31 de dezembro de 2010

UM VIOLINISTA NO TELHADO- Só faltava a Julie Andrews cantando "The Sound Of Music"

"É como o Bom Livro sempre diz..."

Eu até estava pensando em escrever sobre Xanadu, mas decidi fechar mesmo o ano com chave de ouro e felicidade, ao invés de terminá-lo metendo o pau num musical. Mas, sem saber que filme seria esse, fui até a locadora e, como perdi a minha cópia, aluguei novamente Um Violonista no Telhado. E eis que me deparo com um lindo musical num clima agradável e semelhante ao do clássico A Noviça Rebelde.

A história, que se passa na Rússia durante o czarismo, é sobre um pobre pai de família, Tevye, que acredita acima de tudo na tradição de seu povo. Porém, com o decorrer do filme, Tevye começa a deixar um pouco a tradição de lado para atender a felicidade de suas filhas em se casar com homens que amam. Enquanto isso o Czar decidi expulsar os judeus da vila onde moram.

nos primeiros minutos o filme se mostra impecável. Vemos o povo judaico, sua tradição, seus costumes e tudo o mais em cenas e fotografias magníficas, assim como o lindo crédito inicial com o violinista no telhado. As cenas das músicas poderiam ter sido desastrosas se não tivessem sido bem pensadas pelo diretor, assim como as cenas em que Tevye se comunica com o público. Simplesmente um grande trabalho. Na verdade, o modo como podemos nos identificar facilmente com o personagem principal e de suas filhas e os divertidos números musicais devem ser os principais fatores para gostarmos de Um Violinista.

Mas o filme fala mais do que tudo sobre as transformações das gerações futuras e isso é mostrado claramente em cada casamento. O primeiro acontecimento é o casamento de Tzeitel com Montel, no qual o pai aceita a felicidade da filha no lugar de lhe arranjar um marido rico, sendo assim a felicidade mais importante do que o dinheiro. O segundo é o casamento de Hodel com Perchick, no qual a filha decidi se casar com ou sem a benção do pai. O terceiro o casamento de Chava com um não judeu. Como Tevye tem que lidar com tudo isso? Como manter a tradição em todos esses casos?

E o mais engraçado de tudo é como o filme possa lembrar e muito o clássico musical A Noviça Rebelde. Pensem comigo: no primeiro ato de ambos os filmes vemos os momentos e músicas mais alegres. Maria cantando com suas freirinhas de hábito e Tevye sonhando em ser um homem rico e suas filhas querendo um bom marido arranjado pela casamenteira. O segundo ato é o mais tenso. Maria e os sete anões precisam fugir dos nazistas, assim como Tevye precisa fugir das decisões do czar. Engraçado como ambos os filmes consigam trazer o mesmo clima de alegria e produção.

Para os fãs de A Noviça Rebelde e de diversos musicais, Um Violinista no Telhado é quase um filme obrigatório para se ver, ainda mais que teremos a produção teatral de Charles Moeller e Cláudio Botelho no ano que vem. Agora, no filme só faltava mesmo ver a Julie Andrews saindo de uma colina e cantando "The Sound Of Music". Parece até que Violinista é um prelúdio de Noviça. E então, qual será o filme da conclusão? Desde que seja bem feito e divertido como esses dois outros, será muito bem-vindo!

Um comentário:

Kahlil Affonso disse...

sabe q eu nunca vi esse filme e sempre tive uma vontade tremenda! uma vez eu estava com a edição definitiva em dvd duplo nas mãos, mas decidi levar outro com medo de não gostar do filme. eu AMO 'a noviça rebelde' então acho q vou curtir esse tb.

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