22 de outubro de 2010

O BICHO DE SETE CABEÇAS- Um estranho no ninho

Nem preciso falar, preciso?

Depois de assistir As Melhores Coisas do Mundo (e ter gostado), foi quase impossível resistir para não assistir ao filme mais famoso da Laís Bodanzky: O Bicho de Sete Cabeças, aclamado por grande parte de público e crítica. Então lá fui eu na locadora, peguei o filme (e um musical do qual falarei assim que assistir), e coloquei no meu DVD. Embora não seja original, o filme possui boas interpretações e lições que precisam ser aprendidas.


A história é sobre Neto, um jovem que gosta de curtir a vida, e que de vez em quando gosta de fumar um baseado, mas nada que pudesse afetar sua vida ou sua família. Porém, Neto possui um pai extremamente conservador, que no momento em que acha um cigarro de maconha no agasalho do filho, o interna sem pensar duas vezes. Porém, Neto não é um viciado e agora está rodado de loucos e preso num manicômio. E o sistema do manicômio o quer ali de qualquer jeito.


Se você pegar o filme apenas pela história, é praticamente impossível não se lembrar de Um Estranho no Ninho, e não vou mentir: pra mim foi exatamente Um Estranho no Ninho versão Brasil. Claro, quem não conhecesse o clássico de Milos Forman que retrata os maltratos realizados nos manicômios (embora um seja de drogas e outro para loucos, em O Bicho de Sete Cabeças a maioria que está drogada está louco, então dá quase na mesma), provavelmente idolatra Bicho. Mas essa história já foi contada pelo diretor de Amadeus (pra mim, sua melhor obra).


Mas não é por causa disso que Bicho não teria a sua importância na hisória do cinema. Além de mostrar a realidade do que acontece não apenas no Brasil, mas como também em outros lugares do mundo, o filme mostra uma coisa que, se você me segue há muito tempo, deve saber: o conservadorismo. O pai de Neto, achando que o filho está drogado e perdido na vida, sem ao menos conversar com o filho, rapidamente encontra o método mais tradicional para achar uma solução: a reabilitação. O que ele não sabe, é que ele mesmo acaba com a vida do filho.


Com a boa interpretação do elenco, com destaque para Rodrigo Santoro e Gero Camilo, e mesmo tendo uma história que já foi mostrada na história do cinema, O Bicho de Sete Cabeças é um bom exemplo de produção nacional de qualidade (se não nem teria comparado com o clássico de Forman). Agora só temos que esperar o próximo trabalho da Laís Bodanzky. Com um pequeno currículo, não sei ainda se gosto ou não da diretora, mas que seus filmes são grande, isso não posso negar.

3 comentários:

alan raspante. disse...

Vi de relance este filme, mas nunca inteiro. Preciso reparar isto!
Agora cara, veja "Chega de Saudade", hahahahaha.

Abs. =)

pseudo-autor disse...

O melhor filme de toda a carreira do Rodrigo Santoro. Eu cheguei a ler o livro que deu origem ao filme - O Canto dos Malditos - na época e fiquei muito impactado pela história. Demais!

E como disse o Alan: veja agora Chega de Saudade. Vale a pena!

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Felipe Guimarães disse...

Alan, vou assistir! uhauha. Você me fala vários filmes para ver e eu falo que vou ver e acabo não vendo. Preciso de férias!!

Pseudo-autor, seja bem-vindo! Ah, provavelmente deve ser! Não vi muitos filmes dele, mas de 300 e Simplesmente Amor fiquemos com O Bicho de Sete Cabeças. Vou sim!