1 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO- Como somos ensinados?

Eis a grande questão



Que antigamente, época de 50 e 60, era "natural" uma jovem de aproximadamente dezesseis anos se casar com um homem de trinta, isso nós já sabemos (tanto que a diferença de idade entre meus avós maternos era de 15 anos). Porém, Educação é bem mais que isso. Não fala apenas disso, mas também sobre o feminismo, a experiência, o erro, a boêmia, a adolescência, entre outros assuntos que podem mudar o nosso modo de ver a vida e encará-la.

A história é sobre Jenny, uma jovem de 16 anos que sonha em ir à Paris, fumar, conhecer música boa, bons livros, ou seja, experimentar coisas novas. Quando David, um homem de 30 anos, aparece na vida da jovem, ela não pensa duas vezes antes de segui-lo. Assim, Jenny começa a experimentar as coisas boas da vida, ao contrário do que ensinavam à ela: ser uma boa esposa, cuidar do lar, ter filhos, etc.

Educação é um filme de experimentos. Jenny é a típica adolescente que quer conhecer o mundo, conhecer pessoas, simplesmente conhecer! Ela não gosta da vida para qual está designada: lavar a louça, cuidar da casa, ter filhos, tudo isso pra que? Por que ela está se formando, é bilíngue, pretende cursar uma excelente faculdade, para que depois de tudo isso ela vá para trás de um fogão, como é o caso de sua mãe? Jenny é o exemplo do movimento feminista que começou naquela época.

Além disso, um dos pontos fortes do filme que mais apreciei foi o pai de Jenny, Jack. No início, há apenas a faculdade e o estudo da filha. Porém, quando David entra na vida de Jenny, o pai logo muda de opinião e começa a admirar o novo estilo de vida da filha. Na hora do clímax, Jenny fica indignada com o pai, aquele que deu toda a sua educação, e que na hora em que ela mais precisava, não fez nada, pois não tinha o que fazer. Não era uma questão de educação, mas sim de uma lição da própria vida.

Em questões de atuação, Educação saí intacto! Carey Mulligan, indicada ao Oscar de Melhor Atriz por seu papel, é uma das principais atrações do filme por sua excelente atuação. Alfred Molina também está impecável em seu papel como Jack, ao mesmo tempo caricato e "sem jeito" nos momentos de tensão. Peter Sarsgaard sempre foi um bom ator, e a prova disso é seu papel em Kinsey- Vamos Falar de Sexo. Porém, ainda não sei se o ator consegue suportar um filme como ator principal. Eis um desafio que ele ainda precisa enfrentar!

Feminista, boêmio, e muito mais, Educação é o tipo de filme que nos faz sair do cinema, ou no caso, na sala de visitas, com um sorriso no rosto, um feel good movie. A obra foi indicada ao Oscar de Melhor Melhor Filme, mas será que é tudo isso? Acredito que não mereça o prêmio, mas a indicação sim. O melhor filme pra mim do ano passado continua sendo o aclamado Bastardos Inglórios do nosso Tarantino. Mas Educação ainda é essencial.

2 comentários:

alan raspante. disse...

Eu assisti este filme no cinema e sai com um enorme sorriso na boca. Realmente é muito massa este filme. Carey Mulligan arrebenta!

abs
...

Felipe Guimarães disse...

Alan, um excelente feel good movie, né? Ela é foda!