13 de dezembro de 2010

TRON: UMA ODISSÉIA ELETRÔNICA- Um modo diferente de fazer cinema

Olha o que vai falar de mim...


"O modo nerd, só se for". Não meu caro leitor nerdfobíaco. Por incrível que pareça, Tron: Uma Odisséia Eletrônica é um dos filmes mais diferentes que já vi, visualmente. É incrível como esteticamente grande parte do filme é feito por linhas horizontais. Com certeza eu indicaria este filme para um arquiteto. Mas será que Tron consegue entreter e ser cinema de qualidade?


A história é sobre um ex-empregado da companhia ECOM, Kevin Flynn. Enquanto trabalhava na empresa, Flynn criou quatro jogos que seria "um estouro", porém foram apagados da memória de seu computador e roubados por Ed Dillinger, que se tornou chefe da empresa. Desde que foi demitido, Flynn tenta achar as provas de suas criações no sistema criado por Dillinger. Com a ajuda de seus amigos, Flynn invade a empresa durante a noite e tenta invadir o sistema, controlado pelo Programa de Controle Mestre (PCM). O que Flynn não sabe é que a empresa estava trabalhando num laser que poderia teletransportar matérias orgânicas para o "mundo eletrônico". Assim, o PCM ativa o laser e Flynn é teletransportado para o mundo virtual.


Ok, realmente é uma história bem típica de fãs da computação (nerds), mas o roteiro de Tron é ruim. Na verdade é quase impossível se escrever uma história boa sobre videogame. E isso porque é uma coisa simples: videogame possui uma história. Fazer uma história de videogame é fazer o que? Criar uma história da pessoa correndo atrás do sistema operacional que passa pelo controle e vai até a fita do seu N64? Sim, por isso que Tron não possui uma boa história.


Mas, como eu disse antes, visualmente é um novo modo de cinema, já que se baseia no videogame. As linhas horizontais, em alguns momentos, são as únicas coisas presentes no filme, quando o fundo é preto, por exemplo. Embora tenha a sensação de ser bem "mal feito" e em muitos momentos repetidos, a dimensão visual é tão diferente que consegue ser interessante, pelo menos para quem gosta de coisas visualmente diferente, como eu.


Além disso, se o vilão de Tron fosse mais aproveitado no filme poderia ser um dos grandes vilões criados por computação. No jogo Kingdom Hearts 2 tem uma fase baseada em Tron, e no jogo, PCM consegue ser simplesmente aterrorizante! É um daqueles momentos que você pensa: "Eu vou sonhar com essa porra!". Embora no filme não tenha tantos momentos de assombração, PCM é um novo tipo de vilão.


Sendo assim (nossa, fazia tempo que eu terminava um texto com essa frase), Tron pegou a idéia da época certa, mas hoje o filme é facilmente datado, sem falar que consegue ser "chatinho" por sua história e por sua ação nem um pouco atrativa, embora visualmente possa ser um novo modo ver cinema, mas ainda não é de qualidade. E agora, o que será de Tron: O Legado? Se o filme tiver o tipo de ação que temos hoje, tentar um novo modo visual, e melhorar a história, pode ser um novo começo novamente. Tron: Uma Odisséia Eletrônica foi o primeiro ponta pé, basta saber o que será a sua continuação.

3 comentários:

Kahlil Affonso disse...

eu vi 'tron' faz muito tempo, nem lembro... já to com ele aqui em casa pra ver essa semana como preparação pra 'tron legacy'

http://filme-do-dia.blogspot.com/

FM disse...

Quero baixar o Tron velho para poder ver o Tron novo.

E sinceramente, o Tron novo só me chama a atenção pelos efeitos 3D, que espero, não me decepcionem dessa vez.

Felipe Guimarães disse...

Kahlil, seja bem-vindo! Acho que também vou essa semana ver Tron. Visitei seu blog e achei show de bola, só não comentei porque não vi a maioria dos filmes.

FM, eu fui na locadora que pra mim era bem mais prático. E concordo com vc: o novo Tron só me chama pelos efeitos tb...