22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Não será uma postagem enorme (novamente). É apenas uma passagem breve para dizer à todos os meus leitores (vocês ainda existem?): Feliz Natal. Espero conseguir umas férias agora em Janeiro e Fevereiro, mas só o tempo, o exército e o trabalho vão determinar o meu futuro. Até lá, deixo meu abraço e espero que o próximo ano seja melhor!

13 de novembro de 2011

MAIS UM ANO DE CURSINHO

Não há expressão que defina melhor tudo isso.: "é foda". Juro, ralar um ano inteiro e não passar na faculdade que você queria é umas das piores sensações que existe, ainda mais quando você passa na que você não queria. Pior ainda é pensar que ano que vem começa tudo novamente, só que para pagar o cursinho será necessário trabalhar. Bom, agora em minhas curtas férias pretendo postar mais no blog e tentar revivê-lo. Tem alguém ainda por aqui?

9 de novembro de 2011

AS BRUXAS DE EASTWICK - Comédia musical está em cartaz no Teatro Bradesco


E eles conseguiram novamente. É impressionante como Charles Moeller e Claudio Botelho - nossos "reis dos musicais" - nunca erram na mão quando o assunto é montagem de espetáculos. "Avenida Q", "O Despertar da Primavera' e "Gyspy" são orgulhos da comédia, contemporaneidade e drama do teatro musical nacional. E com "As Bruxas de Eastwick" - trabalho em parceria com a T4F - a dupla acerta mais uma vez.

Para ler o texto completo clique aqui


INFÂMIA- O Poder da fofoca


É raro quando o título brasileiro descreve melhor uma obra do que o original. Esse é o caso do filme Infâmia (The Childern's Hour), de 1961. Estrelado por Audrey Hepburn e Shirley McLaine, o longa metragem discute e expõe como a fofoca pode destruir a vida das pessoas.

Para ler o texto inteiro é só clicar aqui

24 de outubro de 2011

TOP BLOG 2011 - SEGUNDO TURNO

Oi pessoal! Sei que não estou merecendo, mas vocês poderiam me ajudar? Por incrível que pareça, o blog passou para o segundo turno do TOP BLOG 2011! Tudo bem que não entendi o motivo dele ser classificado como "profissional", mas enfim, gostaria que vocês me ajudassem (se quiserem)! É só entrar nesse link --> clique aqui e procurar ao invés de "no portal" procurar no "no prêmio" por "Pra ver, pra ler e ouvir" e terá um ícone escrito "votar" logo do lado direito! Obrigado pessoal e prometo que em breve retorno com uma postagem! Beijos e abraços!

18 de outubro de 2011

QUASE UM MÊS...

Eu não escrevo no blog faz quase um mês. Uma parte é preguiça e não vou negar. Dentista, carta de motorista, cursinho, trabalho, estudo, dormir, escrever, tudo isso eu tenho que fazer em 24 horas. E os filmes? Peças? Livros? Quando assisto? Quando leio? É, agora se tornou ainda mais raro meus momentos de folga. Espero que eu consiga me achar nesse caminho. Claro, vocês podem me achar no Lérias e Lixos e no Blog do Folhateen, mas não é a mesma cosia, é? Sinto saudades de vocês e espero que em Janeiro tudo se resolva.

26 de setembro de 2011

UM NOVO DESPERTAR - Será uma esperança para Mel Gibson?

Brilho e ofusco. Que dilema!


Preconceituoso e agressor: esse é Mel Gibson fora das câmeras e dentro dos "bastidores da vida". Não é à toa que o ator é mal visto tanto pela crítica quando pelo público nos dias de hoje. Um dia na 2001 (acho que foi na sexta-feira), um cliente não quis locar o filme só porque Gibson estava presente nele. É uma pena, pois Um Novo Despertar é um filme muito bom e que foi ofuscado por causa do ator, mas que sem ele também não seria o que é.

A história é sobre um homem chamado Walter Black. Black está deprimido e não sabe mais o que fazer de sua vida. Numa tentativa de suicídio, ele apenas piora sua situação ficando ainda mais louco, decidindo assim usar um castor que usou no lixo como uma forma de lidar com seu psicológico (eis o sentido do título do filme em inglês: The Beaver). Assim, Black consegue reerguer sua vida com a família e com o trabalho, mas apenas com o fantoche em sua mão.

O título brasileiro nem ajuda e nem atrapalha. É clichê, mas não daria para colocar como título O Castor. É um filme que poucas pessoas pegam por se interessarem apenas pela sinopse. Primeiro por causa de Gibson e segundo porque o filme ganhou a fama de ser o "filme do castor". Mas por incrível que pareça é um bom filme. É a primeira direção que vejo da Jodie Foster e fiquei muito satisfeito com o resultado e infeliz com a repercussão que o filme ganhou do público e da crítica.

Podem falar mal do Mel Gibson por ser tudo aquilo pelo que ele é chamado, mas ainda é um grande ator em cena. Quando assisti Avenida Q aqui em São Paulo -- com o elenco original -- vi como era um trabalho difícil para o ator conciliar a sua atuação com o a do boneco, para que assim ambos transmitissem o sentimento certo na hora certa. E Gibson conseguiu fazer isso com maestria e não podemos negar. Em cena ele é um ator e é isso que temos que avaliar nesse momento.

O restante do elenco é muito bom. Foster, além de atuar muito bem -- mesmo tendo uma personagem com pouca influência na obra -- consegue dirigir com muito eficácia seus atores coadjuvantes. Jennifer Lawrence mostra novamente que é uma das promessas do cinema norte-americano (para quem não sabe, ela é a atriz indicada por Inverno da Alma e a Mística de X-Men: Primeira Classe). Anton Yelchin tem apenas 22 anos, mas mostra que pode ser um grande ator, mas somente se for se dedicar.

Portanto, gostei de Um novo Despertar (e minha irmã também, o que foi um grande alívio para mim). É curto (chega de filme "enrolantes" de 2 horas!), diz o que quer, possui um toque de non-sense e têm belos atores em cena. Agora, será esse um novo despertar para Mel Gibson? Acho difícil, mesmo com o ator brilhando em cena. Mas para Foster e os outros atores, com certeza é mais um novo despertar.

250 MIL VISITAS E TRABALHO


Olá, pessoal! Primeiro: obrigado por estarem comigo até hoje! Sei que o blog está lento e que estou comprometido à escrever para outros lugares e acabo esquecendo do blog e sinto muito por isso. Segundo: chegamos às 250 mil visitas! E em breve o blog completará três anos e nem posso descrever como minha vida mudou graças à ele. Primeiro: Lérias. Segundo: Blog do Folhateen. E agora consegui um trabalho na locadora 2001! Sei que não é o melhor momento, mas quem me segue no twitter sabe porque eu procurei emprego. Em breve deixarei uma postagem sobre um filme para vocês. Beijos e abraços! Espero vocês por aqui!

11 de setembro de 2011

11/09... E O 07/09?



Senta lá D. Pedro.


Onze de setembro. Quem pode esquecer? Aliás, como a mídia pode nos fazer esquecer? Jornais dos mais diversos bombardearam seus leitores e telespectadores com imagens, homenagens, novidades e declarações de líderes dos mais diversos países sobre o atentado de 2001. Na verdade, acho estranho e ridículo alguns sites colocarem "Comemoração do 11/09". Comemorar o que? A morte de várias pessoas? Os EUA combatendo o terrorismo? Espera um pouco. Espera. Vamos refletir um pouco?


Um pouco de história: quem que apoiou o Saddam Hussein na guerra Irã-Iraque? Os EUA. E o Saddam, pouco esperto, decidiu se expandir pelo Oriente Médio e os EUA tiveram que consertar a cagada que fizeram. E então: 11/09. Os EUA está nessa guerra porque ele se meteu em algo que não deveria. Forneceu armas ao Iraque e para o Bin Laden. Então, quando vejo a Dilma oferecendo apoio aos EUA eu penso: "ela sabe mesmo onde está se metendo?". É melhor o Brasil estar afastado desses problemas. Militares brasileiros na Ásia? Sinto, se houvesse algo do tipo, me tornaria hippie. Não lutarei numa guerra que não é minha. Aliás, guerra desse tipo, como a do Vietnã também, são guerras pelas quais não fazem sentido lutar por ser uma simples questão política burocrática. E os norte-americanos criticando o Obama pela crise e pela guerra, sendo que na verdade tudo isso é culpa do nazi-Bush?


E a comemoração da nossa independência no dia sete de setembro? Passeatas em várias capitais do Brasil querendo o fim da corrupção de Brasília, dos políticos, apoiando a cultura, a educação, a saúde, etc. O que a mídia fez? Quase nem mencionou os acontecimentos só para falar dos dez anos do atentado. Sei que se passaram dez anos, que foi uma das catástrofes do mundo ocidental, mas vamos parar um pouco de nos focar tanto nos problemas de outros países por causa da nossa mídia sensacionalista estrangeira e nos preocupar a combater um pouco mais com os problemas do nosso país  Se a mídia não vai olhar para nós, ninguém irá, só se for para falar de Copa do Mundo ou Olimpíadas.

9 de setembro de 2011

A SITUAÇÃO DO BELAS ARTES


Olhem o estado do cinema após o fechamento


Se você quer uma prova da burocracia estúpida do nosso país, ou apenas do estado de São Paulo, é só olhar para o cinema Belas Artes, consagrado cinema perto da Av. Paulista. Sabe o que o cinema se tornou? Numa casa de mendigos. Pixado e sem cuidado algum, o cinema está às moscas e os mendigos aproveitaram para dormir ali, ainda mais que eles sabem que ninguém vai encher o saco. É uma triste realidade do nosso governo estadual fraco. Sim Kassab, você não é nota 10. Sinto lhe dizer.

1 de setembro de 2011

POSTAGENS DE OUTROS SITES 2 e 1/2

São duas postagens que saíram hoje e que vou deixar por aqui, sendo uma delas do musical As Bruxas de Eastwick. Então, vamos lá!


30 de agosto de 2011

POSTAGENS DE OUTROS SITES 2

É pessoal, não tá fácil escrever para (quase) quatro lugares diferentes, incluindo o blog, claro. Mas sempre deixo aqui os links dos textos que escrevi (espero reunir uma boa quantidade para fazer uma postagem). Espero que vocês gostem e torçam para que no ano que vem o blog volte com tudo, porque eu tô querendo voltar! Ainda mais nesse calor! Oh coisa infernal!

Pânico 4 (Lérias e Lixos)


20 de agosto de 2011

CAMERON MITCHELL MERECE SER OUVIDO

Por que desistiu seu talentoso peido do capeta?


É engraçado: poucos fãs de Glee - que eu conheço - gostaram de The Glee Project. Para quem não sabe, o vencedor ou a vencedora desse reality show conseguirá um papel na série, então já não fui muito com a cara. Muitos personagens de Glee já não recebem o destaque que mereciam e colocar mais um iria piorar ainda mais a "enrolante" história que Glee está se tornando. Segundo que poucas pessoas são realmente boas no show e a melhor de todos, em questão de originalidade, desistiu. Esse é Cameron Mitchell.


Embora Mitchell tenha desistido, o cantor já tinha lançado em 2010 um EP chamado Love Can Wait, mas foi somente com sua participação no reality show que seu Extended Play recebeu destaque na Itunes Store e em outras lojas de músicas. E podem ter certeza: vale a pena baixar (não serei hipócrita e falar que o certo é comprar -- embora seja. Baixe e ouça!).


O vocal do cantor lembra em muitos momentos o vocal de Brandon Flowers, vocalista da banda The Killers -uma das minhas bandas atuais favoritas -- e isso fica evidente na música Worry is a War. Contudo, Michell acrescenta em suas músicas alguns agudos que são de arrepiar e que lembra muito o cantor Mika. Desse modo, criatividade e potência de voz é o que não falta para o cantor, sem falar que seu estilo cool foi um dos grandes fatores para ganhar destaque no reality show.


Então fica a sugestão: ouça o EP Love Can Wait. As músicas que recomendo são Dance, Dance (If You Wanna!), Pay Them Bills e a própria Love Can Wait, que são obrigatórias. Mitchell é um prato cheio para quem gosta de música pop e seria muito bom se ele fizesse sucesso, pois talento ele tem!

17 de agosto de 2011

MANIFESTO JUVENIL

“Jovem senta em lugar dos idosos e não dá lugar”, “jovem é folgado”, “jovem não sabe beber”, “jovem é tudo marginal”. Quantas vezes nós, jovens, não ouvimos essas frases saindo das bocas de adultos piores do que nós e generalizando a minoria entre nós? Por que nós temos que ouvir esse desaforo à todo momento, se eles julgam apenas os jovens “ruins” e não os bons? Não devemos! Vamos então culpar os adultos agora por todas as coisas ruins que eles fizeram contra o jovem brasileiro? Então vamos lá:

- Não é o jovem que dirigi o ônibus, moto ou o táxi como um animal, desesperado para chegar ao próximo ponto (se parar nos pontos solicitados pelos passageiros) ou ao destino que foi lhe pedido;

-Não é o jovem que rouba milhões de cofres públicos;

-Não é o jovem responsável pela venda de bebidas alcoólicas para menores de idade;

-Não é o jovem o culpado pelos trânsitos catatônicos das grandes cidades;

-Não é o jovem que faz um trabalho porco para a sociedade e ganha um salário de até R$30.000;

-Não foi o jovem que destruiu a educação das escolas brasileiras, dando aos jovens de hoje uma esperança maior de ser um jogador de futebol do que um trabalhador honesto;

-Não é o jovem que sonega imposto;

-Não é são os jovens que requerem os valores absurdos de impostos;

-Não é o jovem que manda a polícia acabar com as marchas libertárias;

-Não foi o jovem que criou o novo “Código Florestal”;

-Não é o jovem que expulsa alguém de casa por ser homossexual;

-Não é o jovem que paga mal os professores e os médicos de redes públicas;

-Não foi o jovem que deixou as quadrilhas aumentarem na cidade de São Paulo;

-Não é o jovem menor de idade, em sua maioria, que dirigi um carro quando está alcoolizado;

-Não é o jovem que passa em concurso público e trabalha apenas dois dias da semana;

-Não é o jovem que acaba com as reservas indígenas;

-Não é o jovem que impõem valores altos para eventos culturais;

-Não é o jovem que cobra os valores dos transportes públicos;

-Não é o jovem que desvia dinheiro para outros países;

-Não é o jovem que faz as cadeias imundas e mal cuidadas.

Olhando para essa lista, podemos ver que as más decisões que os adultos tomam refletem muito mais na sociedade do que as ações negativas dos jovens. Então, adultos, pensem muito bem antes de generalizarem os jovens por coisas que, generalizando, vocês fazem pior.

12 de agosto de 2011

MELANCOLIA - O novo filme de Lars Von Trier

Vivendo sem esperança...


Lars Von Trier é um diretor para poucos. Seus filmes possuem muitas metáforas, são pesados, normalmente lentos e focam-se nos cinéfilos, atraindo dificilmente o público tradicional. Se você quer saber se pode gostar ou não de um filme do diretor é só assistir Dogville e Anticristo. Se você gostou desses filmes, garanto que qualquer outro filme do diretor irá lhe agradar. E assim é Melancolia.


nos primeiros minutos a fotografia é espetacular e com certeza uma das melhores da história do cinema atual. A probabilidade de você chorar com as imagens -- caso você seja um cinéfilo que fica emocionado com facilidade -- é alta. Não choro em nada (coração de pedra), mas são cenas espetaculares! E o final é um dos melhores de filme apocalípticos! Bem no estilo do diretor: sem esperança.


Sem falar nos personagens de Trier, bem definidos e estruturados. Justine (Dunst) poderia ter tudo que uma mulher casameteira sonha em ter: um esposo e um bom trabalho, mas ela na verdade vive uma vida infeliz, pois não é aquilo que realmente quer. Já Claire tem tudo na vida que desejou: esposo, filho, uma linda casa, dinheiro, porém não consegue alcançar a salvação. Michael é o noivo bobo que apenas segue os passos que a maior parte da população segue, sem ao menos saber e sentir o que sua noiva realmente quer e deseja. John é o típico patriarcal que cuida de tudo, mas é só algo que acontecer que sua fortaleza de moralidades e coragem dessaba.

Kristen Dunst ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes com mérito! E para ser sincero é uma das melhores do ano até agora, ganhando fácil uma indicação ao Oscar ou ao Globo de Ouro. Charlotte Gainsbourg convence muito bem no papel da irmã. Alexander Skargard -- o Eric de True Blood -- infelizmente está apagado, mas é bom ver que seu trabalho na série tenha ganhado repercussão.


Não posso mais falar sobre o filme, caso o contrário eu espalharia muitos spoilers para explicar as metáforas -- eis a causa dessa "crítica" não ter sinopse. Melancolia é muito bom, uma vez que você conheça e aprecie as obras do autor. Caso o contrário, será um filme sem ritmo e "muito pensante", algo que o público tradicional evita quando procura o cinema como forma de entretenimento. O cinema de Trier pode ser resumido como pesado e "sem esperança" para finais ou personagens felizes.

30 de julho de 2011

NADA MUDA AO FAZER 18 ANOS

Ok, quase nada


Se você ainda não fez 18 anos ou não é rico, sinto, sua vida continuará a mesma. Na verdade, são as pessoas ao meu redor que fazem me lembrar do meu aniversário. "Nossa! Você vai ter 18 anos!", "você vai poder tirar sua carta e encher a cara!". E claro, sempre tem aquele tio bem tosco que com certeza fará a piada de que você já pode ser preso e aquela tia que vai puxar sua orelha ou que vai dizer: "Você já é um homem". Puro clichê e pura realidade. Mas parte disso não é total verdade.


Ok, no meu caso eu vou tirar minha carta, aliás, foi esse o presente que eu pedi com 18 anos. Mas quando seu pai ou sua mãe respondem: "você acha que vai tirar a carta e vai sair por aqui? Óbvio que não!", você já fica decepcionado. Primeiro: qual o objetivo de um jovem de 18 anos ao tirar sua carta? Resposta: não depender dos pais para sair e ouvir coisas: "Ah! Mas é muito longe! Você quer mesmo ir?". Segundo: é lógico que nenhum jovem pegará o carro e sairá dirigindo de São Paulo até o Acre, porém, se depois de fazer as aulas e tirar a carta a pessoa não vai dirigir até o shopping, para que tirou então? Não faz sentido. Contudo, a verdade é que eu amo metrô. Se tivesse metrô em toda São Paulo, nem pensaria em tirar a carta, mas essa não é a nossa realidade.


Liberdade. Simples: você não vai ter (ainda). Mesmo que você pensa que pode fazer o que quiser, seus pais vão apelar para a dependência financeira, mesmo que você trabalhe. Mas caso você já tenha saído de casa e possua um bom trabalho já com 18 anos, nem preciso falar que esse parágrafo é desnecessário para você, preciso? Você é uma raridade e se essa vida estiver lhe fazendo bem, acho melhor você continuar com ela.


Respeito. É a mesma coisa que a liberdade, mas ao invés dos seus pais apelarem para a parte financeira, eles vão te atacar pelo domínio do território: sua casa. "Enquanto você viver no mesmo teto que eu, fará o que eu mando! Quando você tiver sua própria casa você pode fazer o que bem entender". É assim e sempre será e tenho um pingo de verdade quando digo que você já ouviu isso saindo da boca de seus pais ou de seus responsáveis.


Acabei de estragar seus planos com 18 anos? Aquele sonho adolescente de termos liberdade e o poder de fazer o que quiser com nossas vidas? Pena. Mas tudo isso depende também dos seus pais. Se eles possuem um pensamento mais moderno, sua liberdade deverá ser maior do que a de alguém que tenha pais conservadores. Na verdade, desde os meus 17 anos -- que ainda os tenho até dia 4 de Agosto -- eu já sabia de tudo isso. Talvez eu já tenha me tornado num adulto chato ao aceitar minha realidade. Mas ainda tenho o coração de um jovem que busca pela liberdade. Se essa parte for a criança que vive dentro de mim, que bom! Pois ela nunca vai desaparecer. Todavia, quem sabe o que vai me aguardar a partir da minha maioridade? Nada se sabe. Vai que tudo isso muda? Tantas perguntas e nenhuma resposta. Oh delícia! Isso que é viver!

16 de julho de 2011

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2 / TEXTO 2 - A adaptação de Yates

Prometo que terei paciência com você...


Fazer uma adaptação é uma das tarefas mais difíceis para um cineasta. Tudo pode dar certo, mas também tudo pode dar errado. Não é necessário seguir o livro como se fosse uma obra sagrada, mas o diretor tem que entender: se for realizar uma adaptação de uma parte importante do livro, tem que pensar muito bem antes de tomar sua decisão final, ainda mais se essa adaptação for apenas uma mudança de como a pessoa morre, vence, beija, se machuca, luta, etc. E Yates foi um covarde: suas adaptações foram péssimas, tudo isso para não fazer deste filme o mais sombrio. E se você não quer saber nada do filme, recomendo que pule o próximo parágrafo e leia-o somente depois de assistir ao filme.


As mortes dos vilões, por exemplo, são as cenas mais esperadas pelos fãs e as que mais decepcionaram. Yates conseguiu estragar quase todas. A batalha de Bellatriz e Molly, minha cena mais esperada, não dura nem 15 segundos e o desfecho da vilã é banal, tosco e sem motivo para ter sido modificada. A morte do vilão é outra que foi adaptada da pior maneira. Yates é fraco para mostrar os corpos dos personagens que amávamos. Ele não tem estômago para mostrar uma pessoa morta e nem mesmo as mortes dos personagens "do bem" que duraram anos no cinema tiveram foco.


O diretor também não consegue desenvolver as cenas mais dramáticas do filme. A cena de Snape e das lutas são curtas demais, como se ele estivesse fugindo de seu papel para mostrar cenas mais densas e deprimentes. O filme tem apenas duas horas de duração. Não há desculpa de que não podia encaixar mais cenas porque a duração do filme já estava no limite. Se o próprio diretor disse que queria focar mais na ação do livro nessa segunda parte, sua missão foi quase um fiasco. As cenas são bem feitas, não há dúvida, mas ficou aquele desejo de "quero mais" e dava para ter mais. Afinal, é o último filme. Faltou desenvolver.


Porém, uma adaptação do diretor foi sensata: ao invés do Harry explicar porque a varinha não pertencia ao Voldemort durante a batalha, como ocorre no livro, Yates decidiu terminar a batalha para explicar. Bem mais prático deixar a ação na hora da ação e a explicação para a hora da explicação. Foi o único acerto das adaptações.


Mas é como eu disse antes: Yates decidiu colocar humor e cenas clichês num filme que não tinha que ter nada disso. O último livro do Harry Potter é quase uma Segunda Guerra Mundial (se não ficou óbvio, ficou agora) e conseguimos perceber isso no livro da autora. É morte, sofrimento e mais forte. É um genocídio completo. Mas o diretor não queria ser responsável por acabar com tudo isso. Então, para resolver seu problema, ele cria adaptações para deixar as mortes menos impactantes, sem dar foco em muitas delas ou ao menos em informações que aparecem nesse último filme, mas que não são resgatadas, como o filho de Tonks e Lupin. Novamente e pela última vez: Yates fez péssimas decisões para esse último filme. Decisões que apenas um covarde ou um tolo poderia dar aos fãs mais velhos de Harry Potter -- ao invés de fazer uma despedida digna aos personagens favoritos -- para trazer o público infantil para o filme e não aumentar a faixa etária. Não foi o diretor que fez esse último filme, mas sim seus atores dedicados e empenhados para fechar esse filme com chave-de-ouro.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2 / TEXTO 1- O filme como filme

Olha o que falará de mim


Não é nenhuma novidade para vocês que leem o blog: eu gosto de Harry Potter. Já tive minha fase de lunático, mas isso é passado. E se aprendi algo de importante graças a saga é que quando alguém pergunta para qualquer fã o que ele ou ela achou do filme, haverá apenas duas possibilidades de respostas: amei ou odiei. Tento ao máximo ignorar as adaptações e ver o filme pelo modo que ele é proposto pelo diretor. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 não é um dos melhores filmes da saga, mas ainda é bom.


A história continua com a missão de Harry, Hermione e Rony procurando pelas últimas horcruxes que podem derrotar Voldemort, embora eles não tenham ideia de onde procurar ou quais objetos podem ser as horcruxes. Só sabemos de uma coisa: tudo (ou quase tudo) que vimos durante esses sete filmes serão explicados nesse último.


A obra possui um bom ritmo. Quando nem percebemos, Harry e seus amigos estão de volta à Hogwarts para a batalha final. Porém, muitas coisas são desnecessárias nesse filme que se foca principalmente na ação da batalha épica, principalmente as tentativas de humor durante nas cenas de combate. Yates não percebeu que essa parte -- já que a primeira fez com maestria -- tinha que ser ainda mais mortífera, cruel e sombria. A cena do Neville levantando durante a batalha, por exemplo, é "tosca" para não dizer outra coisa.


Radcliffe não está impecável e perfeito, mas faz um Harry honrável para finalizar a saga, sem falar que finalmente ele encara o seu personagem como o verdadeiro protagonista, algo que ele perdeu desde o quarto filme. Rupert Grint -- que se destacou brilhantemente na primeira parte -- fica apagado até mesmo nas cenas emotivas, mas não falhou. Emma Watson está ok, nada de estupendo. Ralph Fiennes atua muito bem e Helena Bonham Cartes brilha ao imitar a Hermione de Emma Watson logo no início do filme. Contudo, os grandes destaques do último filme são Alan Rickman e Maggie Smith, nos papéis de Snape e Minerva, respectivamente.


Os efeitos em sua maioria estão bons, mas na conversão do 2-D para o 3-D, muitas cenas criam a aparência de serem "falsetas", como a cena de voo da Sala Precisa. Outros efeitos, por outro lado, ficaram muito bons, como é o caso dos personagens principais "19 anos depois" e as cenas de destruição das horcruxes. Por incrível que pareça, a trilha sonora desde filme é mais importante que os efeitos, sem falar no efeito "arrepio".


Creio que quem apenas assistiu aos filmes possuem uma facilidade maior de aceitar as mortes dos consagrados vilões. Agora, se você é fã como eu, se prepare para a segunda postagem de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Não é o melhor filme da saga, mas também não é o pior e longe disso. E podem ter certeza: esse filme conseguirá recordes de bilheteria e entrará para a história do cinema. Mas uma coisa é certa: Yales é um covarde no momento em que não leva as mortes à sério. Na verdade, acho que Yates não entendeu o significado de cada morte. De qualquer modo: ele é tolo e ingênuo.

14 de julho de 2011

ADELE- Não é uma nova Amy, ela é simplesemente Adele!

Uma das melhores artistas da atualidade


Faz bastante tempo que estou com vontade de escrever aqui no blog! Estou com tanta saudade de vocês! Mas finalmente a justiça veio: minhas férias, ou melhor, minhas duas semanas de liberdade, chegaram! Mas não prometo toneladas de textos. Está difícil escrever sobre livros e filmes bons no cinema estão cada vez mais raros nessa época do ano -- embora tenha a estreia do último Harry Potter amanhã. Mas então vamos falar de outra coisa: música.


Pensei que eu já tinha escrito um texto aqui sobre a Adele, a cantora britânica que está fazendo sucesso pelo mundo. Mas após algumas pesquisas internas, vi que esse texto não existia e que era necessário sentar minha bunda na cadeira e escrever sobre ela. Ouvi suas músicas no início do ano, antes da popularização da música Rolling In The Deep ou da versão da mesma para o seriado Glee. Mas Adele é mais do que isso.


Comparada mutias vezes com Amy Winehouse, a cantora apresenta um estilo de jazz próprio. Em seu primeiro disco as músicas são mais leves, enquanto no segundo o que não falta são agudos fortes representando sentimentos de arrependimento, raiva, esperança ou saudade. Embora façam parte do mesmo estilo, hoje em dia Winehouse está acabada. A cantora está voltada tanto para as drogas que é mais do que merecido o papel de Adele na música atual. Winehouse chegou a um ponto insuportável, embora ainda possua talento. Mas ambas possuem uma qualidade em comum: suas músicas apresentam personagens fortes e independentes e, talvez seja por isso, que elas sejam tão boas.


Entre as músicas que você não pode deixar de ouvir estão Turning Tables, Rolling In The Deep, Someone Like You, Right as Rain, etc. É possível confundir as vozes das cantoras, pelo menos no início. Mas com o tempo vamos descobrindo que é Adele e que é a Winehouse. Mas Adele sempre será Adele, tanto em qualidade como em potencial vocal.