu fiz ao Falabella. Perguntei se ele tinha receio de que o conservadorismo paulistano pudesse prejudicar o sucesso do espetáculo. Porém, Miguel respondeu que os tempos são outros e que isso já passou, e acredita que o todos já conhecem o enredo da peça. Engraçado que durante a coletiva, um cara com voz "mole" perguntou algo ao Falabella, porém só deu para ouvir os sussuros: "Bicha", "bicha", "bicha", vindo de várias pessoas presentes e um amigo meu não conhece o enredo. Será que Falabella é inocente, ou ele não conhece o público paulista? Será que ele se esqueceu que além de homossexuais, as "velinhas" são grande parte do público de musicais?

Bem, perguntei também, por curiosidade apenas, se os atores possuíam algum tipo de mania antes de entrar em cena e o Falabela ainda brincou: "Fazemos sexo atrás na coxia". Mas um dos atores revelou que a verdadeira mania é exatamente se focar, se preparar para o musical e para a cena, e claro, fazer bem feito. E para a grande surpresa, uma das atrizes (não me lembro quem) disse que no primeiro ato ela apenas anda pelo palco, mas que começa a rezar. O mais engraçado foi a amiga dela (a diretora) que ficou surpresa. Viu só como podemos conhecer mais sobre nossos colegas?

No final da coletiva houveram duas apresentações. A primeira foi de todas as "loucas" dançando no cabaré, e a segunda foi um dueto de Falabella e Diolo Vilela. Bem, na primeira parte eu já notei: de novo a orquestra é mais ala que a voz dos atores, e colocaram mais alto-falantes! E, descobri que o Diogo Vilela infelizmente não é o escolhido para o papel de Zazá. Ele canta bem, consegue manter o tom, mas a voz dele é muito grossa para o papel! Seria melhor se eles tivessem trocado de papéis, já que o Falabella canta mais "fino". Mas como o Vilela brincou: "ele não queria andar de salto". Bem, resta esperar então até o dia 29 e ver o que acontece!

19 de outubro de 2010

SE PREPAREM PARA A COLETIVA DE "A GAIOLA DAS LOUCAS"

Ele já foi nos ver, Miguel?

Graças a oportunidade que me deram no Lérias & Lixos, pude comparecer à coletvia de imprensa do musical A Gaiola das Loucas, do Miguel Falabella, que me decepcionou bastante quando fui Hairspray no Shopping Bourbon. E pelas cenas que eles mostraram na coletiva, Gaiola provavelmente será uma grande produção, mas provavelmente não será um grande musical.


E falarei quase nada por aqui porque a maiorias vocês terão que ler no Lérias (deixarei o link asism que o texto estiver pronto). Mas já vou adiantar algumas coisas: relalizei duas perguntas para o Falabella. A primeira era se ele tinha receio de que o conservadorismo paulista pudesse prejudicar o sucesso do espetáculo, e percebi na sua resposta que ele tem uma inocência quanto ao público. A segunda é se algum dos atores tinha uma mania antes de entrar em cena. Mas isso pessoal vocês só poderão ler hoje à noite no Lérias, então fiquem de olho! Estou tentando escrever aqui no blog e prometo que quinta-feira haverá uma postagem sobre Tropa de Elite 2. Prometo!

17 de outubro de 2010

MÚSICA DA SEMANA- 17/10

Entre as tantas coisas que eu havia gostado de As Melhores Coisas do Mundo está a música inicial dos créditos. E olha que o único jeito que deu para poder baixar a música foi baixando-a de um video do Youtube, o único que tem nele (ok, deve ter mais video da música, mas na pesquisa só deu esse). Espero que vocês gostem. Pra mim tem um clima de Legião Urbana que eu adoro! Mas vamos lá!

Identificado- Sheriff Billy Joe

16 de outubro de 2010

AS MELHORES COISAS DO MUNDO- Meu primeiro Bodanzky

Não me olhem assim!

Um dos filmes mais falados desse ano, As Melhores Coisas do
Mundo foi filmado por... uma mulher? Exatamente meu caro leitor,
Laís Bodanzky é a diretora do filme. Para quem não sabe, Bodanzky fez o aclamado filme nacional O Bicho de Sete Cabeças, com a presença do ator Rodrigo Santoro. Mas dessa vez, a diretora preferiu não fazer um filme sobre drogas, mas sim sobre a adolescência, e se sai muito bem, ao contrário do lixo norte-americano que vem para cá quase toda semana.

A história é sobre a vida de Mano que tem apenas 15 anos. Sexo, cigarros, bebidas, beijo na boca, romance, fofoca, tocar guitarra, família, baladas, tudo isto está presente na vida de Mano, como na de qualquer adolescente (exceto pela parte da guitarra). Após um ocorrido em sua família, Mano passa de um jovem menino ingênuo para encarar a realidade, a primeira transa, descobrir que seus melhores amigos podem ser estúpidos, querer seus direitos como aluno e pessoa e ter seu primeiro romance.

Sinceramente, quando eu estava assistindo ao filme, eu pensava que estava odiando. Sério, eu pensava: "Aff, que droga!", "Que idiota". Só que aí parei para pensar e vi que na verdade eu estava assistindo nada mais nada menos do que vendo adolescência pura! Gente fumando narguile (odeio gente que fala que não fuma cigarro porque faz mal à saúde e fuma narguile com a desculpa de que não faz. Aham Cláudia! Pensa assim! Mas continuando...), sendo pressionado pelos amigos para beijar na boca (quem não passou por isso?), e principalmente o "falso liberalismo" de Mano e seu irmão Pedro (eles acham que pode acontecer de tudo, menos ter pai "boiola"), que está presente em muitas pessoas da nossa sociedade.

Das poucas coisas que eu não gostei do filme foram por causa da falta de aprofundamento. O personagem do Fiuk, por exemplo. Ok ele ser alternativo, mas não tem aprofundamento nele! A única coisa que sabemos é que ele ama teatro e escrever, mas ele não mostra conteúdo, apenas depressão. É um conteúdo vazio e deprimido), e, eu tinha falado que eu tinha gostado do "falso liberalismo" apresentado por Mano e por seu irmão, e gostei mesmo, mas não há aprofundamento nisso também! No final, nem Mano nem Pedro (Fiuk) aceitam a sexualidade do pai. O final também. Ficou muito aberto e raso. Dava para ter feito algo melhor com a mensagem que fica.

As atuações, por outro sinal, estão muito boas. Francisco Miguez nunca tinha realizado um filme e consegue fazer cenas de risos e choros, mostrando que pode ter potencial no futuro, se quiser! Fiuk também está bom, superando o seu péssimo papel sem conteúdo de Malhação. Zé Carlos Machado, Caio Blat e Paulo Vilhena também se saem muito bem. Mas quem eu adorei mesmo foi a Denise Fraga. Sempre gostei da atriz e ela está presente nas melhores cenas do filme: a cena dos ovos e do carro.

Com bem mais acertos do que erros, As Melhores Coisas do Mundo é um dos principais filmes que fala sobre a juventude, pois não mostra apenas adolescentes indo em festas, bebendo, fumando, fazendo sexo e vomitando de um lado para o outro. O filme mostra a adolescência como ela é: um saco sem fundo da qual temos que aguentar e esperar para que no futuro possamos escolher algo de nossas vidas que não traga a infelicidade e que possamos escapar da burocracia da sociedade da qual vivemos. Como é bom sonhar! Viva a adolescência!

13 de outubro de 2010

AVATAR- EDIÇÃO ESPECIAL: PEQUENOS DETALHES QUE MUDAM O FILME

Lá vamos nós de novo...

Não vou falar novamente sobre a história de Avatar, se eu gostei do filme ou não, das atuações, efeitos especiais e blá blá blá, porque vocês já podem ter lido sobre o filme aqui no blog na época do seu lançamento, e não gostaria de que ficasse repetitivo. A única coisa da qual eu falarei agora serão dos pequenos detalhes que podem ser encontrados na nova versão de Avatar, que possui alguns minutos a mais de filme, e que podem acreditar, muda um pouco o filme, mas só um pouco.


A primeira coisa são as diversas cenas de narração em off do Jake que foram cortadas. Lembra que no filme ele faz alguns videologs, como se fosse um tipo de um diário? Pois é! Nesta nova versão fica mais do que claro (pra mim, pelo menos) que a intenção de James Cameron era de tornar o personagem de Jake como o narrador de um diário, um diário de Pandora, no qual ele fala sobre tudo que acontece no planeta. Se essas cenas não tivessem sido deletadas, com certeza a visão de Jake no filme ficaria mais interessante.


Agora, se você pretende ir ao cinema e assistir Avatar apenas por causa da cena de sexo, então meu caro amigo ou amiga, é melhor você desistir da ideia. A única coisa "a mais" que eles fazem nessa cena é conectar o cabelo de um no outro via USB. Jura? Mesmo? Pois é! Bem brochante. Nesta hora o nosso caro James Cameron foi mais inteligente do que Hollywood, que hoje coloca cena de sexo até em filme infantil: ele deixou a cena bonita, romântica. E afinal, desde quando sexo é uma coisa feia? Mais uma influência da mídia! Abre o olho povo!


Mas voltando: existe uma cena final que não sei se é importante ou não, porque não afetaria tanto o filme assim (mas não vou comentar nada para você ficar ansioso. Sim, eu sou do mal!), já que na versão original o personagem estava morto, e era isso que precisávamos saber. Aliás, das cenas novas a que eu mais me interessei foi a cena da escola, que a Grace (interpretada pela ótima Sigourney Weaver!) explica o que aconteceu por lá. Mas nada de mais mudou em Avatar. O filme continua sendo bom do jeito que era. E lembrando sempre pessoal: comentem!

11 de outubro de 2010

ENSINA-ME A VIVER: Como um filme cria uma obra teatral!

É tão bom viver!


Acho que uma das piores escolhas que já fiz, falando de teatro, lógico, foi ter esperado quase três anos para assistir Ensina-me a Viver. Desde que vi uma entrevista e um vídeo sobre a peça eu fiquei louco para assistir, mas nunca sabia onde estava em cartaz, e na época nem ligava tanto para teatro como hoje. Quando descobri que a peça tinha voltado para São Paulo, no Teatro Tucca, não pude perder esta oportunidade. Mesmo subindo uma ladeira enorme, chovendo, e com uma camisa branca que fez com que desse para ver tudo, consegui meu ingresso, e vi a peça no sábado. Uma divertida tragicomédia que consegue ser bem melhor do que o filme na qual foi baseada.


A peça e o filme possuem o mesmo nome, mas algumas adaptações diferentes, ou melhor dizendo, cenas adicionais. Harold é um jovem adulto de 20 anos que nunca teve amigos, adora realizar atentados suicidas para chamar a atenção de sua mãe e que aproveita seu tempo livre para ir a funerais. Num desses funerais, Harold conhece a simpática Maude, uma senhora de quase 80 anos de idade. Graças a Maude, Harold começa a se interessar pela vida.


Um dos principais fatores que chamaram a atenção do público para assistir a peça foi a presença da atriz Glória Menezes no papel da simpática "velinha" Maude. Sempre gostei da Glória Menezes e em Ensina-me também não foi diferente, onde a atriz conquista o público com seu carisma e talento. Meu maior medo era na verdade o papel de Harold, pois o filme não apresenta um bom ator, que realmente parece morto por dentro e por fora até nos momentos em que deveria haver felicidade. Porém, a atuação de Arlindo Lopes era exatamente do Harold que eu desejava: um personagem de puro humor negro! Lembrando em certos momentos até o humor do personagem Moritz de O Despertar da Primavera.


Mas, além disso, a peça contém outros bons atores. Stella Maria Rodrigues, que interpreta a mãe de Harold, também está excelente e consegue tirar grandes risadas. Fernanda Freitas, mesmo possuindo um papel pequeno, também consegue cativar o público e tirar risos e sorrisos. E, para quem gostou do diretor esnobe da minissérie Som e Fúria, saiba que o ator, Antônio Fragoso, também está presente em Ensina-me a Viver. Embora muitas pessoas não gostem de atores "repetindo" papéis (é quase impossível não reconhecer alguns gestos semelhantes do ator em Fúria e em Ensina-me), eu aprecio, desde que o primeiro papel tenha sido muito bem feito, como é o caso do ator.


Uma tragicomédia que fala sobre o amor, a quebra de tabus, a burocracia dos adultos, entre outros, Ensina-me a Viver é uma deliciosa peça que passa voando por nossos olhas, graças ao seu texto divertido e rápido, e claro, seus talentosos atores. E não se preocupe se você perdeu a peça! Ela voltará em janeiro no Teatro das Artes do shopping Eldorado. Se eu fosse você, eu não perderia por nada, nem mesmo por uma chuva, uma ladeira enorme e com a possibilidade de todo mundo no ponto do ônibus ficar olhando para você como se você tivesse pulado dentro de um rio e decidido pegar um ônibus para ver como era. Agora, tenho que me planejar para os próximos espetáculos: A Gaiola das Loucas, a volta de Avenida Q (com novo elenco), o último dia de Gypsy e a estreia de Mamma Mia. E lembrando sempre pessoal: comentem!