25 de dezembro de 2010

TRON: O LEGADO- Melhor que outros filmes de "efeitos", mas ainda com história fraca

Já estou sentada...

Acho que todo mundo aqui sabe que odeio Transformers com todas as minhas forças, ainda mais o segundo que nem dá para saber se o robô é do bem ou do mal. Até o diretor, Michael Bay, falou que cagou feio no segundo Transformers (só no segundo?). Porque é assim mesmo: filmes feitos só de efeitos, se não for bem feito, revolucionário ou com uma boa história, simplesmente não cola. 2001: Uma Odisséia no Espaço, mesmo sendo considerado "chato" é um dos filmes mais belos que têm e a história é mostrada pelas próprias imagens. Tron: O Legado nem chega perto de 2001, mas não é um Transformers.

A continuação (ninguém na sala que eu estava sabia que existia um primeiro Tron. Estranho...) da intitulada no Brasil como "Odisséia Eletrônica" começa com Kevin Flynn, protagonista do primeiro filme falando com seu filho, Sam, sobre seu novo projeto e que voltaria para casa assim que possível. Porém, Flynn não volta para casa e seu filho fica revoltado e ignora a empresa que herdou. Depois de anos, Alan, amigo de Flynn, recebe um bipe de seu antigo e desaparecido amigo e Sam vai até o antigo fliperama do pai, no qual o laser que transportou o pai no primeiro filme transporta o filho nessa continuação.

Está vendo essa sinopse? É praticamente o único momento do filme onde realmente existe uma história. Dentro do mundo eletrônico, a única história é de Sam e seu pai tentando chegar no portal. Ou seja, o problema de roteiro, ou melhor dizendo, de assunto que permaneceu no primeiro filme se repete na continuação. Ainda mais com os diálogos, que embora possamos entender, falar para uma criança de 10 anos que a moça "Saiu da equação" é a mesma coisa que "ir lutar" fica difícil. É complicar para nada.

Os efeitos, claro, são muito bem feitos, ainda mais quando falamos de um filme financiado pela Disney. Mas a ação de Tron continua lerda. Ok, melhorou bastante em relação ao primeiro filme, mas são poucos os momentos de ação e quando a ação acaba o filme fica num momento monótono simplesmente horrível. Afinal, se não existe ação pelo menos deveria haver uma história, certo? Mas a verdade é que o verdadeiro show de Tron não são seus efeitos, mas sim a trilha sonora realizada pelo Daft Punk.

E o vilão? Além dos efeitos que, em minha modesta opinião, pode lembrar qualquer filme do diretor de O Expresso Polar e Os Fantasmas de Scrooge, Robert Zemeckis, o vilão de Tron: O Legado simplesmente não dá medo, ele é apenas um líder que tem que morrer. Já o PCM (foto ao lado) do primeiro Tron... Oh bixo do mal! Esse sim é um verdadeiro vilão da computação, pois ele é "algo" que nunca tínhamos visto antes. Mas o vilão desse novo filme fica a desejar.

Sendo assim, Tron: Uma Odisséia no Espaço foi um pontapé para o que poderia ser um novo modo de ver cinema. Tron: O Legado é apenas um filme para ganhar dinheiro com efeitos especiais, mas que pelo menos é melhor do que outros filmes de ação que vemos por aí. Ainda não consigo acreditar como O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei consegue ter efeitos melhores do que muitos filmes que são lançados hoje (inclusive Transformers). Pra mim, esse Tron foi um momento #fail. Nada de novo ou interessante, o que valia a pena pelo menos para ver o primeiro filme.

3 comentários:

Diego Lanza disse...

O primeiro tron é MUUUUUUUUUUITO CHATO. Esse segundo eu curti. Está bem longe de ser bom, mas eu me apaixonei pelo DESLUMBRANTE visual e a magnífica trilha!!

E, bem, Transformers é um coco mesmo..hehehehhehe

FM disse...

Tenho muita curiosidade para ver o primeiro, mas esse agora só vou ver pelos efeitos 3D.

Não acho q a história possa me conquistar.

Felipe Guimarães disse...

Diego, mesmo sendo chato acho pelo menos interessante. Esse eu achei chato e nem um pouco interessante, mas como você mesmo disse, o visual é muito bem feito!
Hahaha, Transformers é um coco mesmo!

FM, a primeira mensagem do filme é que fala que existem cenas em 2D mas temos que ficar com os óculos em todos os momentos. Vi poucos momentos em 3D!