30 de janeiro de 2011

HOPI HARI E AS CHANCES DE FALÊNCIA

Esse rio tá bem manso pro meu gosto...

O parque Hopi Hari, o maior parque de diversão da América Latina, foi inaugurado em 1999. Com o passar dos anos, o parque se tornou o maior ponto turístico das férias da cidade de São Paulo, principalmente para as pessoas que não tinham dinheiro para viajar para o exterior e conhecer o parque da Disney. Mas com o passar do tempo, o povo foi ganhando dinheiro e assim conseguia viajar. Mas e o parque? Pois é, fui recentemente ao Hopi Hari (depois de quase três anos sem frequentar) e a única coisa que está clara para mim é o seguinte: ou eles vendem ou o parque vai à falência.


A questão é bem fácil de resolver. Durante muitos anos o parque ficou lotado. Com o passar dos anos, nenhuma atração nova foi aberta (não fale que fazer uma parada com temas diferentes é uma nova atração), ao contrário da Disney que cria uma nova sessão no parque toda vez que der na telha, sendo a última inauguração o parque do Harry Potter. Mas voltando ao assunto: falta de novas atrações é um problema. O preço é outro. Quem tem dinheiro, vai para a Disney. Quem não tem, não vai ao parque. Quem vai pagar 80 reais para ir ao parque? Apenas pessoas com uma renda estável e que esteja a fim de ir. Sem falar na comida, extremamente cara. Seis reais num refrigerante é praticamente dizer: "Estou roubando, mas não diz pra ninguém".


E eis a realidade: o parque está vazio. Para vocês terem uma pequena ideia, meu primo e os amigos dele foram à Torre Eiffel umas quinze vezes (eu não podia por causa da operação). Como eu não podia ir na torre, podendo estragar minha operação, decidi ir na Montanha-Russa de madeira. Juro: fui oito vezes e porque eu cansei, pois ir mais eu poderia. Imagine a cena: apenas a parte de cima das escadas da Montanha-Russa era a fila. Era simplesmente ridículo.


Sem muitos clientes, com preços bem altos e sem atrações novas, as únicas soluções que vejo para o parque é a sua venda para algum grupo que queria comprar ou simplesmente ir à falência, pois o custo/benefício deve estar sendo um dos piores que eles já tiveram. Guardem minhas palavras. Bem, também não sei se foi questão de dia (quinta-feira), mas durante as férias, o parque deveria estar cheio, não? Pois é: só nos resta esperar e ver o que acontece, já que o parque já estava numa situação complicada em 2009.

ATUALIZAÇÃO NA RÁDIO #1- Música de Verão

estava na hora de dar uma atualizada nas músicas da Rádio, não? Ah! E não se preocupem com o título e tema desse mês, porque vocês não vão ouvir Felipe Dylon por aqui acho que... Nunca! Mas voltando ao assunto, as músicas desse mês são as músicas de verão que gostamos de ouvir pois são extremamente gostosas. Tem músicas do Pop e Trilha Sonoras (Mika e Rent, por exemplo) até o rock alternativo (The Killers). Espero que gostem!

29 de janeiro de 2011

VIDEOS ULTIMATOS DO YOUTUBE 4- A sátira dos Phyton's

Fazia muito tempo que eu não postava nada na sessão dos Videos Ultimatos do Youtube. Mas não sei. Hoje do nada me deu uma vontade tremenda de postar os videos que aparecem nos filmes dos grandes comediantes do grupo Monty Phyton. Então, sem mais delongas, eis aqui videos que vocês podem emcontrar nos filmes A Vida de Brian e O Sentido da Vida. Lembrando: sempre olhem para o lado bom da vida!





28 de janeiro de 2011

EU NÃO ASSISTI ENROLADOS

Ihhh....

Que eu estava ansioso para ver esse filme eu estava. Podem perguntar para qualquer pessoa. Afinal, todo mundo estava elogiando o filme. Até consegui empurrar minha mãe para ver o filme junto com a minha irmã e eu. Ela gostou, mas eu simplesmente não consegui resistir e não gostei nenhum pouco do filme. Do filme? Não do filme, ou acredito que não. O que não gostei foi da tradução.


Vocês têm que entender que essa não é uma postagem sobre o filme em si, mas sim um desabafo. Como eu disse antes a dublagem brasileira está indo de mal à pior. Juro, a dublagem de Luciano Huck como o protagonista do filme simplesmente não foi engolida por mim. Parecia que eu estava numa sessão do Lata Velha de uma hora e quarenta. Além da dublagem de Huck, até as traduções das músicas não estavam numa qualidade muito boa, algo que nunca vi na Disney, já que ela normalmente consegue se superar até do que a própria obra original.


Então é o que eu digo: simplesmente não assisti Enrolados. Vou assistir futuramente em sua versão original em inglês para ver se realmente eu gostei ou não, porque sinceramente: a tradução acabou com o meu filme. Huck com certeza é um dos piores problemas, já que possui o papel de maior destaque, tendo assim muitas falas. Sinceramente horrível. Dessa vez a Disney Brasil deu um belo de um #fail.

26 de janeiro de 2011

TOP DOS MELHORES FILMES MUSICAIS DE 2010

E que exista um para 2011!



Eu estava pensando hoje de manhã com meus pequenos, porém ainda importantes miolos, que os famosos tops que rodeiam os diversos sites e blogs são coisas que deveriam sempre mudar com o tempo. Não deveriam ser coisas fixas. Aprendemos coisas novas com o tempo e nos sentimos diferentes com cada ano que se passa, com cada nova experiência de nossas vidas. Então vamos lá! Se preparem, pois ano que vem terá um novo top (na verdade, farei disso um marco para cada ano). E lembrando que esse top é somente de filmes musicais. Um será feito de peças, assim que eu assistir o suficiente para fazer uma lista!


Primeiro Lugar: Canções de Amor


Sim meus caros e provavelmente surpressos leitores, Rent: Os Boêmios saiu do primeiro lugar da minha "famosa" lista de musicais. Não se preocupem, pois ele ainda estará sempre no meu coração como o meu favorito. Porém, no ano que se passou, a influência que Canções de Amor teve comigo foi tremenda. Foi o primeiro filme francês que amei com todas as minhas forças e ainda o amo de paixão com suas músicas tão belas e profundas.


Segundo lugar: A Noviça Rebelde


Sempre quando a encantadora Julie Andrews canta o público fica de boca aperta. Afinal, a atriz possui uma belíssima voz. Atualmente e infelizmente a voz da cantora foi, vamos dizer assim, "estragada" por causa de uma operação e não é mais o que era antes. Porém os filmes marcam o seu talento. Na verdade, Julie Andrews não deveria ter recebido o Oscar como Mary Poppins, mas sim pelo seu papel em A Noviça Rebelde, feito um ano após ter recebido o Oscar. E era um pouco óbvio que a Academia não daria o prêmio para Andrews após ter recebido no ano passado. Além da voz da atriz, as músicas, a direção e a fotografia são estupendas!


Terceiro lugar: The Rocky Horror Picture Show


Com certeza um dos grandes filmes cults que vi no ano passado. Trash misturado com ficção científica, comédia, musical e muitos mais fazem desse filme um dos musicais mais estranhos e elétricos que existe. Claro, o episódio de Glee infelizmente não chegou as alturas do filme, mas a obra cinematográfica sempre estará presente com suas músicas e coreografias viciantes. É impossível (sei que não é, mas digo que é impossível) alguém não se divertir com Time Warp.


Quarto lugar: Moulin Rouge


Esse musical, por outro lado, subiu e bastante em relação ao outro top que cirei há um bom tempo. Mas é a realidade. Enquanto Rent reinventava a Broadway no final dos anos 90, Moulin Rouge reinventou o musical no cinema. Embora não tenha recebido o Oscar que merecia, afinal, o gênero musical estava esquecido, como dariam o prêmio de melhor filme para um? Claro, para compensar depois, algo que a Academia adora fazer, deram o prêmio para "Chicago". Mas não importa. Com ou sem prêmio Moulin Rouge foi um dos grandes marcos dos anos 2000 para o cinema.


Quinto lugar: Um Violinista no Telhado



Conhecia A Noviça Rebelde por causa da minha mãe. Claro, quando eu era pequeno não conseguia ler as legendas, embora soubesse Dó-Ré-Mi de cor, mas o que mais gostava do filme era a cena do teatro, e na época nem sabia o que era nazismo. Entendam: eu era uma pequena criança inocente (agora vocês fazem o famoso "Ohhhh..."). Mas ainda bem que isso passou e cresci e agora sei muito bem o que aquela suástica significa. Mas não estou aqui para falar dela. Como eu falei: eu cresci e descobri no ano passado essa obra-prima que é Um Violinista no Telhado que me traz uma mesma sensação quando assisto Noviça Rebelde. Ambos feel good movie de musicais!


Sexto Lugar: Rent- Os boêmios


Claro, mesmo não estando no primeiro lugar, Rent continua na lista dos meus tops musicais. Embora não esteja viciado como no ano em que o conheci (juro, Seasons Of Love deve ser a música que eu mais ouvi na minha vida, pois ouvi a música durante dois anos todos os dias) eu continuo vendo de vez em quando o especial da Broadway ou o filme mesmo. Mesmo não sendo um filme pefeito, Rent ainda é meu musical favorito por suas letras tão bem escritas.


Sétimo lugar: Gypsy


Em 2010 eu praticamente consegui uma relíquia. Fui lá no meu bom e velho amigo chamado, tosse, Mercado Livre, e achei o VHS desse fabuloso filme com a Bette Midler. E claro, sendo fã da atriz (não sou bem um fã, mas a adoro desde que a conheci na minha infância com Abracadabra) e com o musical em cartaz em São Paulo eu não podia deixar minha chance escapar. Rose's Turn foi provavelmente a música mais ouvida de 2010. Sem falar que deve ser o melhor filme para TV que já vi.


Oitavo lugar: Hair


É com o tempo que assistimos aos filmes e aprendemos sobre o que eles falam. Mesmo tendo matado os hippies que eu imaginava, pessoas da paz e do amor, Hair me ensinou que os hippies eram apenas pessoas normais, que fazem as mesmas ações que qualquer ser humano. Mesmo sendo completamente diferente da obra teatral, o filme é um grande fenômeno para nos trazer paz interior. Assim como Rose's Turn, Let The Sunshine In foi uma das minhas músicas mais ouvidas de 2010.


Nono lugar: Judy Garland


Ok, não é um filme, mas é um Top honorário, como fazem direto no Oscar quando percebem a cagada que fizeram. Mas aqui é diferente. Embora tenha começado baixo, essa posição pode subir facilmente. Entendam: esse lugar é uma honra minha para a Judy Garland. Nasce uma Estrela, O Mágico de Oz, Desfile de Páscoa, esses são os poucos filme que vi com a atriz, mas que marcaram com certeza por causa de sua incrível voz e talento. E olha que para ficar em nono lugar numa lista de filmes, isso sim é talento!


Décimo Lugar: O Corcunda de Notre Dame


Mesmo vendo poucas vezes por ano, Corcunda continua sendo o meu filme favorito da Disney. Como falei numa postagem recentemente, a versão brasileira consegue ser superior até do que a original, trazendo uma energia bem maior do que a fornecida pelo grande Stephen Schwartz de Wicked. Um grande filme com grandes músicas que ficam não apenas na cabeça, mas na vontade de cantar.


E é isso pessoal. Sei que deixei muitos clássicos e outros musicais fora dessa lista, mas quem sabe? Ano que vem posto novamente um novo top com outros musicais que podem entrar para a minha história. E os piores musicais? Bem, posso criar um post facilmente sobre isso também. Afinal, falar mal é a coisa mais fácil que existe. Difícil é falar coisa boa.

24 de janeiro de 2011

NEXT TO NORMAL TEM ESTREIA PROGRAMADA PARA O SEGUNDO SEMESTRE COMO "QUASE NORMAL"

Já vamos começar a cantar?


Esse ano nem começou direito para os musicais e já estou querendo falar neles. Claro, alguns musicais como Aladdin, A Gaiola das Loucas e Mamma Mia, que estavam em cartaz no ano passado, retornam nesse ano para "um pouco mais". E até agora uma das primeiras estreias é Peter Pan no Teatro Alfa, que ainda estou vendo se será possível ir. Mas essa postagem esta destinada a uma peça que será lançada apenas no segundo semestre chamada Quase Normal (Next to Normal no original), a qual já estou louco para assistir desde o ano passado.


A história é sobre uma família americana aparentemente normal. Uma filha, Natalie, uma mãe, Diana, um pai, Dan, e um filho, Gabriel. Mas como eu disse é uma família aparentemente normal. Durante a peça descobrimos que a mãe sofre de bipolaridade e que na verdade um dos integrantes da família não está verdadeiramente ali. Sendo assim ela precisa enfrentar em sua vida com o que é real e com o que não é.


Além da história bastante empolgante, Next To Normal é um rock musical. A peça além de falar do problema de bipolaridade de Diana fala de outros assuntos como suicídio, uso excessivo de drogas/remédios, depressão, a vida suburbana, entre outros. Sem saber muito mais sobre o elenco ou sobre a versão brasileira do espetáculo, Next To Normal é provavelmente o musical que mais espero nesse ano. Se você se interessou, saiba que as músicas são ótimas, assim como o excelente elenco original da Broadway! Ouça I'm Alive, I'm The One, Just Another Day, para começar, ou baixe logo a trilha sonora inteira que é fantástica, porque ainda teremos que esperar para ver essa peça nos palcos.

22 de janeiro de 2011

INVERNO DA ALMA- Um típico filme independente norte-americano

É assim que você mata escritores...

Falar do cinema norte-americano é uma coisa complicada. Desde seus primórdios existiam produtores que faziam vários e vários blockbusters apenas para ganharem dinheiro. Porém, claro, existiam os cineastas que faziam cinema pensando na arte, como Hitchcook e Kubrick, por exemplo. E isso ocorre até hoje. Mas ainda não entendo porque as pessoas falam que os filmes independentes são o futuro do cinema norte-americano. Para mim continua sendo a mesma coisa, mas com um desenvolvimento prolongado. A prova disso foi quando assisti Inverno da Alma.


A história é sobre uma menina de 17 anos, Ree, que precisa cuidar de seus dois irmãos mais novos e de sua mãe, praticamente louca, enquanto seu pai está na cadeia por fabricar drogas. Solto recentemente, Ree é noticiada pelo xerife de que, se seu pai não comparecer ao julgamento, a família perderá a casa. Assim, Reed sai em busca de seu pai sem ter ideia de onde ele possa estar.

Foi o enredo que me levou a ver o filme. Nem sabia que a atriz que interpreta Ree, Jennifer Lawrence, tinha sido indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por seu papel. Mas o que parecia ser uma grande história acabou se tornando numa tortura igual a Guerra ao Terror: um filme longo que poderia ter sua primeira hora resumida em vinte minutos facilmente e com clímax e conclusão que duram apenas dez minutos, sendo essas as melhores partes do filme.

Mas assim como Guerra, Inverno da Alma não é um filme ruim. Tem boa fotografia e tudo o mais, mas é lento para se desenvolver (e bota lento nisso), tendo a história acontecendo em apenas uma região e com os mesmos personagens. Na primeira hora do filme, por exemplo, Ree visita os parentes que moram na região perguntando por seu pai. Precisa mesmo mostrar cada família e com o mesmo diálogo: "Cadê meu pai?"? Acredito que não. E, infelizmente, como eu disse antes, os filmes independentes se tornam realmente interessantes quando chegam aos seus momentos finais. No caso de Inverno da Alma não é diferente. O momento em que se cria um clímax tenso é curto demais para se degustar e o filme acaba logo em seguida. O desenvolvimento prolongado não é o interessante nesse tipo de cinema, mas sim sua conclusão, que sempre parece encurtada.


Quanto à atuação de Lawrence, excelente, com certeza, mas nada de excepcional como estão dizendo por aí. Na verdade ela parece uma Preciosa, só se ferra menos. Inverno da Alma é exatamente o que ele é: um filme independente norte-americano. Mesmo sendo independentes, os filmes nunca perderão o mesmo estilo que todos os que são realizados na terra do Tio Sam. Apenas ficam mais lentos. E para aguentar outro filme desses também preciso de um tempo bem prolongado para me preparar.

20 de janeiro de 2011

O CORCUNDA DE NOTRE DAME- Meu melhor clássico Disney

Eu sou seu Disney favorito?


Com certeza 99,8% das pessoas que estão lendo essa postagem possuem como seu clássico Disney favorito o belíssimo (ignore o trocadilho) A Bela e a Fera, Rei Leão ou Alladin. Com certeza A Bela e a Fera é um dos meus favoritos também, na verdade deve estar no meu TOP 3 dos meus clássicos Disney perfeitos. Mas pra mim, não existe clássico mais divertido e profundo do que O Corcunda de Notre Dame, que embora seja feito pra crianças é um dos Disney's mais adultos, sem falar que em sua versão brasileira, o filme realmente se torna uma obra-prima. E pra quem está estranhando, sim, existia uma postagem bem curta e mal escrita do filme que fiz quando criei o blog. Nada melhor do que reescrever um bom texto. Mas continuando...


Tirado das mãos da mãe ainda criança, Quasímodo é criado pelo juiz Frollo, causador da morte de sua mãe e de seu isolamento na Catedral de Notre Dame, sendo assim, o pobre corcunda nunca saiu da catedral. No dia do Festival dos Tolos, Quasímodo decide ignorar seu mestre e ir ao tal festival, conhecendo assim a cigana Esmeralda.


Com essa sinopse fica até brochante de assistir o filme, mas a verdade é que Corcunda possui as melhores músicas de um clássico Disney, sendo isso facilmente questionável, já que a versão original, composta por Stephen Schwartz, criador do incrível e único Wicked, não possui tanta energia quanto a versão brasileira, muito bem traduzida pelo Renato Rosenberg. Mas além das músicas, muitas coisas podem ser questionáveis em Corcunda. Afinal, o padre presenciou o assassinato da mãe do Quasímodo sem falar nada, além da tentativa de Frollo de matar o próprio Corcunda. Embora pareça que o filme defenda a Igreja, são esses pequenos detalhes que delatam a organização, pelo menos ao meu ver.


Além disso, as melhores fotografias de um filme Disney com certeza estão em Corcunda, e logo em seguida vem A Bela e a Fera. Afinal, a cena do baile é mais do que memorável. É um marco. Mas voltado ao Corcunda: existem tantas cenas que eu poderia falar das fotografias, mas selecionei as as mais marcantes, como a sequência em que o Quasímodo resgata a Esmeralda e praticamente o número inteiro de Lá Fora, sem falar no número Beata Maria, simplesmente formidável!


E claro, sempre tem que ter aquela lição de moral. Assim como A Bela e a Fera, Corcunda fala da beleza interior. Mas acredito que Corcunda é bem mais "pesado" na moral de beleza interior do que A Bela e a Fera. Talvez seja por isso que eu goste mais dele. Embora seja praticamente um conto Disney (baseado num livro, sei disso), o filme está muito próximo do real, sem falar no modo como tratam o Quasímodo que é ao mesmo tempo humano e desumano. A cena da tortura é simplesmente abominável, desumana. Mas a ação dos camponeses é tão fria e humana que é quase real. Eis a importância de Esmeralda no filme (em minha opinião ela é a personagem feminina Disney mais forte). Ela vê o Quasímodo como ele realmente é por dentro, pois assim como ele, o povo da personagem é mal tratado por ser diferente.


Bem, sei que muitas pessoas irão me questionar como sempre e todo o blá blá blá que vem no pacote da postagem, mas pra mim, O Corcunda de Notre Dame, em sua versão brasileira, é o melhor clássico Disney, sem mais nem menos. Agora, nem vem me falar daquela continuação porca que lançaram em DVD. Na verdade, a Disney tem um Q (detalhe pro negrito) de estragar nossas infâncias lançando continuações horríveis. As únicas que se salvaram foi do O Rei Leão. Mas isso é outra história para outra postagem. Essa é do meu melhor clássico Disney.

18 de janeiro de 2011

CINDERELA EM PARIS- O mais fraco Hepburn

Nem minha Audrey se salvou...

estou até sentindo a "onda" de fãs da Audrey Hepburn vindo com tochas e machados para me matar. Até eu não acredito no que escrevi nesse texto! Vocês sabem: eu amo a Audrey. Adorei sua interpretação em My Fair Lady e amei sua Bonequinha de Luxo. Mas Cinderela em Paris é seu filme mais fraco que vi até agora, tanto em questão de atuação quanto roteiro. E isso nem é uma surpresa, já que o filme é do mesmo diretor que fez O Pequeno Príncipe.


A história é sobre a editora da revista Quality, Maggie, e seu fotógrafo, Dick, buscando por um novo estilo para a revista, um novo rosto. Durante uma sessão de fotos numa livraria, Dick e Maggie encontram Jo, a recepcionista com charme, encanto e um rosto engraçado (Daí vem o título original do filme, Funny Face). Assim, Dick e Maggie escolhem Jo para ser o novo rosto da revista. Embora não goste da ideia, Jo aceita a proposta só para ir à Paris encontrar seu filósofo favorito.


A história é bem morna e para piorar as músicas e nem o filme decolam. Fica num clima parado como se nada estivesse avançando. A cena de Bonjour, Paris! poderia ter sido muito boa, mas acabou ficando estragada. Na verdade, a maioria das cenas musicais do filme estão estragadas, assim como seus atores. Do elenco, a única que eu salvaria é a Maggie, interpretada pela Kay Thompson. Fred Astaire está como sempre e Audrey faz um dos seus papéis mais inocentes, mas mesmo assim não consegue trazer afeição ao público (pelo menos pra mim e para minha irmã) como em seus outros filmes.



Embora todas essas falhas, Cinderela em Paris consegue ter em apenas um único momento uma das fotografias mais interessantes do cinema, uma mistura da pop art com a própria sétima arte. Pena que isso dure apenas alguns minutos e não possa salvar o filme da sua falta de números musicais e roteiro, ou melhor dizendo, pela sua falta de assunto. Cinderela em Paris é um filme bem morno, quase frio. Não decola e nem afunda.

17 de janeiro de 2011

INJUSTIÇAS NO GLOBO DE OURO

E mais um ano de premiação...

Ontem à noite, por volta das 23 horas, muitos assistiram ao vivo pela TNT, ou algum outro canal qualquer, a premiação do Globo de Ouro, que muitos de vocês sabem que é praticamente um pré-Oscar, tendo algumas pequenas mudanças entre o Globo-Oscar. E claro, muitos odeiam o Rubens Ewald Filho (eu?), mas adoram assistir a premiação com sua voz só para ouvir suas besteiras, como chamar a atriz que faz a Mercedes de Glee de Precisous do Precisosa, só porque ambas são gordas e negras (preconceito? Imagina). Mas ontem a noite, as indicações de cinema estavam claras e justas. Agora, a maior injustiça aconteceu no cenário da televisão.


Glee foi o grande vencedor da noite. E adivinha só pessoal? Achei a maior injustiça. Ok, Chris Colfer mereceu ter ganho como Melhor Ator Coadjuvante, sendo seu único forte concorrente o Eric Stonestreet de Modern Family. Jane Lynch por Sue? Dessa vez acho que não. Sue era bem mais forte na primeira temporada do que na segunda, que até agora não decolou. Era mais do que sensato que Matthew Morrson não ganharia de Jim Parsons, o grande Sheldon de The Big Bang Theory e Lea Michele não ganhou o prêmio de melhor atriz. Até aqui tudo bem. Mas então a série ganhou de novo como melhor de comédia ou musical. Isso sim foi injustiça.


Além de ter mudado todo seu foco, o único foco da segunda temporada de Glee é o Kurt (por isso o merecido prêmio de Chris Colfer). Porém, como a primeira temporada se focou em apenas um casal e acabou perdendo forças por causa disso, Glee está perdendo cada vez mais forças, já que sempre acaba se focando em apenas um personagem e perdendo o potencial e a história de um grande elenco.


E então vocês me perguntam: como que eu, fã de Glee, não gostei dos prêmios recebidos? Simples: porque pra mim foi uma injustiça. O verdadeiro campeão de melhor série comédia ou musical é com certeza Modern Family. Se Modern Family começou bem, em sua segunda temporada a série se supera. Por isso que não sei se Jane Lynch merecia seu Globo por Sue, já que a Sofia Vergara também merecia por seu papel como Gloria.


E então, ok você acha? Muita gente não gosta de Modern Family e muita gente acha que Glee só ganhou realmente uma história nessa segunda temporada. E eu? Bem, acho que Glee precisa de uma renovação e Modern Family tem que apenas ficar mais e mais engraçado com cada episódio, que é o que está acontecendo. Glee na verdade recebeu o prêmio por ser a única série musical. Agora se isso é justo ou não é algo para se discutir.